Leia a nota na íntegra:
MACHISMO
São tantas violências, tantas mortes, que até parece que é normal, mas não é. A vida é um bem maior e precisa ser defendida. São muitas vidas perdidas por diversas causas incrustradas na estrutura da nossa sociedade: racismo, preconceito de classe, discriminação, misoginia, LGBTfobia, valorização da propriedade. Mas é preciso chamar a atenção para a violência contra a mulher – a violência de gênero, pois o crime de feminicídio é a expressão extrema, final e fatal das diversas violências que atingem as mulheres numa sociedade marcada pela desigualdade de poder entre gêneros masculino e feminino e por construções históricas, culturais, econômicas, políticas e sociais discriminatórias.
Mulheres cujas vidas foram interrompidas e que deixaram luto, dor e saudade, como Sashira Camilly, encontrada morta no dia 16 de setembro de 2021, assassinada pelo ex-namorado e cúmplices, ou da tentativa de assassinato de uma mulher pelo seu parceiro, na Rua Líbano, Jardim Guanabara, nessa mesma data. Ou Ana Luiza Souto Dompsin, conquistense morta pelo namorado na cidade de Divisa Alegre–MG, ou de tantas outras violentadas e mortas todos os anos, aqui na Bahia, no Brasil. Essas mulheres foram assassinadas por parceiros, ex-cônjuges, agentes de Estado e por toda a sociedade fundada sobre bases discriminatórias e desigualdades sociais que constroem o desvalor da vida das mulheres.
A subjugação máxima da mulher por meio de seu extermínio tem raízes históricas na desigualdade de gênero e sempre foi invisibilizada e, por consequência, tolerada pela sociedade. “A mulher sempre foi tratada como uma coisa que o homem podia usar, gozar e dispor”, como explica Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, juíza de Direito do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. É isso que alimenta a perpetuação dos casos de assassinatos de mulheres por parentes, parceiros ou ex que, motivados por um sentimento de posse, não aceitam o término do relacionamento ou a autonomia da mulher. Ou ainda as mortes associadas a crimes sexuais e aqueles em que a crueldade revela o ódio ao feminino, entre outros casos.
De acordo com o Atlas da Violência, 3.037 mulheres foram assassinadas no Brasil em 2019. Outras 3.756 foram mortas de forma violenta nesse mesmo ano, mas sem indicação da causa.
Na maioria dos casos, diferentes formas de violência acontecem de modo combinado. É preciso compreender que a violência física é mais um traço de um contexto global de violência, que inclui também humilhações, críticas e exposição pública da intimidade (violência moral), ameaças, intimidações, cerceamento da liberdade de ir e vir, controle dos passos da mulher (violência psicológica), forçar a ter relações sexuais ou restringir a autodeterminação da mulher quando se trata de decidir quando engravidar ou levar adiante ou não uma gravidez (violência sexual). É fundamental também entender que, na violência doméstica, a tendência é que os episódios de agressões se repitam e fiquem mais graves; é o chamado ‘ciclo de violência’.
O uso de álcool, drogas ou o ciúme não são causas e não servem como justificativa para violências. São fatores que podem provocar violência, mas que muitas vezes são usados como desculpa, promovendo a impunidade e a não responsabilização pela violência.
O legado e a ampla efetivação da Lei Maria da Penha são imprescindíveis para o enfrentamento do feminicídio, que o Código Penal define como o assassinato de uma mulher cometido por razões da condição de sexo feminino, isto é, quando o crime envolve violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher. A pena prevista para o homicídio qualificado é de reclusão de 12 a 30 anos. Ao incluir o feminicídio como circunstância qualificadora do homicídio, o crime foi adicionado ao rol dos crimes hediondos (Lei no 8.072/1990), como o estupro, o genocídio e o latrocínio, entre outros.
Porém, não podemos achar que a criminalização do feminicídio vai dar conta da complexidade do tema. Temos que trabalhar para evitar que se chegue ao feminicídio, enfrentando todas as outras formas de violências já conhecidas.
