Na expectativa da retomada do julgamento sobre a descriminalização da posse de drogas para consumo pessoal, que pode ocorrer nesta quinta (1º), Ministério Público de São Paulo e partes interessadas no processo enviaram manifestações ao STF (Supremo Tribunal Federal) para reforçar argumentos favoráveis ou contrários à tese.
A Promotoria afirmou que “a criminalização da posse de drogas para consumo pessoal é, no Brasil, no momento atual, um imperativo, se realmente se quiser enfrentar os graves problemas de saúde e de segurança públicas”.
O julgamento do recurso que pede a descriminalização da posse individual de drogas está previsto para ser retomado pelo Supremo após quase oito anos desde que foi interrompido por um pedido de vista (mais tempo para analisar) apresentado pelo ministro Alexandre de Moraes. O caso, no entanto, é apenas o terceiro item da pauta do plenário, o que significa que pode não ser apreciado no dia.
No documento endereçado ao relator do processo, ministro Gilmar Mendes, a Promotoria diz ainda que “a ausência de criminalização da última etapa da cadeia de comércio traria virtual desproteção” de direitos fundamentais e sociais. O documento é assinado pelo procurador-geral de Justiça, Mário Luiz Sarrubbo.
A Promotoria é parte no processo do STF porque o debate gira em torno de um caso originário de São Paulo. A decisão final da corte terá repercussão geral -vai balizar a análise dos processos relativos ao tema em toda a Justiça.
A Promotoria disse ainda que a aquisição de substâncias psicoativas ilícitas pelo usuário é apenas o ato final de uma longa cadeia de delitos.
Se a repressão ao comércio ilegal é um imperativo constitucional, afirmou o órgão, “não se compreende como o Estado poderia cumpri-lo, se na outra ponta do tráfico estará o usuário, sem estar sujeito a limites impostos pela lei”.
A Defensoria Pública de São Paulo, a Pastoral Carcerária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a Conectas Direitos Humanos, a ABGTL (Associação Brasileira de Lésbicas Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexo) e a Iniciativa Negra Por Uma Nova Política de Drogas, por sua vez, enviaram manifestação conjunta ao STF para defender a descriminalização da posse de drogas para consumo.
Seus representantes afirmam que a escolha da via penal “não é legítima” nem “a mais eficaz” e, portanto, inconstitucional para tutelar o consumo pessoal de drogas.
“Embora a Lei nº 11.343/06 tenha sido criada na intenção de quebrar o paradigma repressivo e como tentativa de responsabilização proporcional das condutas, seus 17 anos de vigência tem demonstrado que, na prática, têm contribuiu para o encarceramento em massa, sobremodo, de pessoas negras e periféricas”, destacam.
“Apesar do abrandamento das consequências penais do porte de drogas para consumo pessoal, a qualificação dessa conduta como infração de natureza penal permite que o aparato estatal seja utilizado na vigilância e marginalização de grupos socialmente subalternizados, os quais são alvo de operações policiais, que resultam em violência, encarceramento e morte de uma população majoritariamente negra.”
A ação pede que seja declarado inconstitucional o artigo 28 da lei 11.343 de 2006 (Lei de Drogas). O texto considera crime adquirir, guardar e transportar entorpecentes para consumo pessoal, mas não esclarece quanto à quantidade a ser considerada ilícita.
Assim, sem uma definição precisa que diferencie usuários e traficantes, qualquer pessoa em posse de quantidade irrisória de droga pode, teoricamente, ser enquadrada como traficante.
Pesquisa recente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada) feita com base em mais de 5.000 processos em tribunais de Justiça do país aponta que, se fossem adotados critérios quantitativos para definir o uso pessoal –até 25 g de maconha e 10 g de cocaína–, cerca de 30% dos réus seriam presumidos usuários.
A análise na corte começou em 2015 e foi interrompida no mesmo ano, após pedido de vista do ministro Teori Zavascki, morto em 2017 em um acidente aéreo.
A corte avalia recurso apresentado pela defesa do mecânico Francisco Benedito de Souza. Ele cumpria pena por porte de arma de fogo no Centro de Detenção Provisória de Diadema, em São Paulo, mas sofreu nova condenação depois que foram encontrados 3 gramas de maconha na cela dele.
O processo foi liberado em 2018 por Moraes, que assumiu a vaga de Zavascki no Supremo, e a inclusão do julgamento na pauta dependia de decisão do presidente da corte. Em 2019, o então presidente Dias Toffoli chegou a marcar a retomada da análise, mas a retirou da pauta.
Em 2015, os ministros Gilmar Mendes, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso se manifestaram a favor da descriminalização da posse de maconha para uso pessoal.
O relator, contudo, defendeu que a medida seja estendida para todas as drogas. O entendimento foi parcialmente seguido pelos ministros Fachin e Barroso, que votaram pela absolvição do mecânico flagrado com 3 gramas de maconha, mas restringiram sua interpretação à maconha.
