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O voto feminino no Brasil foi reconhecido em 1932, por meio do decreto nº 21.076, do então presidente Getúlio Vargas, que chefiava o Governo Provisório. O decreto foi incorporado à Constituição em 1934 e até o momento, era facultativo. Em 1933 houve eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, onde as mulheres puderam votar e serem votadas pela primeira vez na história do Brasil.

Apenas em 1965 o voto feminino se tornou obrigatório, sendo igualado ao dos homens. Nesta terça-feira (24) a conquista do voto feminino completa 94 anos, com a primeira edição da Comenda Ceci Cunha, do Senado Federal, para homenagear personalidades do sexo feminino que se destacaram no exercício da atividade política.

Confira a abertura da Comenda Ceci Cunha, feita pela senadora Dra. Eudócia (PL-AL):

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Uma série de agressões entre alunos de uma escola particular renomada de Vitória da Conquista foi registrada no final da manhã desta terça-feira (24).

As imagens recebidas pelo Blog do Redação mostram uma intensa movimentação do alunos no estacionamento de um atacadista localizado no bairro Recreio, nas imediações da escola.

No local, dois adolescentes parecem começar a discutir enquanto estão cercados por colegas. Na sequência, um parte para cima do outro e as agressões físicas começam.

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Vitória da Conquista está com um alerta laranja de chuvas intensas. O comunicado foi emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e é válido para mais de 3.400 municípios de 20 estados. O alerta indica possibilidade de chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos entre 60 e 100 km/h, com risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

O alerta é válido até esta sexta-feira (27) e, de acordo com o Inmet, ele abrange 414 municípios da Bahia, nas regiões Centro Sul, Vale São-Franciscano, Nordeste, Centro Norte, Sul, Metropolitana de Salvador e Extremo Oeste. As autoridades recomendam que, se evite usar aparelhos elétricos durante tempestades, não se abrigue debaixo de árvores em caso de rajadas de vento e acione a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193) em situações de emergência.

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Sheila Lemos rechaça crise com Tiago Correia e afirma que houve acordo para respeitar bases eleitorais

Na lista de cotadas a vice-governadora para as eleições de outubro, a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União), rechaçou qualquer situação de crise com o deputado estadual Tiago Correia (PSDB), líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

A rusga entre os aliados teria sido iniciada após a gestora conquistense lançar a pré-candidatura do marido dela, Wagner Alves, para a Alba, o que gerou um conflito com o tucano, que tem o município da região sudoeste como uma de suas principais bases eleitorais. Se os dois definirem pela disputa, poderia haver uma divisão de votos na cidade.

“Tiago é um amigo muito querido. Os pais dele são nossos amigos, moram em Vitória da Conquista”, disse Sheila à CBN, nesta segunda-feira, 23. “Ele foi o deputado mais votado na cidade com o nosso apoio na última eleição. É natural que ele tivesse a perspectiva de ampliar essa votação”, completou.

Representante local – Sobre a decisão em lançar o marido, a prefeita disse que a medida foi adotada após a realização de uma pesquisa em Vitória da Conquista, que apontou um desejo dos eleitores em ter um representante da centro-direita vivendo na cidade.

“No campo da centro-direita, vivendo em Vitória da Conquista e sentindo os problemas da cidade, não temos nenhum representante. A população vinha exigindo isso, e a pesquisa deixou isso muito claro”, afirmou.

Respeito pelas bases – Na mesma entrevista, Sheila disse que esteve na capital baiana, recentemente, para tratar do tema com Tiago Correia, o deputado federal Adolfo Viana (PSDB-BA) e ACM Neto. Na ocasião, chegou-se a um acordo para que as bases eleitorais dos envolvidos sejam respeitadas.

“Não acredito que teremos problema algum”, declarou. “[Conquista] Não é uma cidade pequena onde, se um cresce, o outro não tem chance. Há espaço para que Tiago tenha boa votação, para que Wagner tenha votação na cidade e também em toda a região sudoeste”, finalizou Sheila Lemos.

