Em meio à crise provocada pelas revelações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington. O encontro ocorreu no Salão Oval e é tratado por aliados do senador como uma tentativa de reforçar sua pré-campanha presidencial após semanas de desgaste político. A reunião foi precedida por uma manhã tensa na equipe do senador, pois não havia certeza de que ela aconteceria de fato. A confirmação veio de interlocutores ligados ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, em contato com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e do influenciador digital Paulo Figueiredo, que chegaram a tirar também foto com Trump. O senador levou uma camisa da seleção brasileira para entregar ao presidente, mas a segurança reteve o presente para vistoria. (Globo)
Em pronunciamento após o encontro, Flávio Bolsonaro afirmou ter pedido a Trump que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sejam classificados pelos EUA como organizações terroristas. O senador também afirmou ter discutido com Trump diferenças entre um eventual governo liderado por ele e a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com Flávio, Trump perguntou sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, gesto que o senador classificou como “humano”. (CNN Brasil)
O comando de campanha de Lula já tem uma estratégia para reagir à foto de Flávio Bolsonaro com Trump: usá-la para reforçar o discurso de soberania do petista. Além disso, a ideia é comparar a pompa da recepção a Lula em seu último encontro com o presidente americano — que seguiu o protocolo para chefes de Estado — com a foto posada do senador no Salão Oval. (Folha)
E a fotografia, claro, converteu-se rapidamente em memes com a ajuda de inteligência artificial. (Poder360)
Enquanto se encontrava com Trump, Flávio Bolsonaro recebia fogo amigo no Brasil. Na tarde desta terça-feira, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que Flávio ainda precisa esclarecer pontos sobre sua relação com o empresário Daniel Vorcaro. Tarcísio disse que o caso “agride a sociedade como um todo” e declarou que os fatos precisam ser “muito bem explicados”. (Terra)
Em outra frente de desgaste para a campanha do senador, uma investigação da Polícia Federal aponta que seu aliado, o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) mantinha uma relação de proximidade com Daniel Vorcaro, o que teria facilitado aportes bilionários do Rioprevidência no Banco Master. Em decisão que autorizou buscas contra Castro na manhã de terça-feira, o ministro do STF André Mendonça afirma que a relação entre os dois extrapolava contatos institucionais. Segundo a PF, reuniões de Castro com Vorcaro antecediam liberações de investimentos do Rioprevidência no Banco Master. (Folha)
A cronologia dos investimentos do governo do Rio no Banco Master enfraquece a versão apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro sobre sua relação com Daniel Vorcaro. Flávio afirma que não sabia da existência de dinheiro público no escândalo envolvendo o banco. No entanto, o Rio — então comandado pelo PL — foi o estado que mais aportou recursos na instituição de Vorcaro. Flávio diz ter conhecido o banqueiro em dezembro de 2024, mas, dois meses antes, o Tribunal de Contas do Estado do Rio já havia alertado o então governador Cláudio Castro (PL-RJ) sobre suspeitas de irregularidades. (g1)
Flávia Tavares: “Encurralado pelas investigações do Banco Master e as revelações sobre o financiamento do filme Dark Horse, o senador Flávio Bolsonaro deixa de lado a imagem de ‘moderado’ e adota o tom de guerrilha ao embarcar para os EUA. A viagem, em busca de uma foto com Donald Trump, parece ter se tornado uma grande convenção com Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e Mário Frias para alinhar as defesas no escândalo dos áudios. Mas pode servir também para Flávio se reabastecer das técnicas de Steve Bannon e Olavo de Carvalho e reanimar a militância”. A análise completa no Cá Entre Nós. (Meio)
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, manter a decisão do ministro Flávio Dino que extinguiu a aposentadoria compulsória como punição para magistrados condenados por infrações graves. Com o entendimento, juízes enquadrados nesse tipo de conduta passam a perder o cargo, em vez de serem afastados com remuneração paga pelo Estado. Ao votar, Dino reiterou os argumentos apresentados em sua decisão individual de março, afirmando que a manutenção da aposentadoria remunerada para magistrados punidos representa uma “erosão democrática”. (Poder360)
