Na tarde desta quinta-feira (10), o presidente da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, Ivan Cordeiro (PL), recebeu representantes do Sindicato do Magistério Municipal Público (SIMMP), que representa mais de 2 mil professores, para tratar de pautas relacionadas às reivindicações da categoria, como a campanha salarial dos professores e outras demandas da educação pública municipal.
A presidente do SIMMP, Greissy Leôncio Reis, ressaltou o papel fundamental da Câmara na mediação entre o sindicato e o governo, além da responsabilidade do Legislativo na fiscalização para cumprimento das leis. “São pautas extremamente importantes porque se trata da tabela salarial do professor, do Estatuto do Magistério, e a Câmara tem por obrigação a vigilância e cumprimento para fazer valer as leis municipais e federais”, explicou Greissy.
Além das questões salariais, a reunião também tratou de outros assuntos importantes sobre a educação de Conquista, como a estrutura das escolas e o cumprimento das leis relacionadas aos professores. Durante a reunião, o presidente da Câmara se comprometeu a participar das mesas de negociação e acompanhar de perto os encaminhamentos das pautas apresentadas pelo SIMMP.
Ivan destacou que, além do apoio às pautas apresentadas pelo SIMMP, a Casa Legislativa também exerce um papel de fiscalização das condições das escolas e da aplicação dos recursos na educação, através da Comissão da Educação. “Educação é essencial para nossa sociedade, e o nosso papel é apoiar o que for necessário para melhorá-la, inclusive no que diz respeito à fiscalização das escolas e à garantia de que os direitos dos professores sejam respeitados”, afirmou o presidente.
O SIMMP estará presente no programa Fala Conquista! , da Rádio Câmara 90.3, na próxima terça-feira (15), para uma conversa sobre as demandas dos profissionais da educação no município.
Fonte: ASCOM/CMVC
A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputada Ivana Bastos, integrou a mesa de abertura do lançamento do Programa Nacional Seja Pro+ Trabalho e Emprego, realizado nesta quarta-feira (10), na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), em Salvador. A cerimônia contou com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e reuniu autoridades dos governos federal e estadual, lideranças do setor industrial e representantes do Legislativo baiano.
A mesa também foi composta pelo governador Jerônimo Rodrigues, o presidente da Fieb, Carlos Henrique Passos; o presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Augusto Júnior; o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci e o secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos.
O Seja Pro+ é uma iniciativa do Sesi, em parceria com o Ministério do Trabalho, que tem como objetivo ofertar vagas gratuitas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) Profissionalizante para todo o Brasil, com o objetivo de promover a inclusão social e ampliar o acesso ao mercado de trabalho por meio da educação.
Em sua fala, Ivana Bastos destacou a importância do programa pioneiro no Brasil. “Estamos falando de dignidade, de oportunidades reais e de transformação de vidas. A Assembleia Legislativa está ao lado de todas as iniciativas que promovem inclusão, capacitação e justiça social”, afirmou a parlamentar.
O ministro Luiz Marinho também reforçou o papel transformador da iniciativa: “O programa é para criarmos condições de engatar uma necessidade do mercado de trabalho que é ter mão de obra preparada, educada, formada para servir a todas as frentes de trabalho que irá surgir no Brasil, especialmente no setor industrial”. Durante a solenidade, foram assinados termos de adesão ao programa por representantes de empresas como Agrovale, Grupo DASS, ZAB, TEIU, Mauricéa Alimentos e Fosnor, garantindo mais oportunidades para jovens em busca do primeiro emprego e qualificação. Também estiveram presentes no evento os deputados Raimundinho da JR (PL), Radiovaldo Costa (PT), Fabíola Mansur (PSB) e Fátima Nunes (PT).
