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O professor Mozart Tanajura retirou, nesta segunda-feira (14), sua pré-candidatura a prefeitura de Vitória da Conquista pelo PSB. O partido irá agora apoiar a chapa petista, composta pelo deputado José Raimundo Fontes (PT) e a jornalista Luciana Oliveira (PCdoB). A decisão foi tomada coletivamente, segundo Mozart, pelos membros do diretório municipal da sigla.

Com a chegada do PSB, a coligação da chapa petista passa a ser formada por quatro partidos, o que inclui o PCdoB e o PDT. Além disso, a sigla de Zé Raimundo tem mantido diálogo com o PL, com o PSD e Avante, também em busca de apoio.

“É uma composição que eu creio que irá fortalecer ainda mais o campo democrático. Será uma caminhada construída coletivamente com esses partidos, para que a gente possa dar a Vitória da Conquista uma alternativa viável de uma política nova e libertadora”, destacou Tanajura.

O professor confirmou que continuará participando da disputa eleitoral deste ano, porém, como candidato a vereador. “Na política, a gente tem que caminhar de acordo com a vontade da coletividade. E dentro do nosso partido, nós temos sempre discussões democráticas. Agora, iremos trilhar com uma chapa ainda mais forte para o Legislativo. Temos a convicção de que a Câmara Municipal conquistense precisa de renovação”, disse.

Essa será a primeira vez que Mozart Tanajura disputará a uma vaga no Legislativo Municipal. Na eleição passada, em 2018, ele concorreu ao cargo de deputado. “Obtive uma votação expressiva, dada às circunstâncias, e acredito que a gente tem tudo para conquistar essa vaga agora na Câmara”, finalizou.

Matéria: Blog do Sena.

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O Partido Socialista Brasileiro em Vitória da Conquista lançou uma Nota Pública à respeito das Eleições Municipais 2020 em Vitória da Conquista.

Segue a nota na íntegra: 

“Considerando a atual e grave situação de pandemia que aflige a todos e a necessidade de se manter o distanciamento social, o Partido Socialista Brasileiro – PSB de Vitória da Conquista realizou reunião virtual no último dia 28/06, com membros da Direção Municipal e pré candidatos a vereador/a para discutir as eleições 2020 e se posicionar sobre a chapa majoritária (Prefeito e Vice-Prefeito) do PSB em Vitória da Conquista.

Nessa reunião, os militantes do PSB reafirmaram que é um dos maiores partidos do campo democrático e progressista brasileiro, que vem desde a referência dos seus fundadores João Mangabeira, Antônio Cândido, Sergio Buarque de Holanda, Antônio Houaiss, entre outros, até lideranças nacionais de saudosa memória como Miguel Arraes e Eduardo Campos. Atualmente, o PSB se destaca por suas lideranças combativas na defesa dos interesses nacionais e direitos dos trabalhadores no parlamento brasileiro, a exemplo do Deputado Alessandro Molon (RJ), da Deputada Lídice da Mata (BA) e de gestões de prefeitos e governadores marcados pela qualidade e inovação.

Em Vitória da Conquista, o partido comemora 31 anos de existência, sempre em defesa dos interesses coletivos e do desenvolvimento da cidade. Os militantes do PSB e a sua Direção contam a seu favor para encabeçar a chapa para as eleições que definirão o próximo prefeito de Vitória da Conquista com nomes que renovam a política conquistense, um precioso tempo de televisão para propaganda eleitoral (considerado muito importante por conta da pandemia) e vários quadros com experiência que já assumiram mandatos, candidaturas e cargos no poder público municipal, a exemplo de Ricardo Marques, Alexandre Pereira, José Carlos Oliveira, Mozart Tanajura Junior e Gildelson Felício, além de 32 pré candidatos/as a vereador/a altamente qualificados/as. Não é à toa que o PSB já ocupou a função de vice prefeito por duas vezes na cidade, sendo a última vez por Dr. Joás Meira, que foi vice do Prefeito Guilherme Menezes (2012/2016) e optou pela candidatura própria em 2016 (Joás/Gildelson).

O PSB pretende apresentar uma mensagem voltada para a instalação de uma gestão inovadora, criativa e democrática que atinja o sentimento do povo. Nesse sentido, o partido tem realizado vários encontros virtuais com temáticas relevantes e criado vários grupos de trabalho para elaboração de um Plano de Governo propositivo e democrático.

Nos últimos meses, o PSB de Conquista realizou discussões internas e escutas com pessoas da comunidade conquistense para apresentar uma proposta com o objetivo de liderar a gestão da segunda maior cidade do interior baiano. O PSB apresentará aos partidos do campo democrático e progressista nomes que têm todas as condições de assumir a direção da cidade pautado em diretrizes inovadoras, eficientes, democráticas e participativas. Nos debates internos, os membros do PSB apontaram algumas proposições que devam nortear a escolha dos nomes que irão participar do próximo processo eleitoral e serem a referência da próxima gestão:
Os candidatos a prefeito e vice devem apoiar e defender um Plano de Governo criativo, exequível e sintonizado com as necessidades de sustentabilidade e inteligência aplicadas ao desenvolvimento para os próximos 4 anos de Vitória da Conquista, fundamentado em princípios progressistas e que objetivem a implantação de políticas públicas que diminuam as desigualdades sociais;

No processo eleitoral, a Chapa do PSB a prefeito e vice se comprometem a denunciar e combater toda forma de crime eleitoral, especialmente a compra de votos e a disseminação de fake news; Os candidatos a prefeito e vice devem ser pessoas com referência ética na sociedade, que representem o campo progressista e de comprovada idoneidade no trato com a coisa pública.