E também por unanimidade o Conselho Nacional de Justiça aprovou a criação de um contracheque único para magistrados de todo o país, em medida voltada a ampliar a transparência sobre os vencimentos do Judiciário. Com a decisão, cada juiz passará a receber apenas um demonstrativo mensal de remuneração, ficando proibida a divulgação de documentos complementares ou pagamentos separados. O novo modelo também prevê padronização das rubricas salariais. (Metrópoles)
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sinalizou ao governo que não pretende dificultar a tramitação da proposta que acaba com a escala 6×1. Alcolumbre indicou que dará andamento ao texto assim que a PEC for aprovada pela Câmara dos Deputados, reduzindo temores no Planalto sobre eventual resistência no Senado. A avaliação entre aliados do governo é que a pauta ganhou forte apelo eleitoral entre parlamentares da base e de partidos de centro, interessados em associar a aprovação da medida às eleições de outubro. O parecer sobre a PEC deve ser votado ainda hoje na comissão especial da Câmara e até o fim da semana no plenário. (Folha)
Mas a proposta de transição para as novas regras enfrenta resistências no Senado. Pelo acordo fechado entre Planalto e Câmara, a jornada semanal cairia de 44 para 42 horas 60 dias após a promulgação da PEC. A redução final para 40 horas ocorreria um ano depois. Nos bastidores, senadores divergem tanto sobre o modelo de transição quanto sobre a velocidade da tramitação da proposta na Câmara. Parte dos parlamentares considera o debate acelerado demais. (Estadão)
Viver
O Atlas da Violência 2026 divulgado nesta terça-feira revela que o Brasil alcançou, em 2024, a menor taxa de homicídios em 11 anos. De acordo com o levantamento produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foram registrados 42.590 homicídios, o equivalente a 20,1 assassinatos a cada 100 mil habitantes, uma queda de 7,4% em relação a 2023. Os pesquisadores explicam que a redução se deve a mudanças nas políticas de segurança estaduais e municipais e nas dinâmicas do crime organizado, com tréguas entre facções em algumas regiões, além do envelhecimento da população, sendo os jovens as principais vítimas. (g1)
As cidades do Nordeste lideram as taxas de homicídios do país, tendo 17 dos 20 municípios com mais assassinatos. Maranguape (CE) é a mais mortal, com taxa de 87,2 homicídios por 100 mil habitantes, seguida por Jequié (BA), com 79,4 e Maracanaú (CE), com 74,1. Aliás, Bahia e Ceará concentram as cidades com maiores índices, já que 10 dos 20 municípios são baianos e outros cinco, cearenses. (Folha)
Apesar de ter a menor taxa de homicídios do país, São Paulo também é o estado com maior índice de “homicídios ocultos”, mortes violentas classificadas pelos pesquisadores como de causa indeterminada no Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, mas que provavelmente foram causadas por assassinatos. Se a taxa de mortes para cada 100 mil habitantes foi de 6,6 no estado, nível bastante inferior à média nacional de 20,1, São Paulo concentra 2.824 de 7.083 homicídios ocultos, quase 40% do total no país. (BBC Brasil)
Pela primeira vez na história, o Brasil atingiu o patamar “muito alto” de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), passando de 0,744 ponto para o inédito 0,805, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), referente a 2024. Quanto mais perto de 1, melhor o índice. O relatório aponta uma evolução positiva dos dados municipais e outros subíndices, sendo a saúde o melhor dos indicadores, acompanhado pela melhora no quesito educação. Em que pese o avanço do IDH, a desigualdade persiste entre regiões, raça e gênero. Homens, pessoas brancas e o Distrito Federal tiveram os melhores resultados, ante mulheres, negros e o Maranhão. (UOL)
A Câmara Municipal de Vitória da Conquista realiza, nesta quarta-feira (27), às 19h, uma Sessão Especial em homenagem aos 50 anos da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, uma das mais tradicionais comunidades católicas do município. A solenidade acontecerá no plenário da Casa Legislativa e foi proposta pelo mandato do vereador Luciano Gomes.
