Em sua 17ª edição, a Mostra Cinema Conquista – Um Olhar para o Novo Cinema amplia seu olhar para uma das questões mais urgentes da sociedade brasileira na atualidade: o enfrentamento ao feminicídio. Realizado entre os dias 6 e 11 de setembro, no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, em Vitória da Conquista (BA), o evento incorpora neste ano a campanha “Olhar, escutar e agir contra o feminicídio”, uma iniciativa que busca contribuir para a sensibilização e o debate sobre a violência contra as mulheres.
A escolha do tema parte de um cenário alarmante. Em 2025, o Brasil registrou 1.571 feminicídios, o maior número da série histórica, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. A violência segue fazendo novas vítimas: somente no primeiro trimestre de 2026, foram registrados 399 feminicídios, de acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, compilados pelo Sinesp. Isso significa, em média, que uma mulher é vítima de feminicídio a cada 5 horas e 25 minutos.
É diante dessa realidade que a Mostra propõe o seu posicionamento. Para o coordenador geral, Esmon Primo, a iniciativa reafirma a relação do cinema com os acontecimentos e debates do seu tempo. “O cinema registra as inquietações, os conflitos e as questões que perpassam a vida das pessoas. Uma mostra de cinema, portanto, não pode estar alheia ao que acontece na sociedade. Trazer o enfrentamento ao feminicídio para esse espaço é uma forma de reafirmar que a cultura também pode contribuir para pautar questões urgentes e estimular mudanças”, afirma.
Uma das curadoras da Mostra Competitiva, a fotógrafa Érica Daniela Santos, completa: “O cinema nos convida a observar e a enxergar aquilo que, muitas vezes, é silenciado; a escutar histórias, reconhecer as violências e provocar reflexões profundas. Todavia, diante do feminicídio, não basta apenas olhar, é preciso escutar, acolher e agir. A cultura deve ser, também, um espaço de consciência, transformação e defesa da vida”.
Sobre a Mostra Cinema Conquista – Ao longo de mais de duas décadas de história, a Mostra Cinema Conquista consolidou sua atuação nos campos da circulação e difusão do cinema brasileiro contemporâneo. Desde 2004, mais de 700 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens, já foram exibidos no evento. Ao longo desse percurso, a Mostra também se tornou uma importante janela de acesso a obras que, muitas vezes, não chegam ao circuito comercial ou encontram pouca circulação fora dos grandes centros.
A Mostra Cinema Conquista – Um olhar para o novo cinema é idealizada e produzida pela Movimenta Cultura e Arte. Tem as parcerias do Programa Janela Indiscreta e do Curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia e o apoio institucional da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria de Cultura. Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.
17ª Mostra Cinema Conquista – Um Olhar para o Novo Cinema
Olhar, escutar e agir contra o feminicídio
Data: 6 a 11 de setembro de 2026
Local: Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, Vitória da Conquista (BA)
Mais informações: https://mostracineconquista.
A Câmara Municipal de Vitória da Conquista realiza, no dia 2 de setembro, às 9h, Sessão Especial em homenagem aos 46 anos de existência da Academia Conquistense de Letras (ACL). A solenidade será realizada no Plenário Vereadora Carmem Lúcia e celebrará a trajetória de uma das instituições mais importantes para a preservação da memória, o incentivo à leitura e o fortalecimento da produção literária e cultural do município.
Fundada em 3 de setembro de 1980, a Academia Conquistense de Letras nasceu em um período de efervescência cultural e educacional em Vitória da Conquista. No mesmo ano, a então Faculdade de Formação de Professores se transformava na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), marcando uma importante etapa de consolidação da educação superior na região. A própria Prefeitura registra a criação da Academia entre os acontecimentos históricos de 1980.
Ao longo de mais de quatro décadas, a ACL reuniu escritores, professores, pesquisadores e intelectuais que contribuíram para a construção da identidade cultural conquistense. Entre os nomes que integram a história da instituição estão intelectuais como Heleusa Figueira Câmara, Nilton Gonçalves, Carlos Jehovah, Esechias Araújo, Erathósthenes Menezes, Jayme Martins de Freitas, Mozart Tanajura, entre outros. A Academia é organizada em cadeiras que homenageiam importantes nomes da literatura e da cultura brasileira e regional.
