A entrega marca o Dia D da Operação Mobile 360°, voltada ao combate à receptação e à recuperação de aparelhos celulares em todo o estado
Na manhã desta sexta-feira (12), a Polícia Civil da Bahia, por meio da 10ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (10ª COORPIN/Vitória da Conquista), entregou 26 aparelhos celulares recuperados durante ações da Operação Mobile 360° aos seus proprietários, em Vitória da Conquista. A entrega marca o Dia D da operação no município, voltada ao combate à receptação e à recuperação de aparelhos celulares em todo o estado, promovendo a restituição dos bens às vítimas e fortalecendo o enfrentamento aos crimes patrimoniais.
Os aparelhos entregues foram furtados ou roubados em diferentes datas e circunstâncias e localizados por meio de trabalho investigativo e de técnicas de inteligência policial, com levantamento de dados e cruzamento de informações. Parte dos aparelhos também foi recuperada após devolução espontânea por pessoas que estavam em posse de celulares com restrição de roubo ou furto, prática incentivada durante a Operação Mobile 360°.
Os celulares entregues nesta sexta-feira foram recuperados em ações realizadas pela 1ª e 2ª Delegacias Territoriais, unidades vinculadas à 10ª COORPIN/Vitória da Conquista. Entre novembro de 2025 e o início de junho deste ano, no âmbito da 10ª COORPIN foram recuperados 138 celulares, dos quais 95 já foram restituídos aos respectivos proprietários.
Para o coordenador da 10ª COORPIN/Vitória da Conquista, delegado Neuberto Costa, a devolução de celulares recuperados pela Polícia Civil representa o desfecho bem-sucedido do trabalho investigativo e o combate direto à receptação desses objetos.
“Para o cidadão, vítima de furto ou roubo, a restituição do patrimônio representa uma sensação de justiça. Para o Estado, a ação desestimula furtos e roubos ao interromper a cadeia de lucro de ladrões, quadrilhas e organizações criminosas”, destacou.
Luciene Marques, que teve o aparelho furtado em 5 de janeiro deste ano, quando retornava de férias, comemorou a devolução do bem. “O celular continha todas as minhas fotos e documentos. Estou muito feliz por tê-lo de volta. A Polícia Civil está de parabéns”, afirmou.
Thanize Borges / Ascom-PCBA
Uma bicicleta avaliada em R$ 15 mil, furtada de um edifício no centro de Vitória da Conquista, foi recuperada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (11). O veículo havia sido levado na quarta-feira (10) e já foi devolvido à proprietária.
A recuperação ocorreu após investigações conduzidas por equipes da 8ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) e do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI), vinculado à 10ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin).
Durante as diligências, os policiais conseguiram identificar o suspeito do furto, um homem de 38 anos. Segundo a Polícia Civil, ele foi localizado, prestou esclarecimentos e confessou a autoria do crime, informando também o local onde a bicicleta estava.
O veículo foi encontrado no bairro Bateias, em Vitória da Conquista, e recuperado pelas equipes policiais.
Após ser conduzido à unidade policial, o suspeito foi ouvido e teve as medidas legais adotadas pela autoridade responsável. Ele responderá ao inquérito policial em liberdade.
Quem pretende viajar para aproveitar os festejos juninos na Bahia deve encontrar um reforço na fiscalização das rodovias federais. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) anunciou a Operação São João 2026, que será realizada entre os dias 19 e 25 de junho com ações voltadas para a segurança viária e o combate à criminalidade.
A expectativa é de que milhares de pessoas deixem os grandes centros urbanos em direção às cidades do interior, provocando aumento no fluxo de veículos, principalmente nas BRs 324, 101, 116 e 242. Segundo a PRF, os dias de maior movimento devem ser 19 e 20 de junho, na saída para os festejos, e 25 de junho, durante o retorno.
Uma das novidades deste ano será a utilização de drones para fiscalização do trânsito, recurso que será empregado principalmente na BR-324. As aeronaves vão auxiliar os agentes na identificação de infrações cometidas pelos motoristas, permitindo o direcionamento das equipes em solo para a realização das abordagens.