A sessão será realizada em formato misto, modalidade em que a Câmara une uma sessão especial — destinada às homenagens e celebrações — com a realização das atividades legislativas ordinárias. Dessa forma, além da homenagem à paróquia, os vereadores também apreciarão e votarão projetos de lei e outras matérias em pauta.
A sessão especial celebra o cinquentenário da paróquia, fundada em 27 de maio de 1976 por Dom Climério de Almeida Andrade, então segundo bispo diocesano de Vitória da Conquista. Desde sua criação, a comunidade religiosa tornou-se referência na evangelização, no acolhimento espiritual e no desenvolvimento de importantes ações sociais junto à população conquistense.
Ao longo de cinco décadas, a Paróquia Nossa Senhora Aparecida consolidou sua atuação por meio de trabalhos pastorais, projetos solidários e iniciativas voltadas à formação cristã das famílias, desempenhando papel fundamental no fortalecimento da fé e da vida comunitária em diversos bairros da cidade.
A homenagem promovida pela Câmara representa o reconhecimento do Poder Legislativo à contribuição histórica, religiosa e social da paróquia para Vitória da Conquista. A expectativa é de que a sessão reúna lideranças religiosas, fiéis, representantes da sociedade civil e autoridades municipais para celebrar a trajetória da comunidade católica.
De acordo com o vereador Luciano Gomes, a homenagem busca valorizar instituições que ajudaram a construir a história do município por meio da fé, da solidariedade e do compromisso com a população.
A Paróquia Nossa Senhora Aparecida é considerada uma importante referência de espiritualidade, serviço comunitário e promoção humana, mantendo viva, ao longo dos anos, sua missão evangelizadora e social junto à comunidade conquistense.
Por Andréa Póvoas
A produção científica voltada para a realidade de Vitória da Conquista voltará a ser celebrada pelo Poder Legislativo municipal. A Câmara Municipal realizará, no próximo dia 3 de junho, às 9h, a cerimônia de premiação da segunda edição do Prêmio Conhecimento que Conquista, iniciativa que reconhece pesquisas científicas e acadêmicas comprometidas com o desenvolvimento social, cultural e econômico do município. A solenidade acontecerá no plenário da Câmara Municipal de Vitória da Conquista.
Nesta edição, o prêmio recebeu 23 trabalhos inscritos, contemplando diversas áreas do conhecimento, como saúde, educação, arquitetura e urbanismo, biologia e cultura. Os estudos apresentados têm em comum o olhar atento para os desafios e potencialidades de Vitória da Conquista, fortalecendo a conexão entre universidade, produção científica e políticas públicas.
Instituído pela Resolução nº 78/2022, o Prêmio Conhecimento que Conquista tem como objetivo valorizar pesquisas acadêmicas que contribuam para compreender a realidade conquistense e apontar caminhos para o desenvolvimento da cidade. A iniciativa contempla monografias, dissertações, teses, livros e capítulos de livros produzidos por estudantes, professores, pesquisadores e profissionais de diferentes áreas.
Segundo Alexandre Xandó, presidente da comissão organizadora do Prêmio, a iniciativa fortalece a aproximação entre a produção acadêmica e o poder público municipal.
“Para nós, é muito gratificante realizar a segunda edição do Prêmio. Essa iniciativa da Câmara é fundamental para aproximar os espaços de produção de conhecimento dos espaços onde são formuladas as leis e os projetos para a cidade. Sabemos da importância dos trabalhos desenvolvidos nas universidades e reconhecer essas produções é valorizar a pesquisa, a ciência e as soluções pensadas para Vitória da Conquista. Nossa expectativa é que esses estudos também possam contribuir com políticas públicas, novos projetos e melhorias concretas para a vida da população conquistense, destacou o vereador”.
