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A Câmara Municipal de Vitória da Conquista homenageou, na sessão ordinária desta sexta-feira (19), o radialista e ex-vereador Nildo Freitas com a entrega da Moção de Aplauso nº 84/2026, de autoria do vereador Edvaldo Ferreira Júnior (PSDB). Em reconhecimento aos 40 anos de dedicação do comunicador ao rádio, à comunicação e à prestação de relevantes serviços à população conquistense.
Na justificativa da homenagem, Edvaldo Júnior destacou que Nildo Freitas construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com a informação, pela ética na comunicação e pela proximidade com seus ouvintes. Segundo o parlamentar, sua atuação tornou-se referência em Vitória da Conquista, contribuindo diariamente para informar, orientar e acompanhar o cotidiano da comunidade com credibilidade e responsabilidade.
O vereador ressaltou ainda que, ao longo de quatro décadas de carreira, Nildo consolidou-se como uma das vozes mais conhecidas e respeitadas da comunicação regional, levando informação, música, entretenimento e prestação de serviços a milhares de pessoas. Para Edvaldo, sua trajetória é marcada pela capacidade de comunicar com sensibilidade, profissionalismo e compromisso social, sempre pautada pelo respeito ao público e pela busca da verdade dos fatos. “Mais do que uma profissão, sua atuação demonstra um verdadeiro propósito de vida, contribuindo para o fortalecimento da imprensa local e para o desenvolvimento da sociedade conquistense”, destacou.
Ao agradecer a homenagem, Nildo Freitas relembrou sua história de vida e sua caminhada profissional, marcada pela superação e pelo amor à comunicação. Emocionado, ele destacou que a homenagem representa o reconhecimento de uma trajetória construída ao longo de quatro décadas de trabalho no rádio.
“Passa um filme na minha cabeça daquele menino nascido em Ibicaraí, em uma casa simples às margens do Rio Cachoeira, que chegou a Vitória da Conquista aos quatro anos de idade e hoje vive um momento tão especial como este. Sou muito grato a Deus por tudo que tem acontecido na minha vida”, afirmou.
O radialista também compartilhou a homenagem com todos os profissionais que fizeram e fazem parte de sua trajetória na comunicação, além dos ouvintes que acompanham seu trabalho desde 1986. “Quero dividir esta Moção de Aplauso com todos os colegas que caminharam comigo na radiodifusão de Vitória da Conquista e com cada ouvinte que prestigia o nosso trabalho ao longo desses 40 anos”, declarou.
Nildo agradeceu ainda, à sua filha Rebeca, que acompanhou a solenidade, e a todos que contribuíram para sua trajetória pessoal e profissional.
Por Camila Brito
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O vereador Luís Carlos Dudé (UB), presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final (CCJ) da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, apresentou na sessão ordinária desta sexta-feira (19) um balanço das atividades desenvolvidas pelo colegiado durante o primeiro semestre legislativo. Segundo o parlamentar, aproximadamente 140 proposições foram analisadas pela comissão no período.

Ao entregar o relatório ao presidente da Câmara, vereador Ivan Cordeiro (PL), Dudé ressaltou o volume de trabalho realizado pela CCJ, responsável pela análise da constitucionalidade e legalidade dos projetos que tramitam na Casa.

“Estamos entregando um relatório com cerca de 140 proposições distintas apreciadas pela Comissão de Constituição e Justiça. Se fizermos uma análise dos dias úteis, isso representa mais de um projeto discutido, debatido e encaminhado ao plenário por dia”, destacou.

O vereador também fez questão de reconhecer o trabalho conjunto realizado pelos membros da comissão e pelos servidores que auxiliam na tramitação das matérias.

“Quero agradecer ao vereador Edvaldo Ferreira Júnior, ao vereador Fernando Jacaré, ao advogado Luciano Sepúlveda e à Secretaria-Geral desta Casa. Sem esse trabalho coletivo não teríamos conseguido analisar e preparar todos os projetos que passaram pela comissão”, afirmou.

Dudé destacou que a CCJ apreciou projetos de autoria do Poder Executivo e do Poder Legislativo, incluindo iniciativas apresentadas por vereadores e vereadoras, contribuindo para o andamento das pautas consideradas relevantes para o município.

Missa do Vaqueiro – Durante o pronunciamento, o parlamentar também anunciou a realização da 2ª Missa do Vaqueiro de Vitória da Conquista, marcada para o dia 26 de julho, no Alto do Cristo, no loteamento Candeias.

O evento contará com a participação de cavaleiros, amazonas, vaqueiros e vaqueiras de Vitória da Conquista e de diversos municípios da região Sudoeste, reunindo tradição, fé e valorização da cultura sertaneja.

“A Missa do Vaqueiro já se consolida como um importante evento cultural e religioso da nossa região. É um momento de valorização das nossas raízes, da nossa história e da força do homem e da mulher do campo”, afirmou.

Dudé agradeceu o apoio de instituições parceiras, da Arquidiocese de Vitória da Conquista, da Prefeitura Municipal, da Câmara de Vereadores e de diversos colaboradores envolvidos na organização da celebração.

Ao encerrar sua fala, o vereador convidou a população a participar das atividades culturais e festivas promovidas no município durante o período junino, defendendo a união de esforços para fortalecer os eventos que movimentam a economia e valorizam as tradições locais.