A atuação da Academia vai além das reuniões entre seus membros. A instituição tem como uma de suas principais missões incentivar as letras, valorizar escritores e ampliar o acesso da população à produção cultural e literária. Em 2025, durante as comemorações pelos 45 anos, a ACL recebeu novos membros, reforçando a renovação da instituição e seu compromisso com a literatura, a arte e a cultura regional.
Câmara atua na busca por uma sede própria – A homenagem acontece em um momento especialmente significativo para a Academia. A Câmara Municipal vem participando das articulações para garantir à instituição uma sede própria, adequada à importância de sua trajetória e ao trabalho desenvolvido em favor da cultura conquistense.
No início de agosto, representantes da Academia estiveram na Câmara para discutir ações de fortalecimento da entidade. Entre as principais demandas apresentadas estava justamente a busca por um espaço próprio e adequado para o funcionamento da instituição.
O debate avançou nas semanas seguintes. No dia 13 de agosto, o presidente da Câmara, vereador Ivan Cordeiro, acompanhou integrantes da Academia Conquistense de Letras e o secretário municipal de Cultura, Alecxandre Magno, em uma visita técnica ao Solar dos Ferraz, imóvel histórico localizado no Centro da cidade. A proposta é que o casarão possa ser cedido ou doado pelo Município para se transformar na futura sede da ACL.
Durante a visita, o secretário municipal de Cultura sinalizou positivamente quanto à viabilidade do pleito. O presidente Ivan Cordeiro assumiu o compromisso de intermediar a demanda junto ao Poder Executivo Municipal.
“Reconhecemos o papel fundamental da Academia Conquistense de Letras na preservação da nossa memória e na difusão da nossa literatura. A Câmara de Vereadores cumpre seu papel mobilizador ao mediar esse diálogo entre os nossos intelectuais e o Poder Executivo”, afirmou o presidente.
Além da articulação em torno do Solar dos Ferraz, a Presidência da Câmara colocou a estrutura do Memorial da Câmara Municipal à disposição da Academia para a realização de suas reuniões ordinárias, em caráter emergencial, enquanto avançam os trâmites para a definição e estruturação da futura sede.
A possível instalação da ACL no Solar dos Ferraz também representaria uma aproximação simbólica entre patrimônio histórico e patrimônio literário. Tombado pelo Município em 2025, o casarão está localizado na Praça Virgílio Ferraz e integra o núcleo histórico de Vitória da Conquista. A edificação é considerada um importante exemplar arquitetônico da cidade e foi construída pelo mestre de obras Luiz Pedreiro, responsável também por outros prédios históricos do município, como o antigo Quartel de Polícia, atual sede da Prefeitura, e o Sobrado de Maneca Santos, onde funciona a Câmara e o Memorial.
Convite à população – Ao celebrar os 46 anos da Academia Conquistense de Letras, a Câmara Municipal reafirma a importância de reconhecer e valorizar aqueles que dedicam suas vidas às letras, à educação, à pesquisa e à preservação da memória de Vitória da Conquista.
A Sessão Mista será, portanto, um momento de celebração, reconhecimento e reflexão sobre o papel da literatura na construção de uma sociedade mais crítica, consciente e conectada com sua própria história.
A Câmara Municipal convida escritores, professores, estudantes, artistas, pesquisadores, representantes de instituições culturais e toda a população de Vitória da Conquista para participar presencialmente desta homenagem, no próximo dia 2 de setembro, às 9h, no Plenário Vereadora Carmem Lúcia.
Será uma manhã especial para celebrar 46 anos de história, literatura, educação e cultura conquistense e reconhecer a Academia Conquistense de Letras como parte fundamental da identidade cultural da nossa cidade.
