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AÇÕES BAHIA - PROJETOS INSTITUCIONAIS 0526 (2)
GOVERNO DO ESTADO - AÇÕES
AÇÕES BAHIA - PROJETOS INSTITUCIONAIS 0526 (1)

A Câmara Municipal de Vitória da Conquista aprovou por unanimidade, no dia 6 de fevereiro de 2026, a indicação de autoria da Mesa Diretora que propõe a destinação de R$ 30 milhões para a construção de moradias populares no município. O valor deverá ser reservado dentro do empréstimo de até R$ 400 milhões autorizado pela Lei nº 3.088, de 15 de dezembro de 2025, pelo Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa). A proposta contou com votos favoráveis de vereadores da situação e da oposição, evidenciando convergência política em torno da pauta habitacional.

Na sessão da última sexta-feira (20), o tema voltou a ser debatido pelos parlamentares. Presidente da Câmara, Ivan Cordeiro afirmou que o papel do Legislativo é técnico e institucional, mas sobretudo político. “A análise deste projeto pela Câmara é um dever institucional de extrema relevância. É obrigação desta Casa garantir que a lei ofereça soluções reais para o déficit habitacional, com total transparência e dentro da responsabilidade fiscal exigida pelo cargo que ocupamos”.

A vereadora Cris Rocha (MDB) destacou a relevância da pauta e relatou reunião com o arcebispo metropolitano de Vitória da Conquista, Dom Vitor Agnaldo, ao lado do presidente Ivan Cordeiro e outros parlamentares. O encontro tratou da Campanha da Fraternidade de 2026, que terá como tema Fraternidade e Moradia.

“Tivemos um importante encontro com o nosso arcebispo metropolitano, Dom Vitor, onde discutimos a questão da moradia, que é um tema urgente e extremamente sensível em nossa cidade. Levamos ao conhecimento do arcebispo a indicação desta Casa para que, dentro dos R$ 400 milhões do empréstimo aprovado, R$ 30 milhões sejam destinados à construção de casas populares. Hoje temos um déficit habitacional estimado em cerca de 10 mil pessoas sem acesso à moradia digna”, afirmou.

A vereadora também ressaltou o caráter social da proposta. “Moradia não é favor para ninguém, moradia é direito. Investir com recursos próprios em habitação pode transformar Vitória da Conquista em referência no nosso Estado”. Cris Rocha ainda defendeu prioridade para mulheres em situação de violência doméstica.

“Ao priorizar a titularidade feminina nos contratos e assegurar vagas para mulheres em situação de violência, não estamos apenas entregando chaves. Estamos oferecendo a segurança necessária para que elas possam romper ciclos de abuso e ter um teto seguro para si e para seus filhos. É uma obrigação institucional reconhecer a moradia como o primeiro degrau para a dignidade e a independência da mulher”.

O vereador Alexandre Xandó (PT) parabenizou a Mesa Diretora pela iniciativa e chamou atenção para a dimensão do déficit habitacional no município. “Quero parabenizar a Presidência da Mesa Diretora, em nome de toda a Câmara, pela destinação de R$ 30 milhões para a construção de casas populares. Vitória da Conquista enfrenta um déficit habitacional que chega a cerca de 10 mil famílias. O governo do presidente Lula já está construindo 1.644 unidades pelo Minha Casa, Minha Vida no município, com mais 700 casas autorizadas. Vamos ultrapassar 2.200 unidades, mas ainda existe uma demanda muito grande”, afirmou.

Xandó também defendeu que parte dos recursos contemple a reforma de moradias já existentes. “Além da construção de novas unidades, precisamos olhar para a reforma de casas. Muitas famílias vivem em imóveis condenados, com rachaduras ou atingidos por incêndios e outros desastres, e não têm condições de arcar com os custos da recuperação. O Plano Municipal de Habitação já prevê melhoria habitacional, e vários municípios destinam recursos, inclusive com apoio da Defesa Civil, para esse tipo de intervenção. É importante que parte desses R$ 30 milhões possa contemplar também a reforma de casas”, destacou.

