A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) aprovou, em sessão plenária realizada nesta terça-feira (16), o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2027. A proposta, votada em dois turnos conforme determina a Constituição, estabelece as metas e prioridades que orientarão a elaboração do orçamento do Estado para o próximo ano.
Entre as projeções apresentadas no texto está a expectativa de crescimento de 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB) baiano em relação a 2026. O percentual é superior à estimativa de expansão da economia nacional, prevista em 1,8% no mesmo período.
Na mensagem encaminhada à ALBA e anexada ao projeto, o governador Jerônimo Rodrigues destaca que o cenário econômico ainda é marcado por incertezas relacionadas à duração e à possibilidade de novos conflitos em escala mundial, fatores que podem impactar o desempenho da atividade econômica.
Apesar desse contexto, o documento ressalta que os investimentos públicos realizados pelo governo estadual têm desempenhado papel importante na sustentação da economia baiana. Segundo a mensagem, a continuidade dos aportes em áreas como infraestrutura, mobilidade e logística é considerada estratégica para ampliar a competitividade do estado.
O texto também aponta que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) deverá contribuir para a expansão da infraestrutura na Bahia nos próximos anos. Entre os empreendimentos citados estão a Ponte Salvador-Itaparica, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol-1), a renovação da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica, projetos voltados para energias renováveis e o Tramo 4 do Sistema Metroviário.
A LDO destaca ainda a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), projeto que será integrado ao sistema metroviário de Salvador. De acordo com o governo estadual, a iniciativa representa um marco para a mobilidade urbana da capital baiana e da Região Metropolitana.
A ampliação dos investimentos da Acelen na produção de óleo de macaúba e na construção de uma biorrefinaria no Recôncavo foram os principais assuntos da reunião entre a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputada Ivana Bastos, e o embaixador dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Sharif Alsuwaidi, nesta terça-feira (19), no Palácio Deputado Luís Eduardo Magalhães. A possibilidade de investimentos na Chapada Diamantina e no sudoeste do estado também esteve entre os temas da visita oficial.
“O sudoeste é uma região próspera e receptiva a novos investimentos”, observou Ivana Bastos, destacando a mineração de ferro e urânio em Caetité, o potencial regional das energias eólica e solar e as terras raras em Piatã. “A retomada da Ferrovia de Integração Oeste-Leste impacta toda a região”, acrescentou a deputada, lembrando ainda os planos para a hidrovia do São Francisco e a oferta de água. Ela assumiu o compromisso de conversar com o governador Jerônimo Rodrigues sobre a possibilidade de parcerias com os EAU em diversas regiões da Bahia.
A inclusão da União Nacional dos Legisladores e Legislativos do Brasil (Unale) — entidade que já foi presidida pela deputada — nas conversas com os Emirados também foi uma possibilidade sugerida pela presidente da ALBA, durante futura visita à embaixada, em Brasília, atendendo a convite de Sharif Alsuwaidi. “Em 2026 está complicado, porque estamos em um ano eleitoral. Mas depois podemos marcar”, comentou Ivana Bastos. “Não precisa ter pressa, não irei embora do Brasil tão cedo”, brincou o embaixador.
NOVA REFINARIA
Sharif Alsuwaidi está em Salvador desde o último sábado. No domingo, foi à Arena Fonte Nova assistir a uma partida do Esporte Clube Bahia, uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) mantida pelo Mubadala Capital, também proprietário da Refinaria de Mataripe/Acelen.
Acompanhado de executivos da Acelen, ele esteve com o governador Jerônimo Rodrigues na segunda-feira, quando trataram da produção de óleo de macaúba em Cachoeira — com mudas transferidas do viveiro de Mucugê, na Chapada Diamantina —, que será destinada à biorrefinaria a ser implantada no Recôncavo pela Acelen Renovável.
