Na sessão desta quarta-feira (16), o vereador David Salomão (PRTB) criticou a retirada de cães em situação de rua que estavam no pátio do Hiper Bompreço. Para ele, “um fato lamentável”. Salomão explicou que um casal testemunhou a situação: uma empresa, com funcionários uniformizados, recolheu os cachorros, que estavam “visivelmente dopados”, e colocaram numa espécie de jaula. O mesmo casal descobriu que a empresa atua no controle de pragas.
Ele afirmou que toda a sociedade é obrigada, por lei, a respeitar a flora e a fauna brasileiras. O vereador evocou a Constituição Federal, artigo 225, parágrafo terceiro, que dispõe: “As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados”.
Para Salomão, “só num lugar onde não há lei” acontece algo assim. “É obrigação do poder público o Centro de Controle de Zoonoses”, disse. Mas, segundo David, essa não é uma preocupação do prefeito.
Já o vereador Sidney Oliveira (Republicanos) alertou para uma situação ocorrida no pátio do Hiper Bompreço. Segundo o parlamentar, uma empresa terceirizada, a serviço do supermercado, foi acusada de retirar cães em situação de rua do pátio do comércio para serem enviados a uma ONG de Salvador. Os animais teriam atacado clientes.
Sidney informou que conseguiu identificar a empresa e ficou surpreso que a Brasprag trabalhe com controle de pragas, atribuição incompatível com o trato de animais domésticos. Ele ainda alertou que não se sabe qual é a ONG que estaria recebendo esses animais. “É ONG misteriosa? Que ONG é essa?”, questionou. O vereador explicou que esteve com a gerência do Bompreço e cobrou explicações.
Ativistas se unem contra capturas ilegais de cachorros em Vitória da Conquista (matéria Blog do Anderson)
Ativistas se mobilizaram em defesa de animais na Capital do Sudoeste Baiano. Tudo começou após o alerta lançado pelo músico Plácido Mendes sobre uma situação que gerou revolta. Em passagem ocasional por um estabelecimento varejista ele encontrou uma equipe que estaria resgatando três cães.
“Ele disse que […] havia contratado a empresa para levar os cães a uma ONG em Salvador, pois eles estavam atacando os clientes. Perguntei qual era o nome da ONG. Ele me disse não estar autorizado a dizer. Perguntei o que ela faria com os animais. Ele, ainda mais irritado, disse que é uma ONG credenciada, legalizada e que a empresa não sujaria o próprio nome, disse novamente”, escreveu Plácido.
Fotos: Blog do Anderson