O resultado das urnas neste domingo (4) assegurou a chegada de 24 novos nomes à Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), que cumprirão seus respectivos mandatos a partir de 1º de fevereiro de 2027, quando se inicia a 21ª Legislatura. Outros 39 parlamentares foram reeleitos. Dessa forma, houve uma renovação de 38,09%, o que representa um percentual menor do que nos dois últimos sufrágios. Os 63 nomes ainda precisam ser homologados pela Justiça Eleitoral.
Em 2022, o índice de renovação foi de 39,68%, com 25 novos deputados; e, em 2018, alcançou 53,97%, com 34 cadeiras. Para o pleito deste ano, o cálculo na ALBA já consagrava o mínimo de 17,46% de mudança, por conta do anúncio de parlamentares que não iriam disputar a reeleição – Adolfo Menezes (PSD), Nelson Leal (PP), Maria del Carmen (PT), Soane Galvão (PSB), Raimundinho da JR (PL) e Luciano Ribeiro (UB) – e dos que iriam tentar uma vaga na Câmara dos Deputados – Olivia Santana (PCdoB), Vitor Bonfim (PSB), Manuel Rocha (UB), Robinho (UB) e Leandro de Jesus (PL).
MUDANÇAS PARTIDÁRIAS
A Federação PT/PCdoB/PV, que tinha 18 membros, passará a ter 20. O PT passou de 10 para 14; o PCdoB e o PV, de quatro para três cada uma das legendas. A Federação União Progressista, antes com 13 parlamentares, agora tem oito vagas na Casa: a bancada do UB sai de nove deputados para cinco; e o PP, que tinha quatro, passa a contar com três.
Alguns partidos mantiveram o mesmo número de cadeiras da atual legislatura – o PSD, com nove; o MDB, com duas; o PSDB, com duas; e o PSOL, com uma. O PL saiu de cinco para sete representantes; o Republicanos, de três para quatro; e o PDT, de dois para cinco. O número de vagas do Avante caiu de sete para cinco. Já o PSB perdeu representatividade na ALBA.
RECORDE DE VOTOS
Pela primeira vez em quase dois séculos de existência, a ALBA tem como presidente uma mulher, a deputada Ivana Bastos (PSD), que foi reeleita novamente com o recorde de votos, alcançando, este ano, a maior votação histórica da Bahia na ALBA, com a preferência de 203.202 eleitores. Essa marca histórica agora ganha mais força com o aumento da representatividade feminina na próxima legislatura, que saltou das atuais oito para dez cadeiras.
Além da presidente Ivana, foram reconduzidas as deputadas Fátima Nunes (PT), vice-presidente da Casa, Claudia Oliveira (PSD), Ludmilla Fiscina (PSD) e Neusa Cadore (PT). E assumem o posto pela primeira vez Andrea Castro (PSD), Denise Mascarenhas (PSD), Cynthia Marabá (PL), Rowenna (PT) e Vilma Reis (PT).
Em termos percentuais, a representação feminina na ALBA cresceu de 11,11% (sete deputadas) em 2014 para 15,87% (10 deputadas) em 2018, mas recuou para 12,70% (oito deputadas) em 2022. Agora, a bancada retoma o desempenho de 2018, alcançando as 10 vagas (15,87%).
Somam-se a elas os deputados que serão reconduzidos aos mandatos: Diego Castro (PL), Rosemberg (PT), Alex da Piatã (PSD), Pedro Tavares (UB), Rogério Andrade (MDB), Niltinho (PSD), Sandro Regis (UB), Osni (PT), Angelo Almeida (PT), Samuel Júnior (PL), Marcinho Oliveira (PDT), Hassan (PP), Zé Raimundo Fontes (PT), Ricardo Rodrigues (PSD), Junior Muniz (PT), Eduardo Alencar (PSD), Junior Nascimento (UB), Bobô (PCdoB), Angelo Coronel Filho (Republicanos), Vitor Azevedo (Avante), Tiago Correia (PSDB), Paulo Câmara (PL), Fabrício Falcão (PCdoB), Penalva (PP), Roberto Carlos (PV), Robinson Almeida (PT), Eduardo Salles (PV), Jurailton Santos (Republicanos), Luciano Simões Filho (UB), Zó (PCdoB), Marquinho Viana (PV), Euclides Fernandes (PT), José de Arimateia (Republicanos) e Jordávio Ramos (PSDB).