Por Yuri Abreu
Fonte: A Tarde

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A Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) cumpriu, na manhã desta segunda-feira (23), mandado de prisão preventiva contra G.M.S., de 39 anos, investigado por roubo qualificado ocorrido em dezembro do ano passado, no Boa Vista, em Vitória da Conquista. Na ocasião, o autor utilizou o disfarce de funcionário de uma empresa terceirizada da EMBASA [Empresa Baiana de Águas e Saneamento] para invadir uma residência no Loteamento Porto Seguro. Armado com uma faca, ele rendeu e amarrou a babá da família, subtraindo um celular de última geração e tentando levar cofres com joias e dinheiro, enquanto um bebê permanecia no imóvel.

A investigação identificou o criminoso por meio de câmeras de monitoramento e vestígios deixados no local, incluindo roupas e um caderno pessoal. Em interrogatório, o homem confessou o crime e afirmou ter obtido informações sobre os bens através de uma enteada que trabalhava na vizinhança, embora a polícia tenha confirmado que ela não teve participação no delito. O suspeito, que possui histórico criminal em São Paulo, acabou localizado no distrito de Dantilândia e encaminhado à unidade policial, onde permanece à disposição da Justiça para garantir a ordem pública e a continuidade do processo penal.

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A possível renúncia da Prefeita Sheila Lemos para uma candidatura a vice-governadora na chapa de ACM Neto pode consolidar o ex-prefeito de Belo Campo, Quinho Tigre, como uma opção para a Prefeitura de Vitória da Conquista nas eleições de 2028.

Essa análise é compartilhada por lideranças da oposição em contato com o Blog do Sena, que veem em Quinho um nome que poderia agregar forças de esquerda, centro-esquerda e centro para recolocar esse grupo político de volta ao poder municipal, após 12 anos.

Quinho é pré-candidato à deputado estadual, pelo PSD, partido de detém a maior quantidade de prefeituras da Bahia, forte estrutura financeira e administrativa. Além disso, elegeu a esposa, Leia, como a segunda vereadora mais votada nas eleições de 2024.

Nos últimos meses, ele tem intensificado sua atuação política na região, onde deve alcançar uma votação expressiva. Quinho é ex-presidente da União dos Municípios da Bahia, afilhado político do ministro Rui Costa e do senador Otto Alencar.

Caso consiga uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia, o nome dele pode ser ungido para liderar a chapa de oposição a Prefeitura de Vitória da Conquista, quando deve enfrentar o vice-prefeito Dr. Alan, que assumirá o cargo caso a Prefeita Sheila Lemos renuncie.

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Com o avanço da digitalização dos serviços de saúde no Brasil, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), de Vitória da Conquista, por meio da Diretoria de Regulação, Controle e Avaliação do SUS (DRAC), emitiu novas orientações sobre o uso do aplicativo Meu SUS Digital e sobre a necessidade de atualização do Cartão SUS local.

Embora o Ministério da Saúde permita que o cidadão atualize dados, como endereço e informações pessoais, diretamente pelo aplicativo, a diretora da Drac, Jamilly Gusmão, alerta que o paciente precisa comprovar residência por meio do comprovante de endereço. “É necessária a comprovação de endereço em Vitória da Conquista para que o paciente seja vinculado ao nosso território”, explica Jamilly.

Uma das grandes mudanças é a transição do número do Cartão SUS para o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). O objetivo do Ministério da Saúde é criar um Cadastro Nacional de Saúde único, eliminando situações em que um mesmo paciente possua diversos números de cartões em cidades diferentes.

Com a vinculação ao CPF realizada pelo Ministério da Saúde desde 2025, atualmente, Vitória da Conquista conta com 398.995 cartões vinculados ao município. Essa base de dados está sendo limpada, com a exclusão de números de cartões duplicados com o mesmo número de CPF.

“Antes essa vinculação era feita apenas por endereço e não pelo CPF, o que poderia gerar mais de um Cartão SUS por CPF, situação muito comum aqui no município, que agora com a vinculação ao CPF não será mais possível o cidadão ter mais de um cartão”, esclareceu Jamilly.

