O Nordeste foi a região do país com maior execução dos recursos da Lei Paulo Gustavo, 96% dos mais de R$1 bilhão repassados pelo Governo Federal. No total, a iniciativa investiu R$ 3,9 bilhões na cultura em todo o país.
De acordo com o Ministério da Cultura (MinC), estados, Distrito Federal e municípios executaram 95% do total dos recursos recebidos, tornando a Lei Paulo Gustavo o maior valor investido diretamente em cultura na história do Brasil, impulsionando a atividade cultural em todo o país.
A Bahia executou 99% dos recursos recebidos, totalizando mais de R$ 41 milhões. Já Salvador chegou a 98% do valor total repassado para a área do Audiovisual. Ainda segundo o balanço do MinC, mostra que quase todas as regiões do país têm índice de execução acima dos 90%: Região Sudeste 95,6%; Região Sul 95,1%; Região Centro-Oeste 93% e Região Norte 89,8%.
“É compromisso do Ministério e do governo do presidente Lula investir, valorizar e reforçar o fazer cultural. A cultura está diariamente na vida de todos os brasileiros, por isso, as leis de incentivo, como a LPG, são muito importantes para contribuir com as políticas públicas de fomento cultural, fazendo chegar em todo território nacional e evidenciar a diversidade cultural da nossa gente e as diferentes formas de se fazer cultura. Além disso, a lei também é responsável pelo desenvolvimento econômico, social e artístico ao injetar recursos financeiros nos municípios e estados, gerando emprego, renda e dignidade para o nosso povo”, comemorou a ministra da Cultura, Margareth Menezes.
Os recursos da LPG foram repassados pelo Governo Federal aos estados, municípios e Distrito Federal que fizeram adesão à política. Coube aos entes o trabalho de mapear, com a participação da sociedade civil, as principais demandas da comunidade local, e distribuir os recursos por meio de editais de projetos ou premiações.
*Comunicação do Comitê de Cultura na Bahia*
O Brasil teve 21 escolas públicas com nota 10 nos anos iniciais em 2023, segundo dados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), divulgados ontem pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).
Os anos iniciais fazem parte do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano.
Todas as escolas estão na região Nordeste, com destaque para o Ceará, que colocou 15 unidades com nota 10. Alagoas vem em seguida com cinco e Pernambuco fecha a lista com uma escola com a nota máxima.

Essa é a primeira vez que o Ideb confere nota máxima para uma escola. Desde 2007, quando o marcador começou a ser usado no país, escolas tinham conseguido apenas a nota máxima de 9,9.
O índice é composto por dados referentes à aprovação dos estudantes e às médias de desempenho nas avaliações. Ele é calculado a partir do Censo Escolar e do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica).
A nota varia de 0 a 10, de modo que quanto melhor o desempenho dos alunos e mais alto o número de aprovados, maior é o Ideh.
Após as eleições, a operação Carro-Pipa, que leva água potável às famílias nordestinas há mais de 20 anos, teve os recursos cortados pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). De acordo com a planilha do Exército, 1,6 milhão de pessoas em oito estados do Nordeste, teriam direito ao abastecimento neste último mês estão prejudicadas.
Segundo informações do colunista Carlos Madeiro, do UOL, o primeiro estado a ter o abastecimento suspenso foi Alagoas. No caso de Pernambuco, Paraíba e Bahia, a paralisação foi informada apenas na quinzena final de novembro, assim como como vem ocorrendo nos demais estados.
Em um documento do 72º Batalhão de Infantaria Motorizado, com sede em Petrolina (PE), endereçado a Defesas Civis de municípios de Pernambuco e Bahia, o Exército informa que “o recebimento parcial de recursos financeiros para atender a execução do serviço será somente para até o dia 15 de novembro corrente”. O documento foi assinado pelo coronel Paulo Francisco Matheus de Oliveira no último dia 14.
O Exército informou ontem que a corporação “é responsável apenas pelas ações que envolvem a execução da operação, a partir do repasse de recursos do Ministério do Desenvolvimento Regional ao Ministério da Defesa”.