Para completar a lista, os novos nomes de deputados – eleitos para o primeiro mandato ou que retornam agora, após um período fora da Casa do Povo – são Dr. Thiago Gilleno (Republicanos), Elinaldo (UB), Luciano Pinheiro (PDT), Tancredo Isidório (Avante), Léo de Neco (Avante), Igor (PL), Júlio Pinheiro (PT), Jânio Natal Júnior (PL), Juvenilson Passos (PT), Carlinhos Sobral (MDB), Dr. Pitágoras (PP), Kleber Rosa (PSOL), Silva Neto (Avante), Tagner (PT), João de Furão (Avante), Neto Coelho (Avante), Soldado Prisco (PL), Josafá Marinho (PDT) e Cacau da Mata (PDT).
ABSTENÇÃO DE QUASE 20%
Na Bahia, a abstenção desse domingo chegou a 19,98%. Na votação para deputado estadual, houve 463.958 votos em branco (5,13%) e 395.042 votos nulos (4,37%). A votação do deputado Binho Galinha (Avante) aparece como “Anulado Sub Judice” no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), condição que permanecerá até a decisão final sobre o registro indeferido de sua candidatura.
A 20ª Legislatura sofreu mudanças, por diversas circunstâncias, durante esses quatro anos. A atual representação na Casa, que encerra em 31 de janeiro de 2027, é diferente da lista eleita em 2022, que incluía dois representantes do Solidariedade (SD) e um em cada um dos extintos Partido Social Cristão (PSC) e Patriota, por exemplo. O PT e o PSD chegaram à ALBA com nove cadeiras; o União Brasil, com 10; o PP, com seis; o PCdoB, com quatro; o PV, com quatro; o PL, com quatro; o Republicanos, com três; o PSDB, com três; o PSB, com duas; o MDB, com duas; e o PDT, o PSOL e o Avante, cada um com apenas uma.






FONTE MATERIA: ASCOM/ALBA
ARTE FOTOS: Bahia Notícias
A Bahia elegeu, neste domingo (4), os 39 deputados federais que formarão a bancada do estado na Câmara dos Deputados a partir de 2027. Os parlamentares terão mandato de quatro anos.
PSD – 6 vagas
Antônio Brito – 205.815 votos
Daniel Alencar – 192.492 votos
Gabriel Nunes – 155.060 votos
Sergio Brito – 148.775 votos
Raimundo Costa – 102.907 votos
Charles Fernandes – 87.945 votos
PDT – 1 vaga
Félix Mendonça Júnior – 60.159 votos
MDB – 1 vaga
Ricardo Maia – 147.981 votos
AVANTE – 3 vagas
Pastor Sargento Isidório – 248.147 votos
Neto Carletto – 197.240 votos
Elmo Vaz – 65.558 votos
PSB – 1 vaga
Mario Negromonte Jr. – 101.536 votos
Republicanos – 3 vagas
Diego Coronel – 144.890 votos
Léo Prates – 103.794 votos
Márcio Marinho – 97.458 votos
PL – 4 vagas
Doutora Raissa Soares – 162.370 votos
Roberta Roma – 156.108 votos
João Bacelar – 107.232 votos
Capitão Alden – 105.110 votos
FEDERAÇÃO UNIÃO PROGRESSISTA – 8 vagas
Sandro Filho (PP) – 167.394 votos
Claudio Cajado – 110.384 votos
Elmar (União) – 134.235 votos
Dal Barreto (União) – 122.667 votos
Ditinho Avivip (União) – 111.025 votos
Leur Lomanto Jr. (União) – 108.893 votos
Paulo Azi (União) – 105.797 votos
Manuel Rocha – 104.969 votos
FEDERAÇÃO BRASIL DA ESPERANÇA – 10 vagas
Lucas Reis (PT) – 191.702 votos
Ivoneide Caetano (PT) – 161.674 votos
Jorge Solla (PT) – 151.784 votos
Valmir Assunção (PT) – 148.624 votos
Afonso Florence (PT) – 137.817 votos
Olivia Santana (PCdoB)- 122.823 votos
Daniel (PCdoB) – 114.334 votos
Alice Portugal (PCdoB) – 114.326 votos
Maria Marighella (PT) – 108.731 votos
Joseildo (PT) – 107.896 votos107.896 votos
FEDERAÇÃO PSDB CIDADANIA – 2 vagas
Carlos Muniz (PSDB) – 141.553 votos
Adolfo Viana (PSDB) – 119.308 votos
O deputado federal Waldenor Pereira (PT) não conseguiu renovar o mandato na Câmara dos Deputados nas eleições deste domingo (4). Candidato à reeleição pela Bahia, o parlamentar recebeu **94.594 votos**, mas não alcançou uma das vagas destinadas ao estado e ficou na condição de suplente.
