A 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia decidiu que o estado deverá indenizar em R$ 100 mil reais um homem que foi preso e espancado por policiais militares após vaiá-los. O caso ocorreu em 13 de dezembro de 2007, em Itabuna.
À época, o homem teve a casa incendiada e acionou o Corpo de Bombeiros. De acordo com o Jornal O GLOBO, a corporação chegou ao local da ocorrência, com um carro da Polícia Militar, cerca de duas horas após o chamado.
Incomodados com a demora, a vítima e vizinhos vaiaram tanto os bombeiros quanto os policiais. O fogo destruiu a casa da vítima e já tinha sido controlado no momento da chegada dos militares.
De acordo com informações da TV Justiça, o colegiado entendeu que ficou comprovado que os policiais cometeram abuso de poder e agiram com extrema violência. Na decisão, os desembargadores do TJ-BA destacaram que as agressões provocaram traumas na vítima. O homem perdeu parte da visão e passou a ter crises convulsivas.
Uma policial militar morreu de Covid-19, na tarde desta sexta-feira (24), após ficar internada desde o início da semana na UTI do Hospital de Ilhéus, cidade no sul da Bahia.
De acordo com a Polícia Militar, Rachel Maria da Silva Neta era lotada no 2º Batalhão de Ensino, Instrução e Capacitação (BEIC) e tinha mais de 20 anos trabalhando na PM. A profissional deixou esposo e dois filhos.
Um outro policial militar, de 35 anos, morreu pela Covid-19 na noite de quinta-feira (23), após ficar internado por 15 dias, também no Hospital de Ilhéus. Segundo a PM, Marcos dos Santos Góis era lotado na 70ª CIPM e integrava a equipe há 9 anos. Ele deixou esposa e duas filhas.
As corporações de cada unidade dos profissionais emitiram notas de pesar lamentando a morte dos policiais militares.
Segundo o boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde na noite desta sexta, já são 2.735 casos confirmados de Covid-19 na cidade, com 1.808 curados e 123 mortes. Com informações do G1
O governador Rui Costa disse que entrará em contato com o comandante-geral da Polícia Militar, Coronel Anselmo Brandão, para garantir o cumprimento do decreto de distanciamento social no período do São João, já que o feriado da festa foi antecipado para reduzir a possibilidade de deslocamento das pessoas para o interior. Rui também pediu aos prefeitos para que conversem com lojistas dos municípios sobre a necessidade do fechamento do comércio por alguns dias para evitar a disseminação do coronavírus.
OUÇA:
O comando da 78ª Companhia de Polícia Militar (78ª CIPM) de Vitória da Conquista entregou, na manhã desta sexta-feira (3), equipamentos de proteção individual (EPI) para uso dos policiais em seu trabalho diário nas ruas. A ação é constante e são disponibilizados luvas e máscaras descartáveis álcool em gel 70%. Também é feita limpeza especial e higienização das viaturas e armentos.
As equipes também foram equipadas com máscaras de acetato, o que possibilitará que os PMs protejam a região do rosto, caso precisem intervir em alguma ocorrência em que exista a suspeição de que a pessoa esteja apresentando os sintomas da COVID-19.
Segundo o major Edmário, comandante da 78ª CIPM, a preocupação é garantir o máximo de segurança no trabalho dos policiais militares durante a pandemia do novo coronavírus e assegurar a manutenção da capacidade operacional da companhia, preservando assim, a ordem pública na Zona Oeste de Vitória da Conquista.
Fonte:Blog do Giorlando Lima
Por Afonso Ferreira e Pedro Alves, G1 DF
Demonstrações de afeto envolvendo policiais gays causaram polêmica durante a formatura dos novos soldados da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), no último sábado (11). Fotos publicadas em redes sociais e que mostram dois PMs beijando pessoas do mesmo sexo foram alvos de comentários homofóbicos em grupos de colegas da corporação.
