CMVC - Junho
AÇÕES BAHIA - PROJETOS INSTITUCIONAIS 0626 | DIGIT
Novo Paraiso
CORTINA E CIA COLCHÕES

A atuação decisiva do médico Dalmar Perciliano Soares durante a tragédia do metanol em Santo Amaro, em 1999, voltou a ser lembrada como um dos episódios mais marcantes da saúde pública baiana, numa homenagem de reconhecimento da Associação Bahiana de Medicina.

Na época secretário municipal de Saúde, Dalmar Soares foi responsável por identificar os primeiros sinais da intoxicação coletiva que resultou na morte de 16 pessoas e deixou dezenas de vítimas, no que é considerado o maior caso de intoxicação por metanol registrado até então no Brasil.

A suspeita começou após duas mortes repentinas ocorridas dias depois de um velório no povoado de Tabuleiro, zona rural de Santo Amaro. Inquieto diante das circunstâncias, Dalmar enfrentou resistência de familiares e lideranças locais para impedir o sepultamento e determinar a remoção dos corpos ao Instituto Médico Legal Nina Rodrigues, em Salvador.

Mesmo com a necropsia inicialmente inconclusiva, o médico continuou investigando. Conhecedor dos costumes locais, levantou a hipótese de contaminação por bebida alcoólica servida durante o velório. A partir dessa suspeita, rastreou a origem da cachaça consumida pelas vítimas, recolheu amostras em um depósito comercial e encaminhou para análise laboratorial. O exame confirmou a presença de metanol na bebida, permitindo o alerta imediato à população e evitando que a tragédia alcançasse proporções ainda maiores.

A postura firme e comprometida do médico também marcou sua atuação durante o surto de cólera registrado em Santo Amaro após as enchentes de 1989. Naquele período, trabalhou intensamente no atendimento de pacientes desidratados, enfrentando a falta de medicamentos e cobrando ações emergenciais das autoridades públicas. Entre as conquistas articuladas por ele junto ao Governo do Estado estiveram a implantação de uma ala específica no Hospital Nossa Senhora da Natividade e recursos para a construção de uma estação de tratamento de esgoto, medida considerada fundamental para reduzir a poluição do Rio Subaé.

Além da atuação em situações de emergência sanitária, Dalmar também ficou conhecido pelo cuidado humanizado com pacientes idosos em um asilo de Santo Amaro, onde mantinha acompanhamento constante e dedicado.

Natural de Piatã, Dalmar Perciliano Soares nasceu em 27 de julho de 1945 e formou-se em Medicina em 1971 pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública. Ao longo de mais de cinco décadas de atuação profissional, especializou-se em Pediatria, Clínica Médica, Medicina do Trabalho, Psicoterapia e Saúde Pública.

Sua trajetória inclui passagens por São Félix, Feira de Santana, Conde e atualmente Brumado, onde reside. Hoje atua no Hemoba e atende na pediatria da Somepe. Também exerceu a docência na Faculdade de Medicina de Guanambi, campus Brumado.

Em reconhecimento à sua contribuição para a medicina e para a saúde pública da Bahia, a Associação Bahiana de Medicina concedeu ao médico o título de Mérito Médico. A homenagem foi proposta pelo médico Jorge Jambeiro, que destacou a coragem ética, a inquietude científica e o compromisso humano que marcaram a trajetória profissional de Dalmar Perciliano Soares.

“A trajetória do Doutor Dalmar reúne episódios que marcaram a história da saúde pública baiana e reafirma o sentido maior da medicina: servir”, afirma Jambeiro.

Texto: José Sinval Soares, jornalista

GOVERNO DO ESTADO - EMBASA
VickPark 1

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab)informou, nesta segunda-feira (5), que os três casos mais recentes investigados como suspeitos de intoxicação por metanol foram descartados após análise técnica.

Com isso, não há novos registros confirmados da substância tóxica no estado neste momento. Segundo a pasta, ao todo, oito notificações já foram descartadas desde o início da apuração.

GOVERNO DO ESTADO - EMBASA
VickPark 1

Morreu, na sexta-feira (2), Vinícius Oliveira Vieira, uma das vítimas de intoxicação por metanol em Ribeira do Pombal, no interior da Bahia. Ele estava internado no Hospital Couto Maia, em Salvador, e não resistiu. A informação foi confirmada ao g1 pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

A Polícia Civil, em conjunto com a Secretaria de Vigilância Sanitária do município, realizaram a lacração do depósito de bebidas onde o material foi comprado. Conforme apuração da TV Bahia, outros dois estabelecimentos da cidade tiveram bebidas apreendidas.

Ao todo, sete pessoas foram intoxicadas. Seis das vítimas consumiram drink com vodca em uma festa de noivado. Vinícius comprou bebida alcoólica no mesmo depósito no dia anterior e não estava no evento. Ele foi a primeira pessoa a passar mal.

Lais Santana Dias, Maria Clara Nascimento de Souza, Maria Viviana Santos Almeida e Josefa Soares de Almeida, que estavam internadas no Hospital Geral Santa Tereza, em Ribeira do Pombal, receberam alta, após apresentarem melhora no quadro clínico.