A vinculação ao município é obrigatória para serviços de Média e Alta Complexidade (exames especializados, consultas com especialistas e procedimentos cirúrgicos) e nas unidades da Rede Básica de Saúde. Isso ocorre devido ao recurso financeiro destinado estritamente à população residente.

Quando o cartão SUS é obrigatório:

  • Urgência e Emergência (hospitais): O atendimento é garantido a qualquer cidadão, de qualquer lugar do país, apresentando apenas o CPF.
  • Atenção Primária (Postos de Saúde): O atendimento é feito com base no território onde a pessoa reside. Para consultas básicas, o CPF é suficiente para identificação, já que cada Unidade de Saúde atende somente a população vinculada ao seu território, residente de Vitória da Conquista.
  • Média e Alta Complexidade: para exames especializados, consultas com especialistas e procedimentos cirúrgicos eletivos, são necessários o Cartão SUS atualizado e comprovante de residência de Vitória da Conquista.

Quem precisa procurar o Facilita Saúde agora?

A SMS esclarece que não há necessidade de correria para apenas trocar o modelo físico do cartão. No entanto, a atualização é obrigatória em casos específicos:

  • Cartões emitidos antes de 2019: Devido a uma mudança na base de dados do Ministério da Saúde, cartões com data de emissão anterior a 2019 precisam ser atualizados (o número permanece o mesmo, mas o cadastro precisa ser renovado).
  • Cartão SUS Digital: Para validar o cartão feito no aplicativo Meu SUS Digital, é preciso levar o comprovante de residência atualizado ao Facilita Saúde.

Serviço

  • Local: Facilita Saúde (Cartão SUS), na Praça Vitor Brito.
  • Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira, das 08h às 17h.
  • Documentos necessários: CPF, documento com foto e comprovante de residência de Vitória da Conquista.
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O desembargador aposentado Carlos Alberto Dultra Cintra, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), morreu na manhã desta terça-feira (24), aos 82 anos. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a causa do falecimento.

Natural de Ipirá, no sertão baiano, Cintra era graduado em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), turma de 1967. Ingressou no Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) como promotor de Justiça em 1969.

Em 1991, tornou-se o primeiro procurador-geral de Justiça eleito de forma direta pelo MP-BA, após ser o nome mais votado na composição da lista tríplice e escolhido pelo então governador. No ano seguinte, deixou o cargo para assumir a vaga reservada ao Ministério Público no TJ-BA.

 

Cintra presidiu o Tribunal de Justiça da Bahia no biênio 2002-2004, período marcado pela transferência da sede da Corte do Fórum Ruy Barbosa, no bairro de Nazaré, para o Centro Administrativo da Bahia (CAB). Sua gestão foi considerada um “divisor de águas” no funcionamento da Justiça na Bahia, defendendo um Tribunal Pleno sem submissão ao Poder Executivo. O magistrado fez frente ao domínio político do então senador Antônio Carlos Magalhães, que controlava setores do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Dultra Cintra enfrentou ACM e se tornou desafeto público do político.

Entre 2004 e 2006, presidiu o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Antes da aposentadoria, atuava como presidente da 3ª Câmara Cível e da Seção Cível de Direito Público do TJ-BA.
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Captura ocorreu após investigação que apurou crime praticado no bairro Boa Vista

Um homem de 39 anos foi preso na manhã desta segunda-feira (23), em Vitória da Conquista, suspeito de envolvimento em um roubo qualificado a residência. A prisão foi realizada por equipes da Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR/Vitória da Conquista), após trabalho investigativo que identificou o autor do crime cometido no bairro Boa Vista.

De acordo com as apurações, o investigado entrou em um imóvel no Loteamento Porto Seguro, em dezembro do ano passado, passando-se por prestador de serviço. No interior da residência, rendeu a funcionária que trabalhava como babá, munido de arma branca, subtraiu um aparelho celular e tentou levar cofres com joias e dinheiro. Um bebê que estava no local não sofreu ferimentos.