Anuska Meirelles

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Em pronunciamento na sessão ordinária desta sexta-feira (19), a vereadora Leia de Quinho (PSD) fez um balanço das ações desenvolvidas durante o primeiro semestre legislativo e comemorou uma das principais conquistas do seu mandato: a pavimentação asfáltica de localidades da zona rural de Vitória da Conquista.
Ao agradecer à população pela confiança depositada em seu trabalho, a parlamentar destacou que a atuação do vereador vai além das sessões realizadas no plenário da Câmara. “O trabalho do vereador vai muito além do rito das sessões. É um trabalho de presença, de escuta, de diálogo, de casa em casa, de porta em porta, ouvindo as demandas da população e buscando soluções junto aos governos”, afirmou.
Leia ressaltou que encerra o semestre comemorando avanços obtidos em diversas comunidades, desde demandas cotidianas, como iluminação pública e limpeza urbana, até obras estruturantes que impactam diretamente a qualidade de vida da população.
A vereadora destacou especialmente a pavimentação de estradas e vias em distritos e povoados do município, uma reivindicação que, segundo ela, vem sendo defendida desde o início do mandato.
“Com a ajuda de Quinho, nosso líder político junto ao Governo do Estado, vamos conseguir proporcionar para a zona rural de Vitória da Conquista mais de 13 quilômetros de asfalto. A licitação já aconteceu e, após o São João, as obras serão iniciadas”, anunciou.
Segundo a parlamentar, a obra representa um marco para o município por contemplar várias localidades simultaneamente. “É um acontecimento histórico para Vitória da Conquista realizar pavimentação asfáltica de várias localidades de uma só vez”, destacou.
Leia também garantiu que continuará lutando para que outras comunidades rurais sejam contempladas nas próximas etapas do projeto. “Os distritos e povoados que não foram contemplados desta vez podem ter certeza de que a nossa luta continua”, afirmou.
Ao encerrar sua fala, a vereadora destacou que, apesar do início do recesso parlamentar, o trabalho junto à população seguirá normalmente. “A gente está saindo de recesso hoje, mas o trabalho do vereador continua. Estaremos disponíveis nos nossos meios de comunicação, nas nossas redes sociais e sempre à disposição da população pelo bem de Vitória da Conquista”, concluiu.
A parlamentar ainda agradeceu à secretária municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Lili Lemos, pelo convite para o Arraiá da Conquista, e à Prefeitura de Belo Campo pelo convite para os festejos de São Pedro do município.
Anuska Meirelles
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A ação foi realizada em conjunto com outros órgãos de segurança e fiscalização da cidade

A Polícia Civil da Bahia, por meio da 10ª Coordenadoria de Polícia do Interior (10ª Coorpin/Vitória da Conquista), realizou em conjunto com outros órgãos de segurança e fiscalização, uma ação em pontos comerciais de Vitória da Conquista, com o objetivo de reprimir, de forma qualificada e integrada, o comércio ilegal de fogos de artifício e artefatos explosivos clandestinos na cidade.

A ação faz parte da Operação Em Chamas, realizada em toda Bahia, voltada à prevenção de acidentes, à defesa dos direitos dos consumidores e à promoção de festejos juninos mais seguros para toda a população.

Em Vitória da Conquista, a fiscalização e conscientização foram realizadas em conjunto com a Defesa Civil, a Secretaria de Postura do município, o Corpo de Bombeiros Militar (CBM), a Polícia Militar e a Guarda Municipal, que visitaram estabelecimentos, lojas e pontos comerciais de fogos de artifício situados no centro e no bairro Brasil, vistoriando a comercialização e o armazenamento dos materiais.

“A medida preventiva tem a finalidade de inibir o comércio ilegal de fogos de artifício no período junino, promovendo a conscientização de comerciantes e da população sobre os riscos da venda e da utilização desses tipos de produtos, o que ajuda a reduzir os acidentes no período”, pontuou o coordenador da 10ª Coorpin, delegado Neuberto Costa, sobre a ação.

Imagens: Divulgação / Ascom-PCBA

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Quem é essa figura do influenciador…? O que faz…? “qualquer coisa para aparecer”…? É um reflexo direto da economia virtual e do mundo da atenção, onde a relevância é medida por cliques e likes, engajamento e visualizações, e não pela qualidade ou ética, profundidade e densidade do conteúdo.

Esse tipo de personagem, muitas vezes descrito como sensacionalista ou tóxico, surge da necessidade de se destacar em um ambiente virtual saturado, individualista e com algoritmos que premiam o conteúdo extremo.

O que faz essa figura? O “Atentional Seeker”, (Buscador de Atenção): É o influenciador que exagera situações, cria dramas artificiais ou se coloca em risco para gerar engajamento. O “Controversial Commentator” (Comentarista de Controvérsias): Foca em postar conteúdos inflamatórios ou odiosos para forçar discussões e viralizar. Motivação: A busca incessante por validação externa, fama rápida e monetização (publicidade), baseando sua autoestima no número de seguidores e curtidas. Os tais influenciadores digitais são particularmente vulneráveis porque a sua “vida pessoal” é também o seu produto de trabalho. A construção de uma imagem inatingível (falsa realidade) cria uma pressão interna e externa para nunca mostrar vulnerabilidade, o que, a longo prazo é insustentável psicologicamente, emocionalmente, mentalmente, fisicamente e humanamente. Simplesmente, vão parar, vão esgotar, estafar, exaurir, sucumbir, colapsar, morrer… Perfil Psicológico: Pode envolver comportamentos de busca de atenção extremos, que, se não gerenciados, evoluem para atos perigosos. Economia da Atenção: O algoritmo da maioria das plataformas recompensa o conteúdo que mantém o usuário engajado por mais tempo (drama, choque, raiva), incentivando comportamentos desumanos. Individualismo Extremo: A cultura da “marca pessoal” transforma o indivíduo em um produto, onde a moralidade é secundária ao sucesso da audiência. Sensacionalismo e Crueldade: A necessidade de “um up” (superar) o último absurdo leva a exposições de dor, bullying, ou desafios perigosos, criando um ambiente desumano. O “Mercado da Personalidade”: A tendência de tratar as pessoas como mercadorias com valor comercial (vistos apenas pelos “likes”), desumanizando o próximo. A analogia entre a “escravidão dos influencers” e as “novas senzalas do século XXI” reflete uma crítica social e acadêmica crescente sobre a precarização do trabalho e o esgotamento mental na economia digital, onde a busca incessante por engajamento e lucro pode levar a condições análogas a jornadas exaustivas e degradação da saúde mental. O Paralelo com a Indústria Cultural e o Capitalismo. Tudo Vira Mercadoria: A crítica central baseia-se na teoria da indústria cultural, que argumenta que, sob o capitalismo, a cultura e até mesmo as relações humanas são transformadas em mercadorias a serem compradas e vendidas. No mundo dos influenciadores, a própria vida pessoal, imagem e interações sociais tornam-se produtos a serviço do marketing e das marcas. Razão Instrumental: Conceitos da Escola de Frankfurt sugerem que a razão instrumental — focada na eficiência técnica e no domínio para o lucro — prevalece sobre o desenvolvimento humano. Isso se manifesta na otimização de cada momento da vida do influencer para a produção de conteúdo rentável, esvaziando a dignidade humana em favor do capital.