O vereador Edjaime Rosa, Bibia (União Brasil), também defendeu que a proposta considere a melhoria habitacional e citou experiências adotadas em outras cidades. “Salvador desenvolveu projetos importantes de recuperação de moradias populares, especialmente em áreas de encosta, transformando comunidades inteiras. Em Vitória da Conquista, bairros como Alto Maron, Vila Elisa, Bruno Bacelar e a parte alta do Aparecida enfrentam situações semelhantes, que poderiam ser incluídas nesse projeto da Mesa Diretora”, afirmou.

Segundo Bibia, incluir a reforma de casas no investimento amplia o alcance social da medida. “A construção é fundamental, mas a recuperação de moradias em situação precária também é necessária. Muitas famílias vivem em áreas vulneráveis e precisam dessa atenção do poder público”, completou.

O vereador Fernando Jacaré também destacou a importância da indicação aprovada por unanimidade. “A Câmara de Vereadores, de forma ousada e corajosa, sai na frente e indica que parte do empréstimo seja destinada à moradia popular. Não importa o formato — se é construção ou reforma — o que importa é o projeto, a ideia e a indicação desta Casa. Esse recurso só vai existir porque os vereadores aprovaram”, declarou.

Estruturação de nova política municipal – Além da indicação, a Câmara deu início à tramitação do Projeto de Lei Complementar nº 46/2025, que propõe a criação de uma nova Política Municipal de Habitação de Interesse Social (PMHIS). A iniciativa busca atualizar o marco legal do município, substituindo legislações anteriores e alinhando a política local às diretrizes federais.

Entre os mecanismos previstos estão a criação de um Conselho Municipal e de um Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social, além de quatro linhas estratégicas: provisão habitacional (construção e requalificação de unidades), intervenção em assentamentos, melhoria habitacional e assistência técnica às famílias beneficiadas.

O projeto também prevê instrumentos como Benefício de Locação Social e Bolsa Moradia, destinados a famílias com renda mensal bruta de até três salários mínimos, com prioridade para mulheres em situação de violência doméstica, idosos, pessoas com deficiência e famílias em situação de risco.

Recursos autorizados – Após aprovação da Câmara de Vereadores, a Lei nº 3.088 foi sancionada pela prefeita Sheila Lemos e autoriza o município a contratar operações de crédito de até R$ 400 milhões junto a instituições financeiras nacionais ou internacionais, públicas ou privadas, incluindo organismos multilaterais e agências de fomento. A contratação poderá ocorrer até o último dia útil de maio de 2028.

O debate travado no Legislativo insere a moradia popular no centro da discussão sobre planejamento urbano e desenvolvimento social do município, cabendo agora ao Executivo avaliar a viabilidade da proposta dentro das diretrizes do planejamento municipal e das normas de responsabilidade fiscal.

O direito à moradia é previsto na Constituição Federal como direito social fundamental e está diretamente relacionado à dignidade da pessoa humana. Especialistas apontam que o déficit habitacional não se resume à ausência de casas, mas também envolve moradias em condições inadequadas, famílias que vivem em situação de superlotação e aquelas que comprometem parcela significativa da renda com aluguel.

A precariedade habitacional impacta múltiplas áreas da vida social. Estudos indicam que a falta de moradia adequada está associada a maiores índices de vulnerabilidade social, dificuldades no acesso à educação e à saúde, insegurança alimentar e instabilidade financeira. A moradia é considerada base estruturante para a inclusão social e para a redução das desigualdades.

Em Vitória da Conquista, a demanda por habitação popular é reconhecida como um desafio histórico. Durante os debates em plenário, foi citado um déficit estimado em cerca de 10 mil pessoas sem acesso à moradia digna no município. Diante desse cenário, e considerando a possibilidade de captação de recursos por meio do financiamento autorizado, a Câmara apresentou a indicação com o objetivo de inserir a política habitacional entre as prioridades do planejamento municipal.

