O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), informou nesta terça-feira (8) que está em contato com fabricantes para adquirir a vacina contra a Covid-19, caso precise fazer a compra de maneira independente, e que a capital baiana já possui um plano municipal de imunização contra a doença. No entanto, não há previsão de datas para imunização, porque nenhuma vacina foi liberada pela Anvisa até o momento. As afirmações foram feitas durante entrevista ao Jornal da Manhã, da TV Bahia.
“A gente já desenhou o plano municipal de imunização, ou seja, toda estratégia e a estrutura para vacinar nós já temos hoje desenhada na prefeitura. Quando a vacina chegar, no dia seguinte a gente vai estar preparado para começar. Não dá ainda para a gente fazer uma previsão de datas, porque existe toda essa discussão federal, da Anvisa, mas as notícias indicam que as vacinas começarão a ser credenciadas ainda em dezembro” disse.
ACM Neto informou ainda que a prefeitura já está em contato com fabricantes de vacinas contra a Covid-19 e que Salvador possui freezers para armazenar as vacinas.
“Eu pedi ao secretário Léo Prates que abrisse diálogo com todas as principais instituições que estão trabalhando na produção da vacina. Nós já começamos a conversar com a Pfizer, já começamos a conversar com o Instituto Butantan, de São Paulo. Já manifestamos para essas duas instituições o desejo de, se for o caso, comprar a vacina”, disse. *G1.
Nesta segunda-feira (7), o governador Rui Costa comentou o aumento do número de óbitos e classificou que a Bahia está vivendo uma segunda onda da Covid-19, uma vez que a taxa de contágio tem se mantido alta em todo o território estadual. Reabertura de leitos e proibição de shows estão entre as medidas tomadas pelo governo baiano, visando evitar uma elevação ainda mais expressiva dos casos da doença.
“Ao longo da semana passada inteira, a taxa de contaminação se manteve alta em todas as regiões do estado, tanto é que isso já está se refletindo no aumento do número de óbitos. Também na semana passada, estávamos com cerca de 20 óbitos diários, índice que vinha se mantendo há cerca de 60 dias e, nesse final de semana, já pulamos para o patamar de 30 óbitos, sendo 22 em Salvador. Então, os números começam a ficar, infelizmente, mais severos e mais críticos. Por isso, já ampliamos, inclusive, o número de leitos disponíveis, uma vez que estamos reabrindo 100 leitos que havíamos fechado, em função na queda dos índices da pandemia”, destacou o governador.
Por decreto, o governador fez questão de ressaltar, existe a proibição de realização de qualquer show ou festa, independente de qual motivação ou público. “O motivo disso é que nesses shows e festas há ingestão de álcool, além de música em um ambiente propício à aproximação, fazendo com que as pessoas acabem baixando a guarda com as medidas protetivas e nós estamos já vivendo o que poderíamos classificar de segunda onda”, avaliou Rui.
Publicada no site da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) e com o nome ‘Recomendações para um Verão seguro’, uma resolução indica medidas como a restrição de acesso a ônibus de turismo e a realização de shows e apresentações de música ao vivo em bares. “Em cada estado, foram adotadas medidas ou protocolos, eventualmente, diferentes uns dos outros. Então, é importante que turistas vindos de outras cidades e de outros estados saibam quais são as orientações de saúde aqui da Bahia e como nós vamos receber muita gente no final de ano – em várias regiões do estado os hotéis venderam bastante, a exemplo do extremo sul. Dessa forma, é preciso que essas pessoas tenham acesso a essas recomendações, qual a situação da doença no estado e o que elas devem fazer”, exemplificou o governador.
Recado aos jovens
O governador faz um apelo à população, especialmente aos jovens. “Independente da classe social, os jovens estão se expondo excessivamente e estão fazendo aglomerações em ruas e praças e outros lugares públicos e isso infelizmente vai levando a doença para dentro das casas das pessoas. Mesmo que o jovem não precise ir para a UTI, pode levar a mãe, o tio, o pai ou a avó para o hospital. Em função desse comportamento, o número de óbitos está crescendo”, alertou. *Secom Bahia.