O resultado representa, neste momento, a saída de Vitória da Conquista de uma representação com domicílio eleitoral no município na Câmara Federal.
Waldenor Pereira possui uma longa trajetória política e atualmente exerce mandato referente à legislatura 2023-2027. Durante sua atuação no Congresso Nacional, manteve forte presença em Vitória da Conquista e em municípios do Sudoeste baiano, com a destinação de emendas parlamentares e participação em articulações e projetos voltados para a região.
Antes de chegar à Câmara dos Deputados, Waldenor também construiu uma carreira ligada à educação. Foi reitor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), instituição na qual desenvolveu parte importante de sua trajetória pública.
Em 2024, o petista disputou a Prefeitura de Vitória da Conquista, mas não conseguiu chegar ao comando do município.
Apesar de não ter conquistado a reeleição para a Câmara Federal, Waldenor permanece na condição de suplente de sua federação partidária. Isso significa que ele ainda poderá retornar ao Legislativo durante a próxima legislatura, caso seja aberta uma vaga entre os deputados eleitos.
Entre as possibilidades está a eventual nomeação de um parlamentar eleito para ocupar uma secretaria no Governo da Bahia, em uma possível composição do próximo governo Jerônimo Rodrigues, ou ainda para integrar uma pasta no Governo Federal, em um eventual novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Dessa forma, embora o resultado das urnas tenha interrompido, neste momento, a trajetória de Waldenor como deputado federal eleito, a condição de suplente mantém aberta a possibilidade de seu retorno à Câmara dos Deputados ao longo da próxima legislatura.
Os eleitores baianos foram às urnas na tarde deste domingo, 4, e elegeram 63 deputados estaduais para compor a nova legislatura da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), a partir de fevereiro de 2027.
Os candidatos mais votados neste ano foram: Ivana Bastos (PSD), que estava à frente da Presidência da Alba, com 203.001 votos, seguido por Diego Castro (PL), com 160.117, e Rowenna (PT), com 135.928. Os dados foram disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Veja a lista completa dos deputados eleitos na Bahia
Ivana Bastos (PSD):
Diego Castro (PL):
Rowenna (PT):
Dr. Thiago Gilleno (Republicanos):
Denise Menezes (PSD):
Elinaldo (União):
Rosemberg (PT):
Alex Piatã (PSD):
Pedro Tavares (União Brasil):
Rogério Andrade (MDB):
Sandro Régis (União Brasil):
Luciano Pinheiro (PDT):
Osni (PT):
Cinthya Marabá (PL):
Angelo Almeida (PSB):
Samuel Júnior (PL):
Andrea Castro (PSD):
Vilma Reis (PT):
Tancredo Isidório (Avante):
Marcinho Oliveira (PDT):
Léo de Neco (Avante):
Igor (PL):
Niltinho (PSD):
Júlio Pinheiro (PT):
Jânio Natal Júnior (PL):
Juvenilson Passos:
Hassan de Zé Cocá (PP):
Ricardo Rodrigues (PSD):
Júnior Muniz (PT):
Bobô (PCdoB):
Kleber Rosa (PSOL)
Jordávio Ramos
Fabrício Falcão (PCdoB)
Tagner (PT)
Roberto Carlos (PV)
Eduardo Salles (PV)
Robinson Almeida (PT)
Fátima Nunes (PT)
Marquinho Viana (PV)
Zó do Sertão (PCdoB)
Neusa Cadore (PT)
Euclides Fernandes (PT)
Vitor Azevedo (Avante)
Silva Neto (Avante)
João de Furão (Avante)
Jurailton Santos (Avante)
José de Arimateia (Republicanos)
Neto Coelho (PDT)
Josafá Marinho (PDT)
Cláudia Oliveira (PSD)
Ludmilla Fiscina (PSD)
Carlinhos Sobral (MDB)
Paulo Câmara (PL)
Soldado Prisco (PL)
Penalva (PP)
Luciano Simões (União Brasil)
Dr. Pitágoras (PP)
Tiago Correia (PSDB)
Como fica a composição da ALBA
A composição apontada pela apuração reúne 63 cadeiras, distribuídas entre partidos e federações. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, aparece com a maior bancada, com 20 deputados.