Sociedade do Espetáculo: A onipresença do marketing e a interdependência entre acúmulo de capital e acúmulo de imagens ilustram a “sociedade do espetáculo”, onde a aparência e a performance constante são cruciais para a sobrevivência econômica na plataforma. As Condições de “Escravidão” na Era Digital: Embora não se trate de escravidão em seu sentido legal (que envolve trabalho forçado, condições degradantes e restrição de locomoção, conforme o Código Penal brasileiro), o termo “escravidão digital” é usado em discussões acadêmicas para caracterizar a exploração e a ausência de direitos trabalhistas em um ambiente de controle algorítmico. Exaustão Algorítmica e Burnout: Pesquisas e relatos de criadores de conteúdo apontam para altas taxas de problemas de saúde mental, incluindo ansiedade, depressão e burnout. A pressão para postar constantemente, crescer a audiência e manter a relevância, sem garantias de retorno financeiro, é descrita como um ciclo vicioso e exaustivo. Precarização e Autonomia Ilusória: O modelo de trabalho em plataformas digitais, como a “uberização”, frequentemente mascara a subordinação sob a ideia de “empreendedorismo” e autonomia. Isso resulta em jornadas exaustivas, flutuação de renda e dificuldade em estabelecer limites entre vida profissional e pessoal. Pressão por Perfeição e Stigma: A apresentação de uma “vida perfeita” nas redes sociais cria uma pressão por padrões inatingíveis, contribuindo para problemas de autoestima e transtornos psicológicos, tanto para o público quanto para os próprios criadores. O estigma de que o trabalho de influencer não é um “trabalho de verdade” dificulta o reconhecimento de suas lutas. Assim, a discussão vai propor que, embora os influencers possam desfrutar de privilégios e autonomia aparentes, eles estão sujeitos a um sistema de exploração intensa que mercantiliza sua existência e impõe custos significativos à sua saúde e dignidade, o que gera o debate sobre uma nova forma de servidão moderna, classificado pelo Professor filósofo sul coreano Byung-Chul Han (2015), vai nos remeter para algumas reflexões sobre quem é esse ser da “sociedade virtual digital”, o influencer que se encaixa nessa descrição — operando na “sociedade do cansaço”, onde a autoexploração é romantizada e tudo vira mercadoria — é o perfil que Byung-Chul Han descreveria como o “sujeito de desempenho” tornado influenciador.

Este influenciador não atua apenas como vendedor, mas como o “arauto da positividade tóxica”, que transforma a vida, a produtividade e a saúde mental em um “negócio” de marketing pessoal, ignorando a dignidade humana em prol do engajamento e do lucro. A Romantização da Autoexploração: Vendem a ideia de que “querer é poder”, transformando a exaustão em um troféu de “produtividade”. Eles escravizam os operários (e a si mesmos) ao vender a crença de que ser seu próprio patrão é liberdade, quando na verdade é uma escravidão interna. A Mercadoria Humana: Tudo é conteúdo para marketing: a rotina de exercícios, o sofrimento pessoal, a alimentação, as férias. A dignidade humana é substituída pela estética do desempenho. A “Sociedade do Doping”: Promovem um estilo de vida que exige dopamina e alta performance contínua, muitas vezes incentivando o uso de estimulantes cognitivos ou a negação de pausas essenciais para “dar conta de tudo”. Foco no “Eu”: O influenciador dessa sociedade foca intensamente na preservação e triunfo do seu “eu” econômico, criando uma bolha de positividade que ignora crises sociais e empatias reais. No contexto do hipercapitalismo digital, esse influenciador é o agente que dissolve relações humanas em transações comerciais, transformando o “ser” em “ter/mostrar” Autoexploração: O Indivíduo como Escravo de si mesmo O mito da liberdade: Ao contrário do escravo tradicional, o sujeito atual se explora voluntariamente sob a crença de que está “realizando a si mesmo”. Empreendedor de si: Cada indivíduo é visto como um “empreendedor de si”, o que gera uma cobrança incessante para aumentar o desempenho, resultando em autoexploração e uma exaustão silenciosa. Violência Neuronal: O inimigo não é mais externo (disciplina/proibição), mas interno (positividade excessiva e cobrança). Isso leva ao esgotamento (Burnout), depressão e transtorno de déficit de atenção. A Sociedade do Desempenho e o Excesso de Positividade: O “Yes, we can”: A sociedade substituiu o “não” (proibição) pelo “sim” (poder fazer tudo). A positividade do “poder” é mais eficiente que a negatividade do “dever”.