Diante do agravamento de práticas conservadoras e antidemocráticas no contexto da crise política, econômica e sanitária que o país atravessa, nossas vozes se insurgem na luta para reverter este cenário, de precarização de vidas e corpos que se tornam cada vez mais suscetíveis a preconceitos, discriminações, explorações, violências e assassinatos em larga escala.
Organizações, personalidades e autoridades de todo o país iniciaram no primeiro semestre de 2021 um movimento chamado LEVANTE FEMINISTA CONTRA O FEMINICÍDIO, com ações em todo o território nacional. Em Vitória da Conquista foi lançado em 27 de maio de 2021.
Nossa campanha continua. Venha unir a sua voz à nossa voz e indignação.
Lídia Rodrigues
Presidenta da União de Mulheres de Vitória da Conquista-Ba
Membro da Coordenação Nacional da União Brasileira de Mulheres – UBM
Maria Otília Soares
Presidenta do Conselho Municipal da Mulher
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) continua com a rejeição em alta para as eleições de 2022. Segundo pesquisa Datafolha publicada nesta sexta-feira (17), 59% dos eleitores não votariam em Bolsonaro de jeito nenhum, o maior índice entre todos os nomes colocados na corrida eleitoral do próximo ano até o momento.
De acordo com a nova pesquisa, o presidente segue em segundo lugar na disputa, tendo em torno de 25% das intenções de voto, a depender do cenário simulado. O instituto ouviu 3.667 eleitores em 190 cidades nos dias 13 a 15 de setembro, em um levantamento presencial que registra margem de erro de dois pontos percentuais.
Ainda conforme a Datafolha, os mais rejeitados depois de Bolsonaro são Luís Inácio Lula da Silva (PT) com 38% e o governador de São Paulo João Doria, com 37%.
Neste aspecto, eles são seguidos por Ciro Gomes (PDT) que tem uma rejeição de 30%, e também pelo apresentador José Luiz Datena (PSL) com 19%, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) 23% e o governador Eduardo Leite (PSDB) 18%.
Além deles, o levantamento também prjo jetou a rejeição de um grupo de novos nomes formado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM) 17%, o ex-ministro Aldo Rebelo (sem partido) 15%, e os senadores Alessandro Vieira (Cidadania), 14% e Simone Tebet (MDB) 14%.
*LOCAL:* Avenida Central, Centro, Nova Brasília, distrito de Ribeirão do Largo.
*CIDADE:* Ribeirão do Largo-Ba
*Resumo*
Fomos acionados pela Guarda Municipal do Distrito de Nova Brasília, na qual nos informou que havia um indivíduo portando uma arma de fogo nas ruas do referido distrito, que ao chegarmos no local encontramos o indivíduo abaixo citado em um veículo gol, ao proceder com a abordagem encontramos no interior do veículo um revólver calibre. 32, n° 118919, sem marca aparente, desmuniciado. O condutor junto com a arma de fogo foram apresentado a Delegacia de Polícia para ser tomadas as medidas cabíveis.
MATERIAL APREENDIDO:
✅ 01 Revólver calibre .32, n° 118919, Sem marca aparente.
✅ 01 celular dourado Motorola
*CONDUZIDO:* E.D.A.F, RG: nascido em 19/10/79
LOCAL DA APRESENTAÇÃO:*21ª COORPIN, ITAPETINGA-BA
*FONTE:* 8ª CIPM
PMBA, uma Força a serviço do cidadão!
Nesta quinta-feira (16), a equipe técnica da Secretaria de Municipal de Infraestrutura esteve na Rua H do bairro Cidade Modelo, para a elaboração do projeto de pavimentação da via. O vereador Valdemir Dias (PT) foi responsável pela articulação do recurso de R$ 1 milhão, garantidos via emendas parlamentares do deputado federal Jorge Solla (PT), que serão destinados à obra.
Valdemir acompanhou a visita e comemorou o início do projeto. “Esse é mais um importante passo para a concretização da obra”, pontuou. “Parte do recurso já está garantido desde o começo deste ano, e em reunião com a Prefeita Sheilla Lemos e o Secretário de Infraestrutura Jackson Yoshiura, reforcei a necessidade urgente de iniciar a pavimentação”, completou.
