Uma pausa de dez anos separa o baiano de Vitória da Conquista, Tonton Flores, dos palcos e da música. Voltando a compor e cantar, o cantador, como gosta de ser chamado, se apresenta no dia 21 de dezembro, no Tambores e Cordas Bar e Restaurante, às 21h.
Como sempre gostou, Tonton será rodeado de amigos para apresentar seu repertório tradicional, além de novidades que farão parte de seu álbum em produção. Permanecem no setlist canções como “Mosaicos” e “Amor Antigo”. Ele também apresentará músicas inéditas, como “Calma” (Tonton Flores/Val Macambira) e “Cordas do Coração” (Tonton Flores/Papalo Monteiro), que estarão disponíveis em breve nas plataformas digitais.
Tonton recebe Wilson Aragão, Augusto Jatobá e Maria do Sol nesta que promete ser uma noite memorável. Os três são parceiros de décadas e assinam com Tonton composições e gravações. O palco também estará aberto para a participação de outros nomes da música presentes.
Tonton Flores
Tonton Flores é natural de Vitória da Conquista (BA), mora atualmente em Salvador e possui uma discografia de cinco álbuns gravados. Neles há contribuições de nomes como Luiz Caldas, Armandinho Macêdo, Mário Ulhôa, Dominguinhos, Jorge Portugal, Jocafi, entre outros.
Conheça a discografia disponível nas plataformas digitais
Empreendeu com o “Barton” em Vitória da Conquista, de onde muitas conexões musicais se consolidaram, sendo palco, por exemplo, da criação da canção Cometa Mambembe de Carlos Pitta e Edmundo Carôso. Fez shows Brasil afora e se consolidou como compositor, com músicas que circularam em rádios e festivais, e também como intérprete, principalmente de figuras populares do sertão baiano, como Elomar e Waldick Soriano.
Wilson Aragão
É responsável por uma das canções gravadas por Raul Seixas mais executadas até os dias de hoje: “Capim Guiné”. Natural de Piritiba, Aragão explora em suas composições ritmos que passeiam por baladas, xotes, martelos, galopes e outras fontes do sertão.
Augusto Jatobá
Compositor de “Matança”, hino não oficial da proteção ambiental no Brasil, Jatobá tem uma vasta história na indústria musical brasileira, tendo trabalhado na gravadora EMI-ODEON. Participou da produção de discos de Clara Nunes, João Nogueira e Joel Nascimento e projetos com Paulo César Pinheiro.
Maria do Sol
Nas suas canções, Maria do Sol deixa sua voz conversar com a natureza de forma leve. Lançou recentemente o single “Filhas da Fruta”, onde o diálogo sobre o feminino deixa essa relação ainda mais evidente.
SERVIÇO
Tonton Flores & Amigos – com Wilson Aragão, Augusto Jatobá e Maria do Sol
Data: 21 de dezembro
Horário: 21h
Local: Novo Tambores e Cordas Bar e Restaurante – Avenida D, nº 15, Jardim Guanabara, Boa Vista, Vitória da Conquista (BA)
Ingressos: (77) 98849-0189/ (77) 99114-4442
O rapper e compositor Supremo lançou seu segundo EP, Proeminente, nesta sexta-feira, 13, nas plataformas digitais. O projeto, que conta com o apoio da Lei Paulo Gustavo, destaca o talento do artista em conectar suas raízes regionais a uma sonoridade global.
Com seis faixas inéditas, Proeminente combina estilos como Trap, R&B, Afrobeat e Drill, fundindo influências da música latina e afro-caribenha em uma estética moderna. O trabalho tem a produção e direção musical de Caiik, jovem promessa do cenário baiano.
Entre os pontos altos do EP, estão as colaborações com o guitarrista Chibatinha e o produtor RDD – ambos do Àttooxxá -, o saxofonista Paulo Pitta, na faixa “Livre”, e com o rapper R4 em “A Pura”. Além disso, a canção “Crazy” traz uma fusão de Jersey Club, Funk brasileiro e Reggaeton, reafirmando a proposta inovadora de Supremo.
Como contrapartida do projeto aprovado pela Lei Paulo Gustavo, será realizado um workshop sobre Cultura Hip Hop e Produção Executiva no dia 15 de fevereiro de 2025, às 14h, no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, com entrada gratuita.