Na sequência estão o PSD, com nove cadeiras; a Federação União Progressista (União Brasil/PP), com oito; e o PL, com sete.
O Avante e o PDT aparecem com cinco cadeiras cada. O Republicanos terá quatro representantes, enquanto MDB terá dois. As federações PSDB/Cidadania e PSOL/Rede terão dois e um deputado, respectivamente.
*Em atualização
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O governador Jerônimo Rodrigues (PT) foi reeleito neste domingo (4) para mais um mandato à frente do Governo da Bahia. A vitória foi confirmada ainda no primeiro turno, com mais de 96% das urnas totalizadas.
Jerônimo superou ACM Neto (União Brasil) e garantiu a permanência no comando do estado por mais quatro anos. Segundo os dados divulgados pelo TSE, o petista alcançou 55,41% dos votos válidos, contra 44,11% do adversário.
Após a confirmação da vitória, Jerônimo também reforçou seu posicionamento para a disputa presidencial e declarou apoio ao presidente Lula (PT) no segundo turno.
“Agora, vamos arregaçar as mangas e seguir para o segundo turno das eleições, ao lado do presidente Lula”, afirmou o governador em mensagem publicada nas redes sociais.
SENADO
A chapa governista também garantiu as duas vagas da Bahia no Senado Federal. Rui Costa (PT) foi eleito para seu primeiro mandato como senador, enquanto Jaques Wagner (PT) foi reeleito.
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As eleições de 2026 registraram, no primeiro turno, o maior índice de abstenção da série histórica para essa etapa da disputa presidencial. Com 99,87% das urnas apuradas às 22h18 deste domingo (4), **21,07% dos eleitores não compareceram às urnas**, o equivalente a aproximadamente **33,1 milhões de brasileiros**, segundo dados da Justiça Eleitoral.
O percentual supera o registrado no primeiro turno das eleições de 2022, quando 20,79% do eleitorado, ou cerca de 32,7 milhões de pessoas, deixaram de votar. Desde 2006, a taxa de abstenção apresenta uma tendência de crescimento, acumulando alta de 4,2 pontos percentuais no período.
Votos brancos e nulos também aumentam
Além do crescimento da abstenção, as eleições deste ano registraram aumento na proporção de votos brancos e nulos na disputa presidencial.
A soma chegou a **4,77% dos votos**, sendo 2,93% nulos e 1,84% brancos. Em 2022, esse percentual havia sido de 4,25%, com 2,82% de votos nulos e 1,43% de brancos.
Na eleição anterior, entretanto, houve uma redução da abstenção no segundo turno. O índice caiu para 20,57%, movimento que ocorreu pela primeira vez em uma eleição presidencial. Na ocasião, especialistas relacionaram a maior participação à disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL).
Diferenças entre os estados
Os índices de ausência também variaram significativamente entre os estados brasileiros.
