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O poder das palavras sussurradas no ouvido fez as pessoas se arrepiarem na manhã desta quinta-feira (16), com a Biblioteca DONARAÇA, que abrilhantou o público com a apresentação “Sussurros Poéticos”.

O Sussurro Poético é uma ideia da Biblioteca DONARAÇA e tem o intuito de incentivar as pessoas a se apaixonarem pela literatura. A atividade trouxe poetas da cidade de Vitória da Conquista, que já têm o dom de recitar poesias, para sussurar poemas de poetas famosos e admirados pelo público. Os convidados deixaram a apresentação ainda mais bela e sensível.

Para o psicólogo e coordenador do projeto, Josué Brito, a Biblioteca DONARAÇA tem a missão de incentivar o hábito da leitura, levando livros para zona rural e bairros periféricos. Ele relata a importância da sensibilização através do texto como forma de incentivo à literatura. “Achamos que o livro é um direito de todos, seguimos a ideia de que a sensibilização através do texto é um canal essencial para a pessoa se apaixonar pelo texto literário.”

Shirley Oliveira é policial militar, escritora e poetisa, e foi uma das convidadas pela Biblioteca para ser uma das vozes do Sussurros Poéticos. Para ela, a experiência foi um momento fantástico. “Uma experiência única. Nós pegamos alguns poemas de poetas conhecidos e sussurramos através de um tubo no ouvido das pessoas que iam passando. É muito interessante ver as pessoas se arrepiando, né? Um simples verso tem esse poder quando sussurrada ao pé do ouvido. Foi uma experiência fantástica pra mim.”

A enfermeira obstetra Queila Marques participou da atividade e esteve do outro lado do projeto. Ela foi contemplada com um sussurro em seu ouvido de um poema da poetisa Cecília Meireles. Para Queila, a experiência foi arrepiante durante todo o momento. “Tive uma experiência maravilhosa. Ouvir a poesia de Cecília Meireles aqui, ó, sussurrada no ouvido bem de pertinho, que delícia. Só em falar eu já estou novamente toda arrepiada. Nunca tinha tido essa experiência de ouvir uma poesia sussurrada no ouvido. Foi maravilhoso.”

Esses são os poderes das palavras, elas arrepiam, acalmam e abrilhantam os corações. São expressões que transcendem as barreiras do tempo e do espaço, conectando-nos a experiências humanas universais. Através das palavras habilmente entrelaçadas, a poesia sussurra emoções profundas e desperta sentimentos que muitas vezes permanecem latentes.

O Sussurro Poético foi uma das atividades da Biblioteca DONARAÇA, que apresentou na FliConquista uma programação extensa de debates literários e experiências astravés da literatura.

A Biblioteca DONARAÇA está presente na FliConquista até sábado, 18 de novembro. Confira a programação completa.

Texto: Vitor Barbosa. Parceria FliConquista, sob orientação de Paula Janay, e Avoador, produto laboratorial da disciplina Jornalismo Digital, do curso de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb).

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A FliConquista sediou, na manhã desta quinta-feira (16/11), o Encontro da Rede Colaborativa de Feiras e Festas Literárias, no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima. A mesa contou com a presença do Secretário Estadual de Cultura, Bruno Monteiro, da Curadora da FliConquista e da Fligê, do Presidente do Conselho Estadual de Livro e Leitura, Jocivaldo Bispo da Conceição dos Anjos, e de Vladimir Pinheiro, Diretor Geral da Fundação Pedro Calmon.

Mesa do Encontro da Rede Colaborativa de Feiras e Festas Literárias da Bahia.

A reunião, que constitui uma Etapa Livre da Conferência de Cultura, reúne curadores, organizadores de eventos literários, produtores, editores, autores, professores e parlamentares. Seu objetivo foi promover publicações, avaliações e sugestões de melhoria do suporte do Governo do Estado para eventos literários.