Hiperatividade e Falta de Tédio: A busca por desempenho gera hiperatenção e multitarefa, destruindo a capacidade humana de contemplação (o “tédio profundo”), que, para o Professor Byung-Chul Han (2015), é essencial para a criatividade e a reflexão. Um não ao individualismo brutal, a Demência de Solidariedade e a “Agonia do Nós”. Hiperindividualismo: A ênfase na performance competitiva isola os indivíduos. O outro deixa de ser um parceiro para se tornar um concorrente ou um recurso para o próprio sucesso. Perda da Alteridade: Para o Professor Han (2022), vai dizer que a sociedade está se tornando, ainda mais narcisista, incapaz de aceitar a alteridade (o diferente). “O celular é um instrumento de dominação… age como um rosário, ou um crucifixo”, a um clic, do sim ou não, do bem e do mal”. A “agonia do Eros” destrói a verdadeira conexão com o outro, transformando relações em objetos de consumo. Solidão e Inimizade: O sistema capitalista de desempenho gera um cansaço solitário. Han propõe, em contrapartida, um “cansaçonós” — uma pausa coletiva que permita a retomada da comunidade. Sobre Relacionamentos (A Expulsão do Outro, 2016): “O inferno dos iguais é o que acontece quando o ‘outro’ desaparece e tudo se torna mais do mesmo”. Uma análise sociológica mais profunda dos fenômenos contemporâneos. A ideia de que o “influencer” pode “morrer” ou se perder na “sargenta do individualismo do lucro fácil” é uma metáfora que reflete debates reais sobre as consequências sociais do modelo de vida e trabalho promovido nas redes sociais. Numa discussão, ainda mais aprofundada, nos sugere que: Individualismo e Solidão: A busca incessante por engajamento e a construção de uma “marca pessoal” podem, paradoxalmente, aprofundar sentimentos de isolamento. Embora o marketing idealize a independência, o mundo digital, ao permitir que todas as necessidades (consumo, entretenimento) sejam atendidas online, pode tornar o encontro humano e a conexão social genuína menos frequentes e mais cansativos. Sociedade da Mercadoria e Consumo: Os influenciadores são peças-chave na sociedade de consumo, funcionando como a segunda maior fonte de informação para decisões de compra, atrás apenas de amigos e parentes. Segundo o Professor Han (2010), “A exploração é muito mais eficiente quando é disfarçada de liberdade.” “Na sociedade da informação, o influenciador se torna a mercadoria suprema. Ele transforma sua própria vida, seu corpo e seus sentimentos em objetos de consumo, promovendo a crença de que a exposição total é uma forma de liberdade, quando na verdade não se passa de uma grande prisão, só ele não enxerga.” Eles transformam o estilo de vida em produto e ou mercadoria e a felicidade em algo que pode ser adquirido, o que aprofunda a submissão aos critérios do sistema capitalista e da indústria cultural. “Escravidão Pós-Moderna” e “Novas Senzalas”: O uso de termos fortes como “escravidão pós-moderna” e “novas senzalas” sugere que, sob a aparência de liberdade e autonomia (ser
“seu próprio chefe”, trabalhar de casa), há uma nova forma de exploração. “O Capital, se encarrega de transformar tudo em mercadorias, uma sociedade de “teres humanos e não de seres humanos”. Na obra “A Sociedade do Espetáculo” (1967), do situacionista francês Guy Debord, é exatamente a análise clássica que descreve a transformação da vida humana em uma sucessão de mercadorias e aparências. Debord argumenta que o capitalismo avançou para um estágio onde a realidade foi substituída pela representação e o que vale não são as pessoas, mas o valor ($) que cada uma representa. Essa exploração se manifesta na pressão para manter um estilo de vida artificial e inautêntico, na dependência de algoritmos e marcas para sustento, e na subserviência a padrões sociais e de consumo que aprisionam os indivíduos em um ciclo de performance e aprovação externa. Em vez de uma “morte” literal, a sua frase sugere um esgotamento moral, social e psicológico desse modelo, que pode levar a crises de saúde mental, desinformação e a perda de um senso de comunidade e propósito mais profundo. A partir, do Professor Bauman (2015), vai nos dizer: “A rede social é uma armadilha. As pessoas não estão interessadas em ‘conectar’, em ter uma ponte. Elas estão, na verdade, do outro lado, apenas para não ficarem sós. Bauman (2020), argumenta que “o medo líquido (incerteza, fragilidade) permeia a existência”. Ele dirá que, nesse contexto de “modernidade líquida”, a tragédia familiar não é um acidente, mas o resultado de um sistema que se alimenta da transformação da vida humana em um produto consumível. É fácil adicionar amigos, mas é mais fácil ainda deletá-los.” Ou ainda, no seu clássico Vida para o consumo (2008), “Na sociedade de consumo, a capacidade de ser desejado é mais importante do que a capacidade de desejar. A vida de consumo é uma maratona de moda, não uma caça ao tesouro.” Ou ainda, no seu Modernidade líquida (2008),”A identidade, na modernidade líquida, não é algo herdado ou dado. Ela deve ser construída, e quando construída, precisa ser constantemente renegociada e atualizada. O ‘eu’ torna-se um produto, algo a ser exibido e comercializado.” Um dos principais fenômenos sociopsicológicos da economia digital atual. Os influenciadores digitais operam na interseção entre a sua identidade pessoal e o produto comercial, criando uma estrutura de trabalho onde a autenticidade é performada e a vulnerabilidade é frequentemente vista como um risco ao negócio. Vejam “risco ao negócio”, em nenhum momento fala-se em risco de vida, ou seja, à vida não importa, o que importa são os negócios, “tudo é mercadoria”, a vida humana, passa a ser um produto descartável, o que importa é a mercadoria, ou seja o negócio”. A “Vida-Produto” e o Esgotamento: Quando a vida pessoal se torna o produto (conteúdo), o descanso se torna ineficiência. Isso gera um ciclo constante de produção, facilitando o esgotamento profissional (burnout), ansiedade e problemas de saúde mental. Imagens Inatingíveis e a “Fake Reality”: A curadoria de uma vida perfeita cria uma falsa realidade. A pressão externa (seguidores, marcas) e interna (necessidade de manter o engajamento) para manter essa fachada inatingível impede a demonstração de vulnerabilidade genuína. O Capitalismo de Plataforma e a “Empresa-Eu”: A lógica capitalista de plataformas de redes sociais fomenta o “capitalismo de criadores”, onde a valoração do indivíduo é medida por taxas de clique e engajamento, não pelo caráter ou bem-estar. O influenciador transforma-se em uma “empresa-eu”, focada em desempenho e competição. A Insuportabilidade a Longo Prazo: A necessidade de “performar” um personagem perfeito é insustentável psicologicamente, pois o ser humano é vulnerável e inconstante. O distanciamento entre a vida real e a online pode levar a crises de identidade, onde o criador não sabe onde termina o personagem e começa a pessoa real. A questão central que nos traz à essa reflexão é se esse sistema é sustentável ou se, no limite, ele condena seus próprios participantes a uma existência vazia e solitária. O comportamento de boa parte dos influenciadores digitais, mas não se refere a uma única pessoa específica ou a um caso único, e sim a um perfil social generalizado no contexto da economia da atenção. A expressão refere-se ao influenciador que, impulsionado pela busca por “lucro fácil” e pela necessidade de engajamento a qualquer custo, transforma aspectos íntimos, trágicos ou problemáticos da sua vida pessoal em entretenimento. Principais aspectos dessa crítica: Individualismo e “Senzalas” do Séc. XXI: Sugere que influenciadores se tornam reféns (escravos) da necessidade de validação nas redes sociais, trabalhando intensamente para plataformas sob a promessa de fama e dinheiro rápido. Tragédia como Entretenimento: A denúncia destaca o uso de divórcios, doenças, brigas familiares e tragédias pessoais para gerar cliques, comentários e visibilidade. Precarização da Vida: O termo “escravidão pós-moderna” aponta para a perda de privacidade e a pressão psicológica constante para manter a relevância digital. O “influencer” que faz de tudo pela atenção é o subproduto de uma economia que transformou o olhar do outro em moeda de troca. Em um mundo virtual e individualista, o “eu” virou um produto que precisa de engajamento constante para existir. Como essa figura surge: A Democratização da Fama: Antes, a mídia era controlada por grandes canais. Hoje, qualquer um com um celular pode criar um palco. O algoritmo não julga a ética, apenas o tempo de tela. O Vício em Dopamina: O mecanismo de curtidas e comentários gera uma validação instantânea que alimenta o ego e a busca por atos cada vez mais extremos para manter o interesse do público. A “Espetacularização” do Eu: No vazio do isolamento moderno, a performance substitui a essência. Para não ser “cancelado” pelo esquecimento, o influencer recorre ao choque, à polêmica ou à superexposição da intimidade. Essa figura prospera porque o público, muitas vezes sedento por distração ou pelo prazer de julgar, consome esse conteúdo, fechando um ciclo onde a crueldade vira entretenimento e a atenção vale mais que a dignidade.