O Governo da Bahia anunciou, nesta quinta-feira (11), o maior investimento já realizado para garantir a segurança dos festejos juninos no estado. Com aporte de R$ 45 milhões, a Operação São João 2026 mobilizará cerca de 27 mil policiais, peritos e bombeiros durante as celebrações de Santo Antônio, São João e São Pedro, que seguem até o dia 12 de julho.
Coordenada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), a operação será executada em 283 municípios baianos, sendo 12 na Região Metropolitana de Salvador e 271 cidades do interior, onde tradicionalmente ocorre a maior concentração de eventos juninos.
Tecnologia amplia monitoramento – A tecnologia terá papel fundamental na estratégia de segurança deste ano. Serão utilizadas aproximadamente 2.800 câmeras de videomonitoramento, das quais 711 contam com sistema de reconhecimento facial. O aparato inclui ainda 104 drones, detectores de metais, rádios LTE e três novos helicópteros que reforçarão as ações aéreas durante os festejos.
Outra novidade é a implantação de 13 Plataformas de Observação Elevada (POEs), estruturas que ampliarão o alcance das câmeras e o monitoramento em áreas de grande circulação de pessoas, especialmente nos municípios do interior.
Reforço operacional – Além do investimento em tecnologia, as forças de segurança contarão com uma frota de 1.755 viaturas distribuídas em todo o estado. Durante o anúncio da operação, também foram entregues 30 novas viaturas para unidades da Polícia Civil do interior, que já serão empregadas nas ações do período junino.
Segundo o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, o investimento fortalece a capacidade operacional das forças estaduais e amplia a proteção da população durante uma das maiores manifestações culturais da Bahia.
A expectativa do governo é garantir mais tranquilidade para moradores e turistas que participarão das festas juninas, preservando a tradição e fortalecendo a segurança nos principais polos festivos do estado.
SONORA DO SECRETÁRIO DA SEGURANÇA PÚBLICA, MARCELO WERNER
Foto: Amanda Ercília/GOVBA
Com a aproximação dos festejos juninos, as forças de segurança intensificam o planejamento para garantir a tranquilidade da população. No sudoeste da Bahia, a Operação São João contará com o reforço de 160 policiais militares, que atuarão em 33 municípios da região durante o período das comemorações.
A ação faz parte da estratégia de segurança montada para o São João de 2026 e busca ampliar o policiamento ostensivo nos locais que receberão grande circulação de pessoas. O efetivo reforçará as atividades já desempenhadas pelas unidades da Polícia Militar nos municípios contemplados pela operação.
Além do aumento do número de agentes nas ruas, o planejamento prevê ações preventivas, patrulhamento em áreas de festas e reforço nas principais vias de acesso às cidades que tradicionalmente recebem grande público durante os festejos juninos.
A iniciativa integra a Operação São João 2026, lançada pelo Governo da Bahia, que mobilizará cerca de 27 mil policiais e bombeiros em 283 municípios baianos, com investimento superior a R$ 34 milhões. O esquema também contará com viaturas, helicópteros, drones e sistemas de videomonitoramento para ampliar a segurança em todo o estado.
A expectativa das autoridades é garantir um ambiente seguro para moradores e turistas que participarão das celebrações, consideradas algumas das mais tradicionais e movimentadas do calendário cultural baiano.
O Governo do Estado da Bahia inaugurou, na manhã desta quarta-feira (10), no bairro de Nazaré, em Salvador, um novo e moderno Complexo da Polícia Civil, com Departamentos e Delegacias. A unidade está localizada na Avenida Presidente Castelo Branco, no Edifício Centralvalle, onde antigamente funcionava o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além do gabinete do delegado-geral, o prédio sediará os Departamentos de Gestão Tecnológica (DGTI), de Inteligência Policial (DIP), Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC) e de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO). As Delegacias de Repressão à Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV), de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), Antissequestro (DAS) e dos Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública (DECECAP) também funcionarão no edifício.

Durante o evento, também foram entregues 39 viaturas para a Polícia Civil, entre elas veículos semiblindados. Os carros auxiliarão nas atividades investigativas em Salvador e diversas cidades do interior do estado. Além disso, foram entregues ainda 10 novas Plataformas de Observações Elevadas. Com sistemas e design mais modernos, os caminhões serão utilizado pela Superintendência de Telecomunicações (Stelecom) para auxiliar as Forças Policiais e de Bombeiros em diferentes ações. O governador Jerônimo Rodrigues participou da inauguração do novo complexo policial e destacou a importância das entregas.