Fonte: ASCOM/ALBA
Foto: JoãoValadares/AgênciaALBA
Um policial será investigado por participação na morte de dois torcedores do Colo Colo, após grande confusão no entorno do Estádio Monumental, antes da partida entre Colo Colo e Fortaleza, nesta quinta-feira (10), pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores. A partida acabou sendo suspensa devido à entrada de torcedores no campo.
Segundo informações do Ministério Público do Chile, um grupo de torcedores tentou invadir o estádio e começou uma grande confusão. Com isso, policiais chegaram ao local. Lá um veículo lançador de gás lacrimogêneo teria atropelado duas pessoas.
A promotoria está investigando se a viatura policial estava diretamente envolvida no incidente, tendo rompido uma das grades do perímetro onde os torcedores ficaram presos.
– Estamos trabalhando com todos os recursos técnicos disponíveis, incluindo as câmeras no local, para apurar como os fatos ocorreram. Estamos realizando diversas operações policiais para apurar os responsáveis e indiciar quem for o responsável neste caso – explicou o promotor responsável pelas investigações, Francisco Mores, ao jornal chileno La Tercera.
Mores ressaltou ainda que o policial não está preso. No entanto, o Ministério Público está tomando as medidas necessárias para esclarecer os fatos.
– Ele não foi preso. Não há motivo para sua prisão neste momento, mas insisto que todas as medidas necessárias estão sendo tomadas para esclarecer ou determinar se ele estava ou não envolvido – explicou Mores.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu cerca de 377 kg de maconha na tarde desta quarta-feira (9), durante uma fiscalização de rotina no km 830 da BR-116, em Vitória da Conquista (BA).
O entorpecente estava escondido no interior de um veículo Chevrolet Cruze, abordado após levantar suspeitas dos agentes. De acordo com a PRF, os policiais identificaram um forte odor característico de droga ao se aproximarem do automóvel, além de pacotes visíveis no banco traseiro. Na revista, foram encontrados diversos tabletes da substância, com peso estimado em quase 400 kg, segundo a medição preliminar.
Durante a abordagem, também foram apreendidos 43 comprimidos de “rebite” — substância estimulante usada de forma ilegal para prolongar o tempo de direção.
O motorista do carro informou que havia saído de Santa Catarina com destino a Natal (RN). Ele foi preso em flagrante por tráfico de drogas e encaminhado à Delegacia da Polícia Civil, onde permanece à disposição da Justiça.
Segundo a PRF, a ação representa mais um importante resultado no enfrentamento ao tráfico de drogas nas rodovias federais e integra os esforços da corporação no combate ao crime organizado.
Com informações da PRF
Estão definidos os confrontos da terceira fase da Copa do Brasil. Em sorteio realizado nesta quarta-feira (9/4), na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), os 32 times que estão na disputa por um lugar nas oitavas da competição conheceram seus adversários no torneio.
*Times grifados farão o primeiro jogo do confronto em casa.
Um casal de rifeiros foi preso na manhã desta quarta-feira (9), em um condomínio de luxo, na Estrada do Coco, na Região Metropolitana de Salvador, suspeito de chefiar um esquema de lavagem de dinheiro oriundo de rifas ilegais.
Os nomes dos suspeitos não foram revelados pela polícia. No entanto, conforme apuração da TV Bahia, tratam-se de José Roberto Santos, mais conhecido como Nanam Premiações, e Gabriela Silva, que juntos somam mais de 250 mil seguidores nas redes sociais.
As prisões fazem parte da “Operação Falsas Promessas 2”. A ação conduzida pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD), ocorre em Salvador, região metropolitana e outras cidades do interior do estado.

Nanam Premiações já tinha sido preso na primeira fase da operação, em setembro de 2024, com outras 19 pessoas. Ele foi solto pouco mais de um mês.
No que depender da Apple, o iPhone continuará com o mesmo preço pré-tarifaço de Donald Trump enquanto durarem os estoques. E, para reforçá-los, a imprensa indiana relata que a companhia correu contra o tempo para encher cinco aviões com celulares e outros produtos desejados.