Por Andréa Póvoas
A Câmara Municipal de Vitória da Conquista promoveu, na última quinta-feira (20), uma solenidade de reconhecimento aos legados de Hormindo Barros e Antônio Roberto de Barros Cairo, duas personalidades que contribuíram para o desenvolvimento econômico e social do município. As iniciativas legislativas que possibilitaram as homenagens foram apresentadas pela vereadora Márcia Viviane (PT), representando o compromisso do Legislativo Municipal com a preservação da memória de pessoas que fizeram parte da história da cidade.
Realizada na rotatória ao final da Rua Hormindo Barros, a cerimônia reuniu familiares, autoridades, empresários, amigos e representantes da comunidade. A programação foi marcada por dois momentos: a instalação de um monumento em homenagem a Hormindo Barros e a entrega simbólica à família de Antônio Roberto da placa que oficializa o nome de uma rua em sua homenagem.
Monumento homenageia Hormindo Barros – O primeiro momento da solenidade foi dedicado a Hormindo Barros, nascido em 4 de janeiro de 1936. Empreendedor e pioneiro, ele teve uma trajetória diretamente ligada ao desenvolvimento econômico e urbano de Vitória da Conquista e da região Sudoeste. Hormindo participou da implantação do polo cafeeiro local, foi o primeiro concessionário de veículos da região e integrou o grupo fundador da COOPMAC. Também cultivou uma forte relação com a aviação, atuando como piloto de aeronaves.
Falecido em 29 de setembro de 1996, Hormindo completaria 90 anos em 2026. Como forma de preservar sua memória, sua família encomendou ao artista plástico baiano Bel Borba um monumento que agora passa a integrar a paisagem urbana de Vitória da Conquista.
A escultura reúne elementos relacionados à vida e às paixões de Hormindo, com referências à família, à agropecuária, aos automóveis e à aviação. A obra traz cinco rosas, representando suas filhas, e dois cravos, representando os filhos, além de cavalos, carros e um avião.
O descerramento foi realizado pelas filhas Monalisa Barros, Manuela Barros e Clara Barros. A obra também representa um marco para a cidade por ser a primeira escultura de Bel Borba instalada em Vitória da Conquista.
Em nome da família, Monalisa Barros falou sobre a importância da homenagem: “Considero esta obra de arte um presente inestimável de um artista renomado como Bel Borba à nossa cidade. Ela valoriza o espaço público e reverencia o legado de um visionário que, notavelmente à frente de seu tempo, projetou o futuro há meio século. Pioneiro no comércio automobilístico e figura central no grupo que introduziu o café na região, seu pensamento sempre transcendeu a época em que viveu; prova disso é que adquiriu aquele espaço, há mais de 50 anos, com o propósito de nele edificar uma universidade para a comunidade.”
Rua passa a levar o nome de Antônio Roberto – A segunda homenagem foi dedicada a Antônio Roberto de Barros Cairo, empresário que teve atuação destacada no setor automotivo e na vida social de Vitória da Conquista. À frente da Cambuí Veículos, Antônio Roberto contribuiu para o fortalecimento do comércio, a geração de empregos e a movimentação da economia local. Também ficou conhecido pelo envolvimento em ações comunitárias, campanhas, eventos e iniciativas esportivas e sociais.
Por iniciativa da Câmara Municipal, através de proposição da vereadora Márcia Viviane, a antiga Rua B, transversal à Avenida Luís Eduardo Magalhães e paralela à Avenida Presidente Vargas, no loteamento Sol Nascente, bairro Candeias, passou oficialmente a se chamar Rua Antônio Roberto de Barros Cairo.
Durante a solenidade, a vereadora realizou a entrega simbólica da placa à família do homenageado. Participaram do momento sua companheira, Luciana Nery, e os filhos Cecília, João, Pedro e Uirá.