Por Samara Dias

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CORTINA E CIA COLCHÕES

O dia 23 de março será marcado por uma Sessão Especial sobre a Campanha da Fraternidade 2026, que este ano discute o tema “Fraternidade e Moradia”, proposto pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A sessão acontece no Plenário Carmen Lúcia, às 18 horas.

A solenidade reflete o compromisso do Legislativo Municipal com as discussões da Campanha da Fraternidade. Em 2016, a Casa aprovou a Lei Municipal nº 2.081/2016, que determina a realização do evento anualmente como estratégia para dar ainda mais projeção aos temas sociais discutidos pela Igreja.

Na manhã desta segunda-feira, 23, a Câmara Municipal reuniu-se com o coordenador de Pastorais e Movimentos da Arquidiocese de Vitória da Conquista, Padre Zenilton Dias, para alinhar os detalhes finais.

“É com alegria que nós estamos aqui, nos preparando para dar continuidade a esse momento tão importante que é a Campanha da Fraternidade, realizada nesse período da Quaresma — um momento forte de conversão, de mudança de vida e de rumo. Nossos vereadores abraçaram essa campanha e estão empenhados na sua articulação e organização”, afirmou o Padre Zenilton.

Investimento em Moradia Popular – Recentemente, a Câmara Municipal aprovou a Indicação Nº 48/2026, que propõe à Prefeitura a destinação de R$ 30 milhões, provenientes do Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (FINISA), para a construção de moradias populares.

“É uma feliz coincidência que os interesses da Câmara e da Igreja Católica estejam em perfeita sintonia. A sessão especial será um momento para que toda a sociedade se una e dialogue sobre este assunto de tamanho interesse para nossa comunidade urbana e rural”, celebrou o presidente da Casa, Ivan Cordeiro (PL).

O Padre Zenilton reiterou a importância do apoio político à causa: “Queremos agradecer aos vereadores que aprovaram este projeto de R$ 30 milhões para ajudar os irmãos que não têm moradia, que não têm um banheiro, que não têm dignidade. A campanha traz esse gesto concreto que favorecerá tantos necessitados”.

Sobre a Campanha de 2026 – Com o tema “Fraternidade e Moradia” e o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14), a Campanha da Fraternidade busca iluminar a realidade de milhões de brasileiros sem acesso a uma habitação adequada. A escolha do tema reforça o compromisso histórico da Igreja com a justiça social e o direito à moradia digna.
Por Guilherme Barbosa
CORTINA E CIA COLCHÕES
Novo Paraiso

Na sessão desta sexta-feira (20), o vereador Fernando Jacaré (PT) defendeu a destinação de R$ 30 milhões, do empréstimo de R$ 400 milhões aprovado pela Câmara, para a construção e reforma de casas populares no município. A indicação para a área habitacional foi aprovada por unanimidade pelos 23 vereadores.

Jacaré destacou que a iniciativa demonstra responsabilidade social do Legislativo e reforçou que o recurso só será investido porque passou pela aprovação da Câmara. Segundo ele, o Parlamento cumpre seu papel constitucional ao fiscalizar e indicar prioridades que atendam às demandas da população.

O vereador também ressaltou a importância do diálogo entre situação e oposição em pautas de interesse coletivo e relacionou a proposta à Campanha da Fraternidade e ao período da Quaresma, que neste ano abordam a moradia como tema central. Ele mencionou o apoio da Igreja Católica à iniciativa.

Por fim, Fernando Jacaré defendeu a realização de uma audiência pública para ampliar o debate sobre a política habitacional e destacou a urgência da medida diante do déficit habitacional e da longa espera de famílias cadastradas para receber moradia no município.

Por Samara Dias

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CORTINA E CIA COLCHÕES

O presidente da Câmara Municipal, Ivan Cordeiro, iniciou nesta sexta-feira (20) a tramitação do Projeto de Lei Complementar nº 46/2025, que propõe a criação de uma nova Política Municipal de Habitação de Interesse Social (PMHIS). A proposta substitui legislações antigas, de 1991 e 2003, e busca adequar o município às diretrizes federais, como o Estatuto da Cidade e o Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social.