A ideia era levar os aviões da Índia para os Estados Unidos nos últimos dias de março, antes que as novas tarifas impostas por Trump, de 26%, começassem a valer. Autoridades ouvidas por um jornal indiano confirmam a informação. Por óbvio, é improvável que a Apple se manifeste sobre o assunto.
Não temos como saber a carga exata transportada pela companhia. No entanto, é sabido que ela utiliza aviões cargueiros de diversos parceiros logísticos durante a alta temporada de iPhone, nas vendas de fim de ano. Uma aeronave deste porte é capaz de transportar mais de 100 toneladas de mercadorias.
Leve em consideração que as caixas de celular estão reduzidas, e temos uma projeção de que mais de 1 milhão de aparelhos transportados na semana passada. Como eles ingressaram nos EUA antes do início do tarifaço, o impacto tributário é menor.
Ainda não se sabe o que a Apple pretende fazer com os preços dos produtos após a vigência total das novas tarifas. A imprensa dos Estados Unidos estima que o iPhone 16 Pro custe US$ 580 para ser fabricado, e depois é vendido por US$ 1.100. O custo da Apple poderia subir para US$ 847 com as novas regras de comércio, uma considerável diferença de quase US$ 300.
Conforme explicamos na coluna Dia a Dia Digital, o iPhone é o produto perfeito para compreender a extensão de uma companhia verdadeiramente global. Ele é orgulhosamente projetado nos Estados Unidos, porém com peças do mundo todo: sistema de câmeras do Japão, tela da Coreia do Sul e processador de Taiwan, apenas para citar alguns componentes.
Já a montagem acontece principalmente na China – apesar de o país perder importância nos últimos anos – e na Índia. Alguns analistas acreditam que a fabricante irá apostar ainda mais nos parceiros baseados em território indiano, tendo em vista as tensões entre americanos e chineses.
Mesmo assim, é digno de nota observar que até as plantas na Índia são mantidas pela majoritariamente pela Foxconn, a mesma gigante de eletrônicos que monta o iPhone em território chinês. Muda a localidade, mas os envolvidos são basicamente os mesmos.
iPhone — Foto: Reprodução/Apple
Fonte: G1
A Câmara Municipal de Vitória da Conquista realizou na tarde desta terça-feira (8), audiência pública para marcar duas datas: o Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março, e o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, comemorado em 2 de abril. A atividade foi proposta pelo mandato da vereadora Márcia Viviane (PT).
A Síndrome de Down é uma alteração genética que afeta cerca de 1 a cada 700 nascimentos. Já o Transtorno do Espectro Autista, segundo o IBGE, pode afetar aproximadamente 2% da população brasileira. Esses números falam de milhares de famílias, de crianças, adolescentes, jovens e adultos que têm buscado dignidade, respeito e políticas públicas efetivas.
Segundo a parlamentar, Vitória da Conquista precisa avançar na oferta de atendimentos qualificados, no diagnóstico precoce, na inclusão escolar e na atenção à saúde dessas pessoas. “É urgente garantir acesso aos direitos previstos em lei, com estruturas adequadas e profissionais preparados”, afirmou Viviane, ressaltando a importância de uma luta coletiva.
“Sabemos que a jornada das famílias, especialmente das mães, é marcada por desafios diários: dificuldade de acesso a especialistas, ausência de atendimento contínuo, longas esperas por laudos e acompanhamentos, e a sobrecarga emocional e financeira. A rede municipal precisa reconhecer e responder a essas demandas com responsabilidade, sensibilidade e compromisso”, afirmou.
A vereadora Cris Rocha (MDB) destacou sua trajetória de mais de 20 anos em defesa das pessoas com deficiência e cobrou ações concretas para garantir acessibilidade, inclusão e atendimento digno. Com base em sua experiência pessoal e institucional, ela defendeu melhorias na saúde pública, mobilidade urbana e educação inclusiva, e apresentou três projetos de lei: o Selo de Acessibilidade, semáforos sonoros e a criação de um Centro de Referência para pessoas com TEA. “Acreditem, porque tem pessoas no legislativo que querem lutar por vocês”, afirmou, reforçando a importância da união na luta por direitos reais e efetivos.
