O Tribunal Regional Eleitoral (TRE), confirmou nesta sexta-feira (25), a eleição da delegada Gabriela Garrido (PV). A recontagem de votos ocorreu após a decisão da Justiça Eleitoral que anulou os votos recebidos pelo Avante por fraude eleitoral e, consequentemente, cassou o mandato de Natan da Carroceria.
A delegada foi eleita com 2.301 votos e estava, até então, como primeira suplente da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV). A recontagem foi presidida pela juíza eleitoral Janine Ferraz na manhã de hoje.
Veja:
Entenda o caso
Em 27 de junho de 2025, o TRE-BA recebeu uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra o vereador Natan (Avante), por suspeita de uso de candidaturas laranjas. O Partido Verde de Conquista pediu que o caso fosse investigado e, se comprovado, que os votos fossem anulados e o mandato cassado. O processo seguiu em andamento e no dia 14 de julho de 2025, veio a decisão.
No caso em questão, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia confirmou que candidata teria sido usada como “candidata laranja” pelo partido AVANTE nas eleições de 2024. A manobra tinha como único objetivo cumprir a cota mínima de 30% de mulheres candidatas, prevista por lei.
A candidata G.T.S. , teve apenas 1 voto — e não votou nem nela mesma. Sua campanha foi inexistente: não houve atos de campanha, divulgação, movimentação financeira ou sequer redes sociais cadastradas para ela. De acordo com o processo, que nosso blog teve acesso, o próprio presidente do AVANTE admitiu não lembrar da candidata em nenhum ato político.
Mesmo sem uma intenção explícita de fraudar, a Justiça entendeu que essa estratégia descaracteriza o propósito da lei, que é garantir participação real das mulheres na política.
Os recorrentes, incluindo a candidata e o partido AVANTE, argumentaram que o resultado de suas campanhas foi devido ao descompromisso do partido. Eles alegaram que a agremiação partidária abandonou os candidatos durante a campanha, não cumprindo promessas de apoio político e não repassando recursos do fundo partidário a nenhum dos 26 candidatos em Vitória da Conquista. Muitos candidatos, incluindo homens, tiveram suas prestações de contas zeradas (19 dos 24), o que, para a defesa, demonstraria a realidade da falta de recursos e não um indício de fraude.