A expectativa da organização é que os trabalhos apresentados possam ampliar o diálogo entre pesquisadores, instituições de ensino e o poder legislativo, fortalecendo iniciativas voltadas ao desenvolvimento do município.
A primeira edição da premiação, realizada em 2025, destacou a diversidade temática e o impacto social das pesquisas apresentadas, reunindo trabalhos que abordaram desde saúde mental e educação inclusiva até patrimônio cultural, identidade quilombola e planejamento urbano. O prêmio consolidou-se como um importante espaço de valorização da ciência e da produção acadêmica local.
Além de reconhecer os pesquisadores, a premiação reafirma o compromisso da Câmara com o incentivo ao pensamento crítico, à inovação e à construção de soluções para os desafios do município. A expectativa é de que os estudos apresentados possam contribuir diretamente para o fortalecimento de políticas públicas e para a melhoria da qualidade de vida da população conquistense.
Por Andréa Póvoas
Em meio à pior crise de sua pré-campanha presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi recebido nesta terça-feira pelo presidente americano Donald Trump na Casa Branca, em Washington. O encontro é tratado pelo entorno do senador como uma tentativa de recuperar força política após semanas de desgaste provocadas pelas revelações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master.
O encontro se deu no Salão Oval da sede do governo americano, o escritório principal do presidente Donald Trump. Flávio escolheu uma gravata verde e amarela, com as cores da bandeira brasileira, para a ocasião.
A agenda, de acordo com pessoas próximas a Flávio, foi articulada por interlocutores ligados ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, com participação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que mora nos Estados Unidos, e do influenciador Paulo Figueiredo, aliado do bolsonarismo no entorno republicano americano. Os dois entraram rapidamente na sala para posar para uma fotografia.
Fonte: O Globo
Flávio Bolsonaro e Donald Trump — Foto: Divulgação
Foto: Ascom/PMVC
A edição especial do Pingos nos Is desta terça-feira (26) recebeu a ex-secretária de saúde de Vitória da Conquista, Fernanda Maron. Em entrevista, a ex-secretária detalhou a sua saída da pasta e como não tinha autonomia na secretaria enquanto ocupava o cargo.
De acordo com Fernanda Maron, ela deixou a secretaria com profunda tristeza e mágoa. “Quando nós assumimos como secretária, nós queremos ter autonomia e nós não tínhamos autonomia, eu não tinha autonomia na secretaria de saúde. A verdade é essa. Nós tínhamos profissionais, mas o tempo inteiro interferindo por conta de laços de amizades internos”, explicou. A ex-secretária acrescentou que a sua saída foi um desejo da prefeita Sheila Lemos.
“Ela entrou em contato comigo pedindo o que eu tinha entregue para a área saúde, o que que eu tinha trazido de recursos para a saúde. Eu escutei três frases dela que realmente me deixou muito magoada. A partir dali, dessas três frases que ela colocou, eu achei que o momento de encerrar seria esse, porque se eu não estava tendo o reconhecimento da nossa gestora, não fazia mais sentido eu permanecer em um governo em que ela não estava entendendo que eu estava fazendo um bom trabalho”, declarou Fernanda Maron.
A ex-secretária afirmou que foi “pega de surpresa” com a retirada do seu nome na placa durante a inauguração da Unidade Básica de Saúde (UBS) Régis Pacheco. Segundo ela, o seu nome estava presente na primeira versão da placa, mas foi retirado.