Barroso, contudo, foi além em seu voto, e propôs definir uma quantidade de Cannabis que o usuário pode portar sem que seja enquadrado como traficante: “Vinte e cinco gramas e até seis plantas fêmeas de maconha por pessoa”, disse o ministro, em seu voto.
Em contraponto ao placar de 3 a 0 pela descriminalização, a PGR (Procuradoria-Geral da República) se pronunciou pela criminalização do porte de todas as drogas para consumo próprio.
O julgamento deve ser retomado com o voto de Alexandre de Moraes. Também faltam votar os ministros André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Rosa Weber.
O advogado criminalista Pierpaolo Bottini, autor do livro “Porte de Drogas para Uso Próprio e o STF”, defende que o julgamento seja abrangente e não se limite à maconha. “Em segundo lugar, é fundamental estabelecer parâmetro objetivo para tudo, ou pelo menos para as drogas mais comuns. Não estamos discutindo a legalização, mas afastando o uso [pessoal] do direito penal. É um passo modesto, mas que precisa ser dado”, afirma advogado.
Para Renato Stanziola Vieira, presidente do IBCCrim (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais), a eventual descriminalização pelo STF poderá provocar o Congresso Nacional a legislar sobre o tema.
“Seja para maconha ou para outras drogas, precisamos de uma política que respeite o direito das pessoas de usarem as substâncias que bem entenderem, desde que não ofendam a saúde pública”, afirma.
Junho começa com uma boa notícia para o bolso dos baianos. Seguindo sua política de revisão mensal de preços, a Acelen, empresa que administra a Refinaria Mataripe (Ex-Rlam), reduziu o valor do gás de cozinha em 11% para as distribuidoras nesta quinta-feira (1º).
De acordo com a empresa, esta é a terceira redução mensal do botijão seguida este ano. O Sindicato dos Revendedores de Gás de Cozinha (Sindrevgas) estima que o produto fique em média R$ 5 mais barato na Bahia.
A Acelen informa que os preços dos produtos produzidos na Refinaria de Mataripe seguem critérios de mercado que levam em consideração variáveis como custo do petróleo, que é adquirido a preços internacionais, dólar e frete, podendo variar para cima ou, como ocorreu neste mês com o GLP, para baixo. A empresa ressalta que possui uma política de preços transparente, amparada por critérios técnicos, em consonância com as práticas internacionais de mercado.
O repórter do Redação Brasil Gerson Gonzaga esteve na manhã desta quinta-feira (01), com comerciantes da praça da Bandeira que pedem organização no local e pedem apoio da prefeitura municipal durante o período de festas juninas. De acordo com os comerciantes, é preciso uma estrutura mais segura para que os clientes possam fazer suas compras de São João.
A partir desta quinta-feira (1º), serão realizadas em Vitória Conquista diversas atividades para debater e ampliar a conscientização das pessoas acerca do meio ambiente, em especial, sobre a biodiversidade. É a Semana Municipal de Meio Ambiente, realizada pela Prefeitura, com o tema “Parque Lagoa das Bateias: um lugar para todos, reconstruindo a biodiversidade”.
A abertura será às 16h desta quinta, no próprio parque, e contará com as presenças da prefeita Sheila Lemos, do presidente da Câmara Municipal, Hermínio Oliveira, da secretária municipal de Meio Ambiente, Ana Cláudia Passos, e da chefe do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Léia Lobo. Além disso, haverá a apresentação musical de Evandro Correia.
A Semana Municipal de Meio Ambiente acontece até o próximo dia 5, Dia Mundial do Meio Ambiente, e contará com seminário, plantio de mudas, oficinas, caminhada e pedal. As inscrições estão abertas até hoje.
Confira a programação completa:
O repórter do Redação Brasil João Melo conversou com dr. Armênio Santos, ele que é médico Oftalmologista e falou sobre os cuidados que as pessoas, em especial as crianças, precisam ter ao manusear fogos de artifícios durante o período junino; “ O importante é ter cuidado com as possíveis queimaduras próximo a região dos olhos, é importante que mantenha sempre a mãos longe do rosto, e se acontecer qualquer coisa é importante procurar o médico oftalmologista”. Disse.
Ouça a entrevista:
A água encanada para mais de 350 famílias das comunidades de Barriguda e Cajazeiras, no município de Planalto, está prestes a se tornar realidade. A boa notícia foi dada ao prefeito Cloves Andrade e o deputado estadual Zé Raimundo, em reunião com o presidente da Embasa, Leonardo Góes Silva, na tarde desta quarta-feira (31).
O dirigente da Embasa observou o estágio avançado dos estudos para o pleito de Planalto, defendido por Cloves Andrade desde a sua primeira gestão de prefeito e pelos deputados Zé Raimundo e Waldenor Pereira (federal). Foi quando Leonardo Silva anunciou que tão logo sejam realizados pequenos ajustes no projeto, ele autorizará a licitação para a obra que deverá custar em torno de R$ 2 milhões 800 mil.
