Este sábado (1º) foi dia de mutirão de combate a focos do mosquito Aedes aegypti no bairro Ipanema, na área de entorno da Unidade de Saúde Nestor Guimarães. Uma equipe formada por oito supervisores e mais de trinta agentes de combate às endemias percorreu entre 600 e 700 imóveis, transmitindo orientações sobre a importância de se evitar que as arboviroses como a dengue, a zika e a chikungunya continuem a se proliferar.
A ida dos agentes ao Ipanema se deve ao índice de 8,6, atingido pelo bairro no mais recente Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa), divulgado na semana passada. “É um índice de infestação muito alto. Então, a gente precisa entrar no bairro com a ação de informação, de combate. É importante que a população saiba como está o seu bairro. É um risco alto e a transmissão do vírus pode acontecer pela existência do mosquito no bairro”, explica o supervisor geral de Endemias, Joseilton Ferreira.
O esforço de prevenção se justifica, pois, este ano, Vitória da Conquista já teve uma morte por dengue confirmada pela Câmara Técnica do Estado da Bahia. A vítima foi um homem de 62 anos que residia no bairro Urbis V.
O Ipanema foi o quarto colocado entre os bairros que registraram as maiores incidências de infestação. Os três primeiros, pela ordem, foram o Vila Marina, com índice 10; o Panorama, com 9,7, e o Morada Real, que chegou a 8,9. Nessas três localidades, os mutirões já foram concluídos ou estão em andamento. “É muito importante que a população saiba disso e entenda que o principal papel de combate é dela mesmo, de cada morador”, reforça Joseilton.

Solange Moitinho
Ao entrar nos imóveis, os agentes fizeram vistorias à procura de possíveis locais onde houvesse água parada – o que poderia se tornar um potencial foco de proliferação do Aedes aegypti. Na casa de Miralva Soares, por exemplo, não foi identificado nenhum foco. Apreciadora de plantas e criadora de gatos, ela garantiu que conhece todos os cuidados necessários. “É não deixar vasilhas com água. Tenho cinco gatos aqui, mas todos os dias eu lavo as vasilhas e troco a água. Você está vendo aí que não tem água acumulada”, disse Miralva.
O esposo dela, Írio Barbosa, proprietário de uma borracharia dedicada exclusivamente ao conserto de bicicletas, também se mostrou bem-informado e atento no combate aos focos do mosquito. “Muita gente é relaxada e deixa água no quintal à vontade. E aí, termina prejudicando os vizinhos, também. A gente faz tudo para manter tudo em ordem”, disse.
Depois de conferir a situação dos reservatórios em outro estabelecimento, a agente de endemias Solange Moitinho recomendou aos proprietários que instalassem telas entre as caixas d’água e suas respectivas tampas, a fim de manter os mosquitos longe dali. “A gente recomenda que vocês continuem a tomar todos os cuidados. E, caso sintam os sintomas da dengue, nada de tomar remédio por conta própria. A gente orienta que procurem uma unidade de saúde”, disse Solange, depois de realizar os procedimentos da vistoria.
- Miralva Soares
- Írio Barbosa
Mutirões continuam
A partir de segunda-feira (3), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) vai enviar equipes de agentes aos bairros Panorama, Morada Real, Kadija, Nossa Senhora Aparecida, Urbis V, Recreio e Santa Terezinha. Além do trabalho preventivo já realizado normalmente, eles estão envolvidos em intensificar os esforços nos bairros que registraram os maiores índices do LIRAa.

























“Apesar de medirem apenas quatro centímetros, elas são as gigantes do gênero”. É desta maneira que o pesquisador Mirco Solé, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), descreve uma das novas espécies de pererecas descobertas recentemente no Sul da Bahia, mais precisamente na Estação Ecológica de Wenceslau Guimarães, que podem auxiliar no combate ao mosquito Aedes aegypti.