O projeto prevê a criação de um Conselho e de um Fundo Municipal de Habitação, além de quatro linhas estratégicas: provisão de novas moradias, urbanização e regularização de assentamentos, melhoria habitacional e assistência técnica às famílias beneficiadas.

Entre as novidades estão o Benefício de Locação Social, com subsídio para aluguel, e o Bolsa Moradia, auxílio temporário para famílias em situação de risco. O público prioritário será formado por famílias com renda de até três salários mínimos, com atenção especial a mulheres vítimas de violência, idosos, pessoas com deficiência e famílias em vulnerabilidade, além da priorização da titularidade feminina nos contratos.

Segundo Ivan Cordeiro, cabe ao Legislativo analisar a viabilidade técnica e orçamentária da proposta, garantindo segurança jurídica, transparência e responsabilidade fiscal para enfrentar o déficit habitacional no município.

Novo Paraiso
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Durante a sessão ordinária desta sexta-feira (20), o vereador Subtenente Muniz (PDT) comentou a suspensão da Tarifa de Pós-Utilização (TPU) da Zona Azul em Vitória da Conquista e destacou a atuação da Câmara Municipal no debate sobre o tema. Segundo ele, a retirada da taxa foi resultado da mobilização de vereadores que enfrentaram o tema de forma direta.

Apesar da suspensão, Muniz alertou que o comunicado da concessionária prevê aplicação direta de multa de trânsito em caso de irregularidade no estacionamento. De acordo com o parlamentar, a penalidade pode chegar a R$ 195, além de pontos na CNH.

O vereador defendeu união entre os parlamentares para buscar alternativas que não prejudiquem a população nem o comércio local. Ele afirmou ser favorável à Zona Azul como instrumento de organização do trânsito, desde que funcione de forma adequada e sem penalizações excessivas.

Em outro ponto do discurso, Muniz chamou atenção para a importância da mandiocultura na economia regional e conclamou produtores e representantes da Fecularia Conquista a se mobilizarem para fortalecer o setor, evitando prejuízos semelhantes aos enfrentados pela lavoura cacaueira no sul da Bahia.

Por Anuska Meirelles

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Na sessão desta sexta-feira (20), a vereadora Cris Rocha (MDB) celebrou a decisão da Prefeitura de Vitória da Conquista de suspender, por tempo indeterminado, a cobrança da Tarifa de Pós-Utilização (TPU) da Zona Azul. Para a parlamentar, a medida representa uma vitória da população e resultado da mobilização da Câmara Municipal.

Segundo Cris, o Legislativo atuou como mediador, promovendo reuniões com a Prefeitura e a empresa responsável pelo serviço após as manifestações populares. Ela afirmou que a suspensão atende ao clamor das ruas e tranquilizou comerciantes e trabalhadores do centro, destacando que a Zona Azul deve funcionar como instrumento de organização do trânsito, e não de penalização.

Durante o pronunciamento, a vereadora também destacou reunião com o arcebispo metropolitano Dom Vitor Agnaldo para tratar da Campanha da Fraternidade 2026, que terá como tema “Fraternidade e Moradia”. Na ocasião, foi apresentada a indicação da Câmara para destinar R$ 30 milhões, do empréstimo de R$ 400 milhões aprovado pelo município, à construção de casas populares. Cris ressaltou que o investimento pode ajudar a reduzir o déficit habitacional e defendeu prioridade para mulheres, especialmente vítimas de violência.

Ao final, a parlamentar comentou a situação do Hospital Unimec, após o rompimento unilateral do contrato com a Prefeitura. Ela informou que a Câmara acompanha as tratativas com a Secretaria Municipal de Saúde e defendeu diálogo para evitar prejuízos à população. Cris Rocha encerrou reafirmando o compromisso do mandato com a saúde pública, a moradia digna e a escuta das demandas da sociedade.

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Na sessão ordinária desta sexta-feira (20), o vereador Edivaldo Ferreira Jr. (PSDB) voltou à tribuna para defender o projeto de lei que propõe a redução da tarifa de esgoto de 80% para 40% em Vitória da Conquista.

