FENAJ e Sindicatos de Jornalistas repudiam atos terroristas em Brasília e se solidarizam com profissionais agredidos durante cobertura
O Brasil assistiu neste domingo (08/01) a lamentáveis ataques à democracia brasileira, promovidos por bolsonaristas que não aceitam o resultado das eleições. O Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF) foram invadidos, depredados e saqueados por terroristas a serviço de uma força política fascista, que tem como principal líder o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e os 31 Sindicatos de Jornalistas filiados repudiam de forma veemente a invasão aos prédios públicos e os ataques à democracia brasileira. O evento acontece uma semana depois de o país assistir a uma linda, diversa e inclusiva festa cívica, na posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A FENAJ e os sindicatos filiados denunciam firmemente esse agrupamento que insiste em desafiar a Constituição, mantendo acampamentos em frente a quartéis do Exército, promovendo ações terroristas em Brasília e pedindo intervenção militar.
É inadmissível a omissão do governo do Distrito Federal, bem como a leniência de parte das Forças Armadas, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal diante da escalada anticonstitucional do bolsonarismo. Em qualquer país moderno e democrático, atitudes como as que temos visto no Brasil seriam severamente reprimidas e punidas, em defesa do bem maior e coletivo.
Os jornalistas brasileiros, no exercício de seu trabalho profissional, têm sido vítimas de intimidações e agressões por membros e apoiadores desse grupo político violento e antidemocrático. São centenas os casos registrados nos últimos anos, quase uma dezena apenas na primeira semana desse ano.
Exigimos apuração e rigorosa punição dos responsáveis por este grave atentado à democracia brasileira, incluindo financiadores e realizadores. Alertamos, ainda, para a necessidade de as forças de segurança combaterem o cerceamento ao trabalho dos jornalistas, vítimas recorrentes da onda de violência das hordas bolsonaristas.
Solidarizamo-nos com as equipes de imprensa agredidas e colocamos as estruturas sindicais à disposição da categoria.
Brasília, 8 de janeiro de 2023
Diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ
Todos os membros do programa Brasil Notícias, da rádio FM em Vitória da Conquista testaram positivo para a Covid-19, e cumprem o isolamento domiciliar. Fazem parte da equipe, o jornalista Daniel Silva, âncora do programa, além do repórter policial Léo Santos, e os operadores Marcos Trindade e Josué Marinho.
Em entrevista concedida ao programa Redação Brasil na manhã desta sexta-feira (21), o jornalista Daniel Silva, falou sobre seu estado de saúde e pediu orações pela recuperação de toda a equipe.
“Queria muito fazer o programa, mas fui orientado a me afastar totalmente do trabalho, peço orações por minha recuperação e de toda a equipe”. Destacou o jornalista.
Ouça na íntegra:
“O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (Sinjorba) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) se solidarizam com a colega Indhira Almeida, que foi injustamente chamada de mentirosa na propaganda eleitoral do candidato Herzem Gusmão, nesta quinta (05).
Indhira, como apresentadora do programa do candidato José Raimundo, adversário do atual prefeito, está exercendo sua profissão, como qualquer outro apresentador de qualquer outra campanha política. Ao atacar individualmente a jornalista pelo conteúdo da mensagem levada ao ar durante a propaganda eleitoral gratuita, a campanha do candidato Herzem Gusmão cometeu um ato injusto, irresponsável, mesquinho e covarde. Postura que também revela incapacidade.
Injusto porque ela não expressou opinião pessoal. Irresponsável porque expõe a profissional que está trabalhando. Mesquinho porque atira contra o elo mais fraco nessa disputa política. Covarde porque aproveita-se do fato de ser uma mulher no vídeo, taxada vergonhosamente de mentirosa por fatos que ela não inventou. E incapaz, o único adjetivo que encontramos para qualificar quem não consegue distinguir discurso militante de locução profissional.
Entre 1º de janeiro de 2019 e 30 de junho de 2020, a Fenaj identificou mais de 500 ataques aos jornalistas e ao jornalismo no Brasil. Uma escalada que cresce, com o incentivo de autoridades com mandato, que deveriam zelar pela Constituição Federal, mas que rasgam a Carta Magna sem qualquer espírito ou compromisso público. Só temos a lamentar que uma cidade da importância de Vitória da Conquista entre no mapa das agressões a profissionais de comunicação após a atitude da campanha acima citada.
Moacy Neves – Presidente do Sinjorba
Maria José Braga – Presidente da Fenaj