Essa crítica é comum a influenciadores que adotam a superexposição (o “exposed” de si mesmo) como estratégia de conteúdo principal, muitas vezes resultando em cancelamentos, crises de saúde mental ou desestruturação familiar. A análise se colocar a uma análise de um arquétipo crítico de influenciador digital contemporâneo, frequentemente discutido no contexto da “sociedade do espetáculo” e do marketing de influência, onde a busca por atenção e o lucro rápido prevalecem sobre a privacidade, a ética e a sanidade familiar. Esses perfis, muitas vezes citados em análises críticas como o de “influenciadores de tragédia” ou “marketing de superexposição”, caracterizam-se por: Transformar a vida privada em produto: A família, dramas pessoais e até momentos de luto ou crise são transformados em conteúdo monetizável (vídeos, stories, posts) para gerar engajamento. A “Escravidão Pós-Moderna”: A necessidade constante de produzir conteúdo para não perder relevância, tornando-se refém de métricas (curtidas, visualizações) e da pressão dos seguidores, uma espécie de servidão à atenção. Tragédia como conteúdo: A busca por likes a qualquer custo leva a situações extremas, como a exposição de crimes, a transformação de tragédias familiares em entretenimento e a superexposição da vida dos filhos, configurando um “trabalho” exaustivo e perigoso para a saúde mental e relações interpessoais. Individualismo e Lucro Fácil: A mentalidade de que “tudo vale a pena” para ganhar seguidores, muitas vezes associada à venda de produtos de procedência duvidosa, jogos de azar ou ostentação de uma riqueza que muitas vezes é uma ilusão do marketing, nada mais. Estes influenciadores “morrem” (no sentido figurado de perdem sua dignidade, humanidade ou autenticidade) nas “senzalas” da sociedade do século XXI, que podem ser interpretadas como o ambiente de alta pressão das redes sociais, onde se tornam
escravos de um algoritmo e de um público exigente.

Essas referências mostram que a tragédia familiar e pessoal citada é, na verdade, uma consequência estrutural de um modelo de negócio baseado na espetacularização da vida íntima, através de programas de reality show, ou exposição permanente dos influencers, sobre suas vidas transformadas em mercadoria, pelo capital. Essa visão realística sobre a “senzala digital” e a autodestruição em busca de cliques e likes, encontra eco em pensadores que analisam o esgotamento do indivíduo e a transformação da vida íntima em mercadoria. A premissa do influenciador que sacrifica a própria vida, família e sanidade no altar das redes sociais, movido pelo lucro fácil e pela necessidade de visibilidade, é um tema central na sociologia e filosofia contemporânea. Autores que analisam a “sociedade do espetáculo”, o “capitalismo de plataforma” e a “modernidade líquida” são algumas das melhores referências. E tem mais: quem é a figura do seguidor de influenciadores…? Quando analisada sob a ótica crítica da sociologia do trabalho e da filosofia e da economia política é frequentemente caracterizada como um agente imerso na alienação contemporânea e na sociedade do espetáculo. Este seguidor não é apenas um consumidor, mas um participante ativo — e muitas vezes passivo — na engrenagem que transforma comportamento e atenção em capital. O Seguidor como Alienado e “Escravizado” Escravizado pelo Capitalismo de Plataforma: O seguidor atua como o motor do influenciador. Ao dar “likes”, comentários e visualizar “stories”, ele gera engajamento e métricas que valorizam a mercadoria digital (o influencer). Ele é um produtor não remunerado de riqueza para as plataformas (Instagram, TikTok, YouTube) e para o influenciador. Consumo como Fuga e Padrão: O seguidor frequentemente adota o influenciador como referência, comprando produtos que prometem uma satisfação ilusória, agindo como um “consumidor alienado” que busca alívio de frustrações na compra contínua. O Jogo do Capital x Trabalho (Idiotas x Alienados). Algumas Considerações finais, longe da Conclusão, no processo cartográfico da Mercantilização do humano, ou ainda, degradação do humano, na era da psicose virtual. Essa é uma provocação ácida e muito pertinente sobre a configuração atual, da relação capital x vs. trabalho e da subjetividade. O que vem descrever — essa simbiose entre o influenciador (que performa uma vida mercadoria) e o seguidor (que consome essa ilusão enquanto se aliena de sua própria triste realidade alienante) — é o cerne de várias críticas contemporâneas. Com o auxílio de alguns Pensadores, que trouxemos para ilustrar o cenário das figuras dos seguidores (do influencers), um outro patético escravizado pelo neocapitalismo do espetáculo no trágico/jogo da velha.

**contribuição do Professor DsC Dirlei A Bonfim, Doutor em Desenvolvimento Econômico e Ambiental, Professor da Rede Estadual da Bahia, Professor Formador IAT/SEC/BA.*03/2026.1.**

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O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado Federal, está entre os alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (18).

A PF aponta que Jaques Wagner atuou em defesa de interesses do Banco Master no Congresso e, em troca, recebeu vantagens indevidas — como um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões, e repasses a empresas ligadas a familiares do parlamentar.

A Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema bilionário de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça ligado ao Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Além de Jaques Wagner, a PF também mira nesta fase da operação o banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro e dono do Banco Pleno — liquidado pelo Banco Central em fevereiro.

A defesa de Augusto Lima afirma que ele “sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”.

Jaques teria recebido ‘vantagens indevidas’ – A operação tem como foco principal a relação entre o senador e o banqueiro Augusto Lima, apontado como aliado de Daniel Vorcaro.

A PF apura se o parlamentar teria atuado em favor de projetos de interesse do Master no Congresso, entre eles a chamada “Emenda Master” e uma proposta que ampliava o limite do crédito consignado.

A Emenda nº 11 à PEC 65/2023, conhecida como Emenda Master, apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) e sob investigação da Polícia Federal, propunha mudanças no funcionamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mecanismo que protege correntistas e investidores em caso de quebra de instituições financeiras.

Na prática, ela ampliaria o modelo de negócios fraudulento do Master, a partir da ampliação da cobertura do FGC.

Segundo a decisão, a Polícia Federal identificou que “o texto da emenda foi elaborado pela assessoria do Banco Master” e depois entregue “em envelope endereçado a ‘Ciro'” na residência do senador. Segundo os investigadores, Jaques Wagner teria atuado pela aprovação da proposta no Congresso.