“Que inclusão social é essa do nosso dia a dia?”: Maria do Carmo de Jesus Ferreira, presidente da APAE, destacou que muitas vezes se fala em inclusão social, mas na prática as ações não são efetivas. Ela ressaltou que ainda faltam medidas concretas na educação, na saúde e no mercado de trabalho para garantir uma inclusão verdadeira, pois, apesar das leis e discursos, não há inserção nas práticas do cotidiano. Como exemplo, citou a falta de profissionais qualificados para acompanhar alunos especiais. No mercado de trabalho, apontou que, embora a contratação de pessoas com deficiência seja garantida por lei, faltam políticas que assegurem a permanência desses profissionais, já que a locomoção é difícil e as condições de trabalho nem sempre são acessíveis. “Precisamos juntar forças e buscar efetivamente a inclusão, que é tanto falada, com respeito e paciência”, concluiu.
União por direitos das pessoas com deficiência: A presidente do Conquista Down, Geisa Barros, fez um apelo por mais representatividade e políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência, criticando a ausência de parlamentares à audiência: “Nós também votamos, também elegemos vocês”, disse, defendendo a criação de um Centro de Referência para atender todas as deficiências. “A cidade precisa de um centro para todos”, conclamou, denunciando problemas no transporte coletivo. “Se cada um lutar sozinho, não vamos conseguir nada.” Geisa encerrou sua fala celebrando uma conquista: “Conseguimos abrir as portas da Conquista Down, mesmo que em uma sede provisória”.
Empatia e políticas públicas para famílias atípicas: Sinthia Tenório, mãe e representante do Instituto Girassol, cobrou mais empatia, respeito e políticas públicas eficazes voltadas às pessoas com deficiência, especialmente crianças com autismo e síndrome de Down. “Os pais estão adoecidos porque seus filhos não têm acesso a terapias, fraldas, cuidadores e direitos básicos”, afirmou. Ela denunciou o abandono de muitas mães, a ausência de vereadores nas discussões e o alto custo de consultas médicas.
“Quando uma mãe adoece, internada por álcool ou drogas, não é só ela, são quatro pessoas em sofrimento, porque os filhos vão para o acolhimento”, alertou. Sinthia também ressaltou o papel das famílias como formadoras e multiplicadoras de conhecimento. “Nós estudamos, damos formação, porque quando nasce uma pessoa com deficiência, nasce também uma mãe, um pai que se capacita”. Por fim, reafirmou que a luta por inclusão precisa ser coletiva e contínua, dizendo: “Nada sobre nós, sem nós”.
Ativista denuncia agressão a autista e cobra apoio político: João Teixeira iniciou sua fala denunciando um caso recente de agressão, relatando que “uma criança autista levou uma rasteira de um professor de capoeira dentro da escola”. Atuante na defesa dos direitos das pessoas com TEA no Sudoeste baiano, João cobrou mais representatividade política: “Cadê os vereadores? Três apenas abraçam essa causa, pelo amor de Deus”. Diagnosticado com TDAH, ele compartilhou sua trajetória pessoal e reforçou: “Mexeu com autista, mexeu comigo”, afirmando que levará a pauta ao deputado estadual Fabrício Falcão.
Mães atípicas enfrentam sobrecarga e falta de apoio adequado: A professora e mãe atípica Daniela Magalhães se emocionou ao relatar a realidade de mulheres que criam filhos com deficiência. “Somos a mãe que ninguém quer ser, mas que exige de nós sermos as melhores”, afirmou. Ela destacou o impacto físico e emocional da jornada dupla enfrentada por essas mães, citando pesquisas que apontam redução de até 30% na expectativa de vida dessas mulheres. Daniela também criticou o mercado que lucra com o autismo, cobrando preços abusivos por produtos e serviços voltados a crianças atípicas. “Só queremos que nossos filhos vivam sua humanidade como qualquer outro”, disse.