Segundo o parlamentar, a proposta tem impacto social e econômico, ao aliviar o orçamento das famílias. O texto também determina que a concessionária responsável pelo serviço realize o recapeamento asfáltico das vias onde houver intervenções no prazo máximo de dois dias úteis, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

Edivaldo explicou que já existe um decreto municipal, publicado em 2023, que estabelece o prazo para recomposição do asfalto, mas sem previsão de penalidade. Com o novo projeto, a multa passaria a garantir o cumprimento da medida.

Durante o discurso, o vereador criticou a qualidade do serviço prestado e citou dados financeiros divulgados pela Embasa, destacando o lucro bilionário da empresa nos últimos anos. Ele afirmou que uma concessionária com esse faturamento precisa oferecer um serviço mais eficiente, principalmente diante dos transtornos causados após intervenções e períodos de chuva.

Por fim, ressaltou que, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), os municípios passaram a ter competência para regulamentar a tarifa de esgoto, reforçando a defesa da redução e da cobrança de mais responsabilidade da empresa.

Por Anuska Meirelles

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Na sessão desta sexta-feira (20), a vereadora Márcia Viviane (PT) fez um pronunciamento na Câmara Municipal de Vitória da Conquista abordando temas como a revogação da Tarifa de Pós-Utilização (TPU) da Zona Azul e a situação da saúde pública no município.

A parlamentar iniciou convidando a população para uma plenária promovida pelo Fórum de Mulheres de Vitória da Conquista, que será realizada neste sábado (21), no Sindicato dos Bancários, com debates em defesa da vida das mulheres, da democracia e pelo fim da escala 6×1.

Sobre a suspensão da taxa pós-uso da Zona Azul, Márcia lembrou que já havia alertado, ainda em novembro, sobre os problemas da medida. Para ela, a revogação foi importante, mas defendeu o ressarcimento das pessoas autuadas. A vereadora também criticou a falta de diálogo na elaboração do decreto e afirmou que a decisão trouxe prejuízos para comerciantes e desgastes para os vereadores.

No campo da saúde, Viviane informou a confirmação de casos de mpox, incluindo um registro em Vitória da Conquista, e orientou a população a procurar atendimento em caso de sintomas. Ela também destacou um corte de R$ 72 milhões no orçamento da saúde municipal, classificando o valor como significativo diante das dificuldades já enfrentadas pelo setor.

A vereadora reforçou o papel da Câmara na fiscalização dos recursos e afirmou que os repasses federais estão sendo realizados regularmente. Por fim, cobrou transparência sobre a contrapartida do município e a contratualização com a unidade hospitalar, além de acompanhamento da execução orçamentária da Secretaria Municipal de Saúde.

Por Samara Dias

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O anúncio de que o Hospital Unimec deixará de atender pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a partir do próximo dia 28 de fevereiro acendeu o alerta em Vitória da Conquista e mobilizou vereadores em busca de esclarecimentos junto ao Executivo municipal.

No último dia 7 de fevereiro, a Prefeitura comunicou oficialmente que o hospital não continuará prestando serviços pelo SUS. A instituição, por sua vez, alega que os valores repassados pela gestão municipal são insuficientes para cobrir os custos operacionais de um hospital privado, tornando o contrato inviável.

Diante da preocupação com os possíveis impactos na rede municipal de saúde, representantes da Câmara se reuniram na manhã desta quinta-feira (19), na sede da Secretaria Municipal de Saúde, para discutir o fim do contrato, previsto para 28 de fevereiro. O encerramento do atendimento pelo SUS gera apreensão principalmente porque o Hospital Unimec é referência em pronto-socorro, urgência e emergência, além de disponibilizar leitos clínicos e cirúrgicos vinculados ao município.