Sobre Supremo
Natural de Riacho de Santana (BA), Supremo iniciou sua carreira como MC e compositor no grupo Complexo Ragga, em Vitória da Conquista, onde desenvolveu sua identidade artística. Em 2017, embarcou em sua carreira solo, lançando seu primeiro EP, O Segredo do Jogo, Vol. 1 em 2018.
Ao longo dessa trajetória, firmou parcerias de destaque que o consolidaram como um dos principais nomes do Rap/Trap no interior baiano. Entre seus trabalhos mais marcantes estão o single “#Botukap”, em colaboração com a banda Àttooxxá, que proporcionou apresentações no Carnaval de Salvador ao lado de nomes como Major Lazer e Tropkillaz, e a participação em “Tambor”, do álbum Pó de Estrelas, de Luiz Caldas.
“O Ragga/Dancehall é o meu berço, onde ingressei na minha carreira musical e foi através dele que adquiri boa parte da minha experiência musical. Hoje em carreira solo como artista de Trap, me permito voltar às minhas raízes trazendo a essência dos ritmos latinos e afro-caribenhos, em uma sonoridade mais global e pop”, conta o artista.
O EP Proeminente tem apoio do Governo Federal, Ministério da Cultura, Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, através da Lei Paulo Gustavo.
SERVIÇO
Lançamento EP Proeminente – Supremo (2024)
Data: 13/12/2024
Local: Plataformas digitais
Workshop Cultura Hip Hop e Produção Executiva
Data: 15//02/2025
Local: Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima (Av. Rosa Cruz – Candeias, Vitória da Conquista – BA, 45028-045)
Horário: 14h
Entrada: Gratuita
Inscrições no link
Os fãs de Vander Lee terão uma noite emocionante no dia 14 de fevereiro, às 19h, no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, em Vitória da Conquista (BA). Laura Catarina, filha do saudoso cantor e compositor, apresenta o espetáculo “Laura Catarina canta Vander Lee”, uma emocionante homenagem ao legado musical deixado por seu pai, falecido prematuramente em 2016, aos 50 anos.
O show traz interpretações de sucessos inesquecíveis como “Onde Deus Possa Me Ouvir”, “Românticos” e “Esperando Aviões”, recriados com uma nova sonoridade que explora diversos estilos como pop, forró, R&B e MPB. Com o álbum ESTRELA, lançado em 2023, Laura Catarina explora a conexão profunda entre pai e filha, trazendo para o palco uma performance que mistura música, emoção e memória.
Mais do que interpretar as canções, ao longo da apresentação, Laura reconta as crônicas de amor e vida de Vander Lee, revelando ao público sua relação com o pai, o processo de luto e o renascimento por meio da arte. Gal Costa, Maria Bethânia e Rita Ribeiro eternizaram as composições do artista, mas Laura Catarina apresenta algo inédito: uma interpretação visceral, íntima e familiar de um repertório que marcou gerações.
O espetáculo já aconteceu por grandes palcos do país, como o Grande Teatro do Sesc Palladium, em Belo Horizonte, onde estreou com sessões esgotadas, além de Fortaleza e Rio de Janeiro. Agora, chega a Vitória da Conquista para uma apresentação única.
O show “Laura Catarina canta Vander Lee” será responsável por abrir as comemorações dos 15 anos do Coletivo Suíça Bahiana, uma ocasião ainda mais especial para o público local. Os ingressos limitados já estão disponíveis no site Sympla.
SERVIÇO
Laura Catarina canta Vander Lee | Vitória da Conquista (BA)
Local: Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima (Av. Rosa Cruz – Candeias, Vitória da Conquista – BA, 45028-045)
Data: 14 de fevereiro de 2025
Horário: 19h
Ingressos: https://www.sympla.com.br/
Realização: Coletivo Suíça Bahiana
Imagine uma cidade cenográfica erguida em meio à vegetação da caatinga, no sertão baiano, com direito a banco, cartório, presídio, lojas, casas e até um palácio. No entorno desse cenário, dezenas de profissionais do audiovisual se movem para fazer uma nova produção cinematográfica do interior brasileiro ganhar vida. O elenco, tão diverso quanto o Nordeste que bem os representa, se prepara para entrar em cena. Silêncio no set. Ouve-se o som da claquete. Mais uma gravação de Alice Lembra acaba de começar.