Em contrapartida, os investigadores apontam que Jaques Wagner recebeu “vantagens indevidas”, como um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões em Salvador, além de repasses que somariam R$ 3,5 milhões por meio de uma empresa ligada a familiares, bem como o uso de aeronaves e ingressos para shows.

A apuração teve início após a análise de mensagens encontradas no celular de Augusto Lima.

Jaques Wagner, que já foi governador da Bahia por dois mandatos e ocupou diversos ministérios, já havia sido citado anteriormente por intermediar contatos entre o grupo financeiro e altas autoridades.

Operação da PF – Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), em endereços ligados aos alvos no Distrito Federal, em São Paulo e na Bahia.

Além disso, agentes federais cumprem medidas cautelares, como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaportes. Inicialmente, a PF falou em monitoramento eletrônico, mas depois corrigiu a informação.

Os fatos investigados podem caracterizar os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Veja quem são os alvos desta quinta:

  • Senador Jaques Wagner (PT-BA);
    Augusto Ferreira Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Vorcaro, do Banco Master;
    Eduardo Mendonça Sodré Martins, enteado de Jaques Wagner, secretário de Meio Ambiente do governo da Bahia e gestor da BN Financeira Ltda;
    Bonnie Toaldo Bonilha, esposa de Eduardo e vinculada à estrutura societária da BN Financeira;
    Patrich Toaldo Bonilha, vinculado à BN Representações Tecnológicas Ltda;
    Guilherme Henrique Sodré Martins (“Tio Guiga”). pai de Eduardo Sodré e pessoa de confiança de Jaques Wagner;
    Valério Marega Júnior (“Valério Fundos”), operador financeiro ligado a estruturas de fundos do Banco Master;
    David Lopes Monteiro, operador vinculado ao núcleo empresarial e jurídico;
    Luiz Antonio Lombardi, diretor da Epítome S.A., empresa que adquiriu formalmente o imóvel em Salvador;
    Andréa Lima Novaes, diretora da PKL One Participações S.A. e prima de Augusto Lima;
    BN Financeira Ltda., empresa central no eixo de pagamentos ao núcleo familiar de Jaques Wagner;
    BN Representações Tecnológicas Ltda., empresa vinculada ao mesmo núcleo da BN Financeira;
    PKL One Participações S.A. (Credcesta); empresa ligada ao núcleo de Augusto Lima;
    Terra Firme da Bahia Ltda., empresa vinculada a Augusto Lima e onde Andréa Novaes possui vínculo profissional;
    GF4.15 Participações e Consultoria Ltda., sociedade administrada por Guilherme Sodré.

Fonte: G1
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

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As esperanças do Planalto de que a reunião de cúpula do G7 seria o palco ideal para que Brasil e Estados Unidos pudessem aparar as arestas comerciais e diplomáticas naufragaram em um dia de trocas de farpas afiadas entre os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva. Lula encerrou seus compromissos na França afirmando esperar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não interfira nas eleições brasileiras. Em entrevista coletiva logo após a reunião, Lula disse que Trump tem o direito de manifestar preferências políticas, mas ressaltou que o processo eleitoral brasileiro é um assunto interno. O presidente brasileiro afirmou que o americano conhece pouco a realidade brasileira, sobretudo se sua percepção estiver baseada apenas na relação com a família Bolsonaro. (Globo)

Mais cedo, Trump afirmou que o Brasil se tornou um país “politicamente difícil” ao criticar a condenação, que confundiu com prisão, do deputado cassado Eduardo Bolsonaro, embora tenha confundido também sua identidade com a do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. “Ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo bem nas pesquisas e o prenderam porque deu uma declaração no Texas”, disse o presidente americano. Trump ainda afirmou que o Brasil joga “pesado”, mas que nenhum país joga “tão pesado” quanto os Estados Unidos. (g1)

Lula mostrou irritação com Trump, com quem se encontrou brevemente por duas vezes, e acusou o presidente americano de agir de forma “desaforada” ao ameaçar impor novas tarifas ao Brasil enquanto as negociações comerciais entre os dois países ainda estavam em andamento. Lula disse que, por esse motivo, não solicitou uma reunião bilateral com o líder americano durante o encontro. (Globo)

O presidente brasileiro ainda afirmou em uma conversa informal na cúpula do G7 que “nunca foi esquerdista” e defendeu uma posição política mais moderada. A declaração foi feita em uma conversa com a diretor a gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz. Após Georgieva observar que muitos esperavam que ele adotasse uma postura mais à esquerda em seu primeiro mandato, Lula respondeu que nunca se considerou um líder esquerdista e relembrou sua trajetória como dirigente sindical. (Estadão)

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, em uma decisão unânime e em linha com o esperado pelo mercado. Foi o terceiro corte consecutivo desde março, quando o BC iniciou um ciclo de afrouxamento monetário de forma cautelosa, no contexto da guerra no Irã. Antes disso, a taxa havia ficado em 15% por dez meses seguidos, no maior nível em quase duas décadas. No comunicado, o Comitê reconheceu que as expectativas inflacionárias aceleraram e se distanciaram da meta, com o Boletim Focus apontando alta nos preços de 5,30% para 2026. (Meio)

Mesmo após o corte, o Brasil segue com a maior taxa de juros reais do mundo, de 9,67% ao ano, à frente de Rússia (9,31%) e Turquia (5,57%), segundo levantamento da MoneYou e da Lev Intelligence. Em termos nominais, quando não se desconta a inflação, o Brasil fica em quarto lugar, atrás de Turquia, Argentina e Rússia. (Globo)

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve inalterado o intervalo das taxas de juros entre 3,5% e 3,75%, na primeira reunião presidida por Kevin Warsh, indicado por Donald Trump para substituir Jerome Powell. Mas foi o comunicado que trouxe a mudança mais visível, já que veio com uma redução significativa de tamanho e contextualização da decisão. Warsh reconheceu que a inflação está acima da meta de 2% “há tempo demais” e disse em coletiva que isso seria corrigido. (Meio, NBC News e CNBC)

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), admitiu ter viajado para Portugal em um jato do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e confirmou que o empresário pagou sua hospedagem em um hotel de luxo em Lisboa, conforme apontado pela Polícia Federal. As investigações também revelaram diálogos em que Hugo Motta pedia a Vorcaro a liberação de um empréstimo de R$ 22 milhões para uma empresa ligada à família de sua esposa. (g1)

