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Mesmo não recomendadas devido à pandemia da Covid-19, as “guerras de espadas” acabaram ocorrendo na noite desta terça-feira (23) em cidades como Cachoeira, no Recôncavo, e Senhor do Bonfim, no Piemonte Norte do Itapicuru.

Segundo o G1, pessoas foram vistas aglomeradas, com os fogos de artifício que são mais potentes que o comum, feitos de bambu, pólvora e limalha de ferro.

Em Cachoeira, que tem mais 30 casos confirmados de Covid-19, conforme último boletim da Sesab, os festejos juninos foram cancelados. Em Senhor do Bonfim, com mais de 90 casos de novo coronaívus e uma morte, a prefeitura também recomendou que não houvesse nem fogueiras nem fogos de artifício

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Por força de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a guerra de espadas em Senhor do Bonfim, no norte da Bahia (19), está proibida. O ministro Luiz Fux manteve a decisão liminar que proíbe a guerra de espadas. Na decisão, Fux cita uma medida da ministra Carmen Lúcia, de maio de 2018, indicando o risco de mortes para as praticantes.

No documento, ele repetiu uma medida da ministra Carmen Lúcia, tomada em maio de 2018, que fala sobre o risco de morte dos praticantes da guerra de espadas. O pedido de suspensão da liminar foi feito pela Prefeitura de Senhor do Bonfim sob o argumento que a proibição prejudica a economia do município, porque implica diretamente na redução das receitas e na diminuição do turismo no período dos festejos juninos.

Para Fux, o pedido não plausibilidade na alegação. A mesma avaliação já havia sido feita pela ministra Carmen Lúcia no ano passado. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) já havia recomendado no início do mês a proibição da guerra de espadas.

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