“Os recursos disponibilizados pelo MDR até o momento permitiram a execução da operação na sua plenitude até o dia 16 de novembro. O Exército Brasileiro aguarda nova descentralização de recursos para que seja retomada a distribuição rotineira de água”, disse.

Uma videoconferência realizada na manhã desta terça-feira (31) reuniu os membros do Comitê Científico do Consórcio Nordeste e o presidente da entidade, o governador da Bahia, Rui Costa.
OUÇA:
Durante o encontro virtual, o grupo, formado por renomados cientistas, pesquisadores e físicos brasileiros, fez uma apresentação preliminar da metodologia que irão usar para ajudar os nove governadores da região a embasarem cientificamente as ações executadas para combater a pandemia gerada pelo novo coronavírus.
De acordo com Rui Costa, o Comitê, criado na última segunda-feira (30), terá papel fundamental na guerra contra o coronavírus.
OUÇA:
Rui contou também que o grupo de cientistas vai ajudar na criação de um software para ser utilizado, inicialmente, por habitantes do Nordeste.
OUÇA:
O Comitê Científico é coordenado por Miguel Nicolelis, neurocientista e referência mundial na pesquisa da interface entre cérebro e computadores, e por Sérgio Rezende, físico formado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e ex-ministro da Ciência e Tecnologia.
O comitê ainda está em formação, mas já possui 13 membros, incluindo um indicado por cada estado, e deve permanecer ativo até o fim da pandemia. Os representantes da Bahia no grupo são o infectologista Roberto Badaró, a pesquisadora e titular da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado, Adélia Pinheiro, e o médico Maurício Barreto.
O governador Rui Costa se reuniu na tarde desta quarta-feira (25) com os demais governadores do Nordeste para debater e alinhar medidas de combate à pandemia do novo coronavírus.
A reunião aconteceu por meio de uma videoconferência quando foi definido que os gestores nordestinos vão continuar adotando medidas baseadas no que afirma a ciência, seguindo orientação de profissionais de saúde capacitados para lidar com a realidade atual. Também ficou acertado que as ações preventivas serão revistas gradualmente, conforme os registros informados pelos órgãos oficiais de saúde de cada estado.
Em um dos trechos da carta elaborada após a reunião, os governadores falaram que este “é um momento de guerra contra uma doença altamente contagiosa e com milhares de vítimas fatais.
A decisão prioritária e a de cuidar da vida das pessoas, não esquecendo da responsabilidade de administrar a economia dos estados. É um momento de união, de se esquecer diferenças políticas e partidárias. Acirramentos só farão prejudicar a gestão da crise”
De acordo com o governador da Bahia e presidente do Consórcio Nordeste, Rui Costa, “o momento vivido pelo Brasil é gravíssimo e o novo coronavírus é um adversário a ser vencido com muito trabalho, bom senso e equilíbrio”, defendeu. Juntos, os governadores nordestinos entendem que este é um momento de guerra contra uma doença altamente contagiosa e com milhares de vítimas fatais. A decisão prioritária é a de cuidar da vida das pessoas, não esquecendo a responsabilidade de administrar a economia dos estados. “É um momento de união, de se esquecer diferenças políticas e partidárias. Acirramentos só prejudicarão a gestão da crise”, completou Rui.
Um dos temas abordados na reunião foi a necessidade de o Governo Federal implementar uma ação urgente voltada aos trabalhadores informais e autônomos. Os governadores do Nordeste solicitaram ainda a necessidade urgente de uma coordenação e cooperação nacional para proteger empregos e a sobrevivência dos mais pobres. Sobre o posicionamento da Presidência da República neste momento de crise, os representantes estaduais expressaram frustração com o tom agressivo em lugar de exercício do papel de liderança e coalizão em nome do Brasil.
Confira aqui a íntegra da carta:
Em decisão publicada nesta segunda-feira (23), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mendes de Farias Mello deferiu liminar determinando que a União suspenda os cortes no Programa Bolsa Família e que libere, de maneira uniforme, os recursos para as novas inscrições, enquanto perdurar o estado de calamidade pública provocado pela pandemia do coronavírus.