Já o pai do ex-banqueiro, Henrique Vorcaro, repassava R$ 400 mil por mês a um policial federal aposentado para obter acesso a informações sigilosas de investigações em andamento, segundo relatório da Polícia Federal. A PF afirma que o esquema permitia a Henrique e Daniel Vorcaro consultar informações armazenadas em sistemas restritos. (Folha)

E a Polícia Federal deflagou nesta manhã a 9ª fase da Operação Compliance Zero, cumprindo 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo e na Bahia. Até o momento, não foram divulgados ao alvos da ação. (g1)

Malu Gaspar: “O embate entre Gilmar Mendes e André Mendonça durante o julgamento das prisões de Henrique e Felipe Vorcaro deixou patente até onde alguns ministros estão dispostos a ir para salvar a pele de fraudadores, milicianos, parlamentares, servidores públicos corruptos e, em última instância, as próprias peles. No fundo, Gilmar é apenas o porta-voz de uma facção do STF para a qual ‘Estado de Direito é aquele que pune meu inimigo; quando pune meu amigo, é Estado policialesco’”. (Globo)

Pedro Doria: “E hoje eu vou falar com você — que está cansado de política, vê a briga na internet, tem o que dizer e engole, pra não apanhar dos dois lados. Você se acha exceção? É a maioria. Só que a maioria desistiu — e você, não. E é o seu silêncio que está decidindo a eleição”. Confira a análise completa no Ponto de Partida. (Meio)

Os detalhes do acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã começaram a ser divulgados oficialmente e indicam que as questões centrais sobre o programa nuclear iraniano foram adiadas para uma nova rodada de negociações, prevista para durar 60 dias. O entendimento prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, a flexibilização das restrições às exportações de petróleo iraniano e um plano de US$ 300 bilhões para a reconstrução da economia do país. (New York Times)

Segundo documento do Departamento de Justiça dos EUA, o Grok, ferramenta de IA da xAI de Elon Musk, foi usado em operações militares americanas contra o Irã. O chefe de IA do Pentágono, Cameron Stanley, afirmou que o Grok teria permitido que as forças americanas atingissem 2 mil alvos em 96 horas. (Times of Israel)

Cotidiano Digital

O STF definiu nesta quarta-feira as regras definitivas para a responsabilização de plataformas digitais por conteúdos ilícitos publicados por usuários. A principal novidade é que as empresas podem sair ilesas da responsabilidade civil se houver “dúvida razoável quanto à ilicitude” do conteúdo após análise própria. As plataformas terão 60 dias para se adaptar ao dever de remoção imediata de postagens ligadas a crimes como atos antidemocráticos, terrorismo, induzimento ao suicídio, crimes sexuais e tráfico de pessoas. Também foi concluído que conteúdos impulsionados por anúncios ou disseminação inorgânica criam presunção de culpa independente de notificação. As regras já valem desde agosto do ano passado, quando foi publicada a ata do julgamento que declarou inconstitucional trecho do Marco Civil da Internet. (Globo)

O regulador de concorrência do Reino Unido ordenou que o Google explique como funciona seu sistema de classificação de buscas e use critérios objetivos para ranquear os resultados, como parte de novas regras anunciadas nesta semana pela Autoridade de Concorrência e Mercados. A empresa também terá de criar processos de reclamação mais claros e permitir que usuários transfiram seus dados de busca para terceiros. O Google tem seis meses para implementar as mudanças de classificação e três para as de portabilidade de dados. (Reuters)

Falando em Google, a empresa lançou nesta quinta-feira o Android 17, com a possibilidade de transformar qualquer aplicativo em uma “bolha” flutuante que abre sobre os demais sem ocupar a tela toda. Na parte de segurança, o sistema permite compartilhar localização por tempo limitado, restringir a permissão de aplicativos a contatos selecionados e bloquear dispositivos roubados para acesso apenas por biometria do proprietário. Por enquanto, a atualização está disponível apenas para celulares Pixel, mas Samsung, Xiaomi e Motorola costumam liberar a atualização pouco depois da disponibilidade global. (g1)

Viver

A primeira rodada da fase de grupos acabou ontem, após quatro partidas do grupo K e L. Uma das favoritas, a seleção de Portugal decepcionou ao empatar com o Congo por 1 a 1. O jogo marcou um novo recorde de Cristiano Ronaldo, que, aos 41 anos, se tornou o segundo jogador da história a jogar seis Copas. O destaque esportivo ficou com o grande confronto entre Inglaterra e Croácia. Em uma partida de seis gols, a seleção inglesa venceu por 4 a 2, com dois gols de Harry Kane. A vitória de Gana sobre Panamá por 1 a 0, e da Colômbia sobre Uzbequistão, por 3 a 1, fecharam o dia. Hoje, a partida entre Tchéquia e África do Sul inicia a segunda rodada. Veja toda a tabela. (UOL, Lance e ge)

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) vai começar a poupar água nos reservatórios de Itaipu e nas hidrelétricas do Sul para enfrentar o El Niño, previsto para o segundo semestre. A estratégia é segurar essa energia armazenada até metade de setembro para compensar a queda esperada nos reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste, que concentram dois terços da capacidade de armazenamento do país. A principal preocupação do ONS é com as usinas da região Norte, como Belo Monte, Jirau e Santo Antônio, que são fundamentais para atender o pico de consumo no início da noite. O diretor de Planejamento do ONS, Alexandre Zucarato, alertou ainda que cortes de energia em pequenas geradoras devem se tornar mais frequentes para evitar colapso nosis tema por excesso de oferta. (Folha)

A secretária de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Daniele Correa Cardoso, disse em entrevista que o governo pretende lançar ainda este ano um extrato consolidado para que apostadores acompanhem ganhos, perdas e depósitos em todas as plataformas de bets em que têm cadastro. A ferramenta fará parte do sistema de autoexclusão, que já está em operação há seis meses e acumula 603 mil pedidos de afastamento voluntário, menos de 3% dos 25 milhões de cadastros nas casas de apostas. Desses pedidos, 40% foram motivados por perda de controle ou danos à saúde mental. (UOL)

Morreu Carlo Ginzburg, um dos historiadores italianos mais influentes do século 20, aos 87 anos. Sua obra ficou mais famosa por enxergar grandes processos históricos através de vidas comuns, abordagem que ficou conhecida como micro história. Seu livro mais famoso foi O Queijo e os Vermes, de 1976, livro que reconstrói a trajetória de um moleiro do século 16 perseguido pela Inquisição. (Globo)

Cultura

As crianças deixarem seus brinquedos para trás conforme crescem é um tema recorrente dos longas de Toy Story, mas, na quinta edição, a menina troca Jessie e seus amigos por um tablet no qual há pouco espaço para imaginação e interação com outras crianças. Está na hora de chamar Woody e Buzz Lightyear para salvar o dia.