Essa é a magia do cinema que se faz ainda mais presente no município de Vitória da Conquista (BA) desde o dia 19 de novembro, quando começaram as filmagens do segundo longa-metragem infantojuvenil escrito e dirigido pelo cineasta Daniel Leite Almeida. Produzido pela Ato3 Produções, o filme é uma continuação do premiado musical Alice dos Anjos, vencedor de seis candangos no 54º Festival de Brasília e finalista do 22º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.
Em uma nova jornada pelo fantástico País das Macaúbas, Alice, agora uma pré-adolescente com trezes anos de idade, irá descobrir que a memória é um poderoso instrumento contra as opressões. Na inédita sequência que fará parte de uma trilogia, ela precisará lutar contra uma doença que acomete seus amigos, a Síndrome do Esquecimento, e uma tentativa de golpe de Estado na chamada Cidade Modelo, a capital do país encantado que ela precisará desbravar.
Memória e ancestralidade
Livremente inspirado no universo de Lewis Carroll, autor do clássico Alice no País das Maravilhas, Alice Lembra traz novamente para a produção audiovisual nacional, de forma lúdica e poética, o protagonismo do sertão e do sertanejo, da cultura popular, dos povos tradicionais e do interior baiano. E se no primeiro filme a aventura da personagem em busca da própria identidade se dá a partir do encontro com a coletividade, desta vez, a história traz para o primeiro plano a busca por sua ancestralidade.
“A identidade coletiva não responde à totalidade daquilo que somos. Então, eu percebi que, além de sujeitos sociais e coletivos, nós somos sujeitos individuais, com as nossas subjetividades, e somos sujeitos carregados de memória e ancestralidade. Cada uma dessas identidades – a coletiva, a individual e a ancestral – estão intrinsecamente ligadas. E aí eu quis abordar isso em três filmes, de modo que cada filme trouxesse enquanto tema central uma dessas três identidades, que, no caso de Alice Lembra, é a identidade ancestral”, explica o diretor, Daniel Leite Almeida.
Segundo ele, esta será a obra que irá encerrar a trilogia, apesar de ser gravada antes mesmo do segundo filme da saga. O livro “Ideias para adiar o fim do mundo”, de Ailton Krenak, foi uma das referências utilizadas pelo cineasta durante o desenvolvimento do roteiro. “Acho que todos os três filmes têm uma questão muito pessoal presente e, em Alice Lembra, é o resgate de uma memória acerca da minha própria origem. Eu sempre soube que tenho origem indígena, minha avó sempre me contava que o avô dela era indígena, mas ela nunca me falou qual era a etnia. E nos últimos anos isso tem me inquietado porque eu não saber essa etnia é o resultado de um apagamento identitário. Então, enquanto faço o filme, é como se eu estivesse cavucando esse meu não-lugar, esse esquecimento, essa ausência”, complementa Daniel.
A personagem que encarna essa busca apontada pelo diretor coloca também o protagonismo negro em evidência no filme. Alice será mais uma vez vivida por Tiffanie Costa, que tinha apenas 8 anos quando o primeiro longa foi gravado. Moradora da pequena cidade interiorana de Malhada de Pedra, ela foi projetada em sua comunidade com Alice dos Anjos, recebendo homenagens e emoldurando sonhos que antes eram difíceis de serem alcançados em um contexto marcado pela escassez de produção artística.
“Quando eu estou no set, eu me liberto. Sou eu mesma. Eu estou ali atuando, e mesmo assim não tenho vergonha de nada. Eu simplesmente dou tudo de mim e mostro que eu realmente nasci para atuar, para estar envolvida na arte. E toda vez eu penso que um dia pode ser eu sendo a diretora de um filme ou sendo outra vez uma atriz principal. É algo que realmente me encanta”, conta a atriz, agora com 13 anos.