Na oportunidade, o vereador agradeceu novamente o deputado Jorge Solla por seu compromisso com o município. “Prontamente, Solla atendeu mais um pedido para melhorias de Conquista. O deputado já destinou recurso para posto de saúde no Vila América, equipamentos agrícolas para Inhobim, e agora contribui para mais essa importante obra”, destacou.
A vacinação será exclusiva para os adolescentes desta faixa etária (12 a 17 anos, com comorbidades) acompanhados dos pais ou responsáveis, de 14h às 19h, no drive-thru da UFBA (Candeias) e nos pontos fixos da Escola Municipal Mozart Tanajura (Vila América), quadra esportiva da Fainor (Candeias) e 9º Batalhão da Polícia Militar (Ibirapuera).
Aconteceu na manhã dessa quinta-feira, 16, uma reunião entre a Fundação de Saúde de Vitória da Conquista, que administra o Hospital Esaú Matos, o Conselho Municipal de Saúde e as comissões de Saúde e de Direitos Humanos, Cidadania e Defesa da Mulher da Câmara Municipal, para debater o Relatório da Auditoria Nº 4.384, da Secretaria Saúde do Estado da Bahia (SESAB) – Auditoria SUS/BA. Durante a reunião, a Fundação fez um balanço dos problemas apontados na auditoria que já foram solucionados. As averiguações foram realizadas entre outubro de 2017 e março de 2018.
Representaram a Câmara, a vereadora Viviane Sampaio (PT), presidente das comissões, e Alexandre Xandó (PT), membro da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Defesa da Mulher.
Pendências seguem sem solução – Viviane afirmou que a realização da reunião foi positiva porque reuniu as duas comissões da Casa, o Conselho de Saúde e a Fundação, mas a solução dos problemas auditados ainda possui pendências. Ela explicou que não foi entregue o balanço da Fundação em formato impresso. “No primeiro balanço que foi feito, infelizmente, muitos dos apontamentos feitos pela auditoria, principalmente nas questões que comprometem a assistência ao paciente, a qualidade da assistência e a segurança do paciente e dos trabalhadores ainda estão sem cumprimento”, avalia.
A parlamentar considera preocupante a situação do Esaú Matos porque após dois anos não se resolveu problemas que podem levar o hospital a perder o credenciamento de instituição referência de gestação de alto risco e de UTI neonatal. A avaliação de Sampaio foi endossada pela conselheira de Saúde, Suzana Cristina Silva Ribeiro, que destacou que a precarização do Esaú afeta não apenas Conquista, mas toda a região. Suzana ainda advertiu para o fato de que o hospital pode perder repasse de recursos ao não fazer as adequações cobradas.
A vereadora também explicou que a Fundação tem até o dia 20 de setembro para entregar o balanço e documentos que comprovem o que já foi feito, além de um planejamento para a execução de ações restantes. Viviane frisou que após análise desses documentos, deverá acontecer uma reunião com a Secretaria Municipal de Saúde para tratar de questões referentes à competência da pasta, e uma visita ao Esaú Matos para fiscalização no próprio hospital.
Caráter informal da prestação de contas dificulta análise –Xandó frisou que a maioria dos problemas apontados já tinham sido identificados pelo próprio Conselho Municipal de Saúde, “que também vinha solicitando informação à Fundação, mas sem obter resposta”. Ele avalia que é preciso avançar na análise. “Apesar de vários pontos terem sido sanados, identificamos que alguns, como a CIPA [Comissão Interna de Prevenção de Acidentes] não está em atividade. É um ponto gravíssimo, já que se trata de um organismo referente à saúde do trabalhador”, detalhou.
O vereador criticou o caráter informal da reunião: “Foi informado somente de forma verbal. Ainda teremos que nos debruçar sobre os documentos que ficaram de ser encaminhados para o Conselho e para a Câmara de Vereadores. Somente a partir disso, nós poderemos observar de fato o que foi cumprido e o que não foi”.