Outras duas pessoas, que apresentaram estado de saúde mais grave, foram transferidas para Salvador e estão internadas no Hospital Couto Maia. São elas: Edicleia Andrade de Matos, madrasta da noiva, que encontra-se intubada, e Daniele Barbosa do Carmo Matos, prima do noivo.

VickPark 1
GOVERNO DO ESTADO - EMBASA

O Ministério da Saúde confirmou 41 casos de intoxicação por metanol ligados à ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas no país. O boletim atualizado da pasta informa ainda 107 ocorrências sob apuração e 469 descartadas após exames.

O levantamento inclui casos em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e, mais recentemente, três confirmações em Pernambuco, ampliando o alerta sobre o risco de consumo de bebidas sem origem comprovada.

O número de mortes subiu para seis com a confirmação de um novo óbito em Jundiaí (SP). Todas as vítimas até agora são paulistas. Além disso, outras dez mortes seguem em investigação em cinco estados, incluindo Pernambuco e Mato Grosso do Sul.

São Paulo concentra cerca de 60% dos registros nacionais, com 33 confirmações e 57 investigações em andamento. Mais de 330 notificações já foram descartadas após análises laboratoriais.

VickPark 1
GOVERNO DO ESTADO - EMBASA

O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira (10) que o Brasil registra 29 casos confirmados de intoxicação por ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol, cinco a mais que na última quarta-feira (8). Do total, 25 casos ocorreram em São Paulo, três no Paraná e um no Rio Grande do Sul. As notificações em investigação somam 217, número inferior ao do último balanço (235), enquanto os casos descartados aumentaram para 249.

São Paulo lidera as investigações, com 160 notificações (73,73% do total). Pernambuco vem em seguida, com 31 suspeitas. Outros estados com investigações em andamento incluem Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Rondônia. Até o momento, os casos confirmados de intoxicação estão restritos a São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

Em relação aos óbitos, o número de mortes confirmadas permanece em cinco, todas em São Paulo. Contudo, o número de mortes sob investigação subiu para 12, um a mais que no último boletim. Os óbitos suspeitos estão distribuídos entre os estados do Ceará (1), Minas Gerais (1), Mato Grosso do Sul (1), Pernambuco (3) e São Paulo (6).

VickPark 1
GOVERNO DO ESTADO - EMBASA

O Ministério da Saúde divulgou que recebeu 217 notificações de intoxicação por metanol em todo o país, sendo 17 casos já confirmados. A maioria das ocorrências está concentrada no estado de São Paulo, que registra 82,49% das notificações, com 15 confirmações e 164 investigações em andamento. Além de São Paulo, o Paraná teve dois casos confirmados e quatro em análise. Outros 12 estados também investigam possíveis casos, e 14 mortes estão sob apuração, sendo duas já confirmadas em São Paulo.

Para acelerar os diagnósticos, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou parcerias com dois laboratórios de referência: o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) da Unicamp e uma unidade da Fiocruz. A Unicamp terá capacidade para realizar até 190 exames diários e poderá receber amostras de outros estados. O objetivo é agilizar a confirmação dos casos, especialmente em São Paulo, onde há maior incidência, e dar suporte a estados com menor capacidade laboratorial.

O ministério também adquiriu 12 mil ampolas de etanol farmacêutico e 2,5 mil unidades de fomepizol, ambos antídotos utilizados em casos de intoxicação por metanol. O fomepizol, importado com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde, deve chegar ainda nesta semana e será distribuído aos centros de referência estaduais. A recomendação do Ministério da Saúde é que profissionais notifiquem imediatamente casos suspeitos e iniciem o tratamento sem aguardar a confirmação laboratorial.

VickPark 1
GOVERNO DO ESTADO - EMBASA

O governador do Estado da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) fez um apelo para um maior rigor na apuração de casos suspeitos de intoxicação por bebidas adulteradas por metanol na Bahia. A autoridade política pediu o envolvimento e a integração de órgãos de saúde e da segurança pública para esses casos.

Jerônimo também pediu para que haja um cuidado na divulgação de informações, para evitar o pânico da população e destacou que o caso registrado na manhã desta sexta-feira (3) em Feira de Santana ainda está sendo apurado. Segundo informações da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), um homem de 56 anos faleceu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Queimadinha. Há suspeitas de que a causa da morte tenha sido intoxicação por metanol, o que representaria o primeiro caso registrado no estado.

Confira a fala do governador Jerônimo Rodrigues:

 

VickPark 1
GOVERNO DO ESTADO - EMBASA

O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou nesta quinta-feira (2) que o Brasil registrou até então 12 casos confirmados de intoxicação por metanol e mais 47 que estão sendo investigados. O total de ocorrências foi de 59.

A partir do aumento no número de casos de bebidas adulteradas, principalmente em São Paulo, a Câmara dos Deputados aprovou a urgência para um projeto de lei que aumenta as penas para o crime de falsificação de bebidas. O crime, que atualmente cobre uma pena entre quatro e oito anos de reclusão, passaria a penalizar os infratores de seis a doze anos.

A intoxicação por metanol em bebidas alcóolicas provocou casos de internação grave, perda de visão e até mortes no estado de São Paulo.

VickPark 1
GOVERNO DO ESTADO - EMBASA