Um sertão mágico
Mais de 200 pessoas estão envolvidas na produção do longa, que conta com uma equipe diversa, composta majoritariamente por pessoas negras, além de profissionais indígenas, atuantes seja nas áreas técnicas, seja no elenco ou figuração. O principal set de filmagens é a Casa dos Carneiros, fundação localizada no distrito do Pradoso, zona rural de Vitória da Conquista. “É o lugar que nos permite fazer uma imersão nesse sertão mágico de Alice”, revela o diretor. E é nesse mesmo local que o departamento de cenografia trabalha, desde outubro, na construção da Cidade Modelo. São cerca de 20 pessoas envolvidas só na equipe de arte, que abarca outros departamentos como maquiagem, figurino e produção de objetos.
Para o diretor de arte, Saulo Goveia, a construção da Cidade Modelo, enquanto um dos principais cenários do filme é, sem dúvidas, um dos principais desafios da produção. O processo criativo que deu origem à concepção visual desse ambiente, central para a história, teve início mesmo antes da etapa de pré-produção do filme. E quem assumiu o desafio de chefiar a equipe responsável por concretizá-lo foi o cenógrafo Gilsérgio Botelho, membro da Cia Operakata. “É uma equipe dos sonhos, que vem realizando um trabalho primoroso, com uma excelência artística e um padrão técnico muito elevados”, afirma Saulo.
Outras referências da cena artística regional também fazem parte do longa, como o compositor e maestro João Omar, responsável pela trilha sonora, ao lado do artista tupinambá Rômulo Guajupiá. Atores e atrizes locais como Ricardo Fraga, Dayse Maria e Neto Cajado, entre outros, retornam aos seus personagens do primeiro filme da trilogia. Já Fernando Alves Pinto volta a interpretar o Bode Preto. Além disso, há novamente a participação do Pajé Aripuanã, indígena tupinambá que esteve em Alice dos Anjos, trazendo toda a sua sabedoria ancestral, que agora ganha ainda mais destaque em Alice Lembra.
Cinema do interior fortalecido
Se Alice dos Anjos já representou um divisor de águas para os profissionais de Vitória da Conquista e de todo interior da Bahia pelo seu caráter formativo e pelo fortalecimento da economia local, Alice Lembra traz a possibilidade de ampliar ainda mais essas e outras perspectivas, como o sonho da protagonista Tiffanie Costa de um dia se tornar diretora de um filme. Isso inclui a consolidação do setor audiovisual da região, a oportunização de trabalho, remuneração e formalização de trajetórias audiovisuais interioranas. No primeiro filme, esse foi um processo orgânico gerado a partir das trocas de conhecimentos entre trabalhadores experientes e novos talentos.
Desta vez, as formações ganharam contornos mais bem definidos com as Vivências de Alice, que ocorreram em paralelo ao período de pré-produção e produção do longa, visando oferecer a inúmeros profissionais do interior a oportunidade de aprendizado e prática no próprio ambiente de produção. Já foram realizadas diversas formações presenciais, voltadas para a equipe de Alice Lembra, além de encontros on-line abertos ao público interessado em se aprofundar na área do cinema e audiovisual.
“As formações presenciais abrangem praticamente todos os departamentos, incluindo equipes como as de motoristas, arte, fotografia e produção executiva, desde a pré-produção até as filmagens. Nosso objetivo é proporcionar aos profissionais uma visão mais ampla das diversas áreas, oferecendo a oportunidade de explorarem e, eventualmente, migrarem para outros departamentos. Já nas formações online, abertas ao público, ficamos extremamente satisfeitos com a grande adesão. Além disso, fizemos questão de diversificar os temas abordados, incluindo uma formação em marketing digital voltado para o audiovisual.”, destaca a diretora de formação, Claudia Gonçalves.
O cineasta Vinícius Pessoa foi uma das pessoas que migraram de função após a participação no primeiro filme. Em Alice dos Anjos, atuou como produtor de objetos e agora, em Alice Lembra, assumiu a função de 2º assistente de direção. “Foi a experiência inicial que formou a gente. E eu digo ‘a gente’ porque boa parte da galera que faz cinema em Vitória da Conquista foi formada nesse filme, e foi através dele que a gente aprendeu o que era trabalhar com cinema profissionalmente, porque já tínhamos feito algumas coisas, mas não tínhamos ideia de como funcionava de fato um set, coisa que a gente só descobriu no filme. Eu até brinco que tem as produções antes e depois de Alice”, comenta.