**Mato Grosso do Sul** apresentou a maior taxa de abstenção, com 23,87%. Na sequência aparecem **Rio de Janeiro (23,32%)**, **Minas Gerais (22,79%)** e **São Paulo (22,54%)**.
Na outra ponta, o **Ceará** registrou a menor taxa de ausência do país, com 15,52%. Depois aparecem **Roraima (17,12%)**, **Piauí (17,16%)** e **Sergipe (17,30%)**.
Perfil dos eleitores ausentes
A Justiça Eleitoral ainda não divulgou o perfil detalhado dos eleitores que deixaram de votar em 2026. Dados referentes às eleições de 2022, porém, apontam maior incidência de abstenção entre homens, pessoas com menor escolaridade e eleitores entre 21 e 29 anos ou com mais de 70 anos — faixa etária em que o voto é facultativo.
A escolaridade também apresentou relação significativa com o comparecimento às urnas. Em 2022, entre os eleitores analfabetos, o índice de abstenção chegou a 52% no primeiro turno e 49,3% no segundo. Entre aqueles com ensino superior completo, a taxa foi de 12,4%.
Menor mobilização durante a campanha
As eleições de 2026 também foram marcadas por uma menor mobilização durante a campanha. Pela primeira vez em décadas, os principais candidatos à Presidência não participaram de debates entre si, enquanto pesquisas realizadas durante o período eleitoral apontaram níveis reduzidos de interesse pelo pleito.
Cientistas políticos ressaltam, no entanto, que ainda não existem pesquisas suficientes para apontar uma causa única para o aumento da abstenção.
Entre as hipóteses discutidas estão o desgaste provocado pelas disputas presidenciais anteriores, dificuldades de deslocamento até os locais de votação — especialmente em áreas da Amazônia e municípios menores — e possíveis desatualizações no cadastro eleitoral.
Custo da ausência é considerado baixo
Outro fator apontado nas análises é o baixo custo financeiro para quem deixa de votar.
No Brasil, o voto é obrigatório para brasileiros alfabetizados entre 18 e 70 anos. O eleitor que não comparece pode apresentar justificativa por meio do aplicativo e-Título ou pelos canais disponibilizados pela Justiça Eleitoral.
Quando a ausência não é justificada dentro do prazo, é aplicada multa de **R$ 3,51 por turno**. O título eleitoral pode ser cancelado caso o eleitor deixe de votar, justificar ou regularizar a situação em três eleições consecutivas.
Em 2025, aproximadamente 5 milhões de eleitores tiveram os títulos cancelados por não terem votado, apresentado justificativa ou pago as multas referentes aos três últimos pleitos.
Abstenção cresce enquanto brancos e nulos perdem espaço
Apesar do aumento registrado neste ano, a longo prazo os votos brancos e nulos apresentam uma trajetória de queda.
Em 2018, eles representaram conjuntamente 8,79% dos votos na eleição presidencial. Em 2002, chegaram a 10,39%.
Uma das interpretações apresentadas por especialistas é de que parte do eleitorado que está descontente ou pouco interessado na disputa pode estar optando por não comparecer às urnas, em vez de votar em branco ou anular o voto.
O fenômeno reforça o peso crescente da abstenção no resultado das eleições brasileiras e coloca a participação eleitoral entre os principais pontos de atenção para os próximos pleitos.
Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT, foram eleitos na noite deste domingo, 2, como senadores pela Bahia. Com % das urnas apuradas, Rui liderou a votação e somou 29,79%. Em segundo lugar, aparece Wagner com 27,35% votos, garantindo a sua recondução à Casa Alta.
A ‘superchapa’ de governadores petistas, encabeçada por Jerônimo Rodrigues, remodela, pela segunda vez, o cenário testado na era carlista na Bahia há 24 anos, em 2002, com o trio formado por Antônio Carlos Magalhães (ACM), César Borges e Paulo Souto, todos do antigo PFL – à época, eles conseguiram as duas cadeiras do Senado e o Palácio de Ondina.