“Esta decisão nada mais é que a restauração do princípio federativo, restabelecendo-se a igualdade entre os Estados”, afirmou o procurador geral do Estado da Bahia, Paulo Moreno Carvalho. A decisão foi tomada em uma ação judicial movida por sete dos nove estados da região nordeste que questionaram a alocação de recursos e contemplação de novas famílias sem a necessária isonomia e equidade, promovendo desproteções concentradas no nordeste.
A ação, assinada pelos procuradores gerais da Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Paraíba e Rio Grande do Norte, solicitava que fossem levadas em consideração as necessidades dos beneficiários independentemente do local em que residam.
Em sua decisão, o ministro solicitou ainda que a União disponibilize dados que justifiquem a concentração de cortes de benefícios do programa na região nordeste, bem como dispense aos inscritos nos Estados autores da ação tratamento isonômico em relação aos beneficiários dos demais entes da Federação.
Marco Aurélio Mello entendeu que os dados sinalizam plausível a tese jurídica defendida pelos estados e o dano de risco irreparável a ensejar desequilíbrio social e financeiro, especialmente considerada a pandemia que assola o País. “A coisa pública é inconfundível com a privada, a particular. A coisa pública é de interesse geral. Deve merecer tratamento uniforme, sem preferências individuais. É o que se impõe aos dirigentes. A forma de proceder há de ser única, isenta de paixões, especialmente de natureza político-governamental”, afirmou o ministro.
Dados
No último mês de janeiro, o Governo Federal destinou apenas 3% dos novos benefícios do Bolsa Família ao Nordeste, região que concentra 36,8% das famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza. Já as regiões Sul e Sudeste receberam 75% das novas concessões do programa. O somatório das novas concessões realizadas para todos os estados do nordeste é de apenas 3.035 famílias. Desse total, a Bahia foi contemplada com apenas 1.123 novas concessões e 59.484 famílias tiveram seus benefícios cancelados, de janeiro 2019 a janeiro 2020.
Em todo o Brasil a redução de benefícios do Bolsa Família, de maio a dezembro de 2019, chega a 1.111.043 famílias. Na região Nordeste, onde estão cerca de 50% dos vinculados ao programa, 428.565 pessoas deixaram de receber o benefício, o que corresponde a uma redução de 6%.
O uso de energias limpas foi destaque na missão internacional do Consórcio Nordeste, que continua em Paris, capital da França, nesta segunda-feira (18). Com interesse na criação de blue corridors, uma rota de transporte de gás natural entre os nove estados nordestinos, os governadores estiveram com representantes da Golar Power, joint venture entre a norueguesa Golar e o fundo norte-americano Stonepeak.
Denominado ‘Rota Azul’, o projeto de integração no Nordeste inclui a instalação de postos de combustíveis capazes de fornecer gás natural liquefeito (GNL) para veículos de carga. Em outros países, a exemplo da China, Espanha e Alemanha, os caminhões e ônibus movidos a gás natural já são realidade.
Segundo o vice-presidente da Golar no Brasil, Marcelo Sacramento, o plano de trabalho da empresa prevê inúmeras oportunidades de investimentos. “A disponibilidade do gás para carros e caminhões nas rodovias do Nordeste irá gerar uma nova dinâmica no transporte da região. Novas empresas irão se instalar e as já existentes vão ganhar competitividade”, afirmou.
O gás natural é considerado combustível de transição da economia de carbono, em razão das vantagens econômicas, geopolíticas e ambientais. Quando condensado, ele pode ser transportado em carretas ou navios gaseiros, permitindo atender localidades que não possuem gasodutos. Um dos benefícios do uso de GNL é a redução da emissão de poluentes.
“Muito importante esse conjunto de investimentos estruturadores na região Nordeste, sobretudo por se tratar de um combustível menos poluente”, comentou o governador de Pernambuco, Paulo Câmara. O Nordeste possui uma extensa malha de gasodutos cobrindo o litoral e a maior malha de rodovias do Brasil, além de complexos portuários com infraestrutura para atender a demanda interna e externa.
Ainda em Paris, nesta segunda (18), os governadores se reuniram com a Voltalia, grupo francês que investe em energias renováveis em 20 países, incluindo o Brasil. No Nordeste, a empresa possui atividades no Rio Grande Norte. Os estados nordestinos se destacam pela presença expressiva de fontes renováveis de energia. A fonte eólica já é responsável por 29% da matriz elétrica da região, enquanto a solar responde por 3%.