Um áudio que circula nas redes sociais mostra um homem, identificado como coronel da reserva da PMDF, criticando os beijos. Ele afirma que as demonstrações de afeto foram uma “avacalhação” da corporação e que “aquele postura poderia ter sido evitada. É lamentável”.
Após a divulgação do caso, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) pediu à PM que investigue os comentários. O Ministério Público do DF também disse que “será instaurado procedimento para a apuração da prática homofóbica e adoção das medidas cabíveis”.
A Polícia Militar do DF proibiu qualquer dos envolvidos de conceder entrevistas sobre o caso (veja mais abaixo). A corporação informou que “os áudios atribuídos a um coronel da reserva remunerada manifestam uma opinião pessoal e serão analisados pela corporação” e que “não coaduna ou apregoa quaisquer tipos de preconceito”.
No áudio enviado em grupos de colegas, o policial afirma que os colegas gays “não se criam” e que a corporação foi “irreversivelmente maculada” por conta dos beijos publicados pelos PMs LGBTs nas redes sociais.
“Não tenho nada a ver com a sexualidade deles. A porção terminal do intestino é deles e eles fazem o que quiserem. Uma coisa é o que se faz quando se está fardado […]. Aprendemos sempre que se deve preservar a honra e o pundonor policial militar. Então é isso que foi quebrado ali. Aquela avacalhação, aquela frescura ali poderia ter sido evitada. É lamentável”, diz a gravação.
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Áudio tem sido compartilhado em grupos de conversa — Foto: Whatsapp/Reprodução
O G1 entrou em contato com o tenente-coronel, que confirmou ter enviado a mensagem de voz a um grupo de amigos. Ele não quis comentar o assunto. Nas redes sociais, outros colegas compartilharam a mensagem do militar (veja imagem acima).
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Pessoas parabenizam os casais de PMs nas redes sociais — Foto: Instagram/Reprodução
Na tarde desta segunda-feira (13), a Comissão de Direitos Humanos da CLDF entrou em contato com os policiais alvo dos comentários e se colocou à disposição dos militares.
O deputado distrital Fábio Felix (Psol), que preside a comissão, enviou à Polícia Militar um pedido de apuração do fatos. No documento, o parlamentar pede ainda que sejam adotadas medidas para proteção direitos fundamentais dos policiais.
Questionado pelo G1, o Ministério Público do DF confirmou a abertura de investigação no Núcleo de Enfrentamento à Discriminação.
“A homotransfobia representa uma forma contemporânea de racismo. Portanto, apurada a autoria de condutas que importam em atos de segregação que inferiorizam membros integrantes do grupo LGBT, o autor pode ser processado nos diversos tipos penais definidos na lei de racismo e no Código Penal”, disse em nota.
Da internet também vieram comentários positivos para os casais. Em uma rede social, seguidores de um deles desejaram felicidades. Em outro comentário, uma pessoa elogia a atitude dos militares.
Após a repercussão, colegas também reuniram fotos de casais heterossexuais se beijando fardados com o objetivo de demonstrar que a proporção do caso cresceu pelo fato de se tratarem de casais gays.
O G1 entrou em contato com os PMs que aparecem nas fotos. No entanto, a corporação os impediu de falar com a reportagem para “evitar maiores exposições e controvérsias”. Veja abaixo a íntegra do posicionamento da Polícia Militar:
A PMDF informa ainda que a ética e o pundonor policial militar são preceitos basilares da Corporação, aos quais os policiais militares estão sujeitos, independentemente de cor, sexo, etnia, religião ou opção sexual.
O posicionamento oficial da PMDF órbita em torno do respeito às crenças, à ética e ao profissionalismo, pilares que todos os policiais militares devem observar no exercício de seus deveres.
A Polícia Militar do Distrito Federal reforça que não coaduna com quaisquer tipos de preconceito. As críticas divulgadas em redes sociais são opiniões pessoais e não condizem com o ponto de vista do comando da Corporação.
No entanto, com o objetivo de evitar maiores exposições e controvérsias, nenhum integrante da Corporação está autorizado a conceder entrevista sobre o assunto.”