Este projeto foi contemplado nos Editais da Lei Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022.
Fotos: Rebeca Reis.
O Auto da Compadecida 2 traz de volta a dupla mais querida do cinema brasileiro: João Grilo e Chicó. Matheus Nachtergaele e Selton Mello prometem divertir, emocionar e surpreender o público neste Natal com as novas aventuras de seus icônicos personagens. Dirigido por Flávia Lacerda e Guel Arraes, o filme se passa vinte anos depois da primeira história e mostra a pacata rotina de Chicó (Selton Mello) na mítica cidade de Taperoá, na Paraíba. Agora, ele vive da venda de santinhos esculpidos em madeira e conta a história da ressurreição de João Grilo. Seu grande amigo não dá notícias há duas décadas e Chicó acha que ele morreu novamente. Mas eis que João Grilo reaparece vivinho da silva e cheio de planos mirabolantes, que vão virar a cidade de cabeça para baixo.
A amizade de João Grilo e Chicó é o fio condutor da história e Guel Arraes destaca a sintonia dos atores Matheus Nachtergaele e Selton Mello na vida real. “Só existe brilho em uma dupla quando eles são generosos um com o outro. A amizade dos personagens é o grande tema, é o valor maior desse filme”, afirma Guel Arraes, que também assina o roteiro ao lado de João Falcão, com colaboração de Adriana Falcão e de Jorge Furtado.
Rosinha, interpretada por Virginia Cavendish, surge como uma mulher moderna e independente. Já Chicó torna-se o narrador da história. Neste contexto, novos temas foram incorporados na trama, como a “adoração” a celebridades. Em uma sociedade em que todos almejam alguns minutos de fama, João Grilo não fica de fora dessa. “Ele era o cara mais anônimo do Brasil, e agora vira uma celebridade em Taperoá, o que é uma subversão enorme”, aponta Guel.
Na continuação do clássico, novos atores chegam ao elenco. Taís Araujo é a Compadecida, personagem interpretada por Fernanda Montenegro no primeiro filme. Humberto Martins é Coronel Ernani, um fazendeiro influente, que almeja o cargo de prefeito. Eduardo Sterblitch chega como Arlindo, poderoso dono da única rádio da cidade de Taperoá. Conhecido pela esperteza nos negócios, ele tentará se aproveitar da ingenuidade da dupla para conquistar ainda mais poder. Enrique Diaz retorna como Joaquim Brejeiro que, após a morte de Severino (cangaceiro interpretado por Marco Nanini no primeiro filme), encontra trabalho nas terras do Coronel.
Fabíula Nascimento interpreta Clarabela, filha do Coronel Ernani. Ela retorna da capital para passar uma temporada em Taperoá. Apaixonada por artes plásticas e por atuação, Clarabela se interessa pelo jeito simples e ingênuo de Chicó. Outra figura chega da cidade grande para agitar Taperoá: o carioca Antônio do Amor, interpretado por Luis Miranda. Ele recorre à criatividade e ao improviso para conseguir alguns bicos e serviços informais, sempre com muita malandragem.
A ideia de realizar o filme surgiu em 2019. Guel Arraes tinha como objetivo apresentar personagens com ambições e dilemas com que o público pudesse se identificar hoje. “Nossa missão foi construir uma narrativa coerente com os dias atuais, assim como o livro do primeiro Auto foi para o Brasil dos anos de 1955, quando foi publicado”, afirma.
Autor da peça “O Auto da Compadecida”, o dramaturgo e filósofo Ariano Suassuna (1927-2014) era fã do primeiro filme. Após a autorização entusiasmada da família do autor para realizar a continuação, os roteiristas foram capazes de construir uma nova história inserindo a mesma comicidade crítica utilizada por Ariano no original. Com bom humor, o roteiro expõe as marcas de um Brasil que ainda não superou questões sociais profundas, ao mesmo tempo em que apresenta para os heróis nordestinos soluções baseadas na astúcia e na fé.