Para Uirá Nogueira de Barros Cairo, o reconhecimento representa uma forma de manter viva a história do pai e sua contribuição para Vitória da Conquista: “Essa homenagem tem um significado muito especial, uma rua é caminho, uma passagem, sinônimo de encontro. Por ela as pessoas seguem suas vidas, chegam a novos lugares e constroem, apontam direções. Portanto essa homenagem vai deixar gravado para sempre na nossa memória, não só um nome, mas uma pessoa que ajudou muitas outras e contribuiu para o legado de Vitória da Conquista, tanto para a parte empresarial, quanto para a cultura já que meu pai foi um grande incentivador, apoiando eventos, apoiando bandas, artistas e nós esperamos que essa rua represente apenas não apenas o lugar por onde as pessoas passam que ela represente os caminhos que meu pai abriu. Agradecemos imensamente à prefeitura, à nossa vereadora Viviane e à Monalisa Barros, nossa prima que também estava à frente desse projeto. E a todas as pessoas que vieram compareceram a essa homenagem.”
Câmara reforça compromisso com a memória da cidade – Autora das iniciativas legislativas que possibilitaram as homenagens, a vereadora Márcia Viviane destacou o papel do Legislativo na preservação da memória de personalidades que contribuíram para a construção de Vitória da Conquista: “Quando propomos homenagens como estas, reforçamos que a atuação da Câmara Municipal também passa pela valorização da história e da memória da cidade. Por meio das iniciativas como estas, o Legislativo transformou o reconhecimento às trajetórias de Hormindo Barros e Antônio Roberto de Barros Cairo em marcos permanentes no espaço público de Vitória da Conquista”.
O monumento dedicado a Hormindo Barros e a nova denominação da rua em homenagem a Antônio Roberto passam, assim, a integrar a paisagem urbana e a memória coletiva do município, mantendo vivos os nomes de dois homens que deixaram marcas na história econômica, social e empresarial da cidade.
Por Andréa Póvoas
Durante o quadro Pingos nos Is desta terça-feira (25), o radialista Deusdete Dias destacou o Dia do Feirante. A data homenageia a criação da primeira feira livre oficial do Brasil, regulamentada em São Paulo em 25 de agosto de 1914 e reconhece o trabalho de quem monta as barracas, vende produtos frescos e movimenta a economia local.
O radialista destacou a história das feiras em Vitória da Conquista, iniciadas no século XIX na Rua Grande. As feiras depois migraram para a Avenida Lauro de Freitas e Praça da Bandeira, culminando na inauguração da Central de Abastecimento (Ceasa) em 1986, durante a gestão de Pedral Sampaio.
Confira o comentário completo:
Foto: Ane Xavier
Nesta segunda-feira (24), o UP Notícias entrevistou o bancário, criador de conteúdo digital e autor do livro “O Silêncio dos Homens Fortes: O peso invisível que os olhos não veem”, Júlio Rocha. Em seu lançamento, o autor aborda a saúde mental masculina e a crença de que os homens devem ser inabaláveis.
O livro conta a história de Vitor Gonçalves, um gerente de banco que é um parâmetro de “homem forte”, mas por trás esconde uma batalha contra a depressão, ansiedade e o sentimento de fracasso. O lançamento tem uma base autobiográfica e relata, a partir de experiências pessoais de Júlio, a dor, o isolamento e a vergonha de buscar ajuda.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, os estudos mostram que a depressão atinge 12% dos brasileiros homens ao longo da vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a época comum do aparecimento da doença é no final da terceira década de vida, mas a doença pode começar em qualquer idade. Fatores de risco para a depressão são estresse crônico, disfunções hormonais, histórico familiar, ansiedade crônica, dependência de álcool e drogas ilícitas, conflitos conjugais, traumas psicológicos, entre outros.
“Há cerca de três anos atrás eu passei por uma depressão e o homem ele tem muito aquela estigma de não reconhecer a questão dos problemas mentais por achar que isso é fraqueza, que ele vai estar demonstrando fraqueza. Então a gente acaba que muitas vezes se esconde por trás de uma máscara ali, fingindo que está tudo bem por fora, enquanto a gente vai carregando esse peso que muitas vezes acaba quebrando muitos homens”, explicou o autor.
Júlio Rocha usou o exemplo do ator Robin Williams, parafraseando a frase: “as pessoas não fingem depressão, elas fingem estar bem”. Robin Williams participou de filmes como Jumanji, Gênio Indomável e Sociedade dos Poetas Mortos. O ator cometeu suicídio aos 63 anos, no dia 11 de agosto de 2014. A autópsia revelou que ele possuía uma doença degenerativa cerebral e havia sido diagnosticado à época com doença de Parkinson. Williams enfrentou um quadro severo de depressão e ansiedade por conta das perdas físicas decorrente dos diagnósticos.
