O deputado federal Léo Prates afirmou que não se vê fora do grupo político liderado por ACM Neto, presidente nacional do União Brasil, e reconheceu que, caso deixe o PDT, o caminho que mais se abre para ele é o Republicanos. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Metropole, nesta quarta-feira (11).
“Não me vejo fora do grupo politico de ACM Neto. Acredito de verdade nesse grupo e em Neto. No PDT eu fui voz vencida. Minhas divergências com Félix foi pelo reposicionamento do PDT. Não sou eu quero quero sair do PDT, são as circunstâncias politicas que me botam pra fora do PDT”.
Prates afirmou ainda que não deseja ser rotulado por filiação partidária e disse que sua trajetória deve ser julgada pelo trabalho realizado. Ele negou conflitos pessoais com a direção do PDT e afirmou manter gratidão pelos dirigentes da legenda. “Não quero ser reduzido a ser ‘do time tal’. quero que votem em mim pelo que eu faço, nao por um time. Nunca tive problema com Felix. sou grato a ele e a Andrea Mendonça. Minha divergência com ele é política”.
O deputado federal Leo Prates (PDT-BA) participa nesta sexta-feira (22), às 15 horas, na Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista (BA), da audiência pública para debater a questão da malha aérea e os voos regionais. A reunião foi um pedido de Leo à Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados.
“Temos percebido um retrocesso na infraestrutura de aviação de Vitória. Conquistamos um novo aeroporto que atende as necessidades locais, mas que não é devidamente explorado comercialmente. É fundamental o debate com todos os atores envolvidos para encontrar uma solução que restabeleça os voos diários para Salvador, Brasília e outros destinos importantes para a região”, declarou Leo.
O aeroporto Glauber Rocha foi construído com tecnologia de ponta para facilitar pousos e decolagens na cidade, além de atender as demandas de sustentabilidade. Porém, segundo Leo, voos para Salvador foram reduzidos e muitos passageiros precisam realizar conexões em São Paulo para chegar à capital baiana, encarecendo passagens e aumentando o tempo de viagem.
Embora o deputado federal Leo Prates garanta que tem apoio dos cardeais do PDT para concorrer à reeleição pelo partido em 2026, o acordo que selou o retorno da sigla à base aliada ao PT na Bahia torna insustentável sua permanência na legenda. Segundo apurou a Metropolítica, a Executiva Estadual do PDT decidiu impor a todos os parlamentares com candidatura posta ano que vem o alinhamento integral ao governador Jerônimo Rodrigues na próxima disputa pelo Palácio de Ondina. “Leo é aliado de primeira linha de ACM Neto (ex-prefeito de Salvador e virtual candidato ao governo do estado pelo União Brasil). Caso ele se mantenha mesmo ao lado de Neto, só lhe restará dois caminhos: sair por vontade própria ou ser expulso. Outra possibilidade não existe”, confidenciou um dirigente pedetista com assento na cúpula do partido.
Cara contra o muro
Em conversas reservadas, caciques do PDT afirmaram ainda que, antes das negociações para o regresso da legenda ao bloco governista, Leo Prates tentou duas vezes substituir o deputado federal Félix Mendonça Júnior no comando do partido na Bahia. Contudo, não obteve a chancela do presidente nacional do PDT, o agora ex-ministro da Previdência Carlos Lupi, de quem Félix Júnior é braço direito no estado. No mesmo movimento, Prates deve ser defenestrado em breve da presidência da sigla em Salvador. “Ele achava que as conversas com o PT não prosperariam. Pagou pra ver e perdeu a aposta”, emendou outro líder pedetista consultado pela coluna.
Duas medidas
Além de Leo Prates, as exigências da direção do PDT para as próximas eleições vão atingir também o deputado estadual Emerson Penalva. Único integrante do partido na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Penalva também pertence ao grupo político liderado por ACM Neto e dificilmente vai cumprir a determinação do partido de apoiar a reeleição de Jerônimo Rodrigues. A imposição, entretanto, não será estendida à vice-prefeita da capital, Ana Paula Matos, e nem aos quatro vereadores pedetistas na Câmara Municipal de Salvador: Anderson Ninho, Débora Santana, Omarzinho Gordilho e Roberta Caires. “Por enquanto, esses cinco não são candidatos a nada em 2026, e a regra vale apenas para ano que vem. Só saem se quiser, mesmo que continuem na base do União Brasil”, emendou um influente membro da legenda no estado.