Confira o comentário de Deusdete Dias e a entrevista com a ex-secretária Fernanda Maron:
Governo e Câmara dos Deputados encerraram as negociações e chegaram a um acordo sobre o texto que irá reduzir a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas semanais e encerrar o que ficou conhecido como escala 6×1. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniram nesta segunda-feira e fecharam acordo de que a redução das horas trabalhadas não terá diminuição de salários e com transição de um ano. O texto resultante do acordo, apresentado à comissão especial da Câmara pelo relator Léo Prates (Republicanos-BA), prevê o fim da escala 6×1 e o corte inicial de duas horas 60 dias após a promulgação da PEC e nova redução de duas horas ao fim de 12 meses, mas trabalhadores que ganham acima de R$ 21.188,88 ficam de fora da regra. A oposição, porém, conseguiu adiar a votação por meio de um pedido de vista do deputado Mauricio Marcon (PL-RS). Com isso, a expectativa é de que a comissão vote o relatório amanhã, com a votação no plenário da Câmara ficando para quinta-feira. (g1)
O Planalto se animou. Aliados do presidente Lula apostam em aprovação ampla — e até unânime — da PEC que prevê acabar com a escala 6×1 na Câmara, repetindo o cenário da votação da proposta que ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. A avaliação é de que, como pesquisas indicam grande apoio popular à proposta, o Centrão e mesmo partidos de oposição devem aderir. (Estadão)
Mas, caso o governo consiga aprovar com folga na Câmara a PEC que extingue a escala 6×1 nos termos defendidos pelo Planalto, a proposta deve enfrentar resistência no Senado. Oposicionistas afirmam que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou abertura para pautar a chamada PEC da Hora Trabalhada, também apelidada por entidades empresariais de PEC da Livre Contratação, que prevê pagamento por hora e negociação individual de escala e carga horária. (UOL)
Mesmo que o Senado ponha entraves à redução da jornada, o Planalto já contabiliza a situação como um ganho político para o presidente Lula. O raciocínio é que o petista conseguiu incorporar ao seu discurso uma pauta de esquerda que tem amplo apoio social e que, caso ela seja derrotada, o presidente poderá apresentar seus adversários como inimigos dos trabalhadores. (Folha)
O debate sobre o fim da escala 6×1 divide economistas e especialistas em mercado de trabalho sobre os possíveis impactos da medida na economia brasileira. Enquanto parte dos estudos aponta aumento de custos para empresas, perda de vagas formais e efeitos negativos sobre o PIB, outras análises indicam que a redução da jornada não deve provocar desemprego relevante e que os custos podem ser absorvidos gradualmente pelas empresas. Pesquisadores concordam que a transição gradual tende a reduzir impactos econômicos. (Folha)
A Polícia Federal amanheceu na porta do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) para cumprir mandados de busca e apreensão determinados pelo ministro do STF André Mendonça. Castro é investigado por supostos aportes de alto risco feitos pelo Rio Previdência no Banco Master, de Daniel Vorcaro. O ex-governador já é alvo de investigação por suposto favorecimento ao grupo Refit, acusado de sonegação de impostos. (g1)
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, contradisse ontem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao afirmar, em entrevista a Andréia Sadi, que o parlamentar visitou Daniel Vorcaro após a primeira prisão do dono do Banco Master para tentar receber o restante dos recursos prometidos ao filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador, pré-candidato ao Planalto, vem alegando ter procurado Vorcaro para “botar um ponto final” na relação entre os dois. Valdemar minimizou a visita, dizendo ser “a coisa mais normal do mundo”, e afirmou que a aproximação entre eles começou antes de Vorcaro se tornar investigado. (g1)
Na tentativa de criar uma agenda positiva, Flávio Bolsonaro desembarcou nos EUA nesta segunda-feira para um possível encontro hoje com o presidente Donald Trump, mas os planos podem não sair como esperado. O próprio Flávio já admite que pode se reunir com o vice-presidente J.D. Vance, e não com Trump, cuja atenção está voltada para o conflito com o Irã. Embora o peso político seja muito menor, conversar com o vice ainda é melhor que o temor do PL de que adie o encontro, o que desgastaria o senador brasileiro. (CNN Brasil)