“Entendo assim que cada um, dentro daquela escolha que tem, é a questão individual. Para mim é a questão do cristianismo. Isso para mim foi essencial, porque assim, uma terapia é essencial, é importante, a medicação também quando devidamente necessária é importante. A atividade física também é essencial, mas para mim o complemento disso tudo foi a questão da religião. Ela me deu esse sustento, me deu esse significado que eu trouxe para aquela dor”, acrescentou Júlio Rocha.
Confira a entrevista completa com Júlio Rocha:
_Marcelo Falcão, Wesley Safadão e Belo encerram com chave de ouro a 20ª edição, enquanto Vila O Boticário celebra a força da música local_
O Festival de Inverno Bahia (FIB) fechou neste domingo, 23 de agosto, sua 20ª edição com a certeza de missão cumprida. Ao longo de duas décadas, o evento deixou de ser apenas um festival de música para se tornar patrimônio afetivo do conquistense e o maior atrativo turístico do sudoeste baiano, movimentando a economia local, atraindo visitantes de todo o país e consolidando Vitória da Conquista no calendário cultural nacional. A última noite, no Parque de Exposições Teopompo de Almeida, reuniu multidão para prestigiar um encerramento à altura da história do festival, com apresentações de Marcelo Falcão, Wesley Safadão e Belo, além da já tradicional programação da Vila O Boticário.
Marcelo Falcão abre a noite com a energia do reggae e do rock
Abrindo a programação do palco principal, Marcelo Falcão, ex-vocalista do O Rappa, trouxe ao público conquistense sua mistura característica de reggae, rock e ritmos afro-brasileiros. Com uma trajetória construída sobre letras de crítica social e mensagens de consciência, o artista contagiou a plateia com uma apresentação de peso musical e simbólico, provando que segue como uma das vozes mais respeitadas da música brasileira.
Wesley Safadão eleva a temperatura com o forró estilizando
Na sequência, Wesley Safadão assumiu o palco e transformou o Parque de Exposições em uma verdadeira arena de forró estilizado. Um dos artistas mais influentes do gênero na atualidade, o cearense conduziu o público por um repertório recheado de sucessos que já são trilha sonora de festas por todo o Brasil, com uma apresentação enérgica, cheia de interação e momentos para dançar do início ao fim.
Belo encerra a 20ª edição do FIB com romantismo e emoção
Fechando a noite e coroando vinte anos de história do festival, Belo subiu ao palco para uma apresentação marcada pela emoção. Com uma carreira construída sobre baladas românticas que atravessam gerações, o cantor levou o público a cantar junto seus maiores sucessos, encerrando a 20ª edição do FIB com o clima de celebração que definiu toda a programação do fim de semana.
Vila O Boticário: a força da cena regional até o último dia
Enquanto o palco principal recebia os grandes nomes nacionais, a Vila O Boticário manteve viva, até a última noite, a proposta que se tornou marca registrada do festival: dá palco à produção musical de Vitória da Conquista e região. No encerramento, o espaço reuniu as apresentações de Axé4, Forró Sextando, Outra Conduta e Endrick Pires, representando a diversidade de estilos que movimenta a cena local, que vai do axé raiz ao forró autêntico, passando pelo rock alternativo e pelo arrocha de nova geração. A Axé4 levou a energia contagiante do axé baiano; o Forró Sextando resgatou a tradição do forró pé de serra, herança de Luiz Gonzaga; a Outra Conduta trouxe a força do rock com influências de Charlie Brown Jr e Raimundos; e Endrick Pires, o “Pirata”, representou a irreverência da nova geração do arrocha. Mais uma vez, a Vila O Boticário se firmou como espaço essencial do festival, reforçando o compromisso do FIB com os artistas que constroem, no dia a dia, a identidade musical da região.
