A nossa equipe de reportagem conversou com a dona Eliane Brasil,ela reclama do abandono do terminal de ônibus no bairro Vila Serrana 4. De acordo com a moradora, o local está cheio de mato e causa transtornos para a população, ela pede que o poder público municipal tome providências.
Ouça na reportagem:
Acabo de chegar da América Central e visitei três países: Panamá que fiquei encantado com a pujança econômica, imaginava que o Canal do Panamá fosse a principal fonte de renda, para minha surpresa é a terceira fonte, sendo a primeira o Turismo a segunda o Comércio, talvez até puxada pela logística da travessia entre os oceanos atlânticos e pacíficos. No Equador, um pais com mais de um terço da economia oriunda do petróleo, mas que o Turismo, baseado na visitação da linha do Equador metade do mundo, tem grande contribuição econômica também. Nesses dois países embora tenham as suas moedas, mas não circulam papeis das mesma, a moeda predominante é o dólar americano e a população aprova essa modalidade por ter a estabilidade inflacionaria sob controle.
Costa Rica, pequeno país no CENTRO AMÉRICA, com menos de cinco milhões de habitantes e a capital São José menos de um milhão e meio de moradores, ou seja, não chega a ser cinco vezes maior que Vitória da Conquista. Sempre que viajo faço sempre um paralelo da nossa cidade com a que visito. Considerando que Conquista tem 25 hotéis na cidade, a capital de Costa Rica possui mais de 330 hotéis.
Veja que temos uma desvantagem numérica estratosférica, se fossemos fazer uma proporção Vitória da Conquista teria que ter 110 hotéis e não apenas 25. Ou se quiséssemos que São José tivesse apenas 75 hotéis e não as três centenas existentes. As oficinas de lá que chamamos aqui de escritórios são superiores em mais de dez vezes aos nossos de Vitória da Conquista. É um País pequeno e pobre sim, tem vários pontos comerciais “SE ALQUILLA” claro que tem, assim como temos na Régis Pacheco “ALUGA-SE”, lá por falta de estacionamento, aqui talvez também, mas aqui precisamos revitalizar e repensar nossos potenciais, não podemos imaginar que vivemos o boom do café, hoje vivemos noutras perspectivas econômicas.
Mas vamos ao que interessa, Conquista Pode Mais, podemos duplicar nossa oferta de emprego, podemos duplicar nossa oferta de vagas nas faculdades, podemos crescer a oferta de imóveis novos e não tenho dúvida que nossa cidade é de vanguarda e PODEMOS ATÉ DUPLICAR A RIO BAHIA, é só acreditar.
*JOSE MARIA CAIRES – Empresário. fundador do movimento Conquista pode voar mais alto e do movimento Duplica Sudoeste.
No próximo dia 14 de junho, a partir das 20 horas, vamos ter uma noite cultural com o lançamento do livro “ANDANÇAS”, a mais nova obra do jornalista e escritor Jeremias Macário que dessa vez mistura ficção com realidade, ao contrário do “Conquista Cassada” que foi um trabalho de pesquisa sobre a ditadura civil-militar em Vitória da Conquista, na Bahia e no Brasil e vai estar lá no evento.
Na ocasião, vai ocorrer também o lançamento do nosso “CD Sarau A Estrada” com cantorias de artistas da música, causos e declamações de poemas. Para completar, a artista plástica Elizabeth David vai abrilhantar mais ainda a noite com uma exposição de seus belos quadros. Portanto, vai ser uma noitada cultural com a apresentação de várias linguagens artísticas, na Casa Regis Pacheco, na Praça Tancredo Neves.
“Andanças”
Contos, causos, histórias e versos, “Andanças” é um livro que mistura ficção com realidade, ou, como queira, um fantástico realístico, mas que também contém pesquisas em temas específicos, romanceados e curiosos sobre a ditadura civil-militar de 1964, e na viagem título “Pelas Brenhas do Mundo” de um anônimo andarilho mochileiro das décadas de 60 e 70, os anos livres e revolucionários que mudaram hábitos, costumes e conceitos ultrapassados.
Sem a preocupação com estilo ou escola literária, o livro “Andanças”, de 368 páginas, formato de 16 cm por 23,5 cm, capa em quatro cores, ilustrações no miolo e arte final de Beto Veroneze, pode ser lido de trás pra frente, de qualquer ponto, sem sequência linear. Tem também poemas, muitos dos quais já foram musicados por artistas locais, como Walter Lajes, Papalo Monteiro e Dorinho Chaves.
A obra do autor, que já escreveu “Terra Rasgada”, “A Imprensa e o Coronelismo no Sudoeste” e “Uma Conquista Cassada – Cerco e Fuzil na Cidade do Frio”, retrata cenas do Nordeste, do homem do campo, do retirante da seca, da coivara, do jeito matuto catingueiro; e fala de amor, ódio, raiva, tempo, saudade, mulheres, erotismo, vida e morte.
Sobrou ainda espaço para a cultura da corrupção, da gatunagem e do levar vantagem em tudo. Nos versos rolam a imaginação, o fingimento, o olho visível no invisível e o foco no real e no irreal.
Trata-se de uma publicação colaborativa (muitos amigos assinaram o “Livro de Ouro”, numa espécie de pré-venda), onde o leitor vai curtir e viajar na imaginação, sem regras. A obra nasceu da veia jornalística do autor e tem o tempero realístico e sentimental. De um modo sutil, é também um autorretrato da sua vida em alguns contos e causos.
Entre outros lançamentos, trabalhos, artigos, crônicas e comentários, “Andanças” é mais uma publicação que demandou dedicação e sacrifício, mas também contou com a ajuda de muitos amigos que alavancaram o trabalho literário.
“Conquista Cassada”
Sobre “Uma Conquista Cassada”, de 460 páginas, o livro fala da ditadura civil-militar (1964-1985) em Vitória da Conquista dentro do contexto nacional do que foi o regime na Bahia e no Brasil com todas suas cenas de prisões, torturas, horrores, mortes e desaparecidos políticos, vítimas da brutalidade de uma época que não pode mais acontecer em nosso país.
O trabalho, que também estará presente no lançamento de “Andanças”, para possível aquisição do leitor, foi lançada há cinco anos pela editora da Assembleia Legislativa da Bahia, com apoio do deputado estadual Jean Fabrício. A pesquisa é de fundamental importância histórica para jovens estudantes, professores, interessados e estudiosos do assunto, para que tomem consciência dos fatos que ocorreram no período tenebroso onde a liberdade foi substituída pela repressão.
Conheça de perto como se deu a ditadura em Vitória da Conquista com relatos inéditos que nenhum outro livro já contou. Na verdade, “Uma Conquista Cassada” são seis livros em um que também faz tributo à década de 60 quando o novo tomou o lugar do velho com novas ideias que revolucionaram o mundo.