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Uma noite pra não sair da memória. A celebração de 15 anos do Festival de Inverno Bahia (FIB) fez esgotar os ingressos para a segunda noite de festa no Parque de Exposições Teopompo de Almeida, em Vitória da Conquista. O FIB reuniu, no sábado, 24, atrações para todos os gostos.

O Grande Encontro, trio formado por Alçeu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo, abriu o evento e estreou no Festival com um show repleto de clássicos da carreira dos artistas e homenagens ao Nordeste. O grupo iniciou a apresentação com “Anunciação” e “Caravana” e, após cumprimentar o público, homenageou Dominguinhos com a canção “Sabiá”. “Vamos cantar uma música do nosso rei”, declarou Elba Ramalho para o público que vibrou a cada verso.

No encantado show do trio nordestino, ainda teve lugar para momentos de emoção ao relembrar os 20 anos de “O Grande Encontro” e a participação de Zé Ramalho na composição original do projeto. Antes de cantar “Papagaio do Futuro”, Alçeu Valença fez um discurso em defesa do meio ambiente e foi aclamado pelos fãs. “A todo inimigo da fauna e da flora. Àqueles que promovem a poluição. […] Sim, vai para toda essa gente ruim, meu desprezo”.

A cantora Iza, que seria a segunda a se apresentar no FIB 2019, cancelou o show por motivos de saúde. Trio da Huanna, atração confirmada na Vila da Música Coca-Cola, substituiu a artista e não decepcionou: agitou o público com os hits do arrocha baiano. A galera cantou junto, do início ao fim, sem perder o ânimo. Luizinho, vocalista da banda, chamou ao palco um fã que dançou e fez até pirueta para a plateia.

Com muito axé e simpatia de sobra, Ivete Sangalo subiu pela terceira vez no palco do Festival de Inverno Bahia (FIB) e fez a multidão de fãs tirar os pés do chão. A baiana transformou a festa em um verdadeiro carnaval, embalado ao som de hits contagiantes como “Arerê”, “Pra frente” e “Pequena Eva”. O show da rainha do axé ainda teve um convidado surpresa pra lá de especial. Armandinho, com sua guitarra baiana, colocou todo mundo para pular ao som de “Chame Gente”. Pouco antes de se despedir do público, Veveta comentou a falta de Iza no Festival e homenageou a colega e amiga ao interpretar “Pesadão”.

Léo Santana trouxe o swing e o calor do pagode baiano já na madrugada de domingo, 25. O músico soteropolitano agitou a galera com “Crush Blogueirinha”, “Encaixa” e “Santinha”, música do carnaval de 2017. Para aquecer os fãs no último show da noite, Léo estendeu a apresentação e misturou o pagodão com o funk e cantou hits de outros artistas como “Todo Mundo Vai Sofrer”, de Marília Mendonça, que passou pelo Palco Principal do Festival na sexta-feira, e “Onda Diferente”, de Anitta, que irá se apresentar no último dia do FIB 2019.

Show de imagens captadas nas lentes dos fotógrafos: Laécio Lacerda, Fabrício Filmes e Edna Nolasco

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*materia extraída do Jornal A Tarde Jornalista Chico Castro Jr.

Três titãs nordestinos da MPB, que cultivam em suas vidas aquilo que Vinícius de Moraes chamou de “arte do encontro”.

É o show Grande Encontro, que reúne no palco Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo. Sequência do aclamado projeto iniciado pelo trio (mais Zé Ramalho, que não participa desta vez) em 1996, este show traz como novidade o fato de ser elétrico – e não acústico, como nas outras encarnações do grupo.

No repertório, muitos sucessos da carreira individual dos três artistas: Anunciação, Banho de Cheiro, Dia Branco, Tropicana, Moça Bonita, Caravana, Belle de Jour, Canção da Despedida, Coração Bobo, Táxi Lunar, Bicho de Sete Cabeças.

“Incluímos Me Dá Um Beijo, uma música do meu primeiro álbum com Geraldinho (Quadrafônico, 1972), que pode ser considerada uma pérola pouco lembrada. É uma grande celebração”, afirma Alceu, em entrevista por e-mail.