Ao final do encontro, a presidente Ivana Bastos convidou o embaixador Sharif Alsuwaidi para visitar a Chapada Diamantina e lembrou que o ex-deputado Marcone Amaral jogou futebol em um clube e na seleção nacional dos Emirados Árabes Unidos, além de possuir nacionalidade emirática. Na troca de presentes, a deputada recebeu uma escultura de uma ostra com pérola e tâmaras vindas dos EAU. O embaixador ganhou louças com pinturas de motivos baianos inspiradas na obra do artista plástico Carybé.
Reportagem: Ascom Presidência
Edição: Divo Araújo
Foto: Ascom/AgênciaALBA
A disputa por espaço político dentro da base de ACM Neto começa a ganhar novos capítulos em Vitória da Conquista. Com as eleições de 2026 se aproximando, dois nomes ligados ao grupo oposicionista entram na corrida por uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia.
De um lado, Wagner Alves, do União Brasil, marido da prefeita Sheila Lemos, já confirmado como pré-candidato a deputado estadual pelo grupo governista municipal. Do outro, a vereadora Lara Fernandes (Republicanos), esposa do vice-prefeito Aloísio Alan, que também decidiu disputar uma cadeira na Alba.
A movimentação ganhou ainda mais repercussão após Lara publicar uma foto ao lado de ACM Neto em Salvador, poucos dias antes da visita do ex-prefeito de Salvador a Vitória da Conquista, marcada para sexta-feira (22), quando participará do lançamento oficial da pré-candidatura de Wagner Alves.
Nos bastidores, a situação é vista como um desafio político para ACM Neto, que terá de administrar o apoio a dois nomes da mesma base política em Conquista. Lara Fernandes já deixou claro que manterá sua candidatura, acompanhando o posicionamento do grupo bolsonarista do qual faz parte, que declarou apoio ao líder oposicionista na Bahia.
A expectativa agora gira em torno de como será dividido esse apoio dentro da oposição conquistense, especialmente diante da forte ligação entre Sheila Lemos e ACM Neto, além da candidatura de Wagner integrar diretamente o União Brasil.
O cenário reforça o clima de disputa interna na oposição baiana e promete movimentar os bastidores políticos da cidade nos próximos meses.
A política baiana pouco mudou de rosto nas últimas décadas. Apesar do discurso frequente de renovação, filhos, esposas, irmãos e sobrinhos de lideranças tradicionais seguem ocupando cargos estratégicos na Câmara de Salvador, na Assembleia Legislativa da Bahia e no Congresso Nacional. Em muitos casos, muda o nome na urna ou às vezes nem isso, mas o sobrenome continua o mesmo, como uma transferência hereditária do poder.
O fenômeno atravessa partidos e ideologias e mostra como a política estadual ainda opera dentro de uma ampla teia familiar, sustentada por alianças históricas, redutos eleitorais e sobrenomes já cristalizados no imaginário do eleitorado. Em vez de romper estruturas antigas, a renovação política baiana frequentemente apenas reorganiza os mesmos grupos em novas gerações.
Boa parte desses herdeiros inicia a corrida eleitoral em vantagem, com capital político acumulado, acesso facilitado a partidos, financiamento, visibilidade pública e bases herdadas ao longo de décadas. Enquanto isso, candidatos sem vínculos familiares precisam disputar espaço em um cenário onde influência e poder, muitas vezes, parecem funcionar como patrimônio de família.
Velhas novidades
Na Câmara de Vereadores de Salvador, alguns exemplos ilustram a perpetuação das capitanias hereditárias da política baiana. Alexandre Aleluia (Novo) carrega o sobrenome do pai, o ex-deputado José Carlos Aleluia. Duda Sanches (União Brasil) construiu trajetória política também sob influência do patriarca, o deputado estadual Alan Sanches, que morreu em janeiro deste ano. Cláudio Tinoco (União Brasil) é sobrinho de Eraldo Tinoco, um dos nomes históricos do carlismo baiano, ex-vice-governador e ex-ministro da Educação no governo Collor. Já Débora Santana (PSDB) é filha do ex-deputado Carlos Ubaldino.
