O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou neste domingo (4) que os Estados Unidos devem libertar imediatamente o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa. A declaração foi divulgada em comunicado publicado no site oficial do governo chinês.
No texto, Pequim também pediu que Washington resolva a situação na Venezuela por meio do diálogo e da negociação, em vez de ações unilaterais.
Segundo o ministério, os Estados Unidos devem ainda garantir a segurança pessoal de Maduro e de sua esposa. De acordo com a nota, a deportação do líder venezuelano violou o direito e as normas internacionais.
O vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, criticou a nota oficial da executiva nacional do PT reconhecendo a vitória de Nicolás Maduro nas eleições venezuelanas. Neto questionou a postura do PT e de sua presidente, Gleisi Hoffmann, ao apoiarem o resultado do pleito, que muitos consideram controverso.
“O que esperar do PT depois da nota reconhecendo a fraude na Venezuela? Por que será que o PT e sua presidente, Gleisi Hoffmann, na contramão das democracias mundiais, classificaram como ‘jornada democrática’ o processo eleitoral que não traduz a vontade da maioria dos venezuelanos?”, indagou ACM Neto.
Ele ainda destacou a importância da soberania popular e criticou a legitimação do regime de Maduro. “Chancelar o autoritarismo de Maduro é uma vergonha internacional e um grande desserviço à democracia. Nada pode ser maior do que a soberania popular”, afirmou.
Os resultados divulgados pelo órgão oficial informam que Maduro foi reeleito com 51,2% dos votos, contra 44% do opositor Edmundo González. A oposição, no entanto, afirma que González venceu com 70%.
“Importante que o presidente Nicolás Maduro, agora reeleito, continue o diálogo com a oposição, no sentido de superar os graves problemas da Venezuela, em grande medida causados por sanções ilegais”, diz a nota do PT.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu, nesta sexta-feira (1º), com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O encontro ocorreu à margem da 8ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), em Kingstown, capital de São Vicente e Granadinas.
De acordo com nota divulgada pelo Palácio do Planalto, Lula e Maduro trataram de temas que envolvem os dois países. O presidente venezuelano garantiu que eleições presidenciais serão realizadas em seu país no segundo semestre deste ano. Maduro disse a Lula que articulou um acordo com partidos da oposição e que observadores internacionais irão acompanhar e auditar a realização do pleito, conforme a nota. As informações são da Agência Brasil.
Outro tema da conversa foi a atuação para o combate ao garimpo ilegal nas terras do povo yanomami, que abrangem os territórios brasileiro e venezuelano. A Presidência da República informou que Lula e Maduro não trataram da disputa territorial de Essequibo. Assim, como o tema não foi abordado em encontro bilateral de Lula com Irfaan Ali, presidente da Guiana, na quinta-feira (29).
Em dezembro de 2023, os presidentes Nicolás Maduro e Irfaan Ali assinaram declaração conjunta em que os dois países se comprometem a não usar a força um contra o outro na disputa pelo território. A medida foi adotada após a Venezuela realizar consulta popular que aprovou a incorporação de Essequibo, região disputada pelos dois países há mais de um século, que perfaz quase 75% do território da Guiana. O governo venezuelano também autorizou a exploração de recursos naturais na região e nomeou um governador militar para área. Foi o estopim para que as tensões entre os dois países aumentassem desde então.
A jornalista Delis Ortiz falou ao Estúdio i, daGloboNews, nesta quarta-feira (31), sobre as agressões que sofreu durante entrevista do presidente venezuelano Nicolás Maduro na terça (30), em Brasília.
“Foi assustador porque você não espera isso de quem a gente conhece, que está no dia a dia. Esses seguranças conhecem a gente”, relatou.
Ortiz conta que estava com um grupo de jornalistas que aguardava a chegada de Maduro para entrevistá-lo. Quando o presidente venezuelano se aproximou do cordão de isolamento formado por seguranças, os jornalistas começaram a se movimentar para se aproximar do presidente, o que levou à reação violenta dos seguranças.
De acordo com Ortiz, já havia algum desgaste na relação entre a imprensa e os seguranças, causada pela precariedade do local em que os profissionais foram colocados para entrevistar as autoridades sul-americanas, sem púlpito, mesa ou outro tipo de estrutura que ajudasse a evitar aglomerações e empurra-empurra durante as coletivas.
“Foi constrangedor. Na verdade, foi uma sucessão de equívocos, uma sucessão de erros”, disse.