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Com a entrega da Escola Municipal José Lopes Viana, nesta quinta-feira (16), são exatamente 75 escolas reformadas desde 2021 pela Prefeitura de Vitória da Conquista. A revitalização da escola do bairro Campinhos aconteceu em etapas, desde a ampliação, em 2022, até a finalização em 2023. E no momento que a comunidade escolar comemora toda essa transformação, mais uma boa notícia foi anunciada: a escola, que atualmente tem duas extensões, será ampliada para que todos os 500 alunos se reúnam em um só espaço.

Sheila Lemos saudou a todos que fazem a escola funcionar, reforçando que somente a educação transforma a sociedade. “Saber que nossos filhos têm um local digno para estudar, que os nossos professores e os nossos servidores da educação têm um lugar digno para trabalhar, isso nos deixa muito alegres. Assim nós vamos estar contribuindo verdadeiramente para uma educação de qualidade no nosso município, pois não temos como fazer uma educação de qualidade, se não temos escolas de qualidade”, declarou a prefeita, lembrando ainda que as escolas reformadas seguem o mesmo padrão, seja na cidade ou na Zona Rural.

Para o secretário municipal da Educação, Edgard Larry, o momento também foi de celebração. “Hoje é um dia festivo. Não fosse a determinação da prefeita para melhorar as condições do nosso município em vários âmbitos, não teríamos chegados a esse patamar de dignidade para acolher nossos alunos, nossos professores, nossos servidores e nossos gestores escolares. Que este equipamento fique para a responsabilidade, não só da escola, mas da comunidade”, discursou o secretário.

“Sinto-me honrada por estar diretora em um momento tão importante para esta escola e sigo na confiança que muitas conquistas estão por vir. Minhas palavras hoje são de gratidão”, declarou a diretora Manoela Lima que agradeceu aos gestores, professores e servidores por caminharem na busca do mesmo objetivo, “que é a aprendizagem dos nossos alunos em um ambiente digno e agradável. As mudanças foram muitas e todas as mudanças feitas aqui na escola foram para melhor”, concluiu.

Na cerimônia de reinauguração da escola, os alunos do 2° ano e professores entoaram o hino à Conquista. O líder da bancada de situação, Edjaime Rosa de Carvalho – Bibia, parabenizou as crianças pela apresentação e em seguida deu os parabéns à prefeita Sheila Lemos e ao secretário municipal de Educação pela transformação que os dois estão fazendo na Educação, e à ex vice-prefeita Irma Lemos pelo trabalho que fez quando esteve à frente da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. “Que alegria nós temos com essas duas mulheres fortes de Vitória da Conquista”, resumiu.

A instituição oferece da educação infantil ao ensino fundamental, nos turnos matutino e vespertino, para 500 alunos matriculados. Em breve, a reforma da escola do Simão, bairro vizinho, também será entregue à comunidade.

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Para reforçar as ações de combate ao Aedes aedypti, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) solicitou o apoio da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), que enviou seis veículos fumacê que já estão fazendo a pulverização do inseticida a Ultra Baixo Volume (UBV) em 26 bairros e loteamentos da cidade, desde terça-feira (14), seguindo até o dia 29 de novembro.

A SMS solicita aos moradores que mantenham portas e janelas abertas enquanto o fumacê estiver pulverizando o UVB – o produto é inofensivo aos seres humanos e age somente na eliminação dos insetos adultos com asas.

Veja as localidades onde o fumacê está circulando:

Alvorada
Bem-Querer
Conquistinha
Campinhos
Conveima II
Cidade Serrana
Ipanema
Jardim Guanabara
Jardim Copacabana
Loteamento Leblon
Morada dos Pássaros I, II e III
Recantos dos Pássaros
Vila Marina
Morada da Primavera
Morada Nova
Nossa Senhora Aparecida
Orfanato
Recanto das Águas
Simão
Senhorinha Cairo
Sumaré
Uesb
Vila Serrana
Cruzeiro

A coordenadora do Centro de Controle de Endemias do município, Gabriela Andrade, explicou que esta é a quarta fase de aplicações de UVB na cidade. “Nesses bairros, o fumacê não tinha passado nas etapas anteriores que foram realizadas, com exceção apenas do bairro Cruzeiro, que é um local onde está havendo subnotificação, e o bairro Recanto das Águas, que apresentou um índice de infestação alto no último levantamento”, explicou Gabriela.