Além do governador de Pernambuco, participam da missão na Europa os governadores Rui Costa (Bahia), Wellington Dias (Piauí) Renan Filho (Alagoas), Camilo Santana (Ceará), João Azevêdo (Paraíba) e Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte), assim como o vice-governador Carlos Brandão (Maranhão). O governador de Sergipe, Belivaldo Chagas, está representado pelo superintendente de Parcerias Público Privadas, Oliveira Junior.
Depois de Paris, o grupo estará em Roma, na quarta-feira (20), e em Berlim, na quinta (21) e sexta-feira (22). O objetivo da viagem é atrair investimentos para áreas de interesse dos nove estados do Nordeste, que reúnem 27,2% da população brasileira.
Uma tartaruga coberta de óleo foi encontrada na Praia da Avenida, na cidade de Ilhéus, no sul da Bahia, na noite da terça-feira (29).
O animal foi socorrido por voluntários que faziam limpeza no local e foi levado para a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), no município. Não há detalhes sobre o estado de saúde da tartaruga.
De acordo com o Grupo de Amigos da Praia (GAP), além do animal, os voluntários recolheram cerca de 200 quilos de óleo durante a noite. A substância tinha atingido a praia durante a manhã, foi limpa e voltou a aparecer no final do dia.

Óleo atingiu praia na cidade de Ilhéus na noite da terça-feira — Foto: GAP
Na terça-feira (29), o governador da Bahia em exercício e vice, João Leão, assinou um Decreto Estadual de Emergência para liberação de recursos para mais 15 municípios do estado atingidos pelas manchas. Ilhéus é um deles.
Os outros 14 são: Belmonte, Cairu, Camamu, Canavieiras, Igrapiúna, Itacaré, Itaparica, Ituberá, Maraú, Nilo Peçanha, Taperoá, Una, Uruçuca e Valença.
No dia 14 de outubro, Camaçari, Conde, Entre Rios, Esplanada, Jandaíra e Lauro de Freitas já tinham recebido a liberação dos recursos, totalizando 21 cidades.
Segundo a assessoria do governo, com o decreto fica autorizada a mobilização de todos os órgãos estaduais, no âmbito das suas competências, nas ações de resposta ao desastre, reabilitação e reconstrução dos cenários.
Ainda na terça, os municípios de Belmonte, no sul da Bahia, e Taperoá, no baixo sul baiano, foram afetados pelas manchas de óleo, e subiu para 24 o número de cidades baianas atingidas pelas manchas.
Também surgiu uma preocupação com o Parque Nacional de Abrolhos, que abriga maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul. Voluntários, moradores e membros de uma associação revelam que a manchas de óleo se aproximam de Abrolhos, mas ainda não foi registrado óleo no Parque Nacional.
Fonte: G1/TV Santa Cruz
As manchas de óleo que atingem o litoral do Nordeste chegaram à cidade de Ilhéus, no sul da Bahia, na manhã desta sexta-feira (25). Com isso, subiu para 14 o número de municípios baianos contaminados. O estado está em situação de emergência.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente e Urbanismo de Ilhéus, Jerbson Moraes, o local afetado na cidade é a Praia do Norte. Nas imagens enviadas pelo secretário, é possível ver dezenas de manchas de óleo na areia.
De acordo com Jerbson Moraes, representantes da Marinha, Exército e Corpo de Bombeiros Militar do estado foram acionados por ele e estão à caminho do local, mas, até por volta das 9h, o trabalho de coleta do material ainda não tinha começado. Ainda não há estimativa da extensão da área atingida.
Além de Ilhéus, as outras cidades afetadas no estado são Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Conde, Esplanada, Vera Cruz, Itaparica, Itacaré, Jandaíra, Entre Rios, Cairu, Maraú e Mata de São João. São quase 60 localidades contaminadas.

Manchas de óleo chegam em Ilhéus, no sul da Bahia — Foto: Divulgação
Segundo balanço das prefeituras, quase 300 toneladas já foram removidas dos locais afetados desde que o óleo chegou na Bahia, em 3 de outubro deste ano. O estado foi o último do Nordeste a ser atingido pelas manchas, que começaram a aparecer em setembro.