A lista ainda inclui João Cláudio Bacelar (Podemos), filho do deputado federal Bacelar (PV); Kiki Bispo (União Brasil), filho do ex-vereador Everaldo Bispo; Marcelle Moraes (União Brasil (União Brasil), irmã do ex-deputado estadual Marcell Moraes; e Marcelo Guimarães Neto (União Brasil), filho e neto dos ex-deputados Marcelinho e Marcelo Guimarães, ambos ex-presidentes do Bahia.
Completam a lista Paulo Magalhães Júnior (União Brasil), filho do deputado federal Paulo Magalhães (PSD), sobrinho-neto de ACM e primo do ex-prefeito ACM Neto, pré-candidato do União Brasil ao governo e integrante da mais poderosa capitania hereditária da política baiana; e Randerson Leal (Podemos), filho do deputado estadual Roberto Carlos (PV).
Dinastias baianas na Alba
Na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o DNA político cria também uma extensa lista. O deputado estadual Angelo Coronel Filho (Republicanos) é filho do senador Angelo Coronel. Antônio Henrique Júnior (PV) herdou o capital político do pai, o ex-prefeito de Barreiras Antônio Henrique, uma das principais lideranças do Oeste baiano. Eduardo Alencar (PSD), por sua vez, é irmão do senador Otto Alencar (PSD). Jordávio Ramos (PSDB) é filho da ex-prefeita de Juazeiro Suzana Ramos, enquanto Júnior Nascimento (União Brasil) é primo de um dos principais caciques da oposição, o deputado federal Elmar Nascimento.
Também fazem parte desse grupo Kátia Oliveira (União Brasil), esposa do ex-prefeito de Simões Filho Dinha Tolentino; Laerte do Vando (Avante), filho do ex-deputado Vando, que foi prefeito de Monte Santo; Luciano Simões Filho (União Brasil), filho do ex-deputado Luciano Simões; Ludmilla Fiscina (PSD), esposa do ex-prefeito de Alagoinhas Joaquim Neto; Manuel Rocha União Brasil), filho do deputado federal José Rocha; Marcelinho Veiga (PP), genro do ex-deputado Marcelo Nilo; Matheus Ferreira (MDB), filho do vice-governador Geraldo Júnior; Soane Galvão (Avante), esposa do ex-prefeito de Ilhéus Mário Alexandre, o Marão; e Vítor Bonfim (PSB), filho do ex-deputado João Bonfim, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
A defesa da democracia e o papel das políticas públicas de incentivo à cultura marcaram a mesa redonda “Cultura e Democracia”, realizada na noite desta terça-feira (12), no Auditório Magalhães Netto, na sede da Academia de Letras da Bahia, em Salvador. O encontro reuniu representantes do meio acadêmico, cultural e político em torno do debate sobre a relação entre produção cultural, cidadania e fortalecimento do Estado Democrático de Direito.
Representando a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputada Ivana Bastos, o deputado estadual Zé Raimundo Fontes compôs a mesa, reforçando a importância do compromisso das instituições públicas com a promoção da cultura, da educação e da democracia.
Atual presidente da Comissão de Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle da ALBA, Zé Raimundo destacou, durante sua participação, a necessidade de fortalecimento das políticas públicas culturais e da ampliação do acesso ao livro, à leitura e às manifestações artísticas, especialmente no interior do estado.
O parlamentar também ressaltou o papel da cultura e da educação como instrumento de resistência democrática, formação crítica e valorização da cidadania. “A democracia precisa passar, talvez muito, pela educação. Se não apontarmos nossas reflexões e nossos fazeres acadêmicos para pensar e repensar o Brasil, o saber continuará concentrado em poucas mãos, como privilégio. Precisamos ter coragem de inventar caminhos para uma democracia mais ampliada e verdadeiramente participativa”, afirmou Zé Raimundo.