Três noites, uma só celebração
Ao longo de três noites inesquecíveis, o palco principal do FIB 2026 reuniu um time de peso que atravessou gêneros, gerações e regiões do Brasil. A abertura trouxe Zé Ramalho, o Projeto Dominguinho, com João Gomes, Mestrinho e Jota Pê, além de Henry Freitas. Na segunda noite, Maria Bethânia, Ludmilla, Bell Marques e Trio da Huanna emocionaram e fizeram dançar o público conquistense. E no encerramento, Marcelo Falcão, Wesley Safadão e Belo colocaram um ponto final de ouro na 20ª edição do festival. Entre MPB, pop, funk, axé, arrocha, forró e reggae, o FIB reafirmou sua identidade de festival plural, capaz de reunir públicos de todas as idades em torno da boa música.
Uma realização possível graças a quem acredita no Fim
A 20ª edição do Festival de Inverno Bahia só é possível graças ao apoio de marcas e instituições que acreditam na força do evento como maior atrativo turístico e cultural da região. Assinam como Patrocínio Master a VCA Construtora, He Net, Grupo Afya Santo Agostinho, Diamantina Toyota, O Boticário e o SICOOB. O patrocínio oficial é da Smirnoff, Brahma e Coca Cola, enquanto o Grupo Chiacchio assina como Patrocínio Sustentável. O festival conta ainda com o apoio de Nacional Gás, Setur, Governo do Estado da Bahia, RAYTEC, Casillero del Diablo, Boulevard Shopping, Rota Transportes, Doritos, Economarte, Vitta Saúde e Cesol, além do Apoio Cultural da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista. Somam se como parceiros Cabral e Sousa, Coposcchio, Mentos, Feira Tintas, Acrilux, Maple Bear, Tech Fish, Alícia Abreu Arquitetura, KOR Estúdio, Metropolitano e Tia Sônia, com a Vip Universal Tour como Agência de Viagens Oficial. Juntos, esses parceiros tornam possível a realização de um dos maiores festivais de música do interior do Nordeste.
_Fotos: Laecio Lacerda_
No dia 22 de agosto, Dia do Folclore, foi lançado o audiovisual da música “Lenda de São Jorge (A Verdadeira)”, uma obra que nasceu muito antes de se transformar em música e vídeo: nasceu de uma tarefa na sala de aula, a partir de uma atividade escolar que acabou ganhando vida própria.
Na época em que estudava no Colégio Paulo VI, escola dirigida por padres, Nagib recebeu da professora de Artes um trabalho que deveria ser desenvolvido a partir da literatura de cordel, tendo como tema um santo. Cada aluno escolheu o seu. Nagib, então, convidou seu parceiro e irmão, Chico Luz, pra essa criação “ – Ele escreve muito bem e é um grande compositor disse Nagib”, para juntos construírem uma narrativa.
Influenciados, talvez, pela estética do cinema de Glauber Rocha, especialmente depois de assistirem a “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, os dois imaginaram uma versão sertaneja do santo: um São Jorge nordestino, cabra valente, guerreiro, que, depois de se apaixonar e ver sua Carolina morrer depois de uma luta, também morre de amor, e recebe como recompensa do Padim Ciço o direito de morar na Lua, montado em seu cavalo alazão, enquanto enfrenta um dragão que precisa perseguir e matar.
Mas essa história vai além da fantasia. O dragão também representa os desafios da vida, numa analogia à luta cotidiana de cada um de nós. Afinal, como diz o velho ditado popular, é preciso “matar um leão (ou um dragão) por dia”.
Décadas depois, aquela criação de escola ganha um novo registro, transformando o antigo trabalho de cordel em uma produção musical que preserva o humor, a imaginação, a cultura popular nordestina e a liberdade de recriar um dos santos mais conhecidos da tradição popular.
Para registrar essa história em áudio, Nagib reuniu uma verdadeira “turma da pesada”, formada por grandes músicos, amigos e parceiros:
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*Lenda de São Jorge (A Verdadeira)*
Composição: Chico Luz e Nagib Barroso.
Músicos:
Arranjo, baixo e teclado: Luciano PP.