Destes municípios, Salvador (104,8 toneladas), Entre Rios (50 toneladas), Mata de São João (40 toneladas), Conde (25 toneladas) e Camaçari (20 toneladas) são os que mais tiveram óleo coletado até esta sexta-feira.
Na quinta-feira (24), pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) divulgaram que encontraram presença do óleo nos aparelhos digestivos e respiratórios de peixes e mariscos recolhidos em locais atingidos pela substância na região metropolitana de Salvador.
A UFBA recomendou que seja declarado estado de emergência em saúde pública na região por causa da contaminação de petróleo. Em um comunicado, a instituição defendeu portaria acionada em casos de “calamidade pública” e reforçou os riscos do contato com o benzeno, composto volátil e tóxico, liberado pelo óleo no meio ambiente.
A contaminação já gera prejuízos. A Bahia Pesca estima que cerca de 16 mil pescadores foram afetados, direta ou indiretamente, pelo derramamento de óleo em Salvador, Itaparica, Vera Cruz e praias do Litoral Norte, até a divisa com Sergipe.

Óleo foi encontrado em lambreta na Bahia — Foto: Reprodução/TV Bahia
Lista de localidades atingidas
Ilhéus (300 km – sul)
Praia do Norte (praia)
Cairu (300 km – sul):
Morro de São Paulo (2 e 3ª praias);
Boipeba (praia);
Garapuá (praia);
Maraú (250 km – baixo sul)
Praia de Três Coqueiros (praia)
Barra Grande (praia)
Taipu de Fora (praia)
Itaparica (Ilha de Itaparica – RMS):
Manguinhos (praia)
Vera Cruz (Ilha de Itaparica – RMS):
Jaburu (praia)
Barra Grande (praia)
Barra do Pote (praia)
Tairu (praia)
Salvador:
Piatã (praia);
Praia do Flamengo (praia);
Jardim dos Namorados (praia);
Jardim de Alah (praia);
Praia de Placaford (praia);
Buracão (praia);
Ondina (praia);
Pituba (praia);
Boca do Rio (praia);
Stella Maris (praia);
Farol da Barra (praia);
Lauro de Freitas (cidade limítrofe – RMS):
Ipitanga (praia);
Vilas do Atlântico (praia);
Rio São Joanes (rio);
Camaçari (47 km – RMS):
Arembepe (praia);
Guarajuba (praia);
Itacimirim (praia e manguezal);
Jauá (praia);
Mata de São João (61 km – RMS):
Praia do Forte (praia);
Imbassaí (praia e manguezal);
Santo Antônio (praia);
Costa do Sauípe (praia);
Entre Rios (142 km):
Subaúma (praia);
Porto de Sauípe (praia);
Massarandupió (praia);
Esplanada (170 km):
Baixio (praia);
Mamucabo (praia);
Rio Inhambupe (rio);
Rio Subaúma (rio);
Conde (186 km):
Barra da Siribinha (praia);
Barra do Itariri (praia);
Sítio do Conde (praia);
Poças (praia);
Jandaíra (205 km):
Coqueiro (praia);
Mangue Seco (praia);
Três Coqueiros (praia);
Costa Azul (praia);
Rio Itapicuru (rio);
Rio Real (rio);
Itacaré (390 km – sul da BA):
Tiririca (praia);
Itacarezinho (praia);
Maraú (250 km – sul da BA):
Barra Grande (praia);
Taipú de Fora (praia);
Três Coqueiros (praia);
Saquaíra (praia);
Algodões (praia);
Fonte: G1
A Segunda e a Terceira Praia, localizadas em Morro de São Paulo, assim como as praias de Garapuá e Boipeba, todas no município de Cairu, no baixo sul da Bahia, foram liberadas para acesso, informou, por meio de nota, a prefeitura do município, na tarde desta terça-feira (22).
A prefeitura informou que equipes das Secretarias Municipais de Desenvolvimento Sustentável e Especial do Morro realizou a limpeza completa das áreas e a retirada de 1,5 tonelada do material até o final da manhã.
O executivo municipal disse, no entanto, que ainda está aguardando avaliação dos órgãos responsáveis para recomendar banhos de mar nos locais.
