Mais de três semanas após o início da greve dos profissionais da educação de Vitória da Conquista, o calendário letivo, que por lei tem de ser 200 dias, já está comprometido.

A greve que teve início no dia 21 de julho é por reivindicação de reajuste salarial dos profissionais e ainda um plano de carreira para os monitores escolares.

No entanto, pouco se tem conseguido avançar no diálogo entre prefeitura e o sindicato que representa a categoria. A prefeitura alega não ter dinheiro para atender ao reajuste reivindicado, além do quê, poderia extrapolar a lei de responsabilidade fiscal, e ainda sugeriu contratar professores substitutos para ocupar salas de aula onde não estão havendo aula.

“A prefeitura tem a sua disposição alguns dispositivos com respaldo legal que permite que sejam feitas contratações emergenciais de interesse público, mas nós continuamos apostando no diálogo e apostamos na conscientização dos professores.”, disse Jonas Salas, secretário municipal de administração em entrevista à TV Sudoeste.

Por outro lado a presidente do SIMMP, Ana Cristina Novais, declarou em entrevista a mesma emissora que “A nossa greve foi julgada legal, então a prefeitura não pode contratar ou substituir porque a constituição proíbe essa contratação neste caso.”

Nesta segunda-feira (13), todos os profissionais da educação da Rede Municipal de Ensino de Vitória da Conquista, filiados ao SIMMP, estão convocados para assembleia da categoria, que acontecerá segunda-feira (13/08), na Câmara de Vereadores, às 8:30 horas.

Enquanto uma solução não é acordada, os cerca de 43 mil estudantes da rede pública ficam prejudicados com todo esse impasse. Com informações do Blog do Rodrigo Ferraz