“É realmente um show muito enérgico, que é pra todo mundo dançar e cantar junto. Certamente, nesta edição, temos um som mais cheio, com uma banda maravilhosa, que agregou bastante ao trabalho”, acrescenta Geraldo Azevedo, também por e-mail.

Ideia que deu muito certo para os seus (então) quatro integrantes, o Grande Encontro surgiu quase que por acaso: “Geraldo e Zé Ramalho começaram a fazer shows juntos. Numa noite no Canecão (Rio), eu e Elba estávamos na plateia e fizemos uma participação. A ideia evoluiu rapidamente e estreamos o show pouco depois em Natal. Foi um sucesso avassalador. Gravamos um disco antológico e tive de sair um ano depois por imposição da gravadora”, conta Alceu.

Juntos, Geraldo, Elba e Zé ainda fariam mais dois álbuns. Há dois anos, Geraldo, Elba e agora Alceu retomaram o projeto – só que desta vez, com instrumentos elétricos.

“Há dois anos rodamos o país inteiro, tivemos nosso público recorde no Réveillon de Copacabana. Em julho, faremos dois shows inesquecíveis em Portugal. Lançamos um CD e um DVD que logo ganharam disco de platina. O Grande Encontro possui uma mística única”, afirma Alceu.

Grandes encontros

Amigos e parceiros desde 1970 (48 anos, portanto), Alceu e Geraldo lembram bem como se deu seu primeiro encontro: “Nos conhecíamos de vista de Recife, mas fomos apresentados de fato já no Rio de Janeiro, por Carlos Fernando na casa de Wilson Lira, em 1970”, recorda-se Geraldo.

“Fui a uma festa e lá estava ele (Geraldo) tocando seu extraordinário violão. Eu já sabia quem era, pois costumava vê-lo tocar na televisão em Recife. Mas ele não sabia nada de mim. Arrisquei tocar alguma coisa que eu vinha compondo na época e ele gostou, elogiou muito. Me disse: ‘tu é bom, bicho’. ‘Vamos combinar de tocar alguma coisa juntos na minha casa’”, conta Alceu.

Geraldo morava em Laranjeiras, Alceu no Leme. Ambos na Zona Sul do Rio, mas nem por isso tão próximos.

“No dia seguinte, já estávamos compondo Talismã. As visitas de Alceu viraram rotina. Durante todo aquele ano, ele ia a minha casa e passávamos o dia estudando e compondo”, diz Geraldo.

“E diariamente eu ia andando da minha casa até a dele, uma distância bastante considerável. Não tinha nem o dinheiro da passagem. No mesmo ano, participamos do Festival Internacional da Canção ao lado de Jackson do Pandeiro, com a minha Papagaio do Futuro”, acrescenta Alceu.

Já o encontro com Elba foi em tempos e ocasiões diferentes para Alceu e Geraldo.

Este último a conheceu primeiro: “A conheci durante a produção da peça A chegada do Lampião no Inferno, de Luiz Mendonça. Eu fazia a direção musical e Elba atuava. Lembro de ter ficado muito impressionado quando a vi cantar, nunca vou esquecer aquela energia. Nos tornamos grandes amigos, nunca mais desgrudamos. Na época, saíamos todas as noites. Fomos morar juntos, na esquina da casa de Alceu. Época maravilhosa”, lembra Geraldo.

“Conheci Elba no Rio, no final dos anos 70. Ela era atriz de teatro e cantava com aquela voz incrível. Foi morar na casa de Geraldinho, que produziu o primeiro disco dela. Logo se tornou uma das mais expressivas cantoras de nossa geração”, conta Alceu.

“Muito tempo depois, finalmente estreamos todos juntos: eu, ela, Geraldo e Zé, no primeiro Grande Encontro. Era a celebração de uma amizade pessoal e musical muito sólida”, conclui Alceu.

SERVIÇO

O quê: Grande Encontro 20 anos: Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Alceu Valença Quando: Sexta, 27 de abril Onde: Parque de Exposições de Vitória da Conquista Ingressos: Mesas, Camarote, Cadeiras e Pista Vendas: PontoCell, Central de Ingressos, Point do Ingresso e Banca Central Qualidade: Mistureba Produções - Informações: (77) 98866-3300 Classificação: 16 anos

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