O Passeio Volta À Ilha também está funcionando normalmente, segundo a prefeitura.
O acesso aos locais havia sido interditado para realização de limpeza após a identificação da chegada das primeiras manchas de óleo na região, na madrugada desta terça. Em nota, a prefeitura de Cairu informou que a medida era “devido aos riscos causados pelas manchas de óleo aos banhistas, que podem causar reações nos pulmões e pele, e ao trabalho das equipes de limpeza”.
A Prefeitura de Cairu disse que conta com o apoio de voluntários equipados, assim como da empresa responsável pela limpeza pública da região e disse que manterá o monitoramento de todas as praias do município, incluindo Garapuá e Boipeba, para manter a costa livre de óleo.
O município disse ainda que recebeu representantes da Bahia Pesca e do Projeto Manatee e aguarda a chegada de equipes da Marinha do Brasil, da Petrobras, do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e do Inema (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos).
A prefeitura recomenda que caso as pessoas encontrem novas manchas de óleo na área, devem entrar em contato com a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável através do telefone (75) 3652-1064.
De acordo com a prefeitura, quatro praias foram atingidas pelas manchas em Cairu, sendo que as duas mais afetadas ficam em Morro de São Paulo, que é um dos principais pontos turísticos do estado. Os dois locais foram interditados por tempo indeterminado.
Com isso, subiu para 12 o número de cidades atingidas pelo óleo na Bahia. Além de Cairu, há registro da substância em Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Conde, Entre Rios, Itacaré, Esplanada, Jandaíra, Vera Cruz, Itaparica e Mata de São João.
Em entrevista coletiva realizada nesta terça, em Recife (PE), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que descobrir a origem o petróleo não é prioridade neste momento. “Esse é o momento de trabalhar, recolher o óleo e dar o destino necessário e lá na frente também aprofundar as causas desse acidente”, afirmou.

Equipe recolhe óleo que atingiu praias de Cairu, na Bahia — Foto: Divulgação/Prefeitura
Em Cairu, os locais atingidos foram: a Segunda e a Terceira Praia de Morro de São Paulo, a praia da Cueira, em Boipeba, e a Ponta do Quadro, em Garapuá.
Segundo a prefeitura da cidade, nas quatro localidades foram achadas fragmentos do óleo, que foram recolhidos ainda no início da manhã por equipes das Secretarias Municipais de Desenvolvimento Sustentável e Especial do Morro, com apoio de voluntários e da empresa responsável pela limpeza pública.
Ainda conforme a prefeitura, o monitoramento de outras praias do arquipélago prossegue, e uma operação pente fino será realizada por equipes da gestão municipal em todas as localidades do município, para assegurar que não há vestígios de óleo.

Manchas de óleo coletadas em Morro de São Paulo, na Bahia — Foto: Bruno Arndt
As manchas de óleo começaram a chegar no estado em 3 de outubro, quase um mês após o início do problema no país. Mais de 200 praias já foram afetadas pelo óleo em todo o Nordeste. Na Bahia, são ao menos 49 localidades. O estado foi o último a receber a substância.
Por causa do problema, o Governo Federal reconheceu situação de emergência na Bahia. A situação foi reconhecida em decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (22).
Na última semana, o Ministério Público Federal (MPF-BA) e o Ministério Público do estado (MP-BA) ingressaram com uma ação pública contra a União e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) por causa do óleo. Os órgãos disseram que veem “omissão” na demora em adotar medidas de proteção e que ingressaram com a ação “em decorrência das consequências e riscos ambientais provenientes do vazamento de óleo”.
Cairu (300 km – sul)
Itaparica (Ilha de Itaparica – RMS)
Vera Cruz (Ilha de Itaparica – RMS)
Salvador:
Lauro de Freitas (cidade limítrofe – RMS):
Camaçari (47 km – RMS):
Mata de São João (61 km – RMS):
Entre Rios (142 km):
Esplanada (170 km):
Conde (186 km):
Jandaíra (205 km):
Itacaré (390 km – sul da BA):

Voluntários coletam óleo em Morro de São Paulo, na Bahia — Foto: Bruno Arndt
Fonte: G1/BA