Falando em nome da presidente da da Assembleia Legislativa, ele destacou a produção editorial da Alba Cultural, que tem prestigiado autores e a cultura baiana, com a publicação de livros.
Zé Raimundo também falou do trabalho e investimento que desenvolve em parceria com o deputado federal Waldenor Pereira, apoiando a realização de mais de 12 feiras literárias no interior do estado, dentre as quais a Fligê, em Mucugê, e a FliConquista, em Vitória da Conquista. Como também no apoio festivais culturais e de cinema nas escolas e outras atividades culturais.
A abertura do evento foi conduzida pelo presidente da Academia, Aleilton Fonseca, que destacou a trajetória da instituição como espaço permanente de defesa da cultura e da democracia. “A Academia de Letras da Bahia tem sido, ao longo de seus 109 anos, um espaço exemplar de cultura e democracia: uma casa da cultura, uma casa da democracia”, afirmou. Em sua fala, Aleilton ressaltou ainda que “não há democracia substancial sem cultura crítica”, defendendo o papel da educação, das artes e da literatura na formação cidadã e na preservação das liberdades democráticas.
A mesa foi coordenada pelo professor e acadêmico Ordep Serra, que abriu o debate enfatizando a necessidade de enfrentamento de ameaças à democracia. A mesa reuniu ainda o escritor e militante do MST Víctor Passos Lopes; a ex-presidenta da Fundação Nacional de Artes e pré-candi
data a deputada federal Maria Marighella; e Gabriela Sanddyego, Diretora das artes da Fundação Cultural da Bahia, represendo o secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro.
Os participantes destacaram a importância do diálogo entre instituições culturais, universidades e Poder Legislativo na construção de políticas permanentes de incentivo à cultura, especialmente diante dos desafios contemporâneos à democracia e à diversidade cultural brasileira.
A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) aprovou nesta terça-feira (28) o Projeto de Lei nº 26.209/2026, que prevê reajuste salarial de 5,3% para professores da rede estadual, de forma escalonada. De acordo com a matéria, o Estado estabelecerá recomposição de 3,3% sobre os salários praticados em 2025, com efeito retroativo a 1º de fevereiro de 2026, além do acréscimo de 2% a partir de junho. A proposta, enviada pelo Poder Executivo, foi votada mesmo diante de tentativas de obstrução por parte da oposição e críticas de parlamentares, como Hilton Coelho (PSOL), que questionaram os termos do aumento.
Durante a tramitação, deputados do bloco de minoria criticaram o parcelamento do reajuste concedido. Na discussão em plenário, Luciano Ribeiro (UB) argumentou que, apesar da adequação ao piso, o Estado ainda não garantiria uma remuneração equivalente ao salário mínimo da categoria em todos os casos.
Hilton Coelho apresentou uma emenda propondo a antecipação total do reajuste, em substituição ao modelo escalonado previsto no projeto original. No entanto, o relator da matéria, Vitor Bonfim (PSB), recomendou a rejeição da proposta sob o argumento de que a mudança implicaria aumento de despesas, o que seria inconstitucional no âmbito do Legislativo. A emenda acabou sendo rejeitada pela maioria dos deputados.
Encaminhada no fim de março, a proposta contempla professores do Ensino Fundamental, Médio e também da educação indígena. Segundo o Governo do Estado, o reajuste garantirá vencimentos acima do piso nacional, fixado em R$ 5.130,64 para 40 horas semanais em 2026. O texto aprovado prevê, a partir de junho, elevação do salário inicial para R$ 5.233,26. Na mensagem enviada pelo Executivo que acompanhou o projeto, o governador Jerônimo Rodrigues afirmou que a medida beneficia mais de 45 mil profissionais, entre ativos e aposentados, e reforça a política de valorização da educação na Bahia.