O Reino Unido começou nesta terça-feira (8) a vacinar sua população contra a Covid-19 com a vacina da farmacêutica norte-americana Pfizer e da empresa alemã de biotecnologia BioNTech. Uma senhora de 90 anos, Margaret Keenan, foi a primeira a receber a dose.
O país europeu é o primeiro a iniciar campanha de vacinação com a vacina desenvolvida pela parceria das duas empresas, o que pode ser um divisor de águas no combate ao novo coronavírus.
Keenan recebeu a primeira dose em um hospital em Coventry, região central da Inglaterra, na manhã desta terça. A segunda dose será aplicada em 21 dias.
De acordo com a rede britânica BBC, a segunda pessoa a ser vacinada no hospital onde Margaret recebeu a dose foi um senhor de 81 anos chamado William Shakespeare. Ele disse estar “satisfeito” por receber a injeção e declarou que a equipe do hospital foi “maravilhosa”.
O cardiologista brasileiro Ricardo Petraco, gaúcho de 40 anos, trabalha em Londres e se prepara para a vacinação contra o coronavírus no Reino Unido. Nesta semana, ele e a equipe do Hammersmith Hospital receberam avisos por e-mail de que, em breve, ainda sem data definida, receberão a vacina da Pfizer e da BioNtech.
Nesta segunda-feira (7), a Secretaria Municipal de Saúde divulgou a atualização do Boletim epidemiológico que contabiliza 12.148 casos confirmados da Covid-19 no município, até o momento. Desse total, 11.244 pessoas já estão recuperadas da doença e 698 pacientes sintomáticos seguem em recuperação – 29 internados e 669 em tratamento domiciliar.

Aguardam por classificação final, 4.039 pacientes com suspeita de infecção pela Covid-19, sendo que 3.729 deles esperam pela investigação laboratorial e 310 pelo resultado do exame RT-PCR das amostras encaminhadas para análise no Lacen Municipal e Estadual.
Hoje, foram confirmados os óbitos de dois pacientes do município por complicações causadas pela Covid-19:
205º óbito – Mulher de 61 anos, moradora do bairro Urbis V, portadora de Doença Cardiovascular Crônica, Hipertensão, Obesidade e Doença Neurológica Crônica. Ela estava internada desde o dia 14 de novembro no Hospital de Clínicas de Conquista (HCC), onde faleceu em 6 de dezembro.
206º óbito – Homem de 100 anos, morador do bairro Campinhos, portador de Doença Cardiovascular Crônica e Hipertensão. Foi internado no dia 1º de dezembro na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde faleceu em 6 de dezembro.
Ocupação de Leitos – A rede hospitalar do SUS no município disponibiliza, neste momento, 143 leitos para tratamento de pacientes confirmados ou com suspeita de infecção pela Covid-19, sendo 60 deles de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 83 leitos de enfermarias. Hoje, estão internados 87 pacientes, que além de Vitória da Conquista, são residentes dos seguintes municípios:
Com 74% de ocupação dos leitos no total, a Bahia está com o sinal vermelho aceso para a pandemia da covid-19. De acordo com a responsável pelo Centro de Operações de Emergência da Secretaria da saúde do estado (Sesab), Izabel Marcílio, é preciso que as pessoas respeitem as medidas de distanciamento social para que haja o controle do número de casos e de óbitos pela doença, evitando o fechamento do comércio.
OUÇA:
O prefeito de Vitória da Conquista Herzem Gusmão, utilizou suas redes sociais na manhã desta segunda -feira (7), para anunciar que testou positivo para a Covid-19.
Segundo nota oficial da prefeitura de Vitória da Conquista “O prefeito apresenta sintomas leves e encontra-se em isolamento domiciliar. O gestor cumprirá as atividades do executivo, por videoconferência, em sua residência”.
O Boletim epidemiológico deste domingo (6), informou a atualização dos dados da Covid-19 no município: 12.053 casos confirmados, com 11.167 deles de pessoas já recuperadas da doença. Enquanto que outros 682 pacientes sintomáticos seguem em recuperação (26 internados e 656 em tratamento domiciliar) e 204 faleceram por complicações da doença.