A vitória de Rui e Wagner consolida os dados divulgados pela pesquisa AtlasIntel/A TARDE, divulgada no último sábado, 3, em que mostrou a dupla com uma larga vantagem na disputa. No levantamento, Rui lidera com 27,3% das intenções de voto, no cenário de votos válidos. Wagner, candidato à reeleição, vem em seguida, com 24,6% da preferência dos eleitores.
Quem é Rui Costa?
Nascido em Salvador em 18 de janeiro de 1963, Rui Costa é o novo senador da República. Sua trajetória política iniciou como suplente de vereador de Salvador, em 2000.
Ele comandou ao governo da Bahia durante dois mandatos consecutivos, e após o fim do seu governo, foi nomeado como ministro da Casa Civil pelo presidente Lula (PT), órgão em que ficou até abril de 2026.
Filho do metalúrgico Clóvis dos Santos e de Maria Luzia Costa dos Santos, ele graduou-se em Economia na Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Iniciou sua carreira profissional trabalhando no Polo Petroquímico de Camaçari, onde teve seu primeiro contato com as atividades sindicais. Mais tarde, se tornou diretor do Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia.
Quem é Jaques Wagner?
O senador Jaques Wagner (PT) tem uma longa história na vida pública brasileira, tendo sido governador da Bahia por dois mandatos consecutivos (2007-2010 e 2011-2014) e ministro nos governos de Lula (PT) e Dilma Rousseff (PT).
Jaques nasceu no Rio de Janeiro e é filho de imigrantes judeus poloneses. Hoje está no segundo casamento, com Maria de Fátima Carneiro de Mendonça, mas tem três filhos do primeiro casamento com Beth Wagner, ex-vice-prefeita de Salvador.
Ingressou na carreira política ainda na faculdade, integrou o movimento estudantil em 1969 na PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), onde começou a cursar Engenharia Civil. Abandonou o curso em 1973 e saiu do Rio por medo dos órgãos da ditadura.
Jerônimo Rodrigues (PT) foi reeleito governador da Bahia no primeiro turno das eleições do Palácio de Ondina, neste domingo, 4. Ele recebeu 55,19% dos votos válidos e garantiu mais quatro anos de mandato a partir de 2027. A eleição confirmou o cenário apresentado pela pesquisa AtlasIntel/A TARDE divulgada no sábado, 3.
O seu principal adversário nas urnas, ACM Neto (União), teve 44,27% dos votos, com 94,71% das urnas apuradas — nas duas vezes em que se enfrentaram em uma eleição, o petista sagrou-se vencedor nas duas.
Quem é Jerônimo Rodrigues?
Jerônimo Rodrigues Souza é um professor universitário, engenheiro agrônomo e político brasileiro, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT).
É o primeiro governador autodeclarado indígena da história do Brasil. Ele nasceu no município de Aiaquara, no interior da Bahia, no dia 3 de abril de 1965 e tem 61 anos.
Filho de um vaqueiro e de uma costureira, cresceu no interior do estado e estudou em escola pública. Graduou-se em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e obteve o título de mestre em Ciências Agrárias pela mesma instituição.
É professor licenciado do Departamento de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).
Nikolas Ferreira (PL) está matematicamente reeleito deputado federal por Minas Gerais. Com menos de 10% das urnas apuradas no estado, o comitê do deputado confirmou que o candidato do Partido Liberal já atingiu número suficiente de votos para garantir uma nova vaga na Câmara dos Deputados. Até por volta das 18h, Nikolas já tinha mais de 350 mil votos.
O deputado aguarda a apuração final dos votos em seu comitê de campanha, em Belo Horizonte, ao lado de dezenas de apoiadores e familiares.
Ás 17h:00 foi encerrado a votação nas eleições 2026. Porém muitas pessoas ainda estão nas filas para votar tanto na Zona Urbana quanto na Zona Rural do município. Alguns eleitores conseguiram assegurar o voto através da distribuição de senhas, outros tiveram que voltar para casa sem exercer a cidadania, em decorrência do término do horário de votação. “Muitos confundem o horário, acham que é até às 18h:00”; disse uma mesária. O início da contagem de votos deve prosseguir nas próximas horas.