A identificação do suspeito foi possível por meio da análise de imagens de videomonitoramento e de vestígios recolhidos no local, incluindo objetos e vestimentas utilizados na ação criminosa. Em interrogatório, o homem admitiu a prática do crime. Ele possui antecedentes por delitos patrimoniais em outro estado.

Após ser localizado no distrito de Dantilândia, o investigado teve a prisão preventiva cumprida e foi encaminhado à unidade policial, onde permanece à disposição da Justiça.

Marcela Correia/Ascom PCBA

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A Câmara Municipal de Vitória da Conquista aprovou por unanimidade, no dia 6 de fevereiro de 2026, a indicação de autoria da Mesa Diretora que propõe a destinação de R$ 30 milhões para a construção de moradias populares no município. O valor deverá ser reservado dentro do empréstimo de até R$ 400 milhões autorizado pela Lei nº 3.088, de 15 de dezembro de 2025, pelo Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa). A proposta contou com votos favoráveis de vereadores da situação e da oposição, evidenciando convergência política em torno da pauta habitacional.

Na sessão da última sexta-feira (20), o tema voltou a ser debatido pelos parlamentares. Presidente da Câmara, Ivan Cordeiro afirmou que o papel do Legislativo é técnico e institucional, mas sobretudo político. “A análise deste projeto pela Câmara é um dever institucional de extrema relevância. É obrigação desta Casa garantir que a lei ofereça soluções reais para o déficit habitacional, com total transparência e dentro da responsabilidade fiscal exigida pelo cargo que ocupamos”.

A vereadora Cris Rocha (MDB) destacou a relevância da pauta e relatou reunião com o arcebispo metropolitano de Vitória da Conquista, Dom Vitor Agnaldo, ao lado do presidente Ivan Cordeiro e outros parlamentares. O encontro tratou da Campanha da Fraternidade de 2026, que terá como tema Fraternidade e Moradia.

“Tivemos um importante encontro com o nosso arcebispo metropolitano, Dom Vitor, onde discutimos a questão da moradia, que é um tema urgente e extremamente sensível em nossa cidade. Levamos ao conhecimento do arcebispo a indicação desta Casa para que, dentro dos R$ 400 milhões do empréstimo aprovado, R$ 30 milhões sejam destinados à construção de casas populares. Hoje temos um déficit habitacional estimado em cerca de 10 mil pessoas sem acesso à moradia digna”, afirmou.

A vereadora também ressaltou o caráter social da proposta. “Moradia não é favor para ninguém, moradia é direito. Investir com recursos próprios em habitação pode transformar Vitória da Conquista em referência no nosso Estado”. Cris Rocha ainda defendeu prioridade para mulheres em situação de violência doméstica.

“Ao priorizar a titularidade feminina nos contratos e assegurar vagas para mulheres em situação de violência, não estamos apenas entregando chaves. Estamos oferecendo a segurança necessária para que elas possam romper ciclos de abuso e ter um teto seguro para si e para seus filhos. É uma obrigação institucional reconhecer a moradia como o primeiro degrau para a dignidade e a independência da mulher”.

O vereador Alexandre Xandó (PT) parabenizou a Mesa Diretora pela iniciativa e chamou atenção para a dimensão do déficit habitacional no município. “Quero parabenizar a Presidência da Mesa Diretora, em nome de toda a Câmara, pela destinação de R$ 30 milhões para a construção de casas populares. Vitória da Conquista enfrenta um déficit habitacional que chega a cerca de 10 mil famílias. O governo do presidente Lula já está construindo 1.644 unidades pelo Minha Casa, Minha Vida no município, com mais 700 casas autorizadas. Vamos ultrapassar 2.200 unidades, mas ainda existe uma demanda muito grande”, afirmou.

Xandó também defendeu que parte dos recursos contemple a reforma de moradias já existentes. “Além da construção de novas unidades, precisamos olhar para a reforma de casas. Muitas famílias vivem em imóveis condenados, com rachaduras ou atingidos por incêndios e outros desastres, e não têm condições de arcar com os custos da recuperação. O Plano Municipal de Habitação já prevê melhoria habitacional, e vários municípios destinam recursos, inclusive com apoio da Defesa Civil, para esse tipo de intervenção. É importante que parte desses R$ 30 milhões possa contemplar também a reforma de casas”, destacou.