Também foi informado que no último sábado (5), houve uma redução de 10 leitos de UTI no Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC). Com isso, a rede hospitalar do SUS no município passa a disponibilizar, neste momento, o total de 143 leitos para tratamento de pacientes confirmados ou com suspeita de infecção pela Covid-19, sendo que 60 deles são Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 83 leitos de enfermarias.
Ainda aguardam por classificação final, 3.895 pacientes com suspeita de infecção pela Covid-19, dos quais: 3.570 esperam pela investigação laboratorial e 325 pelo resultado do exame RT-PCR das amostras encaminhadas para análise no Lacen Municipal e Estadual.
Ocupação de Leitos – Neste domingo (6), estão internados 90 pacientes, que além de Vitória da Conquista, são residentes dos seguintes municípios:
Clique aqui para acessar o Boletim epidemiológico completo.
Call Center– A Secretaria Municipal de Saúde disponibiliza um Call Center para tirar dúvidas da população sobre a Covid-19 e atender pessoas que apresentem sintomas suspeitos.
Pela primeira vez em mais de 10 anos, um protótipo de vacina contra o HIV chega à última etapa dos ensaios clínicos, a fase 3, que deve determinar se no mundo real ela protege contra a transmissão do vírus que, se não tratado, causa a AIDS. A vacina foi desenvolvida pela Janssen e utiliza a mesma tecnologia que a farmacêutica utilizou em seu imunizante contra a covid-19: um adenovírus modificado para transportar, até o interior das células do indivíduo, o DNA de suas proteínas mais representativas, de modo que o organismo crie anticorpos contra elas. Na verdade, são duas vacinas, uma codificada com três proteínas e outra com quatro, que por ter esta mistura se chamam mosaico, diz Antonio Fernández, pesquisador da Janssen. As duas superaram os estudos de segurança e verificou-se que criam anticorpos, como atesta um artigo na The Lancet, mas resta saber se funcionarão em condições reais. O ensaio durará de 24 a 36 meses, diz Fernández, para verificar a permanência e intensidade da proteção. A tentativa anterior de conseguir uma vacina contra o HIV acabou em 2009, quando se verificou que só evitava 30% das infecções.
José Moltó, da Fundação de Luta Contra a AIDS (FLSida, na sigla em espanhol), com sede em Barcelona, é um dos médicos que vão participar do teste, que começou a recrutar voluntários (serão 250 na Espanha e, ao todo, 3.800 no mundo). Moltó diz que a demora para o desenvolvimento de uma vacina se deve ao fato de o HIV ter uma “enorme variabilidade”. “Ao ser pressionado [pelas células do sistema imunológico], ele muda de aparência externa e escapa”, explica. O que a nova vacina faz é se dirigir a diferentes variantes das proteínas gag, pol e env do vírus, o que dificulta que este fuja da ação dos anticorpos criados. É algo parecido, embora em outro nível, com o que aconteceu há 25 anos com os tratamentos antivirais: começaram a ser eficazes quando vários deles foram combinados, interrompendo assim o ciclo de replicação do vírus em diferentes pontos.
O sucesso desses tratamentos é uma das causas de que hoje se fale menos de HIV e AIDS, apesar de sua prevalência. O Plano Nacional sobre a AIDS na Espanha calcula que no ano passado houve mais de 2.600 novos infectados, em linha com uma tendência de leve queda em relação aos 3.000 ou 3.500 de uma década atrás. Dos 2.600, 85,8% eram homens, e a média de idade de todos os infectados era de 36 anos − mas mesmo assim, segundo o Instituto Nacional de Estatística, com uma mortalidade de mais de 400 pessoas ao ano. O resultado é que cerca de 150.000 pessoas com o HIV vivem hoje na Espanha, segundo a última estimativa do Grupo Espanhol para o Estudo da AIDS (Gesida), um número que aumenta levemente a cada ano.