Promoção por merecimento
Durante a inauguração, o governador Jerônimo Rodrigues assinou o decreto de promoção por merecimento de 1.537 servidores da Polícia Civil, contemplando delegados, escrivães e investigadores. Na ocasião, o chefe do executivo baiano destacou que a medida se soma a um conjunto de investimentos para o fortalecimento da segurança pública estadual, com ampliação das estruturas, modernização de equipamentos e valorização dos profissionais da área.
Fotos: Feijão Almeida/GOVBA
Um homem não resistiu aos ferimentos provocados após cair de um prédio na cidade de Barra do Choça. A tragédia aconteceu nesta segunda-feira (08).
Uma equipe de resgate de saúde compareceu à Rua Anália Pacheco, na Cidade Jardim, onde acabou constatando o óbito da vítima. Guarnições da 92ª Companhia Independente de Polícia Militar da Bahia registraram a ocorrência e acionaram a Neoenergia Coelba para efetuar o desligamento temporário do sistema de energia elétrica na área, garantindo a segurança no perímetro. Até o fechamento dessa reportagem, o corpo de Edvaldo Rocha Silva, de 60 anos, permanecia aguardando a chegada dos peritos do Departamento de Polícia Técnica para os procedimentos periciais e o levantamento cadavérico. Após a conclusão dos trabalhos de campo, o corpo seguirá para o Instituto Médico Legal em Vitória da Conquista para a realização dos exames de necropsia. As investigações sobre as circunstâncias do fato ficarão a cargo da Delegacia Territorial da Polícia Civil de Barra do Choça.
Um homem foi preso na tarde desta sexta-feira (5) no Povoado da Estiva, zona rural de Vitória da Conquista, após ser flagrado com pés de maconha e materiais usados no preparo da droga. A ação foi realizada por equipes do Pelotão de Emprego Tático Operacional (PETO) da 92ª CIPM.
Os policiais faziam rondas quando viram dois homens em frente a uma casa fumando cigarros com características semelhantes à maconha. Um deles correu para dentro do imóvel ao notar a aproximação da viatura. Durante a abordagem, os militares encontraram cigarros com substância semelhante à droga.
Como o portão estava aberto, a equipe também identificou dois pés de maconha no quintal da residência, o que configurou situação de flagrante. Segundo a PM, o suspeito recebeu voz de prisão, resistiu e precisou ser contido pelos policiais. Foram apreendidos dois pés de maconha, uma balança de precisão, dois cigarros da droga e uma touca tipo ninja. O homem e o material recolhido foram levados ao Disep, onde o caso foi registrado. Ele permanece à disposição da Justiça.
Na madrugada desta quinta-feira (4), guarnições da 77ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) prenderam em flagrante um homem suspeito de praticar furtos em uma universidade e em um estabelecimento comercial no bairro Candeias em Vitória da Conquista. A ação rápida dos policiais militares evitou que o prejuízo patrimonial na região fosse ainda maior.
O flagrante ocorreu após os policiais receberem um chamado do Centro Integrado de Comunicações (Cicom). Ao chegarem ao local indicado, os militares localizaram o suspeito, que foi imediatamente reconhecido e apontado pelos seguranças particulares da instituição de ensino invadida.
Durante a revista e abordagem pessoal, as equipes encontraram com o homem uma caixa de som furtada, um alicate utilizado para arrombamentos e uma bicicleta de procedência não informada. Questionado pelas autoridades, o indivíduo confessou o furto do equipamento eletrônico.
O suspeito também admitiu aos policiais que usou as ferramentas para danificar e tentar subtrair fios de um aparelho de ar-condicionado da faculdade, com o objetivo de extrair o cobre para venda. Toda a fiação e os materiais danificados na estrutura do campus foram recolhidos e apresentados pelos seguranças.
Diante das evidências, o homem e todos os materiais apreendidos foram conduzidos e apresentados no Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep), onde a ocorrência foi registrada e as medidas cabíveis foram adotadas pela Polícia Civil.
O 2º Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou, nesta quinta-feira (4), Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, por pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo no caso Henry Borel.