Violoncelo: Maestro João Omar.
Guitarra: Lúcio Ferraz.
Gaita: Diro Oliveira.
Percussão: Koalla e Bazé.
Bateria: Arthur Fabiano.
Convidados: Alisson Menezes e o poeta Onildo Barbosa, aboiando…
Estúdio: Luar’t
Mixagem e masterização: Arthur Fabiano e PJ
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Assim, uma história que nasceu como tarefa escolar atravessa o tempo e se transforma em música, memória e imagem. Uma lenda inventada por dois jovens sertanejos que ousaram imaginar um São Jorge diferente — mais nordestino, mais humano, mais próximo da nossa cultura e das nossas batalhas diárias.
“Lenda de São Jorge (A Verdadeira)” chegou ao público no dia 22 de agosto, celebrando o Folclore e a força da cultura popular brasileira!
Segunda noite da 20ª edição reuniu diferentes gerações e estilos musicais, além de experiências que transformaram o Parque de Exposições Teopompo de Almeida em um grande espaço de entretenimento_
Antes mesmo de Maria Bethânia abrir a segunda noite do Festival de Inverno Bahia, o Parque de Exposições Teopompo de Almeida já vivia um espetáculo à parte. Milhares de pessoas circulavam entre ativações espalhadas por todo o espaço, reforçando que o FIB deixou de ser apenas um festival de shows para se consolidar como uma experiência completa. Praças de alimentação movimentadas, ativações de marcas, a roda-gigante iluminando o céu de Vitória da Conquista e o público transitando entre o palco principal e a Vila O Boticário compuseram o cenário de uma noite marcada pela diversidade musical e por encontros entre diferentes gerações.
Maria Bethânia emociona o público conquistense
Abrindo a programação do palco principal, Maria Bethânia protagonizou um dos momentos mais simbólicos da segunda noite. A cantora baiana retornou ao FIB quatro anos após sua estreia no festival, em 2022, e voltou a emocionar o público conquistense com uma apresentação que celebrou sua trajetória de mais de seis décadas na música popular brasileira.
Uma das maiores intérpretes do país, Bethânia levou ao palco a força de sua voz e um repertório que atravessa gerações, revisitando sucessos como “Explode Coração”, “As Canções Que Você Fez Para Mim” e “Reconvexo”, entre outras canções marcantes de sua carreira.
Ludmilla estreia no FIB com pop e funk
Na sequência, Ludmilla fez sua estreia no Festival de Inverno Bahia. Um dos principais nomes da música brasileira contemporânea, a cantora carioca transformou o palco principal em uma grande pista de dança ao reunir pop, funk e sucessos que marcaram sua trajetória.
A apresentação foi um dos momentos mais aguardados da noite e levou especialmente o público mais jovem a cantar e dançar durante todo o show. Com muita energia e presença de palco, Ludmilla mostrou a força de sua conexão com uma nova geração de fãs.
Bell Marques leva a força do axé para Vitória da Conquista
Também estreando no FIB, Bell Marques foi responsável por levar a tradição do axé music para o palco principal. Com uma carreira que se confunde com a própria história do gênero, desde sua trajetória à frente do Chiclete com Banana até a carreira solo, o cantor baiano apresentou sucessos que fazem parte da memória afetiva de diferentes gerações.
Entre clássicos e hits que marcaram sua trajetória, Bell colocou o público para cantar e pular, mantendo a energia da segunda noite do festival em alta e reafirmando a força do axé entre os baianos.
Trio da Huanna encerra a noite com arrocha e muita animação
Fechando a programação do palco principal, o Trio da Huanna, que já possui uma história com o público do festival, manteve a animação até o fim da madrugada. Representante do arrocha, o grupo levou sua identidade musical para a 20ª edição do FIB e garantiu uma despedida em clima de celebração.
Com um repertório marcado por sucessos e muita interação com a plateia, o Trio da Huanna encerrou a segunda noite mantendo a energia que tomou conta do Parque de Exposições ao longo de toda a programação.