Em meio a essa situação, a campanha de Flávio Bolsonaro anunciou na segunda-feira a contratação de Alexandre Oltramari como marqueteiro do pré-candidato e de Eduardo Fischer como consultor estratégico. (Globo)
Pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira (íntegra) mostra o presidente Lula (PT) com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026, contra 43% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Brancos, nulos ou eleitores que afirmam não votar em nenhum dos candidatos somam 9%, enquanto 1% não soube ou preferiu não responder. Na rodada anterior, realizada em abril, Lula registrava 46% das intenções de voto, enquanto Flávio tinha 45%. (CNN Brasil)
Pedro Doria: “O escândalo das conversas vazadas com o banqueiro Daniel Vorcaro começou a cobrar o seu preço. Três pesquisas eleitorais consecutivas — Datafolha, Atlas e Nexus — confirmaram o mesmo diagnóstico: Flávio Bolsonaro perdeu cerca de 5 pontos percentuais no primeiro turno. A queda ainda é recuperável, mas o sinal de alerta acendeu na direita”. A análise completa no Ponto de Partida. (Meio)
O presidente Lula iniciou um tratamento complementar de radioterapia superficial no couro cabeludo após retirar um câncer de pele, em abril. Segundo o Hospital Sírio-Libanês, as sessões têm caráter preventivo e não devem provocar efeitos colaterais relevantes. A equipe médica de Lula informou anteriormente que a lesão estava localizada e sem sinais de disseminação. Trata-se de um carcinoma basocelular —o tipo mais comum de câncer de pele. Após a cirurgia realizada em abril, a dermatologista Cristina Abdala afirmou que o tumor costuma apresentar bom prognóstico quando diagnosticado precocemente. (g1)
INTERNACIONAL:
O governo americano confirmou que realizou ataques “em legítima defesa” contra alvos iranianos na região do Estreito de Hormuz, em meio ao cessar-fogo em vigor entre Washington e Irã e às negociações para encerrar o conflito. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, os bombardeios atingiram lançadores de mísseis e embarcações iranianas que, de acordo com os americanos, tentavam instalar minas marítimas na região. (CNN)
INTERNACIONAL:
Após três meses de uma guerra que duraria “poucas semanas”, os Estados Unidos estão a um passo de fechar um acordo de paz com o Irã. Ou não, dependendo da hora em que se fala com as autoridades americanas. Ao longo do fim de semana, o presidente Donald Trump e o secretário de Estado, Marco Rubio, deram sinais dúbios sobre as negociações. No sábado, Trump publicou em sua rede Truth Social que um acordo preliminar estava “em grande parte acertado”, mas moderou o tom no domingo, orientando seus negociadores a “não fazerem um acordo na pressa” e gabou-se de “nunca ter feito um negócio ruim”. Já Rubio disse no domingo que Trump daria “boas notícias” ao longo do dia, mas depois jogou o anúncio para hoje. A Casa Branca tem pressa em reabrir o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% da produção mundial de petróleo e cujo fechamento vem impactando os preços nos EUA. Trump também quer que o Irã entregue seu suprimento de urânio enriquecido, que pode ser usado para fabricar armas nucleares, mas Teerã diz que esse ponto só deve ser discutido em 30 ou 60 dias. Rubio admitiu o impasse, dizendo que “não se escreve um ‘lance’ nuclear em 72 horas num guardanapo”. (New York Times)
Os detalhes do provável acordo ainda não foram divulgados, mas Trump já enfrenta críticas dentro do próprio Partido Republicano. Congressistas da ala mais conservadora do partido e que apoiaram o conflito iniciado por EUA e Israel dizem que Trump está “cometendo um grande erro”. Já o presidente conclamou a população a não “ouvir fracassados que criticam algo que não conhecem”. (Guardian)
Quem também não está feliz é o primeiroministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a despeito de Trump ter lhe telefonado para garantir que o Irã irá se desfazer do material nuclear. O premiê respondeu que seu país se reserva o direito de reagir a ameaças “em todas as frentes”, incluindo o Líbano. A relação entre os dois ficou tensa nas últimas semanas, com Netanyahu insistindo para que os ataques ao Irã fossem retomados. (Times of Israel)
Enquanto isso… Um homem foi morto no sábado do lado de fora da Casa Branca após trocar tiros com agentes do serviço secreto. De acordo com as autoridades, Nasire Best, de 21 anos, sacou uma arma da mochila e disparou contra os agentes. Na confusão, um transeunte foi ferido por uma bala perdida. Best, que já tinha passagem pela polícia por invasão, apresentava distúrbios de comportamento, isolando-se de amigos e afirmando ser Jesus. (Washington Post)