A trilha sonora original de João Falcão e Ricco Viana é um dos pontos de destaque da nova produção. A Compadecida, interpretada por Taís Araujo, ganhou a canção “Fiadeira”, na voz da icônica Maria Bethânia. No total, serão 19 canções interpretadas por artistas como Juliana Linhares, Marcelo Mimoso, Ana Barroso, Fatel e outros.
A trama de “O Auto da Compadecida 2” se passa em uma Taperoá mítica e a tecnologia chega para dar suporte à escolha artística na criação de um nordeste fantástico. O LED oferece a possibilidade de reconstrução de um Brasil mítico dos anos de 1950. Com cenários de uma paisagem preservada, a atmosfera de fábula prevalece, conferindo ainda mais fidelidade ao universo de Ariano Suassuna.
“Esta é uma Taperoá estilizada para contar uma história descolada do realismo. É como uma cidade do imaginário de Ariano Suassuna”, afirma Flávia. Guel acrescenta: “A gente quis criar uma cidade que não existe mais. O uso do LED vem com uma pesquisa detalhada para reconstruir essa cidade nordestina do Ariano”.
“O Auto da Compadecida 2” tem produção da Conspiração e da H2O Produções. A coprodução é da Claro, com patrocínios master do Instituto Cultural Vale e da Brahma, e patrocínios da Santa Helena, do Itaú Unibanco, TikTok, Nubank, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e Emiliano, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS. A distribuição é da H2O Films.
SINOPSE
Depois de 20 anos desaparecido, João Grilo retorna à pequena Taperoá para se juntar ao seu velho companheiro Chicó. Acontece que agora ele é recebido como uma celebridade na cidade. Afinal, reza a lenda que havia sido morto por bala de espingarda e ressuscitado após um julgamento que tinha o Diabo como acusador, Nossa Senhora como defensora e o próprio Jesus Cristo como juiz. Disputado como principal cabo eleitoral pelos dois políticos mais poderosos da cidade, ele faz de tudo para finalmente aplicar o golpe que vai lhe render muito dinheiro e, quem sabe, vida mansa – como se fosse possível que ele se aquietasse. Só que nada sai como planejado e ele terá que recorrer à Compadecida novamente.
ELENCO PRINCIPAL
Matheus Nachtergaele (João Grilo)
Selton Mello (Chicó)
Taís Araujo (Compadecida)
Humberto Martins (Coronel Ernani)
Luis Miranda (Antônio do Amor)
Eduardo Sterblitch (Arlindo)
Fabiula Nascimento (Clarabela)
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL
Virginia Cavendish (Rosinha)
Enrique Diaz (Joaquim Brejeiro)
FICHA TÉCNICA
Dirigido por Flávia Lacerda e Guel Arraes
Roteiro de Guel Arraes e João Falcão
Colaboração de Roteiro Adriana Falcão e Jorge Furtado
Produzido por Guel Arraes, Edson Pimentel, Pedro Buarque de Hollanda e Sandro Rodrigues
Coproduzido por Renata Brandão e Juliana Capelini
Produtores Executivos Tania Pacheco, Claudio Peralta e Carolina Jabor
Produtores Associados Matheus Nachtergaele e Selton Mello
Coprodutores Executivos: Marcos Penido, Adriana Basbaum
Gerentes Executivas: Fabiana Guzman, Jenifer Marques, Monica Zennaro e Maria Paula Carvalho
Produtora Delegada: Rose Soares
Produtores de Elenco: Alonso Zerbinato
Direção de Fotografia: Gustavo Hadba, ABC
Direção de Arte: Yurika Yamasaki
Figurino: Emilia Duncan
Maquiagem: Rosemary Paiva
Montagem: Fabio Jordão
Diretor de Efeitos Visuais: Claudio Peralta
Som Direto: Gui Algarve
Desenho de Som e Mixagem: João Jabace
Colorista: Pedro Saboya
Trilha Sonora Original: João Falcão e Ricco Vianna
Distribuição: H2O Films
Produção: Conspiração e H2O Produções
Patrocínio Master: Instituto Cultural Vale e Brahma
Patrocínio: Santa Helena, Itaú, TikTok, Nubank, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Emiliano
Coprodução: Claro
Apoio: RioFilme
Prepare-se para um dia cheio de magia! Neste sábado o Papai Noel iniciará sua jornada pela cidade com uma carreata repleta de encanto. O percurso terá saída às 08:30h na porta da loja Trilha Calçados, em frente a feira da patagônia, passando pela Frei Benjamim, Brumado, Regis Pacheco, Lauro de Freitas, contornando a Praça Vitor Brito, passando pela 02 de julho e Francisco Santos, passando pela Praça da Bandeira e em seguida, fará sua grande chegada na Praça 9 de Novembro por volta das 10h40 para receber todos com muito carinho e com uma programação cheia de entretenimento.