Diante desses critérios e outros que serão acrescidos e discutidos com partidos aliados, o PSB apresenta para compor a Chapa Majoritária na condição de pré-candidatos a Prefeito o Professor Mozart Tanajura Junior e a Vice-prefeito o Professor Gildelson Felício de Jesus, com vistas a formar ampla aliança com outros partidos, visando liderar a gestão do município de Vitória da Conquista no período 2021/2024″. 

Acesse a nota: 

Nota do PSB a Imprensa.

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Por Mozart Tanajura Júnior

O Papa São João Paulo II inicia sua Carta encíclica ecclesia de eucharistia sobre a eucaristia na sua relação com a igreja a partir da seguinte afirmação:  “A Igreja vive da Eucaristia”. Ainda na mesma encíclica afirma que “esta verdade não exprime apenas uma experiência diária de fé, mas contém em síntese o próprio núcleo do mistério da Igreja”.

Há séculos, a Igreja Católica celebra o Dia santo de Corpus Christi, cumprindo não somente um preceito, mas uma vivência existencial do grandioso mistério da presença real do Cristo no pão e vinho consagrados pelas mãos sacerdotais em corpo e sangue do Senhor, tornando-se presença real. Na hóstia consagrada temos o Cristo por inteiro que se doa à humanidade por um projeto de vida e salvação que abraça a todos, independente de crenças ou posicionamentos ideológicos. A salvação atinge a todos indistintamente, pois não é mérito nosso, é pura graça divina! Por gratuidade do amor divino fomos salvos! Mas é preciso percorrermos este caminho salvífico. O itinerário se faz a partir da consciência nossa de pecadores que somos e necessitados do auxílio divino, por isso as celebrações são importantes. A cada momento celebrado mais convicção devemos ter de que precisamos melhorar o nosso modo de ser e conviver com o próximo. Deus, a todo instante, nos interpela e convida a sermos pessoas convertidas totalmente ao seu amor. A liturgia que celebramos nas missas não esgota a vivência do mistério.  Pelo contrário, é o início ou a motivação para concretizá-la em nosso cotidiano de modo geral, seja no ambiente familiar ou profissional, ou até mesmo de lazer.

O Dia de Corpus Christi deve sempre nos levar a um questionamento: Onde está o corpo de Cristo? Ao contemplá-lo na hóstia consagrada, devo imediatamente lembrar-me que o Corpo de Cristo se encontra em mais completo abandono nas situações degradantes da humanidade, fruto de um egoísmo e falta de partilha desmedidos. O Corpo de Cristo se encontra desfigurado também nos rostos sofridos dos que passam fome, das crianças abandonadas, dos escravizados pelas drogas, na face explorada das prostitutas e prostitutos, nos massacrados pelo sistema injusto em que o ter é mais valorizado que o ser, enfim em todos os rostos maltratados, que, vítimas de uma realidade de grandes injustiças sociais, perdem a sua própria dignidade de humanos, sendo tratados como se assim não os fossem. Cristo sofre neles! É nesta linha de raciocínio que São João Crisóstomo já nos alertava: “Queres honrar o Corpo de Cristo? Não permitas que seja desprezado nos seus membros, isto é, nos pobres que não têm que vestir, nem O honres aqui no templo com vestes de seda, enquanto lá fora o abandonas ao frio e à nudez. Aquele que disse: ‘Isto é o meu Corpo’, […] também afirmou: ‘Vistes-Me com fome e não me destes de comer’, e ainda: ‘Na medida em que o recusastes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim o recusastes’”(S. João Crisóstomo, Homilias sobre o Evangelho de Mateus).

Com efeito, o Corpo de Cristo é um mistério que envolve toda a humanidade. Não há como dissociar a fé da vida! Se assim o fizermos correremos o sério risco de não ter compreendido nada do Evangelho que se celebra há vários séculos. Torna-se emblemática a admoestação do Apóstolo Paulo que, nas palavras de São João Paulo II, “qualifica como ‘indigna’ duma comunidade cristã a participação na Ceia do Senhor que se verifique num contexto de discórdia e de indiferença pelos pobres (cf. 1 Cor 11, 17-22.27-34)”.

O binômio fé e vida se sustenta numa esfera em que a dimensão litúrgica não se limita como foi dito apenas ao ato celebrativo, mas se torna dinamizada em todos as nossas ações humanas. Causa-nos espanto a perspectiva cada vez mais exploradora do sistema capitalista neoliberal que, em nome da lucratividade, priva os trabalhadores do direito ao descanso e à celebração de um dia santificado. A Doutrina Social da Igreja Católica nos ajuda a pensar que a pessoa humana deve estar acima da ambição mercadológica: “As autoridades públicas têm o dever de vigiar para que não se subtraia aos cidadãos, por motivos de produtividade econômica, o tempo destinado ao repouso e ao culto divino. Os empregadores têm uma obrigação análoga em relação aos seus empregados. Os cristãos devem envidar esforços, no respeito à liberdade religiosa e ao bem comum de todos, para que as leis reconheçam os domingos e os dias de festa da Igreja como feriados” (Compêndio de Doutrina Social da Igreja Católica,  286).

Portanto, o dia santificado do Corpus Christi deve nos levar a uma profunda reflexão em torno da presença real do Cristo no pão e vinho consagrados, mas também no pão partilhado com o próximo, revelando a verdadeira face de uma dimensão religiosa que deve lutar de forma libertadora contra as amarras da ambição e do egoísmo humano tão latentes em nossa pós-modernidade, patrocinada pelo sistema solipsista do neocapitalismo.

 

*Mozart Tanajura Júnior é especialista em Teologia Contemporânea, além de possuir mestrado em Letras, e graduação em Filosofia, Teologia e Letras. Membro Titular da Academia Conquistense de Letras e professor da FAINOR.

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