Pandemia atrasou resolução dos problemas apontados pela auditoria – A assessora da Fundação, Ceres Neide Almeida Costa, comentou o relatório da SESAB, apontado a situação atual de problemas levantados pela averiguação. De acordo com Ceres, o aumento de despesas com pessoal ocorreu diante dos impactos da pandemia da Covid-19, já que muitos funcionários tiveram que se ausentar por motivos de saúde, sendo substituídos por outros profissionais, situação que onerou a folha.
Ela explicou que adequações como instalação de telas em janelas não puderam ser feitas porque nenhuma empresa se interessou pela licitação para a compra do material. A gestora observou que foi comprado máquina autoclave e poltronas removíveis, feita manutenção dos quartos de repousos, contratação de manutenção dos equipamentos de UTI, relatório de vacinação dos profissionais do hospital, entre outras ações. Ceres ressaltou que a pandemia impediu que se desse celeridade na resolução dos problemas.
É muito difícil encontrar um adjetivo para qualificar a morte de Víctor Jara. Hedionda, aterradora, as palavras parecem fracas quando comparadas aos fatos. Sua morte foi de inverossímil maldade. Uma das formas de se descaracterizar um tópico é recorrer à hipérbole, que é a intensificação do mesmo até o inconcebível, até o paroxismo. Pois a morte de Jara confronta este conceito tão caro aos lógicos. O inconcebível exagero do fato não o descaracteriza, apenas o intensifica.
Na manhã de 12 de setembro de 1973, Jara foi detido, juntamente com milhares de chilenos. No dia 16 de setembro de 1973, cinco dias após o golpe militar, ele encontrava-se preso no Estádio Chile, atual Estádio Víctor Jara (não confundir com o Estádio Nacional do Chile, onde também havia presos). Trata-se de um ginásio multi-esportivo. Mas passemos a palavra ao jornalista brasileiro Paulo Cannabrava Filho, autor de No Olho do Furacão: Fonte: sul21.com.br
Nos dias 18 e 19 de Setembro, o Shopping Paseo Candeias vai receber a sexta edição do Festival de Hambúrguer e Cerveja Artesanal, o Conquista Burguer Fest. O evento irá reunir as melhores hamburguerias, cervejarias, gastronomia de rua e food trucks da cidade. Para falar os detalhes do festival e sobre a retomada dos eventos em Vitória da Conquista, o programa Redação Brasil recebeu na manhã desta sexta-feira (17), o publicitário e produtor André Ará.
Ouça a entrevista na íntegra:
O programa Redação Brasil recebeu na O engenheiro sanitarista e ambiental, Severino Evangelista Neto, 34 anos, assumiu a gerência da Unidade Regional da Embasa em Vitória da Conquista na última quinta (9). Com MBA Executivo em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o novo gerente ingressou na Embasa em 2011 em Itamaraju até ser transferido para Vitória da Conquista em 2021.
Em Itamaraju, Severino Neto atuou como gerente de Esgotamento Sanitário, Gerente do Escritório Local de Teixeira de Freitas até assumir a gerência regional em 2017.
Na noite dessa quarta-feira, 15, a Câmara Municipal de Vitória da Conquista, por meio dos mandatos dos vereadores Fernando Jacaré (PT), Valdemir Dias (PT) e Luís Carlos Dudé (MDB), promoveu uma audiência pública para comemorar o Dia do Administrador, profissional responsável por gerenciar uma organização e que pode atuar em diferentes áreas, criando meios para que uma empresa ou instituição atinja os objetivos propostos. A data, instituída pela Resolução CFA Nº 65/68, é celebrada no dia 09 de setembro de cada ano.
A audiência aconteceu no Plenário Carmen Lúcia, com todos os critérios de segurança contra a Covid-19, a exemplo de distanciamento social e redução do público. O evento foi transmitido pelo facebook, YouTube e Rádio Web Câmara.

Fernando Jacaré
Após um momento musical com o cantor Maurício Sena, o vereador Fernando Jacaré (PT), proponente do debate, deu início ao evento destacando a importância do profissional de administração para o sucesso da empresa, e lembrou que esse foi um dos primeiros cursos da Uesb, já com 40 anos de existência. “Não consigo imaginar uma empresa sem um administrador competente, um profissional que possa direcionar as ações, a tomada de decisões. Só quem tem
uma empresa sabe da importância do administrador, talvez por isso seja um dos cursos de nível superior mais antigos da nossa cidade”, disse.