Não perca essa celebração especial, esperamos por vocês!!! 🎄🎁
🗓 Data: 7 de Dezembro
⏰ Horário: Das 9h às 13h
📍 Local: Praça 9 de Novembro
O rapper e compositor baiano Supremo prepara o lançamento de seu segundo EP, Proeminente, nas plataformas digitais. O projeto, que conta com o apoio da Lei Paulo Gustavo, destaca o talento do artista em conectar suas raízes regionais a uma sonoridade global.
Com seis faixas inéditas, Proeminente combina estilos como Trap, R&B, Afrobeat e Drill, fundindo influências da música latina e afro-caribenha em uma estética moderna. O trabalho tem a produção e direção musical de Caiik, jovem promessa do cenário baiano, e produção artística e executiva assinada pelo próprio Supremo.
Entre os pontos altos do EP, estão as colaborações com o guitarrista Chibatinha e o produtor RDD – ambos do Àttooxxá -, o saxofonista Paulo Pitta, na faixa “Livre”, e com o rapper R4 em “A Pura”. Além disso, a canção “Crazy” traz uma fusão de Jersey Club, Funk Brasileiro e Reggaeton, reafirmando a proposta inovadora de Supremo.
Para comemorar o lançamento, o MC promoverá uma audição especial do EP no dia 7, no GPS Lounge Bar, em Vitória da Conquista, a partir das 19h. Como contrapartida do projeto aprovado pela Lei Paulo Gustavo, será realizado um workshop sobre Cultura Hip Hop e Produção Executiva no dia 14, às 15h, no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, com entrada gratuita.
Sobre Supremo
Natural de Riacho de Santana (BA), Supremo iniciou sua carreira como MC e compositor no grupo Complexo Ragga, em Vitória da Conquista, onde desenvolveu sua identidade artística. Em 2017, embarcou em sua carreira solo, lançando seu primeiro EP, O Segredo do Jogo, Vol. 1 em 2018.
Ao longo dessa trajetória, firmou parcerias de destaque que o consolidaram como um dos principais nomes do Rap/Trap no interior baiano. Entre seus trabalhos mais marcantes estão o single “#Botukap”, em colaboração com a banda Àttooxxá, que proporcionou apresentações no Carnaval de Salvador ao lado de nomes como Major Lazer e Tropkillaz, e a participação em “Tambor”, do álbum Pó de Estrelas, de Luiz Caldas.
“O Ragga/Dancehall é o meu berço, onde ingressei na minha carreira musical e foi através dele que adquiri boa parte da minha experiência musical. Hoje em carreira solo como artista de Trap, me permito voltar às minhas raízes trazendo essência nos ritmos latinos e afro-caribenhos, em uma sonoridade mais global e pop”, conta o artista.
O EP Proeminente tem apoio do Governo Federal, Ministério da Cultura, Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, através da Lei Paulo Gustavo.
SERVIÇO
Audição do EP Proeminente
Data: 07/12/2024
Local: GPS Lounge Bar (Av. João Pessoa, 256, Centro – Vitória da Conquista, BA)
Horário: 19h
Entrada: Gratuita
Lançamento EP Proeminente
Data: 13/12/2024
Local: Plataformas digitais
Workshop Cultura Hip Hop e Produção Executiva
Data: 14/12/2024
Local: Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima
Horário: 15h
Entrada: Gratuita
Inscrições no link
O Espetáculo Musical Reinventando o Forró -Uma homenagem a Luiz Gonzaga, tem na sua essência a apresentação em que diversas linguagens da arte, se entrelaçam para ilustrar, como esse ritmo nordestino se expandiu pelo mundo, não somente como expressão de um povo, mas como um marco na cultura mundial. Hoje podemos assistir, desde grupos da “remota” Coréia, remota no sentido de uma cultura baseada em outros valores ancestrais, cantando e tocando o icônico Luiz Gonzaga.