Vila O Boticário valoriza a cena musical regional
Enquanto o palco principal recebia grandes nomes da música brasileira, a Vila O Boticário reafirmou seu papel como espaço dedicado à valorização dos artistas locais e regionais.
Na segunda noite, o palco alternativo recebeu apresentações de Carten, Elas Cantam, Fred Sampaio e Jô Almeida, reunindo diferentes estilos e gerações da cena musical de Vitória da Conquista e região.
Além da programação musical, a Vila O Boticário se consolidou como um dos pontos de encontro do festival, oferecendo ao público uma experiência mais próxima e intimista, com opções de alimentação, ativações e a roda-gigante, que proporciona uma vista panorâmica de todo o evento.
Público celebra a segunda noite do FIB 2026
Com uma programação que reuniu nomes consagrados, estreias aguardadas e representantes da cena regional, a segunda noite do Festival de Inverno Bahia confirmou a força da 20ª edição do evento.
Ao longo da noite, Vitória da Conquista recebeu um público formado por moradores da cidade e visitantes de diferentes regiões da Bahia e de outros estados, movimentando o Parque de Exposições e reforçando a importância do FIB no calendário cultural e de entretenimento do país.
Agora, o Festival de Inverno Bahia se prepara para o terceiro e último dia da edição histórica de 20 anos. Neste domingo (23), Marcelo Falcão, Belo e Wesley Safadão sobem ao palco principal para encerrar a programação da edição 2026.
_Fotos: Laecio Lacerda_
O Festival de Inverno Bahia 2026, ou FIB 2026para os mais íntimos, segue a todo vapor neste sábado (22). Desde a última sexta-feira (21), grandes atrações nacionais agitam o Parque de Exposições Teopompo de Almeida, em Vitória da Conquista.
Os ingressos seguem à venda online e em balcões de venda em Salvador e Vitória da Conquista (confira ao final do texto). As entradas custam a partir de R$ 110.
Entre as atrações da 20ª edição do evento, estão nomes como o Projeto Dominguinho, que agitou o palco na sexta (21); Ludmilla, que se apresenta neste sábado (22); e Belo, que sobe ao palco principal do evento no domingo (23).
Neste segundo dia de festival, os portões abrem às 19h. O palco principal recebe Maria Bethânia, Ludmilla, Bell Marques e Trio da Huanna. Em paralelo, a Vila O Boticário – Arena da Música movimenta uma das praças do parque com nomes da cena artística local.
Para chegar ao Festival de Inverno Bahia, uma psicóloga que saiu de Salinas, em Minas Gerais, encarou cerca de quatro horas de estrada.
A distância não foi suficiente para afastar a mineira, que atravessou a divisa entre os estados para aproveitar a programação do evento, que começou nesta sexta-feira (21), em Vitória da Conquista.
A psicóloga Débora Caetano contou que, em sua primeira visita à cidade, viajou especialmente para o festival. Ela pretende curtir os três dias de evento, com empolgação especial para Zé Ramalho, que sobe ao palco nesta noite, e Belo, atração do domingo (23).
Zé Ramalho é também a atração mais esperada pela psicóloga Gabriela Ribeiro, de Boa Nova, no sudoeste baiano. Ela e o farmacêutico Sérgio Abade viajaram especialmente para o festival.
“Nós somos de Boa Nova, viemos pro FIB, pra essa festa maravilhosa que atrai moradores da cidade e circunvizinhas e é um evento muito esperado por todos nós”, ressaltou.
Mas, se para parte do público, a viagem é uma novidade, o festival já faz parte do calendário anual de muitos outros.
O professor da educação básica Talison Nogueira, natural de Brumado, também no sudoeste baiano, mora em Vitória da Conquista há mais de duas décadas. Nesse período, ele estima ter participado de cerca de metade das 20 edições do festival.
Nesta sexta-feira, Talison foi ao FIB com um objetivo específico: assistir ao projeto Dominguinho, formado por João Gomes, Mestrinho e Jota.Pê. “Tinha uma vontade de conhecer o show como um todo e aí [surgiu] a oportunidade de vir para o festival e eu vim prestigiar”, explicou.