Valdemir Dias
Administrador por vocação e formação, o vereador Valdemir Dias (PT), coautor da audiência, iniciou sua fala cumprimentando o público e falou da sua alegria em celebrar o Dia do Administrador, com a presença de empresários, professores, alunos, empreendedores e demais pessoas ligadas ao seguimento administrativo. Lembrou que em 2019 não foi possível promover a audiência por conta da pandemia, mas ressaltou a importância da comemoração este ano, quando o Curso de Administração da Uesb completa 40 anos. “Foi o primeiro curso de Administração da cidade e um dos primeiros da Uesb, começou como Escola de Administração e chegou ao que é hoje. Temos um curso maravilhoso em uma universidade pública de qualidade, que faz um trabalho excelente e todo ano coloca dezenas de profissionais gabaritados para atender aos mercados regional, estadual, nacional e mundial para atuar nas organizações”, afirmou.

Ricardo Marques
O presidente do Conselho Regional de Administração, Ricardo Marques, agradeceu à Câmara pelo empenho na realização da audiência. Lembrou da importância do tema, que considera relevante para a sociedade. “Neste ano, o primeiro curso de Administração de Vitória da Conquista, o da Uesb, chega a 40 anos. Se a gente for observar a nossa cidade 40 anos atrás e hoje, do ponto de vista da gestão, do planejamento e da administração das organizações, a gente percebe o papel importante que tivemos no desenvolvimento da nossa cidade”, disse. Também destacou a importância das demais faculdades, do CRA, e das empresas do município para o segmento administrativo, Concluiu parabenizando a todos os colegas pelo Dia do Administrador.

Marcelo Neves
Professor da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), o administrador Marcelo Neves Costa falou da importância do Curso de Administração implantado pela Uesb há 40 anos e que possibilita a exportação de profissionais para o país inteiro e, quiçá, para o mundo. “A Uesb tem que ser colocada em primeiro patamar no contexto do Curso de Administração e da profissão de administrador em nossa cidade, mas não podemos esquecer das demais instituições de ensino e outras que fomentaram a profissão de administrador, notadamente as organizações do setor público, do setor privado, do terceiro setor, além da nossa representação no CRA”, disse. Segundo Marcelo Neves, é preciso compreender a administração como necessária para o mercado, para as empresas e para todos os espaços que necessitam fazer algo de forma planejada e organizada para gerar bons resultados. “A necessidade do administrador nas organizações e nos espaços sociais é muito grande, porque se faz administração para o bem do Estado, das organizações públicas em que o Estado se torna regulador e a gente precisa entrar mais firme nesse contexto para não pensar apenas na perspectiva do empreendedorismo e do mercado”, afirmou.

Maria Augusta
A gerente Administrativa da Cadisbel, Maria Augusta Bahiano, destacou a importância da Uesb como agente transformador da cidade e da região, contribuindo fortemente com o desenvolvimento de Vitória da Conquista, e também das demais instituições de ensino, a exemplo de Fainor, FTC e Uninassau, que também oferecem o Curso de Administração. Disse que falar do papel do administrador é algo interessante e desafiante, por se tratar de uma profissão que precisa ser mais valorizada, principalmente nesse momento de crise em que fica evidente a importância do administrador não só como executor, mas também como gestor que lida com todas as mudanças e transformações do mundo, com a imprevisibilidade. “Eu vejo a administração não só circunscrita dentro do ambiente das organizações, mas também como agente transformador da sociedade”, pontuou.

Karine Grise
Representando o Sebrae, a administradora Karine Grisi disse que também é egressa da Uesb, tendo atuado posteriormente em várias áreas da administração. Grisi explicou que além de tornar as organizações competitivas, a administração também deve promover resultados para os empreendedores sem esquecer de fazer a diferença enquanto agente transformador da sociedade. “Precisamos agir de forma muito mais efetiva para transformar a sociedade num momento extremamente delicado do ponto de vista dos conflitos do radicalismo, com a convivência humana e as relações sociais cada vez mais difíceis”, disse, acrescentando que o administrador é treinado para resolver conflitos.