BRASIL
Uma das principais bandeiras eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o fim da escala de trabalho 6×1 deve ser votado pelos deputados nesta semana. Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), vão se reunir hoje para discutir o impasse sobre outro ponto da PEC que está travando o tema: a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. O governo gostaria que essa mudança entrasse em vigor imediatamente, mas admite uma transição de até dois anos, enquanto a oposição, com apoio de empresários, quer um prazo de até dez anos. O relator da PEC, Leo Prates (Republicanos-BA), e os ministros do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e das Relações Institucionais, José Guimarães, também devem participar do encontro. (CNN Brasil)
A relação com Daniel Vorcaro abalou a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas não atingiu seu eleitorado mais fiel, segundo a última pesquisa Datafolha. De acordo com os dados, divulgados na sexta-feira, o candidato do PL caiu de um empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) (ambos com 45%) para uma desvantagem de quatro pontos, 47% a 43% em favor do petista. Por outro lado, 88% dos eleitores declarados de Flávio Bolsonaro defendem que o senador mantenha sua candidatura, mesmo diante do escândalo. (Folha)
Mariliz Pereira Jorge: “Esse efeito imediato captado pelo Datafolha era mais do que esperado. Acontece que ainda faltam meses para as eleições. Um erro recorrente da análise política no Brasil é tratar o eleitor bolsonarista como racional. Estamos falando de um eleitorado do qual grande parte defendeu o uso de cloroquina na pandemia”. Confira na coluna De Tédio a Gente Não Morre. (Meio)
O bolsonarismo também teve boas notícias na sexta-feira. A Suprema Corte de Cassações, última instância da Justiça italiana, negou a extradição da ex-deputada Carla Zambelli e determinou sua libertação, que aconteceu em seguida. O processo, porém, ainda será examinado pelo ministro da Justiça italiano. Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por invadir, com a ajuda de um hacker, os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e fugiu para a Itália, na qual também tem cidadania. A ex-deputada estava presa no país europeu desde julho do ano passado, e sua extradição havia sido autorizada por todas as instâncias inferiores da Justiça italiana. (g1)
Com autorização de tribunal da Flórida, advogados das empresas Rumble e Trump Media notificaram por e-mail no domingo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em um processo sobre violação da liberdade de expressão. Segundo o documento, o ministro tem 21 dias para apresentar sua defesa e não ser julgado à revelia. Em fevereiro de 2025, Moraes suspendeu o acesso à plataforma Rumble no Brasil após a empresa desobedecer a uma ordem para retirar do ar, inclusive nos EUA, perfis que atacavam a democracia. As companhias alegam que a ordem viola a Primeira Emenda da Constituição americana, que garante liberdade de expressão plena. (Poder360)
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Viver
A China lançou no domingo a missão Shenzhou-23, uma etapa importante para a ambição de enviar humanos à Lua até 2030. O foguete levará a espaçonave Shnezhou e seus três tripulantes para a estação espacial Tiangong, Palácio Celestial em chinês, onde um deles permanecerá por um ano inteiro. A experiência permitirá estudos sobre os efeitos da microgravidade prolongada, essenciais para potenciais missões futuras à Lua ou Marte. (g1)
E a SpaceX realizou com sucesso o 12º voo de teste do Starship a partir de sua base em Boca Chica, no Texas, estreando a versão V3 do megafoguete. O modelo é o mais potente já construído pela empresa e peça fundamental para os planos da Nasa de levar astronautas de volta à Lua pelo programa Artemis. Durante a missão suborbital não tripulada, a espaçonave principal enfrentou problemas em um dos motores. Apesar das dificuldades o teste foi um avanço importante no desenvolvimento do sistema de transporte espacial totalmente reaproveitável de Elon Musk. (New York Times)
Foto: Allan Victor
O Pingos nos Is desta segunda-feira (25) recebeu o ex-vereador e ex-secretário de Vitória da Conquista, José William de Oliveira Nunes. Em edição especial, Deusdete Dias e o ex-vereador comentaram sobre o cenário político do município, marcado pelo radialista por secretarias sem orçamento, influência de políticos de fora e a perda de respeito e credibilidade dos gestores públicos.