Essa redução gradual das transmissões fez com que fossem buscados, para o ensaio clínico, voluntários homens ou pessoas trans que tenham relações sexuais com homens ou trans, explica Moltó, já que esse é o grupo populacional onde a incidência é maior (representando mais da metade das novas infecções na Espanha, segundo os dados do plano nacional). Já em outra frente do estudo, a vacina será testada com 1.500 mulheres na África do Sul, já que nesse país a transmissão ocorre majoritariamente por sexo heterossexual. Este teste, chamado Invocodo, é de fase 2 (mede a segurança e a geração de anticorpos), mas, dado o perfil das participantes, também se verá se a vacina tem um efeito protetor real, diz o representante de Janssen. O continente africano representa mais de 40% das novas infecções por HIV no mundo, que são de 1,7 milhão por ano, e a mesma porcentagem de mortes (690.000 no planeta em 2019). Embora o tratamento tenha sido descoberto há 25 anos, o Unaids, programa da ONU para o combate à AIDS, calcula que 12 milhões do total de 38 milhões de pessoas que vivem no mundo com o vírus ainda não o recebam. São as que, com o tempo, poderão desenvolver a AIDS, um conjunto de doenças causadas por agentes infecciosos que uma pessoa com o sistema imunológico não prejudicado rechaça sem que se perceba.
O sucesso dos tratamentos atuais faz com que um comprimido por dia mantenha o vírus sob controle e o reduza tanto que a pessoa infectada não pode transmiti-lo para outra (o que se reflete no lema indetectável = intransmissível), mas esse sucesso também desacelerou as pesquisas recentes para uma vacina, diz Esteban Martínez, presidente do Gesida. Em 2009, a tentativa que chegou mais longe foi descartada após conseguir uma proteção de 30%. Agora, “o padrão com o qual se compara é muito alto”, afirma Martínez. “Há 20 anos, a urgência era maior”, assinala, porque não havia outras alternativas como agora − quando a terapia antiviral para quem já tem o vírus e a chamada profilaxia pré-exposição (Prep, um comprimido que protege do HIV se for tomado antes de relações sem proteção) conseguiram um bom controle da doença a um custo razoável, já que em muitos casos há genéricos dos preparados, destaca Martínez. Ele diz que vê uma série de obstáculos para o desenvolvimento de uma vacina − o custo, a possibilidade de que sua proteção não seja muito duradoura, ou de que a resposta não seja muito intensa, a necessidade de revacinação − e, por isso, embora gostasse que houvesse uma, considera muito difícil e acredita que a prevenção pode ser alcançada por outros meios.
Ramón Espacio, presidente da Coordenadoria Estatal de HIV e AIDS da Espanha (Cesida), acredita que as observações do médico se justificam em países ricos, mas afirma que “tudo dependerá da eficácia da vacina e do regime” da vacinação. Se se conseguir que funcione com uma ou duas picadas que imunizem para a vida toda ou por um período de cinco anos, “será mais confortável e mais aplicável para a população dos países pobres”. Esse é o argumento utilizado também por Fernández, da Janssen: “Pode-se conseguir um custo menor que o dos tratamentos, e pode ser mais fácil de administrar do que confiar que pessoas em lugares onde falta até água potável tomem um comprimido diário”.
Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 2.310 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,6%) e 3.542 recuperados (+0,9%). Dos 419.044 casos confirmados desde o início da pandemia, 399.262 já são considerados recuperados, 11.394 encontram-se ativos. A base de dados completa dos casos suspeitos, descartados, confirmados e óbitos relacionados ao coronavírus está disponível em https://bi.saude.ba.gov.br/transparencia/.
Para fins estatísticos, a vigilância epidemiológica estadual considera um paciente recuperado após 14 dias do início dos sintomas da Covid-19. Já os casos ativos são resultado do seguinte cálculo: número de casos totais, menos os óbitos, menos os recuperados. Os cálculos são realizados de modo automático.
Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (24,17%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram Ibirataia (9.397,86), Aiquara (7.040,04), Itabuna (7.000,18), Almadina (6.881,41), Madre de Deus (6.879,06).
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 815.619 casos descartados e 118.441 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas deste sábado (05/12).
Na Bahia, 32.762 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.
Óbitos
O boletim epidemiológico de hoje contabiliza 28 óbitos que ocorreram em diversas datas, conforme tabela abaixo. A existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da Covid-19. Outro motivo é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada pelo coronavírus.