“Inclusão é prática sempre”: Rosilene Oliveira, vice-presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência e mãe de uma criança autista nível dois, destacou que mais importante do que saber que a inclusão é necessária, é entender como colocá-la em prática. Segundo ela, a graduação não prepara o professor para lidar com o neuro divergente, o que prepara é o convívio com as diferenças. Rosilene ressaltou que é nas associações que se aprende mais sobre a inclusão, pois é nesses espaços que se encontra a prática real.
Ela defendeu que o município valorize e leve para dentro dos espaços de formação as pessoas que representam essa vivência na prática, para que possam compartilhar o conhecimento real da inclusão. “Muito mais que redução de custos, devemos enxergar essas pessoas como vidas que merecem inclusão de verdade”, afirmou. Por fim, colocou-se à disposição para contribuir nesse processo de ensino e informou que as reuniões do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência acontecem toda segunda e na última terça-feira do mês, às 8h30.

Por mais políticas públicas: Amanda Amaral Lopes, representando a Associação Conquista Down e também as pessoas com síndrome de Down, destacou em sua fala as inúmeras dificuldades enfrentadas no dia a dia, inclusive a aquisição do passe livre que, apesar de ser um direito, apresenta desafios para sua aquisição. Além disso, Amanda reforçou a necessidade de um olhar mais atento para a saúde, cobrando que as políticas públicas realmente se façam valer para quem precisa.
“Hoje não é dia de comemoração, é dia de luta: Dr. Náfille Brito, representante da Comissão da Pessoa com Deficiência da OAB e pessoa autista, destacou que o mundo ainda não é feito para pessoas autistas, e que essa luta é principalmente das mães, que enfrentam diariamente o descaso e a negligência. Náfille também criticou a superficialidade com que o autismo é tratado pela sociedade: “nossa comunidade é preconceituosa e só lembra do autista em abril. E, mesmo nas comemorações, não pensam nos autistas. Fazem caminhada que muitos de nós não podemos participar.” Para ele, quem não é atípico ou não convive diretamente com o autismo não tem propriedade para falar sobre o assunto, pois não conhece a dor real dessas pessoas.
Compromisso com a inclusão: Denis Márcio Jesus Oliveira, representando o secretário municipal de Desenvolvimento Social, destacou a importância de reafirmação do compromisso com as pessoas com deficiência. Ele lembrou que, ao longo da história, muitos anos foram marcados pela exclusão social, mas o Brasil vem evoluindo, especialmente com a criação de legislações como a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Em Vitória da Conquista, segundo Denis, a gestão da prefeita Sheila Lemos (UB) tem demonstrado compromisso com a inclusão, garantindo acesso a políticas públicas. Ele finalizou reforçando que datas como essa devem servir de lembrança de que é preciso seguir avançando constantemente nas melhorias que assegurem uma sociedade mais justa, acessível e verdadeiramente inclusiva.
Discussão com Estado e União: Fernanda Maron, secretária municipal de Saúde, destacou que a pauta da inclusão não é apenas um desafio local, mas precisa ser discutida com o Estado e a União. Segundo ela, Conquista avançou significativamente nos atendimentos psicossociais, já contando com psiquiatra, já tendo havido a contratação recente de um neuropediatra. Fernanda reforçou que não é mais necessário chegar de madrugada às unidades de saúde, pois os horários de atendimento foram reorganizados. Ela ressaltou que a Secretaria está sempre de portas abertas para dialogar, especialmente com as mães, afirmando a importância da participação social para aprimorar os processos de inclusão. “Estamos aqui para ouvir e construir juntos,” finalizou.