Já Monique Medeiros teve a acusação de homicídio doloso desclassificada pelos jurados, que entenderam haver negligência em sua conduta e a condenaram por omissão em relação à tortura sofrida pelo filho.
A decisão foi tomada após dez dias de julgamento, considerado o mais longo da história recente do Tribunal do Júri fluminense.
O padrasto de Henry pegou 43 anos 9 meses e 20 dias de reclusão; a mãe do garoto recebeu o perdão judicial pelo crime de homicídio. O Ministério Público e a defesa de Jairinho informaram que vão recorrer da decisão.
Ao concluir a dosimetria da pena de Monique Medeiros, a juíza Elizabeth Machado Louro fixou em 1 ano e 4 meses de detenção a condenação da ré pelo crime de omissão em relação à tortura sofrida por Henry Borel. A magistrada determinou o cumprimento da pena em regime aberto.
Em seguida, a juíza declarou extinta a punibilidade de Monique pelo homicídio culposo, em razão do perdão judicial concedido anteriormente na sentença, e reconheceu que a pena aplicada pela omissão já estava integralmente cumprida em razão do período em que a professora permaneceu presa durante o processo.
A juíza também fixou indenização de R$ 400 mil por danos morais ao pai de Henry, Leniel Borel. O valor deverá ser pago exclusivamente por Jairinho.

Pena fixada para Jairinho:
35 anos, 6 meses e 20 dias pelo homicídio;
6 anos e 3 meses pela tortura;
2 anos pela coação.
Ao fixar a pena de Jairinho, a juíza Elizabeth Machado Louro afirmou que o ex-vereador demonstrou uma “personalidade insidiosa, perfeitamente apta ao engano e à dissimulação”. A magistrada também destacou a extrema vulnerabilidade de Henry Borel e afirmou que a criança teria sido submetida a sofrimento físico e psicológico incompatível com sua idade.

Ao conceder perdão judicial a Monique Medeiros pelo homicídio culposo, a juíza Elizabeth Machado Louro afirmou que a ré foi alvo de uma reação “desproporcional e desmesurada” ao longo dos últimos cinco anos. Na sentença, a magistrada sustentou que Monique foi submetida a um julgamento marcado por preconceitos de gênero e declarou que, se estivesse na mesma situação um pai, e não uma mãe, provavelmente ele sequer teria sido processado.
“Reação desproporcional e desmesurada da sociedade em geral (…) claramente discriminatória de gênero, influenciada pela cultura patriarcal.”
“Por todas essas razões, tenho como medida de justiça mais acertada (…) a extinção de sua punibilidade pelo perdão judicial.”
Ao iniciar a dosimetria da pena de Monique Medeiros, a juíza Elizabeth Machado Louro afirmou que todas as circunstâncias judiciais eram favoráveis à ré. A magistrada destacou que Monique é primária, não possui antecedentes criminais e que não havia elementos suficientes para avaliar negativamente sua personalidade ou conduta social.
“Fosse o pai e não a mãe, na mesma situação, nem sequer teria sido ele processado”, afirmou a juíza.
Segundo ela, a sociedade impõe às mulheres uma cobrança incompatível com a realidade ao exigir não apenas uma mãe dedicada, mas uma “mãe perfeita”. “Mãe suficiente não basta”, declarou.
Os jurados também condenaram o médico Jefferson Evangelista Corrêa, assistente técnico da defesa de Jairinho, pelo crime de falsa perícia. O profissional foi responsável por apresentar laudos e prestar depoimento em plenário sustentando teses contestadas pela acusação e pelos peritos oficiais do caso.
A sentença foi lida às 01h43 pela juíza Elizabeth Machado Louro após 10 dias de julgamento — o mais longo da história recente do Judiciário fluminense.
Da madrugada da morte, em 8 de março de 2021, até o encerramento da sessão, neste 4 de junho de 2026, foram 1.915 dias.
Nesse período, padrasto e mãe foram de aliados a rivais; Monique foi presa e solta várias vezes; e a defesa de Jairinho tentou diferentes estratégias para adiar o júri, como o abandono da sala.
O caso baseou a criação da Lei Henry Borel, sancionada em maio de 2022, que torna crime hediondo todo homicídio de criança e adolescente.
Fonte: Globo.com
Foto: Brunno Dantas/TJRJ