Para ler e ouvir com calma. Mais importante cantora brasileira viva, Maria Bethânia completa hoje 80 anos em plena atividade. Além das celebrações em Salvador e Santo Amaro da Purificação, onde ela nasceu, Bethânia é homenageada com diversos filmes, séries e programas no streaming, incluindo a estreia no Canal Brasil de Karingana: Licença para Contar, de Mônica Monteiro, que registra a primeira vez que a artista levou seu ensaio poético a Moçambique. E confira uma lista com 80 canções que tiveram na voz dela sua versão definitiva. (Globo)

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O Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendou a suspensão imediata dos contratos firmados pela Prefeitura de Anagé para os festejos juninos de 2026.

A medida, assinada pelo promotor de Justiça Leandro Carvalho Duca Aguiar, estabelece prazo de três dias úteis para que a gestão municipal apresente documentos e esclarecimentos sobre as contratações.

A reportagem tenta contato com a defesa da Prefeitura. O conteúdo será atualizado assim que surgirem fatos novos sobre a recomendação do MP.

Segundo o MP, há indícios de descumprimento das diretrizes da Nota Técnica Conjunta n° 01/2026, elaborada em conjunto com o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que orienta sobre critérios de transparência, razoabilidade e economicidade nas contratações artísticas.

Entre as medidas recomendadas estão a suspensão dos contratos até a conclusão das apurações, o envio dos processos de inexigibilidade de licitação, a apresentação de relatórios fiscais e a comprovação da capacidade financeira do município.

O órgão também solicitou declaração do prefeito informando que não há atraso no pagamento dos servidores e que o município não está sob decreto de emergência ou calamidade pública. Além disso, determinou a publicação de todos os contratos relacionados ao evento no Portal Nacional de Contratações Públicas.

O Ministério Público alerta que o descumprimento da recomendação poderá resultar na adoção de medidas judiciais e administrativas.

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Com horário de funcionamento estendido, clientes poderão aproveitar a Praça de Alimentação para assistir ao jogo

O maior evento de futebol do mundo teve início neste mês de junho, e o Boulevard Shopping Vitória da Conquista está transmitindo todos os jogos no telão localizado na Praça de Alimentação do empreendimento. Para o próximo jogo do Brasil, que terá como rival o Haiti nesta sexta – feira (19), às 21h30, o centro de compras preparou diversas novidades para que o cliente possa aproveitar cada minuto.

A praça de alimentação funcionará com horário estendido, até 23h30, com todas as operações de alimentação abertas. Além disso, o shopping promoverá duas grandes ações: o “Chute a Gol”, uma brincadeira voltada para a distribuição de brindes a quem participar, e a distribuição gratuita de chopp durante a partida ou enquanto durarem os estoques. Os clientes presentes para assistir à transmissão da partida terão direito a 1 (um) chopp cortesia, limitado a 1 (uma) unidade por CPF. Para receber o chopp cortesia, será necessário realizar cadastro no local do evento, mediante apresentação de CPF e documento oficial com foto, quando solicitado. O benefício é pessoal, intransferível e não poderá ser convertido em dinheiro ou substituído por outro produto. É proibida a participação de menores de 18 (dezoito) anos.

Além disso, o público também pode saborear comidas típicas do período junino, disponíveis nas barraquinhas montadas no local, além da Praça de Alimentação em funcionamento, tornando a experiência ainda mais completa.

“Estamos animados em poder proporcionar essas ações aos nossos clientes. Os jogos têm sido um sucesso na nossa Praça de Alimentação e queremos que a experiência continue melhorando cada vez mais e que todos possam curtir e aproveitar cada minuto conosco”, afirma Marcela Gusmão, gerente de marketing do shopping.

A programação completa das transmissões será divulgada nas redes sociais do shopping: @boulevardconquista

Apoio: @blogdoredacao e @radioupconquista

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O estudante do curso de jornalismo da Uesb, Pedro Henrique Novaes, foi selecionado para participar do “Profissão Repórter Procura”. A iniciativa é da Academia LED em conjunto com o Jornalismo da Rede Globo e promoverá um quadro especial no programa Fantástico, exibido aos domingos e com previsão de estreia para o segundo semestre de 2026.

Após uma série de seletivas, Pedro e outros cinco estudantes de Jornalismo do país poderão ter vivências práticas junto à equipe do programa “Profissão Repórter”, passando por experiências imersivas que aproximam os participantes da rotina e dos desafios da reportagem. Ao longo do processo, os estudantes serão avaliados pelo jornalista Caco Barcellos e pela equipe do programa. Ao final, um dos participantes será selecionado para ter uma vivência profissional como repórter da Rede Globo.

Para Pedro, receber a notícia de ter sido um dos escolhidos foi uma das melhores coisas que o aconteceu tanto em sua vida pessoal quanto na vida profissional. “Foi incrível poder compartilhar o momento da notícia com minha mãe e irmã, e poder vibrar com elas essa conquista que diz muito sobre a nossa trajetória até aqui, sobre o quanto lutamos para conquistar nossos sonhos”, afirma.

O estudante espera vivenciar de perto o lema do programa, que fala sobre “os desafios da notícia e os bastidores da reportagem”. “Eu acho que esse bordão diz muito. Então, aprendê-lo, praticá-lo e senti-lo vai ser uma forma muito legal de poder confirmar tudo aquilo que eu já acredito do jornalismo e desse trabalho de tratamento e cuidado com a informação, que a gente já faz”, destaca.

Além da expectativa para viver as atividades a serem proporcionadas pelo programa, Pedro também enxerga a oportunidade como uma forma de fortalecer a sua trajetória no jornalismo. “Eu acredito que viver essa experiência vai enriquecer muito a minha identidade profissional porque vai ser a partir dali que eu poderei me encontrar ou me projetar para outras áreas. Essa é uma ótima oportunidade, creio que os aprendizados serão muitos”, ressalta.

Sobre a iniciativa – Na primeira fase da seleção, os estudantes tiveram que produzir e enviar uma reportagem de dois minutos, a respeito de alguma manifestação popular brasileira. Pedro escolheu retratar o Reisado de Mucugê, tradicional manifestação cultural que ele tem contato desde a infância e que reúne dança, música, religiosidade e diversos elementos da cultura popular.

Fonte: UESB

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