A reunião foi solicitada pela vereadora Cris Rocha (MDB), 2ª vice-presidente da Mesa Diretora, com o objetivo de buscar esclarecimentos e dialogar sobre alternativas que evitem prejuízos à população. Também participaram do encontro a vereadora Lara Fernandes (Republicanos), presidente da Comissão de Saúde; o vereador Ricardo Babão (PCdoB), membro da comissão; além dos vereadores Gabriela Garrido (PV), Léia Meira (PSD), Ricardo Gordo (PSB), Dinho dos Campinhos (Republicanos), Subtenente Muniz (PDT) e Adinilson Pereira (UB).

Durante a reunião, Cris Rocha destacou a necessidade de união entre os poderes. Segundo ela, o hospital desempenha papel fundamental no atendimento de urgência e emergência e nos leitos clínicos e cirúrgicos, e a população não pode ficar desassistida. A vereadora afirmou que o diálogo com a secretária municipal de Saúde é essencial para compreender a problemática e buscar soluções.

Representando a Comissão de Saúde, Ricardo Babão reforçou o compromisso do Legislativo em acompanhar de perto a situação e garantir transparência à população. Ele afirmou acreditar que, com diálogo entre Legislativo e Executivo, será possível chegar a um entendimento que impeça prejuízos aos usuários do SUS.

A secretária municipal de Saúde, Fernanda Maron, explicou que a decisão de encerrar o atendimento partiu da própria instituição hospitalar e que a pasta já está adotando as providências necessárias para reorganizar a rede. Ela ressaltou a importância da reunião com os vereadores como forma de fortalecer a construção conjunta de soluções para a saúde pública.

De acordo com nota da Secretaria Municipal de Saúde, a decisão ocorre durante a vigência do Edital nº 001/2026, publicado em 2 de fevereiro, que estabelece critérios, valores e normas para a contratação de serviços de média e alta complexidade na rede pública. A administração municipal afirma que, com o edital em vigor, não é possível formalizar contratos em condições diferentes das previstas na chamada pública.

Em nota oficial, o Hospital Unimec informou que a discussão sobre a viabilidade do contrato ocorre há cerca de dois anos. A instituição afirma que apresentou dados técnicos à Secretaria e ao Conselho Municipal de Saúde (CMS), além de ter encaminhado proposta de revisão do modelo de contratação.

Com o prazo se aproximando, a expectativa agora é que novas rodadas de negociação possam ocorrer antes do fim do contrato, para evitar impactos no atendimento à população que depende do SUS no município.

CORTINA E CIA COLCHÕES
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O SineBahia anunciou a lista de oportunidades de emprego disponíveis em todo o estado para esta quinta-feira, 19 de fevereiro. A instituição estadual atua na intermediação de mão de obra e está presente em várias cidades de diferentes regiões.

Em Vitória da Conquista, foram publicados 49 anúncios, totalizando 57 vagas em diversas funções e atividades econômicas.

Para conseguir se candidatar a alguma das vagas anunciadas, é necessário comparecer à unidade do SineBahia na cidade onde a oportunidade está disponível. No local, os candidatos podem acessar a lista completa de vagas abertas na rede.

É imprescindível levar a carteira de trabalho (física ou digital), RG, CPF, comprovantes de residência e escolaridade, além de certificados de cursos, caso seja necessário comprovar qualificações adicionais.

A maioria das agências realiza atendimento sem necessidade de agendamento prévio. No entanto, quem preferir pode agendar pelo site ba.gov.br.

No site da Secretaria Estadual de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), há um link disponível com os endereços e telefones de todas as unidades do SineBahia. As agências geralmente funcionam nas unidades do SAC ou Ponto SAC nas cidades onde o serviço está disponível.

Em Vitória da Conquista, o SineBahia possui duas unidades:

SAC I – Rua Rotary CLub, nº149, no Centro, com atendimento das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira. O telefone de contato é (77) 3424-2355 ou pelo e-mail: sinebahia.vitoriadaconqusita@setre.ba.gov.br.

SAC 2 – Avenida Olívia Flores, nº 2500, Shopping Boulevard. O atendimento é das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira. O telefone de contato é o (77) 3421-6262 e o e-mail é sinebahia.vitoriadaconquista2@setre.ba.gov.br.

Confira as vagas de emprego na cidade:

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