No Espetáculo com direção de Marcelo Viana, diversos artistas da região como a vioncelista Gabriela Mello (Neta de Elomar), o Maestro e violinista Douglas Marchan, os cantores Jânio Arapiranga e Simpson, os atores Chico Carlos e Murillo Donato e o bailarino Renato Santos entre outros, se conectam pra reinventar um forró, que pretende homenagear a cultura nordestina .
A Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (Funceb/SecultBA), apresentará em Vitória da Conquista o resultado dos Salões de Artes Visuais da Bahia, que está em sua 69ª edição.
A mostra levará obras artísticas em uma exposição coletiva, que terá abertura na próxima terça-feira (3), às 19h, no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, e irá até o dia 02 de janeiro com entrada gratuita.
Dentro do mesmo evento, no dia seguinte, quarta-feira (4), acontecerá um bate-papo com artistas, também no Centro de Cultura, a partir das 15h.
Sobre os Salões de Artes Visuais da Bahia
Criados em 1992, os Salões de Artes Visuais da Bahia consolidaram-se como um dos principais instrumentos de incentivo à criação e difusão de produção artística e à dinamização dos espaços expositivos do estado da Bahia. Assim, visa apresentar ao público uma mostra contemporânea em Artes Visuais, retomando suas exposições distribuídas nos seis macroterritórios da Bahia, oportunizando o acesso a essa produção para um público diversificado, oriundo de diversas cidades do estado. Além de divulgar o trabalho dos artistas, pretende-se estimular a reflexão sobre temas das artes contemporâneas por encontros formativos e bate-papo com os artistas.
Na próxima terça-feira, 26, o Cine Movimento Centro retorna aos Centros de Cultura de Vitória da Conquista, Jequié, Itabuna, Porto Seguro e ao Colégio Modelo, em Guanambi, com uma programação que celebra a diversidade do cinema brasileiro. O destaque desta edição é o longa-metragem “Branco Sai, Preto Fica”, do diretor Adirley Queirós, selecionado como conteúdo obrigatório no vestibular da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb).
O filme, que mescla ficção científica e narrativa documental, revisita um episódio de violência policial ocorrido nos anos 1980 em um baile na periferia de Brasília, trazendo à tona reflexões sobre racismo, repressão estatal e as marcas sociais deixadas por esses episódios. O público terá a oportunidade de assistir ao longa gratuitamente na sessão das 19h.
Mais cedo, às 15h, o projeto oferecerá uma sessão com pacote completo de acessibilidade, garantindo que pessoas com deficiência possam participar plenamente da experiência cinematográfica.
Confira a programação completa:
15 horas
Curta-metragem: Como Respirar Fora d’Água , de Júlia Fávero e Victória Negreiros
Longa-metragem: Aos Olhos de Ernesto, de Ana Luiza Azevedo
19 horas
Curta-metragem: Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli
Longa-metragem: Branco Sai, Preto Fica, de Adirley Queirós
Sobre o Cine Movimenta Centro
O Cine Movimenta Centro é um projeto dedicado a democratizar o acesso ao cinema brasileiro, promovendo a exibição de filmes de longa e curta metragens de forma simultânea nas cidades de Vitória da Conquista, Itabuna, Jequié, Guanambi e Porto Seguro. Com sessões gratuitas, o projeto transformou os Centros de Cultura em salas de cinema digitalizadas e acessíveis, oferecendo ao público uma experiência cinematográfica única e enriquecedora.
O Cine Movimenta Centro foi contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022.
SERVIÇO
Cine Movimenta Centro
Data: De julho de 2024 a março de 2025
Locais: Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima (Vitória da Conquista), Centro de Cultura ACM (Jequié), Centro de Cultura Adonias Filho (Itabuna), Centro de Cultura de Porto Seguro e Colégio Modelo de Guanambi
Horário: Todas as terças-feiras às 19h; sessões especiais às 15h a cada 15 dias
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site oficial e acompanhe as atualizações nas redes sociais do projeto.