Paulo Gadas
Após um breve relato sobre sua paixão pela área administrativa, o administrador da Santa Casa de Misericórdia, Paulo Roberto Gadas, iniciou a fala dizendo que a administração é desafiante. “Ela nos desafia todos os dias, todos os dias temos algo novo para aprender”. Ele aproveitou para questionar o método de ensino do Curso de Administração, que, no seu entendimento, precisa ser reavaliado, pois o curso ensina a teoria, mas as empresas são feitas de resultados que também precisam ser ensinados na sala de aula. “Não adianta ensinar o planejamento estratégico se não ensinar como se usa a ferramenta. Uma das coisas que eu questiono na sala de aula é que a gente leva muita teoria e pouca prática. E a prática tem que ser trazida para a sala de aula, pois ela faz parte do método”, disse.
Gadas também questionou a falta de administradores nas empresas e a falta de união da categoria para lutar por direitos. Ele citou o projeto de lei que visa elevar o piso salarial do enfermeiro para R$ 4 mil. “Enquanto isso têm administradores trabalhando por um salário-mínimo. O engenheiro, o médico e o enfermeiro são profissões belíssimas, mas a nossa profissão também merece respeito e crédito”.

Maria Helena
A administradora Maria Helena de Matos Lima Nunes relatou parte de sua história, que começou com a formatura em 1982, ingressando, em seguida, no Instituto de Administração Financeira (Iapas), ligado ao Ministério da Previdência Social, e depois em vários outros órgãos, a exemplo da Caixa Econômica e da Receita Federal. “Tenho certeza que contribuí na gestão pública desse país, principalmente na federal, atuei no serviço público durante 31 anos, dos quais 25 anos como gestora. Descobri, estudando, que não existe diferença entre gestão pública e privada, o que muda é o contexto em que a gestão acontece”, disse. Ainda segundo ela, no serviço público descobriu que gerir não é usar técnica, é pensar estrategicamente a organização, é analisar os contextos políticos, econômicos, sociais, ambientais para permitir à empresa, com toda essa complexidade, a superar os desafios. “Ensinar gestão na escola é fazer com que os nossos alunos pensem de forma diferente, de forma estratégica, e não só operacionalmente, ensiná-lo a usar as ferramentas, a ter uma visão mais ampliada da gestão”, pontuou. Em seguida, Maria Helena leu um texto de sua autoria que defende a administração como a arte de gerir pessoas, processos, recursos financeiros e tecnológicos.

Wesley Piau
Wesley Gusmão Piau, administrador e professor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), disse que teve duas grandes oportunidades em sua vida: a de ser administrador e a outra ter se tornado professor do Curso de Administração da Uesb. “Nos proporcionou um ambiente de trabalho, de pesquisa, de reflexão e de amadurecimento. Temos muito que agradecer a existência dessa universidade”, afirmou. Segundo Piau, a profissão de administração é a garantia do desenvolvimento da região, mas informou que se trata de uma profissão muito atacada e que o Conselho Regional de Administração tem dificuldade para proteger o exercício da profissão.

Rejane Silva
Representando o Sicoob Credicoop, Rejane Silva de Almeida destacou que não escolheu a administração, foi escolhida por ela, pois desde criança já se envolvia com os afazeres de casa. “Eu já me sentia administradora ali”. Formada há 29 anos, Rejane disse que o ambiente acadêmico é o que transforma e que proporciona o desenvolvimento na carreira profissional. Aproveitou para fazer um relato de sua vida profissional, que teve início como administradora no serviço público municipal, em 1987, como estagiária. “Em 92 me formei e fui efetivada como administradora do município. Há 24 anos criamos uma cooperativa de crédito no município. Foi um desafio muito grande, pois estávamos com salários atrasados, mas conseguimos convencer 30 colegas para entrar com a gente neste desafio. E hoje temos quase 5 mil associados e três agências em Conquista. Trabalhar com gente é um desafio muito grande, mas na minha trajetória adquiri essa habilidade”, salientou, e aproveitou para cumprimentar o colega administrador Pedro Euvaldo.