A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) aprovou o Projeto de Lei que prevê o reajuste escalonado do piso salarial dos professores da rede estadual. A proposta, enviada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), prevê um aumento total de 5,4% no salário mínimo da categoria. O PL foi aprovado nesta terça-feira (28), apesar da obstrução da oposição e críticas do deputado Hilton Coelho (PSOL).
O bloco da minoria e o parlamentar psolista criticaram a proposta da gestão estadual e afirmaram que o reajuste total deveria ser feito de forma imediata. Durante a discussão da matéria, o deputado Luciano Ribeiro (União) chegou a dizer que, apesar da readequação do piso, o governo do estado ainda não pagaria o salário mínimo dos professores.
Hilton Coelho chegou a apresentar uma emenda na tentativa de antecipar o reajuste total em vez do aumento escalonado. Todavia, o relator Vitor Bonfim (PSB) opinou pela rejeição da emenda de Hilton por interpretar que iria gerar gastos nos cofres públicos, sendo assim inconstitucional para a atividade parlamentar na AL-BA. A modificação do texto original foi negada em plenário pelos deputados presentes na sessão.
A proposta chegou no sistema da AL-BA no dia 1º de abril, um dia após o governador Jerônimo Rodrigues (PT) anunciar que faria o envio. O reajuste prevê pagamentos retroativos desde janeiro deste ano, com previsão dos repasses no mês de maio. O primeiro reajuste será de 3,4% sendo aplicados em abril e, posteriormente, mais 2% a partir do mês de junho.
O deputado Tiago Correia (PSDB) apresentou uma indicação ao governo federal e ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), cobrando que a duplicação da BR-116 seja tratada como prioridade absoluta no planejamento logístico do país. O foco principal da solicitação é o trecho que corta o município de Vitória da Conquista.
Na indicação encaminhada por meio da Mesa Diretora da ALBA, Tiago argumenta que a rodovia exerce um papel fundamental na integração nacional e no escoamento da produção. No entanto, o intenso fluxo de veículos, especialmente de cargas pesadas, tem gerado impactos severos na região urbana do município.
“A Bahia depende de suas estradas. O trecho de Vitória da Conquista apresenta hoje um elevado índice de acidentes e conflitos urbanos diretos, já que a rodovia praticamente divide a cidade. Intervenções pontuais já mostraram que a melhoria na fluidez salva vidas, o que reforça a necessidade imediata de ampliarmos essa duplicação”, justifica.
Segundo o parlamentar, Vitória da Conquista consolida-se hoje como o principal polo logístico e econômico do Sudoeste da Bahia. Na justificativa apresentada, ele diz ainda que a falta de uma infraestrutura compatível com o tamanho da cidade transformou a via em um ponto crítico.
“A reivindicação não é nova. A duplicação do trecho é uma demanda histórica da sociedade civil organizada e já foi objeto de audiências públicas e, inclusive, de cobranças do Ministério Público Federal por conta de obrigações contratuais não executadas em concessões anteriores”, disse.
SEGURANÇA VIÁRIA
Para Tiago Correia, a expansão da rodovia deve, obrigatoriamente, ter seu marco zero nos arredores de Conquista. A indicação lista motivos técnicos e sociais claros para essa priorização, como a segurança viária, a densidade do tráfego, o eixo logístico e a facilidade executiva.
A indicação baseia-se na Constituição Federal de 1988 e nas diretrizes do Plano Nacional de Logística (PNL). Além disso, o texto relembra que o governo federal tem aportado investimentos bilionários por meio do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para rodovias em outras regiões do Brasil.
“O governo federal já reconhece a duplicação de rodovias como um vetor de desenvolvimento econômico. É urgente e estratégico que esse mesmo olhar de prioridade seja direcionado a Vitória da Conquista, garantindo mobilidade, reduzindo mortes no trânsito e fortalecendo a economia regional”, conclui.
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA
Reportagem: Joana Vitória
Edição: Divo Araújo