O vereador Edjaime Rosa, Bibia (União Brasil), também defendeu que a proposta considere a melhoria habitacional e citou experiências adotadas em outras cidades. “Salvador desenvolveu projetos importantes de recuperação de moradias populares, especialmente em áreas de encosta, transformando comunidades inteiras. Em Vitória da Conquista, bairros como Alto Maron, Vila Elisa, Bruno Bacelar e a parte alta do Aparecida enfrentam situações semelhantes, que poderiam ser incluídas nesse projeto da Mesa Diretora”, afirmou.

Segundo Bibia, incluir a reforma de casas no investimento amplia o alcance social da medida. “A construção é fundamental, mas a recuperação de moradias em situação precária também é necessária. Muitas famílias vivem em áreas vulneráveis e precisam dessa atenção do poder público”, completou.

O vereador Fernando Jacaré também destacou a importância da indicação aprovada por unanimidade. “A Câmara de Vereadores, de forma ousada e corajosa, sai na frente e indica que parte do empréstimo seja destinada à moradia popular. Não importa o formato — se é construção ou reforma — o que importa é o projeto, a ideia e a indicação desta Casa. Esse recurso só vai existir porque os vereadores aprovaram”, declarou.

Estruturação de nova política municipal – Além da indicação, a Câmara deu início à tramitação do Projeto de Lei Complementar nº 46/2025, que propõe a criação de uma nova Política Municipal de Habitação de Interesse Social (PMHIS). A iniciativa busca atualizar o marco legal do município, substituindo legislações anteriores e alinhando a política local às diretrizes federais.

Entre os mecanismos previstos estão a criação de um Conselho Municipal e de um Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social, além de quatro linhas estratégicas: provisão habitacional (construção e requalificação de unidades), intervenção em assentamentos, melhoria habitacional e assistência técnica às famílias beneficiadas.

O projeto também prevê instrumentos como Benefício de Locação Social e Bolsa Moradia, destinados a famílias com renda mensal bruta de até três salários mínimos, com prioridade para mulheres em situação de violência doméstica, idosos, pessoas com deficiência e famílias em situação de risco.

Recursos autorizados – Após aprovação da Câmara de Vereadores, a Lei nº 3.088 foi sancionada pela prefeita Sheila Lemos e autoriza o município a contratar operações de crédito de até R$ 400 milhões junto a instituições financeiras nacionais ou internacionais, públicas ou privadas, incluindo organismos multilaterais e agências de fomento. A contratação poderá ocorrer até o último dia útil de maio de 2028.

O debate travado no Legislativo insere a moradia popular no centro da discussão sobre planejamento urbano e desenvolvimento social do município, cabendo agora ao Executivo avaliar a viabilidade da proposta dentro das diretrizes do planejamento municipal e das normas de responsabilidade fiscal.

O direito à moradia é previsto na Constituição Federal como direito social fundamental e está diretamente relacionado à dignidade da pessoa humana. Especialistas apontam que o déficit habitacional não se resume à ausência de casas, mas também envolve moradias em condições inadequadas, famílias que vivem em situação de superlotação e aquelas que comprometem parcela significativa da renda com aluguel.

A precariedade habitacional impacta múltiplas áreas da vida social. Estudos indicam que a falta de moradia adequada está associada a maiores índices de vulnerabilidade social, dificuldades no acesso à educação e à saúde, insegurança alimentar e instabilidade financeira. A moradia é considerada base estruturante para a inclusão social e para a redução das desigualdades.

Em Vitória da Conquista, a demanda por habitação popular é reconhecida como um desafio histórico. Durante os debates em plenário, foi citado um déficit estimado em cerca de 10 mil pessoas sem acesso à moradia digna no município. Diante desse cenário, e considerando a possibilidade de captação de recursos por meio do financiamento autorizado, a Câmara apresentou a indicação com o objetivo de inserir a política habitacional entre as prioridades do planejamento municipal.

Por Samara Dias

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