A ministra do Meio Ambiente, Maria Osmarina da Silva Vaz de Lima, conhecida como Marina Silva, deu entrada em um hospital em Brasília por suspeita de malária após ter um mal-estar na tarde de segunda-feira, 13. A ministra deve passar por uma bateria de exames nas próximas horas para determinar qual infecção a acometeu e será observada nos próximos dias. Ainda não há informações sobre o estado de saúde da ministra. A agenda da ministra foi cancelada devido ao seu mal-estar e internação. Entre os exammes pelos quais Marina passará, inclui o teste de Covid-19, e até o momento não há o resultado desses exames. A titular do Meio Ambiente esteve recentemente em Roraima para acompanhar a situação dos indígenas Yanomami. A ministra também verificou as instalações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no estado. A região tem enfrentado uma emergência sanitária devido aos casos de malária entre os indígenas, com centenas de pessoas sendo vítimas da doença e casos de mortes de crianças nos últimos anos.
MADRI — Em uma palestra na 25ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-25), em Madri, sobre o papel dos jovens no combate às mudanças climáticas, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva pediu desculpas à ativista sueca Greta Thunberg, de 16 anos, que foi chamada de “pirralha” esta terça-feira pelo presidente Jair Bolsonaro.
— É uma satisfação ver esse diálogo entre gerações de idosos, adultos, adolescentes, crianças e jovens — disse Marina. — E eu queria iniciar fazendo um pedido de desculpas à Greta em nome de meu país, o Brasil. Pela forma como o presidente Bolsonaro desrespeitosamente e agressivamente se dirigiu a ela, chamando-a de pirralha, porque ela se solidarizou com os índios que foram assassinados no Brasil.
Greta foi ofendida por Bolsonaro quando jornalistas lhe perguntaram, na saída do Palácio da Alvorada, se ele estava preocupado com a morte de indígenas da etnia Guajajara no último sábado. Greta denunciou o ataque nas redes sociais no fim de semana, atribuindo-o às tentativas da população nativa de defender o seu território contra o desmatamento ilegal.
— Como é, índio? Qual o nome daquela menina lá? Aquela Tábata, não. Como é? Greta. A Greta já falou que os índios morreram porque estão defendendo a Amazônia. É impressionante a imprensa dar espaço para uma pirralha dessa aí. Uma pirralha — disse o presidente, nesta terça-feira.
Em resposta ao insulto de Bolsonaro, Greta mudou a descrição de seu perfil nas redes sociais, apresentando-se apenas como “pirralha”.
Por Renato Grandelle – O Globo
*O jornalista viajou a convite do Instituto Clima e Sociedade