Está na manchete do Estadão deste sábado: “Licitação do governo prevê pagar até R$ 732 milhões a mais por ônibus escolares”. De nada adiantou demitir o reverendo Milton Ribeiro, o quarto ministro nomeado por Bolsonaro para o Ministério da Educação.

Como escrevi aqui quando estourou o escândalo da distribuição de verbas a prefeituras por pastores do gabinete paralelo do MEC indicados pelo presidente, pouco importa trocar mais um ministro seja por quem for, se os esqueletos do esquema montado pelo Centrão continuassem nos armários. Na mesma semana em que caiu Milton Ribeiro, o Estadão denuncia mais uma maracutaia: “Processo foi montado no FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), órgão controlado por Ciro Nogueira e Valdemar da Costa Neto; seus apadrinhados ignoraram alertas dos órgãos de controle”.

Só a certeza da impunidade garantida por um governo que controla os órgãos de controle permitiu que se armasse

mais esse assalto aos cofres públicos. Documentos obtidos pelo jornal revelam que o governo aceita pagar até R$ 480 mil por um ônibus que, de acordo com o setor técnico, deveria custar no máximo R$ 270,6 mil. “A operação foi montada dentro do FNDE, que concentra a maior fatia de recursos destinados a investimentos em educação. O fundo é presidido por Marcelo Ponte, que chegou ao cargo por indicação do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, do PP, de quem foi chefe de gabinete. O processo da concorrência ao qual o Estadão teve acesso, mostra que o FNDE atropelou as orientações dos órgãos de controle e da própria área técnica, que apontam sobrepreço de valores dos ônibus que o governo aceita pagar até R$ 480 mil por um ônibus que, de acordo com o setor técnico, deveria custar no máximo R$ 270,6 mil. “A operação foi montada dentro do FNDE, que concentra a maior fatia de recursos destinados a investimentos em educação. O fundo é presidido por Marcelo Ponte, que chegou ao cargo por indicação do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, do PP, de quem foi chefe de gabinete.

O processo da concorrência ao qual o Estadão teve acesso, mostra que o FNDE atropelou as orientações dos órgãos de controle e da própria área técnica, que apontam sobrepreço de valores dos ônibus que o governo aceita pagar”, informa o jornal. Fica evidente na montagem do esquema a atuação direta