Durante o comentário, ambos relembraram figuras políticas do passado da cidade e lamentaram a falta de independência dos políticos atuais. “Assim que age os políticos, é através das redes sociais. Eu fui vereador nessa cidade durante 28 anos, fui presidente da Câmara por três oportunidades, fui secretário de várias pastas, só não fui secretário de saúde, finanças e de obras. O restante eu ocupei todas essas pastas e cumpri com a minha obrigação, cumpri com o meu dever. Porque eu acho que o político sério tem que agir desta maneira”, pontuou José William.
Confira o comentário:
Passam os dias, passam os meses, vem chuva, vai chuva, vem sol e nada da conclusão da revitalização da Av. Brumado. Enquanto isso, a população segue sofrendo com os transtornos causados pela obra inacabada.
Desde a última sexta-feira ( 22), o blog do Redação denunciou a situação do cenário no canal da Vila Serrana em direção à Av. Brumado e a situação continua a mesma.
Veja:
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Na manhã desta segunda-feira (25), algumas máquinas foram vistas no local, e a Prefeitura afirma que continua monitorando a situação, porém a dificuldade para trafegar ainda é grande para os motoristas que passam pelo local.
O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, cumpriu agenda política em Vitória da Conquista nesta sexta-feira (22), onde se reuniu com prefeitos, vereadores e lideranças de municípios do Sudoeste baiano e da Bacia do Paramirim.
O encontro integra a estratégia de fortalecimento do diálogo com representantes do interior do estado. Durante a passagem por Conquista, ACM Neto conversou com Ronaldo Soares, uma das principais lideranças políticas de Anagé, além de Robério Nunes e vereadores de Érico Cardoso.
O pré-candidato também recebeu uma comitiva de Belo Campo, liderada por Marcinho, que participou das discussões sobre demandas regionais e perspectivas políticas para a Bahia.
A agenda de ACM Neto tem sido intensa nos últimos dias. Ainda na manhã de sexta-feira, ele esteve em Santa Rita de Cássia, no Oeste baiano, participando das celebrações em homenagem à padroeira do município. O evento reuniu moradores, autoridades locais e lideranças religiosas.
Neste sábado (23), às 17h, o ex-prefeito participa da Feira Agropecuária e Agricultura Familiar de Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina. A feira, iniciada na sexta-feira, segue até domingo (24) com exposição de animais, negócios do setor agropecuário, agricultura familiar, gastronomia e atrações musicais.
A sequência de compromissos será encerrada no domingo (24), em Catu. A comitiva será recebida pela ex-prefeita Gilcina Carvalho, pelo candidato a prefeito em 2024, Dr. André, e por vereadores do município. A agenda começa às 10h, com um encontro voltado ao diálogo com lideranças políticas da região.