Os veículos percorrerão 1.226 hectares, atingindo uma área de 41.550 imóveis, no início da manhã e à noite, cumprindo cinco ciclos de trabalho em cada bairro, com intervalo de três dias entre os ciclos. Vale lembrar que o fumacê está autorizado a transitar pelas ruas em qualquer sentido das vias (mão e contramão), com pisca alerta ligado, em velocidade de 15 km por hora.

Ainda segundo a coordenadora, já foi observado um aumento nas notificações de dengue, zika e chikingunya, principalmente neste período que são registradas altas temperaturas, cenário ideal para a reprodução do mosquito. Neste ano, foram registradas 3.740 notificações suspeitas de dengue, zika e chikungunya no município, com 1.310 casos confirmados dessas doenças, dos quais: 943 de dengue, 355 de chikungunya e 13 de zika. Já foram descartados para arboviroses outros 2.200 casos.

Por isso, a população não pode vacilar nos cuidados dentro de casa, pois o fumacê é capaz de eliminar somente os mosquitos adultos e não as larvas depositadas na água. É fundamental manter a limpeza de todos os espaços e eliminar todos os recipientes que possam acumular água e possíveis focos do mosquito.

Para denunciar qualquer situação de risco, entre em contato com o Centro de Controle de Endemias pelo número: (77) 3429-7419, que os agentes irão até o local para fazer a vistoria.

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Foi realizada na tarde desta quinta-feira (16), no Plenário Carmen Lúcia, uma audiência pública que discutiu a Lei Orçamentária Anual referente a 2024. A iniciativa é da Comissão de Finanças e Orçamento (CFO), presidida pelo vereador Luciano Gomes (PCdoB).

Participaram desse debate o presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, Luciano Gomes, a representante da secretária de Governo, Geane Oliveira, representantes das secretarias de finanças e saúde,  secretário de Transparência e Controle José Raimundo.

O vereador Luciano Gomes (PCdoB) abriu a audiência relatando a importância da discussão, que segundo ele, cumpre a legislação, que pede a realização das audiências . Lembrou que já houve discussões sobre a LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias, na Casa do Povo e que agora se discute o orçamento 2024 e a aplicação de recursos no município. Lembrou das emendas impositivas que constam na LDO e pediu que elas sejam cumpridas pelo Executivo, pois é uma forma de atender as demandas das comunidades.

Romar Souza Barros, representando a secretaria de finanças, disse que a Prefeitura Municipal vem apresentando propostas, através da LOA, que promovam qualidade de vida a população e que a secretaria de finanças tem  a função de fiscalizar de forma detalhada todo orçamento aplicado garantindo o comprometimento do recurso público.

José Raimundo, representante da Secretaria de Transparência e Controle, cumprimentou todos os presentes na mesa e afirmou que a lei orçamentária anual é extremamente importante para a organização financeira do município, ele destacou que é feita ‘na ponta do lápis’ para entender com clareza quais são os investimentos que a cidade necessita. A lei orçamentária anual é a junção do

planejamento macro com o planejamento de curto prazo, e é um instrumento  para ter a estimativa da receita e da despesa.

Edinael Pardim, trouxe explicações sobre o que é a Lei Orçamentaria, destacando que é compatível a Lei 2809/2023 e referente ao orçamento de 2024, dando o direcionamento aos trabalhos realizados pela gestão municipal.  Descreveu tudo o que está relacionado na LOA, de  despesas com pessoas, manutenção, investimentos e ampliação do patrimônio público  municipal, relatando valores referentes a cada área. (segue em anexo)

Geane Oliveira, Secretária Municipal de Governo, declara que os números mostram que o crescimento do orçamento é proporcional ao crescimento da receita do município. Aproveitou a audiência para lembrar os presentes que a reforma tributária (PEC 45/2019), que está em votação no Senado, pode representar mudanças efetivas na Lei Orçamentária Anual, assim destacou que “orçamento não é financeiro, é projeção, e como tal, está sujeita a adaptação”. Segundo ela, a Prefeitura de Vitória da Conquista tem feito peças orçamentárias que não destoam da realidade do município, e é de extrema importância que a população fique atenta e participe das Audiências Públicas, propostas pela Câmara, para tirar dúvidas e se informar.

Edivaldo Ferreira Júnior, vereador (PTB), parabenizou a realização da audiência, lembrando que várias secretarias foram representadas, para tratar desse assunto tão importante. Lembrou que a Lei é dinâmica pois podem ocorrer remanejamentos, suplementações no decorrer do ano  e que “o papel da casa Legislativa é fiscalizar e acompanhar a aplicação correta dos recursos. “Não podemos deixar de falar aqui das emendas impositivas. São direitos dos parlamentares, é através delas que podemos indicar algo que os moradores precisam”, falou, pedindo que “possamos avançar nessa questão”.

Apresentação do Projeto da Lei OrçamentáriaAnual do Município de Vitória da Conquista – BA (Clique Aqui)

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Com o adiamento para o ano que vem do debate sobre a meta fiscal, ganha força no governo a possibilidade de alteração do alvo para as contas públicas em março. Não seria a primeira vez que uma mudança ocorreria em meio à execução do Orçamento.

A revisão da meta fiscal figura como solução frequente adotada por diferentes governos desde a aprovação da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).

Ao longo de 23 anos, houve mudança do alvo perseguido pela política fiscal em 14 exercícios, em geral para autorizar um desempenho das contas pior do que o inicialmente prometido.

As estratégias foram as mais diversas e incluíram desde a alteração do número a ser alcançado até o desconto de valores relacionados a investimentos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) ou desonerações —expediente criticado por economistas no passado por comprometer a credibilidade da própria meta fiscal.

Ao apresentar o novo arcabouço fiscal, Haddad sinalizou a intenção de zerar o déficit já em 2024, objetivo reconhecido como “ambicioso” pelos próprios integrantes do Executivo.

Para alcançar o alvo, fixado na proposta de LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) enviada pelo governo ao Congresso, o ministro precisa ser bem-sucedido na obtenção de R$ 168,5 bilhões em receitas extras. Isso é considerado improvável por economistas e pela ala política do próprio governo.

No fim de outubro, em café com jornalistas no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que a meta fiscal não precisa ser zero e que esse resultado dificilmente será atingido, pois ele não quer realizar cortes em investimentos e obras no ano que vem.

Para uma ala do governo, um déficit correspondente a 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto) não seria um problema. A fala do petista deu a senha para integrantes do núcleo político, que passaram a pressionar por uma mudança no alvo da política fiscal de 2024.

Nesta quinta (16), o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) afirmou que o Executivo não agirá por uma mudança. “Não existe e não vai existir qualquer iniciativa do governo de alterar essa meta fiscal”, afirmou Padilha.

O relator da LDO, deputado Danilo Forte (União Brasil-CE), afirmou após reunião com a equipe econômica que o governo manteve a meta fiscal zero, mas citou a possibilidade de revisão “no futuro”.

Sob o objetivo de déficit zero, economistas avaliam que Haddad precisará impor, já no começo do ano que vem, um freio bilionário nos gastos para evitar o estouro da meta no primeiro ano de vigência do novo arcabouço fiscal.

A nova regra fiscal exige que o gestor adote providências para evitar o descumprimento do alvo e prevê que a trava pode chegar a 25% das despesas discricionárias, parte não obrigatória dos gastos que inclui custeio e investimentos.

Isso significa que o contingenciamento poderia chegar a R$ 53 bilhões. Como as incertezas já superam esse valor, a avaliação preliminar dos especialistas é de que há risco elevado de o governo começar 2024 sob uma trava significativa —algo que Lula disse não querer.

A versão inicial do novo arcabouço fiscal, proposta pela equipe de Haddad, não previa a necessidade de contingenciamento. O limite de despesas era dado pela regra, e o resultado das contas públicas seria como uma variável de ajuste, flutuando conforme o ingresso de receitas no caixa do governo.

A solução foi mal recebida pelo mercado e pelos integrantes do Congresso, que trabalharam pela inclusão do dever de contingenciar recursos em caso de ameaça à meta fiscal.

A decisão do Legislativo acabou dando ainda mais peso aos objetivos ambiciosos de Haddad, uma vez que sua frustração pode gerar consequências práticas —indesejadas pelos políticos que querem manter as despesas intactas e crescentes.

Nos bastidores, uma ala do governo vê a decisão de Haddad de prometer um déficit zero já em 2024 como um erro político. A avaliação desse grupo é que o mercado compreenderia uma sinalização, desde o início, de um ajuste contínuo, embora mais gradual. Agora, eventual flexibilização do alvo trará mais desgaste.

Representantes do governo citam, sob reserva, a estratégia do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles como exemplo.

Ao assumir o cargo, após o impeachment de Dilma Rousseff (PT), Meirelles alterou a meta de 2016 para um déficit de até R$ 170,5 bilhões. Já na época, a avaliação era de que número continha uma gordura —o resultado efetivo de fato foi melhor, com um déficit de R$ 159,5 bilhões, em valores da época.

Em 2017, Meirelles se deparou com uma queda na arrecadação, atribuída na ocasião ao rápido processo de desaceleração da inflação. O ministro chegou a propor um cardápio de medidas para elevar receitas, incluindo aumento de tributos, o que foi rechaçado pela ala política.

Em agosto daquele ano, Meirelles anunciou a revisão das metas de 2017 e também de 2018 (que havia sido sancionada um dia antes). Os alvos, antes negativos em R$ 139 bilhões e R$ 129 bilhões, respectivamente, foram alterados para um rombo de até R$ 159 bilhões em ambos os exercícios.

No fim das contas, o então governo Michel Temer (MDB) acabou entregando resultados melhores até mesmo do que o fixado nas metas iniciais. O resultado ficou no negativo entre R$ 116 bilhões e R$ 118 bilhões nos dois anos.

A leitura de petistas é que Meirelles traçava metas mais folgadas e entregava resultados melhores, o que poderia gerar uma percepção de esforço fiscal maior do que o obrigatório.

Ainda na visão dessa ala, ao propor objetivos mais ousados, Haddad corre o risco de frustrar expectativas, mesmo que consiga percorrer metade do caminho almejado —o que já seria um esforço considerável de arrecadação.

Na Fazenda, as metas fiscais ambiciosas são vistas como um motivador para a busca das medidas de receitas necessárias para reequilibrar as contas. Por isso, a equipe de Haddad resistiu a uma mudança agora no alvo da política fiscal, diante do risco de que isso desmobilize o Congresso na aprovação das iniciativas em tramitação.

O Banco Central faz coro à posição do Ministério da Fazenda e defende a importância de o governo persistir no objetivo para demonstrar compromisso com o reequilíbrio fiscal — algo que poderia influenciar inclusive nas decisões de juros da instituição.

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Em partida realizada na noite desta quinta-feira (16), no Estádio Metropolitano, em Barranquilla, o Brasil perdeu, de virada, para a Colômbia, por 2 a 1, pela 5ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. O gol brasileiro foi marcado por Gabriel Martinelli antes de Luis Díaz, duas vezes, virar para os colombianos. Essa foi a segunda derrota seguida brasileira, que veio de revés para o Uruguai, na 4ª rodada. Pela primeira vez na história, o Brasil perdeu duas vezes consecutivas nas Eliminatórias Sul-Americanas.

 

Com o resultado, a Seleção estacionou nos 7 pontos e caiu para a 5ª colocação das Eliminatórias atrás de Argentina (12), Uruguai (10), Colômbia (9) e Venezuela (8). Na próxima rodada, o time do técnico Fernando Diniz enfrenta a Argentina, na próxima terça-feira (21), às 21h30, no Maracanã, pela 6ª rodada do qualificatório sul-americano.

 

Vale lembrar que após a expansão da Copa do Mundo de 32 para 48 seleções, os seis primeiros colocados das Eliminatórias Sul-Americanas se classificam para o Mundial e o sétimo joga uma qualificatória contra representantes da África, Ásia e América do Norte. No momento, antes do fim da partida Chile x Paraguai, que fecha a rodada, os sete primeiros colocados, em ordem, são: Argentina, Uruguai, Venezuela, Colômbia, Brasil, Equador e Paraguai. Chile, Bolívia e Peru aparecem nos três últimos lugares.

 

A última derrota brasileira para a Colômbia havia acontecido na Copa América de 2015. Antes da noite de hoje, o Brasil vinha de sete jogos sem perder para os colombianos, somando quatro vitórias e três empates. 

 

1° TEMPO

 

A Seleção foi para o confronto desfalcada de alguns dos seus jogadores importantes como Ederson, Danilo, Éder Militão, Casemiro e Neymar.

 

Logo aos 2 minutos, o Brasil teve uma grande chance de abrir o placar. Em boa trama do ataque canarinho, Raphinha tocou de calcanhar para Emerson Royal que cruzou na medida para Vini Jr. Livre, o jogador do Real Madrid cabeceou por cima do gol de Vargas.

 

Mas não demorou para a pressão inicial brasileira resultar em gol. Aos 3 minutos, Gabriel Martinelli fez linda tabela com Vini Jr., saiu na cara do gol e tocou rasteiro no canto esquerdo de Vargas. Este foi o primeiro gol do jogador do Arsenal com a camisa da Seleção Brasileira em oito jogos.

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Dos 1.465 mortos pela polícia baiana em 2022, os pretos foram 94,76%. O dado consta no boletim “Pele alvo: a bala não erra o negro” da Rede de Observatórios de Segurança, publicado nesta quinta-feira (16). De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do mesmo ano, esse grupo representa 80,80% da população na Bahia.

 

No ano passado, a Bahia pela primeira vez, chegou ao topo do ranking dos estados que mais matam pela ação de agentes de segurança, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública monitorados pela Rede de Observatórios. Entre 2015 (quando o estado registrou 354 mortes) e 2022, houve um aumento de 300% nessa taxa de letalidade, que atingiu principalmente a população negra. Os jovens de 18 a 29 anos representam 74,21% das vítimas.

 

Há quatro anos a Rede de Observatórios monitora as informações sobre a cor da letalidade causada por ação policial a partir dos dados obtidos junto às secretarias estaduais de segurança pública via Lei de Acesso à Informação (LAI). Nesta edição, além da Bahia, são avaliados os números e registros de Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.

 

“É importante ressaltar que a Bahia é o estado que mais justifica suas operações policiais baseado na ideia de “guerra às drogas” – vitimando a população majoritariamente negra e da periferia, como também os agentes de segurança que são negros, em sua maioria, mas atuam na ponta de lança de uma política falida. Esse contexto de morte como política de Estado financia e colabora com o genocídio da juventude negra diariamente”, diz Larissa Neves, pesquisadora do Observatório da Bahia.

“Visto que o uso de ‘força máxima’ em contenções de crises de segurança pública em Salvador, mais especificamente em territórios negros da cidade, são recorrentes, as operações policiais não chegam a fundo no problema e a prioridade acaba não sendo a vida das pessoas”, complementa.

 

Apenas Salvador registrou a morte de 438 pessoas, sendo 394 (89,95%) negras. A 115 quilômetros de distância, foram lavradas mais 86 vítimas em Feira de Santana e, a apenas a 41 quilômetros de distância da capital, em Camaçari, outras 43 vítimas, sendo esses os três municípios com o maior número de casos na Bahia.

 

PELE ALVO

O novo boletim revela que a cada quatro horas uma pessoa negra foi morta, em 2022, pela polícia nos oito estados monitorados pela Rede de Observatórios da Segurança, sendo eles: Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.

 

Considerando os dados oficiais sobre raça e cor disponíveis, eram negros 87,35% (ou 2.770 pessoas) dos mortos por agentes de segurança estaduais no ano passado. Como nos estudos anuais anteriores, o novo monitoramento demonstra o alto e crescente nível da letalidade causada pela polícia a pessoas negras.

 

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Nota de pesar pelo falecimento de Cláudia Brito

A Prefeitura de Vitória da Conquista manifesta profundo pesar pelo falecimento de Cláudia Brito, ocorrido nessa quarta-feira (15).

Cláudia compôs a equipe de gerentes de Proteção Social Básica e Especial da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes), tendo atuado no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), sendo esse último, o CRAS 7 – Nossa Senhora Aparecida entre os anos de 2019 e 2020.

Neste momento de dor, a Prefeita Sheila Lemos, o secretário Municipal de Desenvolvimento Social, Michael Farias, e toda equipe do Governo Municipal manifestam pesar e solidariedade aos familiares e amigos.

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Carta-Poema dedicada a primeira Edição do FliConquista.

“Declaro terminantemente – e num claro instante que não há de passar enquanto alguém pousar os olhos d’água sobre tais afirmações – que seus direitos têm o mesmo valor, forma e dimensão que os meus.

Inalienáveis, portanto, ainda que não tão ardentes (ou tão publicados em papel).

Dito isso, confesso que meus dias ainda acordam ouvindo velhas canções de Caetano.

Não são mais como as canções de protesto, são fins de semana abaixo da superfície do mar, relativamente afogados, contidos, mas que não se fazem de desentendidos.

Tem sido dias de sol abrasador, com poucas nuvens, proclamados por algumas esvaziadas aspirações, mas ainda inspirados por presentes histórias, quase felizes, agridoces, histórias que alguns leem e outros reconhecem.

Manifesto, portanto, que é chegada a hora de me compelir contra qualquer convite ausente ou silenciado.

Vou-me reunir no átrio, fazer um movimento entre a porta da rua e o hall da escadaria, de mãos dadas com minha mãe – ela, sim, expressamente convidada e ela mesma abrindo portas e janelas, com gestual comedido, reações em elevado grau, defesas elegantes, num modo tão afável quanto firme e que, por ela, eu poderia amanhecer sem contestação.

No entanto, estarei lá, agrupado entre os meus, protegido por obras literárias, defendendo que merecemos uma casa no campo, uma canção no vento, um sol brando na cabeça, um espaço, um aceno à conquista e à partilha do pão.

Sinto, tanto quanto vejo, por amor às causas perdidas, que precisamos sair em paz, comprar flores, trocar miúdezas sobre a Gamela, sobre as paisagens e os poemas, colecionar lembranças, “sentificar” o manifesto poético, repousar o veleiro de nossas esperanças para, quem sabe, na próxima edição, no próximo cáustico verão, chegue por baixo da porta uma convocação oficial.

Confesso, agora com clareza, que desejamos visibilidade e uma conversa inteira, com todas as suas partes, toques, braços, apertos de mão de cada um de nós mesmos, os não-lidos, os não-reconhecidos, os não-agendados.

Não sou mais tão forte (nem tão incensado de sândalo) quanto nos tempos do desbunde, mas minha voz e a palma de minhas mãos e os dedos em riste ainda pertencem, todos eles, ao anseio de alma de que um novo arranjo encantador afirme um pouco mais essa nossa vida de escritor.

Queremos pertencer, agitar o rumo do coração com a força devida.

Queremos cenas literárias (e de cinema, canções, lenços e documentos), o ir e vir sem pedir licença, o meio do tudo ou só um banho de alma de rio desnudado (por hora, soterrado).

Que seja, pois, banho de mar invadindo o sertão, ou do direito de, então, conquistar este mar.

Anuncio, no raiar do dia, que nós, feitores invisíveis das letras, devemos agir cônscios, agregados e festivos nesta carta com remetente.

Poderíamos ser desordem, confusão, vozeria ou estupor, mas o melhor mesmo é que façamos amor, não rumores de guerrilha.

Afirmo, pois, sem política e com opinião, que temos um sonho.

O anseio de um lugar consciencial onde exista tempo e gente pra ler o nosso escrever do dia que vai nascer.

Um frescor em meio à solidão da luz baixa da escrivaninha.

Um hoje, nem por bem ou mal, superior ou inferior…um hoje com a liberdade de expressar, de receber e doar, de seguir com os dias ensolarados sob a sombra de um ipê, mas com convite ao sopro deste testemunho. 

Ou – não pela metade – a um sorvete de coco com tangerina.

É a declaração manifesta dos direitos meus e seus, escritos e pronunciados sob rara brisa numa varanda sem piscina.”.

(Marco Jardim)

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