“O novo dirigente da Embasa foi bastante solícito neste primeiro encontro e tivemos uma reunião bastante produtiva, resultando nesta excelente perspectiva de atendermos às nossas comunidades com a tão sonhada água encanada”, avaliou o prefeito, que esteve acompanhado do vereador Danilo Campos e Washington Brito. *blog do Sena
Os estados vão fazer mudanças no formato de cobrança do ICMS sobre a gasolina a partir desta quinta-feira (1º). A nova medida deve elevar o preço médio do litro do combustível no Brasil, segundo estimativas de consultorias.
O tributo estadual passará a ser cobrado com uma alíquota fixa (em reais) de R$ 1,22 por litro a partir de quinta. O valor é válido para todos os estados.
Até esta esta quarta-feira (31), o imposto era calculado em uma porcentagem do preço, que varia de 17% a 23%, dependendo do estado.
De acordo com estimativa do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), nesse formato, a média atual do ICMS cobrado pelos estados era equivalente a R$ 1,0599 por litro de gasolina — abaixo da alíquota fixa que vai passar a valer.
Com a vigência do novo valor de R$ 1,22 por litro, estimou o CBIE, haverá a partir de 1º de junho um aumento médio de R$ 0,16 por litro, o que representa uma alta média somente do ICMS de 22%.
Os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram nesta quarta-feira (31) fixar em oito anos e dez meses de reclusão a pena a ser cumprida pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello, em regime fechado. Os ministros condenaram Collor pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O ex-presidente também havia sido condenado a mais dois anos por associação criminosa, mas houve o entendimento de que este crime já prescreveu, e o tempo não será somado ao total da pena.
Durante o julgamento da chamada dosimetria da pena, os ministros se dividiram na aplicação do tempo a ser cumprido pelo ex-presidente. André Mendonça, Nunes Marques, Dias Toffoli e Gilmar Mendes votaram juntos em uma pena menor, de 8 anos e 6 meses. Alexandre Moraes e Luiz Fux defenderam os oito anos e dez meses. Já as ministras Carmen Lúcia e Rosa Weber, acompanhados de Luis Roberto Barroso, votaram pela fixação de uma pena ainda maior, de 15 anos e 4 meses. O ministro Edson Fachin votou sozinho pela pena total de 33 anos.
A presidente do STF, ministra Rosa Weber, ao proclamar o resultado, fixou ainda a multa ao ex-presidente Fernando Collor em 90 dias multa. A presidente do STF lembrou que o dia multa equivale a cinco salários mínimos.
Os ministros do STF também definiram as penas dos outros dois condenados no mesmo julgamento de Fernando Collor: Pedro Paulo Leoni Ramos, operador particular e amigo do ex-presidente, recebeu pena de 4 anos e 1 mês por corrupção passiva; já Luis Pereira Duarte de Amorim, diretor financeiro das empresas do ex-senador, pegou 3 anos de reclusão, também por corrupção passiva.
Apesar da definição do tempo de cumprimento da pena, Fernando Collor não deverá ser preso imediatamente. O ex-presidente ainda poderá apresentar recurso no STF para questionar a sentença definida pelos ministros. Somente após o julgamento desses recursos e o trânsito em julgado do processo haverá a execução da pena de Collor.
De acordo com as informações divulgadas no Diário Oficial do Município de Vitória da Conquista desta quarta-feira (31), as quatro grandes atrações do Arraiá da Conquista vão faturar R$ 630 mil para se apresentar em três dias do Arraiá da Conquista.
Tierry levará a maior bolada: R$ 220 mil. Logo depois vem Flávio José e Lara Amélia, R$ 200 mil, Falamansa, R$ 190 mil, e Santanna, R$ 120 mil. Com as estruturas gerais para os espetáculos do Arraiá da Conquista, que acontece no Centro Glauber Rocha, os investimentos podem passar da casa de R$ 1,2 milhão com recursos do Tesouro Municipal.
A jornalista Delis Ortiz falou ao Estúdio i, daGloboNews, nesta quarta-feira (31), sobre as agressões que sofreu durante entrevista do presidente venezuelano Nicolás Maduro na terça (30), em Brasília.
“Foi assustador porque você não espera isso de quem a gente conhece, que está no dia a dia. Esses seguranças conhecem a gente”, relatou.
Ortiz conta que estava com um grupo de jornalistas que aguardava a chegada de Maduro para entrevistá-lo. Quando o presidente venezuelano se aproximou do cordão de isolamento formado por seguranças, os jornalistas começaram a se movimentar para se aproximar do presidente, o que levou à reação violenta dos seguranças.
De acordo com Ortiz, já havia algum desgaste na relação entre a imprensa e os seguranças, causada pela precariedade do local em que os profissionais foram colocados para entrevistar as autoridades sul-americanas, sem púlpito, mesa ou outro tipo de estrutura que ajudasse a evitar aglomerações e empurra-empurra durante as coletivas.
“Foi constrangedor. Na verdade, foi uma sucessão de equívocos, uma sucessão de erros”, disse.