Desde o início da semana, o Procon de Vitória da Conquista tem percorrido estabelecimentos comerciais da cidade em cumprimento à Resolução nº 475da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que proibiu a venda de pomadas utilizadas para modelar, trançar e fixar cabelos. A medida, publicada em 9 de fevereiro, no Diário Oficial da União, é válida para todo o território nacional.

A decisão foi tomada pela Anvisa como forma de prevenção, devido ao registro de casos de intoxicação pelo uso desse tipo de produto, em diferentes regiões do país. Entre os efeitos alegados pelos consumidores, estão a perda temporária da visão, ardência nos olhos, lacrimejamento, coceira, vermelhidão e inchaço nos olhos, dores de cabeça e queda de cabelo. Para mais informações e detalhes, clique aqui.

A equipe de fiscalização do Procon está passando por lojas de cosméticos, farmácias, lojas de conveniência, salões e barbearias da cidade. Depois de retirados das prateleiras, os produtos são contabilizados, têm as marcas especificadas e, em seguida, são lacrados em caixas ou sacos plásticos – e assim devem permanecer, enquanto durar a determinação da Anvisa.

“A gente pede que os comerciantes guardem esses volumes e não rasurem, sob pena, inclusive, de receberem multas”, explica o agente de fiscalização Maílcio Nogueira. A proibição de venda é temporária, até que a Anvisa realize testes, análises e outras providências para concluir as investigações sobre os efeitos colaterais do produto. Até o momento, a equipe já apreendeu mais de 170 embalagens de pomadas, que foram acondicionados em oito volumes, devidamente lacrados pelo Procon.

Procon já apreendeu mais de 170 embalagens de pomadas modeladoras em Vitória da Conquista

Comerciantes já estão retirando os produtos

Na maioria das visitas, os agentes têm percebido que os próprios comerciantes, já cientes da orientação da Anvisa, têm se adiantado e retirado os produtos por conta própria. Foi o caso da vendedora Ana Carolina Oliveira, que trabalha numa loja de cosméticos do bairro Brasil. Quando a equipe do Procon chegou ao local e conversou com a gerência sobre a interdição da venda das pomadas, os produtos já não estavam nas prateleiras.

“A gente viu, por meio da televisão e da internet, os avisos da Anvisa, pedindo para retirar os produtos. E foi isso que a gente fez. Retirou e guardou tudo”, disse Ana Carolina, acrescentando que algumas das empresas fornecedoras chegaram a entrar em contato com a loja, recomendando a retirada dos produtos vinculados à suas marcas. “Mas a gente retirou também as pomadas de todas as outras marcas, até das que não entraram em contato”, explicou a vendedora.