Todos vestidos de azul, centenas de ex-funcionários do extinto Banco do Estado da Bahia (Baneb), privatizado em 1999, participaram da audiência pública proposta pelo deputado Marcelino Galo (PT), sobre a inclusão do segmento no Planserv, realizada no auditório Josaphat Marinho, na Assembleia Legislativa.
No evento, representantes dos ex-funcionários do Baneb expuseram a situação da categoria com as perdas na qualidade de vida e proteção à saúde, e reforçaram a necessidade da luta pela aprovação do PL 25395/2024, de autoria do deputado proponente, que altera a Lei 9528/2005, beneficiando o segmento com a possibilidade de utilizar o plano de saúde do Estado.
Conduzida por Galo, a mesa foi composta pelo presidente da Associação dos Funcionários Aposentados do Baneb, José Anastácio de Souza; o presidente do Sindicato dos Bancários, Elder Pérez; o presidente da Fundação do Baneb de Seguridade Social, Odeval Fonseca Araújo; a presidente da Federação dos Bancários Bahia-Sergipe, Andréia Sabino; a diretora do Sindicato dos Bancários, Maria das Graças Gomes, e os membros da comissão dos ex-funcionários do Baneb, Alcy Gervania de Oliveira de Menezes, Tania Maria Oliveira e Valdimiro Lustosa.
REPARAÇÃO HISTÓRICA
Para o presidente do Sindicato dos Bancários, Elder Perez, a aprovação do PL, que espera votação na CCJ, vai promover a reparação histórica necessária para os ex trabalhadores do Baneb, adquirido pelo Bradesco, “que não honrou os compromissos. A situação dos colegas ficou insustentável, no período da vida que eles mais precisam de um plano de saúde. Em 14 meses, foram quatro suicídios. Isso, na época, significava 20 vezes mais a média anual de suicídios, segundo o IBGE, em termos proporcionais”, colocou.
NEGOCIAÇÃO
Segundo o proponente da audiência e autor do PL 25395/2024, a luta mostra para a sociedade o que significa privatizar sem garantir os direitos dos trabalhadores. Marcelino Galo adiantou uma notícia alvissareira para os ex-banebianos: a autorização das secretarias de Relações Institucionais (Serin) e de Administração do Estado da Bahia, para a retomada das negociações com a coordenadora-geral do Planserv, Socorro Brito.
“Então ela já se comprometeu, ela vai receber uma comissão logo após os debates que nós vamos ter aqui. Eu considero que isso já é uma vitória da mobilização de vocês, porque logo nós vamos marcar o dia, e a comissão que vocês aqui designarem vai ser recebida pelo governo para reiniciar, retomar esse debate”, informou.
Foto: Ascomodep.MarcelinoGalo/AgênciaALBA
A Câmara Municipal de Vitória da Conquista realiza na tarde desta terça-feira (8) audiência pública para celebrar o Dia Internacional da Síndrome de Down e o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Iniciativa da vereadora Márcia Viviane (PT), essa audiência acontece no Plenário Carmen Lúcia, às 14h.
O Dia Mundial da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março, tem como objetivo promover conscientização e garantir que pessoas com a síndrome tenham acessos a todas as oportunidades. A síndrome de Down é uma alteração genética em que a pessoa tem três cromossomos no par 21, e não dois, como o usual.
Já o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado no dia 2 de abril, busca aumentar o conhecimento sobre o autismo, informar sobre as necessidades e direitos das pessoas com essa condição, além de destacar a importância de reconhecer e respeitar as habilidades e particularidades de cada indivíduo com autismo.
Dados recentes do IBGE estimam que cerca de 2% da população brasileira esteja dentro do espectro autista. No caso da Síndrome de Down, a incidência é de aproximadamente 1 a cada 700 nascimentos. A sessão busca promover um debate com representantes da sociedade civil e familiares, visando soluções para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas.