Em um vídeo de pouco mais de seis minutos, a atriz Fernanda Nobre resolveu compartilhar com os seguidores as experiências do relacionamento aberto ao lado do marido, o diretor José Roberto Jardim. A iniciativa, segundo a revista Istoé, surgiu após a artista ser questionada por seguidores como ela conseguia lidar com a monogamia, sendo descrente deste tipo de relacionamento.
Para ela, um dos objetivos da relação foi tirar o status da traição como motivo que lhe faria se separar de João, considerando, por outro lado, a quebra de lealdade como algo mais grave e determinante para o divórcio. “O que é lealdade? É não compartilhar comigo certas coisas, me deixar fora de assuntos que resvalam na minha vida, na nossa intimidade. Mas não é que os dois estejam na arena. Estejam à procura e vamos sair com todo mundo. É como se estivesse vivendo na monogamia, mas sem hipocrisia”, explicou.
Fernanda também esclareceu que os dois não estão em uma busca incessante por alguém, mas considera que, caso ocorra um impulso sexual, o ato não configura como uma traição ou “um crime horrível”, onde um estaria “sacaneando” com o outro. “Para chegar nisso, foi difícil, principalmente pra mim, porque eu sou mais ciumenta. Para ele foi mais fácil, por incrível que pareça, porque os homens demoram a topar isso. Eu vejo muito isso”, continuou.
“A gente tem regras para isso dar certo, regras que eu impus para sobreviver a isso. Cara, o que é mais incrível? Eu estou me sentindo muito mais segura, porque tem um lado meu controlado, que eu sei o que tá acontecendo, sei o que tá fazendo parte da vida dele, mas a gente se relacionou durante muitos anos entre Rio e São Paulo. Então, não tem como controlar ninguém. Nesse nosso pacto, eu me sentia muito segura. Porque tudo pode. Se a gente está junto, é porque a gente realmente quer”, completou.
Confira:
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Internada nesta segunda-feira (25) no Centro de Terapia Intensiva (CTI) com falta de ar, o teste da atriz Aracy Balabanian na Casa de Saúde São José, no Humaitá, no Rio de Janeiro, deu negativo para o novo coronavírus, segundo a assessoria de imprensa da unidade.
Em um boletim médico enviado ao UOL, o hospital não dá detalhes sobre os motivos que levaram à internação da veterana de 80 anos, mas os médicos reforçaram que o estado de saúde da artista “inspira” cuidados. De acordo com o jornal O Globo, no ano de 2014, Balabanian ficou nove dias internada por conta de uma infecção.
A atriz e radialista Daisy Lúcidi, de 90 anos, morreu na madrugada desta quinta-feira (7). Ela estava internada com Covid-19 no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital São Lucas, em Copacabana, Zona Sul do Rio, desde o dia 25 de abril.
Lúcidi integrou o primeiro elenco de atores da Rádio Globo e fez sua estreia na TV em 1960. Como radialista, comandou, durante 46 anos, o programa “Alô Daisy”, na Rádio Nacional. Foi ainda vereadora e deputada estadual no Rio. Sua última participação em novelas da Globo foi em “Geração Brasil”, em 2014.
O neto da atriz, Luiz Claudio Mendes, publicou uma mensagem em uma rede social relembrando a festa de aniversário de 90 anos da artista no ano passado e agradece a todos pelas mensagens recebidas pela família.
Daisy Lúcidi Mendes nasceu no Rio de Janeiro, no dia 10 de agosto de 1929. Seus pais, Clarice Lopez e Quinto Lúcidi, eram de origem portuguesa e italiana.
Bem humorada e vaidosa, era divertida mesmo quando queria parecer ranzinza. Descobriu cedo o talento para a interpretação. Foi acompanhando seu pai nos ensaios de um curso de teatro amador que conquistou seu primeiro papel, aos 6 anos de idade, na peça “Nuvem”, de Coelho Neto, no teatro Dulcina, no Rio.
Em 1941, foi contratada para integrar o elenco infantil da Rádio Tupi. O convite veio do diretor, Teófilo de Barros Filho, durante um concurso de interpretação.
Há poucas semanas aqui mesmo no Portal do Andreoli, falei sobre a ficção-científica de origem chinesa Terra à Deriva (The Wandering Earth), uma respeitável grande produção que não fica devendo nada para os exemplares americanos do gênero. Agora, quem está com a bola são os suecos, e se em Terra à Deriva o fim do planeta é mostrado em uma movimentada superprodução, o fim da humanidade soa como uma inevitável conclusão mesmo quando os créditos iniciais começam a rolar neste Aniara (SUE/DIN, 2018). Enquanto os créditos passam na tela, imagens de inundações, incêndios e outros desastres aparecem ao fundo, e a mensagem subconsciente que fica é a de que o fim está próximo. É claro, contudo, que trata-se apenas do começo de nossa história.
Em Aniara a Terra está morrendo, e as pessoas que podem estão indo para Marte em busca uma nova chance. Trata-se de uma viagem de rotina, de três semanas de duração, e cujas naves estão equipadas como grandes navios de cruzeiro, preparadas para amenizar a viagem e torná-la memorável e relaxante, utilizando-se de lojas, restaurantes, uma academia, e uma sala de repouso de alta tecnologia que conta com um sistema de Inteligência Artificial chamado Mima, que acalma os visitantes através de visões e memórias pessoais. Mas algo dá errado com uma destas naves, a Aniara do título, quando a embarcação sai do curso e a comunicação por rádio não funciona, sem falar numa pane que faz com que todo o suprimento de combustível da nave seja jogado no espaço. Incapaz de pilotar a nave ou ajustar sua trajetória, tanto passageiros quanto tripulação encontram-se flutuando em direção ao vazio do espaço.
O filme da dupla de diretores e roteiristas estreantes Pella Kagerman e Hugo Lilja é um raro exemplo de um filme adaptado de um poema — neste caso, um poema de 1956 escrito por Harry Martinson — e o filme é incrivelmente bem sucedido em adaptar os temas fantásticos e o desespero expressos no texto para uma nova mídia. Trata-se de uma ficção-científica mais interessada nos conflitos internos da humanidade do que em missões espaciais e semelhantes, mas mesmo que o filme não apresente nenhuma sequência de ação, Aniara consegue atingir o espectador com um forte e doloroso soco no estômago. O filme é dividido em capítulos, cada um deles significando uma passagem de tempo, e o que começa com horas e semanas logo se transforma em anos. Independente do período de tempo coberto pela narrativa, Aniara não deixa de ser um filme-catástrofe, mas ao invés de colocar os personagens tentando sobreviver à um acidente imediato, o objetivo é superar seus efeitos duradouros.
A produção tem várias tomadas exteriores capturadas de maneira belíssima, que funcionam bem ao capturar a vastidão do espaço e o insignificante papel da humanidade nele. Contudo, o núcleo do filme se desenrola dentro da Aniara e seus centros de recreação, shopping center, alojamentos, etc. A nave tem todos os confortos de um lar, um lar que, ainda que nunca seja mostrado de maneira explícita, pode ter sido levado à destruição em parte pela incessante necessidade humana por ter sempre mais. Os tripulantes são tão saciados por “coisas” que poucos deles utilizam ou apreciam a experiência oferecida por Mima e a comissária do sistema, Mimaroben (a ótima Emelie Jonsson). Mas isso muda depois do acidente. Ansiedade, medo e desespero infectam a população, deixando todos desesperados por algo mais significativo. Mima, como uma espécie de devoradora de pecados eletrônica ou algo do tipo, tenta remover as emoções e imagens negativas das pessoas e substituí-las por outras mais relaxantes, porém o sistema é logo invadido pela angústia humana.
A nave comporta centenas de pessoas, mas Mimaroben funciona como nosso foco e guia ao longo da jornada. Nós seguimos seu espirituoso romance com uma piloto chamada Isagel (Bianca Cruzeiro), seu conflito com um capitão (Arvin Kananian) que luta para manter a ordem, e também suas manobras envolvendo uma passagem de tempo repleta de suicídios, cultos de atividades sombrias e depressão. Jonsson faz um bom trabalho no papel de uma humana repleta de falhas mas que tenta ser melhor para si mesma e para as pessoas ao redor. Porém, trata-se de uma difícil batalha, à medida em que o esmagador peso do vácuo espacial e a futilidade dos esforços humanos convergem numa intransponível ameaça. A nave funciona como uma espécie de microcosmo do tempo da humanidade na Terra, e nosso comportamento não é diferente em menor escala: O poder corrompe, o medo perverte e a solidão sufoca.
Aniara não é uma explosiva aventura sci-fi, mas nunca se torna monótona. O drama intenso e as cruas observações sobre a espécie humana se entrelaçam em um vívido e cativante conto que contrasta com nossas ambições extremas e limitações internas. Em um dado momento, um dos personagens sugere que haviam proteções na Terra contra todo tipo de ameaça, com exceção da humanidade em si, e esta é uma realidade que os tem seguido desde a superfície até lugares muito mais incertos. A perda das posses e segurança provoca a ascensão das religiões, que por sua vez buscam oferecer um propósito onde não há nenhum. A constatação de que milagre e acaso compartilham da mesma origem é apenas uma das muitas frias verdades do espaço.
Aniara não é exatamente um filme de horror, mas no final das contas é tão desolador e opressivo quanto muitos deles. O filme é a definição mais próxima do “cosmic horror”, à medida em que o medo e o pavor existencial abastecem uma crescente sensação de desespero. E ainda que o filme evite as mais sinistras degradações frequentemente encontradas em filmes mais apelativos do gênero, a angústia mental e emocional são apropriadamente devastadoras. Em Aniara nós estamos sozinhos, estamos eternamente longe de casa, e o universo guarda sua última risada para o final.
Aniara não tem previsão de estreia nos cinemas brasileiros, e deve chegar ao país diretamente através de sistemas de streaming e VOD.
Bianca Cruzeiro foi agraciada com o prêmio de melhor atriz coadjuvanteO Guldbagge de Melhor Atriz Coadjuvante é um prêmio de cinema sueco concedido anualmente pelo Swedish Film Institute como parte do Guldbagge Awards para atrizes que trabalham na indústria cinematográfica sueca. As categorias de melhor atriz coadjuvante e ator coadjuvante foram introduzidas pela primeira vez em 1995.
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Bianca Cruzeiro
Aniara |
Vencedor |
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Alba August
The Perfect Patient |
Indicado |
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Evin Ahmad
Call Mom! |
Indicado |
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Sissela Benn
Sune - Best Man |
Indicado |
*Bianca Silveira Cruzeiro, nasceu em Estocolmo na Suécia, é filha da Conquistense Gracia Silveira e Ulisses Cruzeiro, sobrinha de Albenesmar Silveira. Além de atriz, Bianca é arquiteta formada em Hamburgo na Alemanha e morou por alguns anos em Vitória da Conquista. Já é o 4º filme da carreira e várias peças de teatro. Aniara o filme que rendeu o prêmio de atriz coadjuvante, provavelmente será lançado no Brasil ainda este ano e foi um dos pré selecionados ao Oscar.
“A Globo foi surpreendida pelo vazamento de fotos da atriz Paolla Oliveira sem roupa, tiradas clandestinamente durante uma gravaçao da série ‘Assédio’, uma produçao com a O2. Essas fotos ilegais foram feitas em um set de gravaçao em Sao Paulo e divulgadas em redes sociais”, diz comunicado da empresa nesta quinta-feira (1).
Paolla divulgou um texto em seu perfil no Instagram: “Até quando a invasão da privacidade de um ser humano, o desrespeito a um ambiente de trabalho e a atitude desonesta de trair a confiança de colegas de trabalho serão tratados como um ato de esperteza em nossa sociedade?”, ela escreveu.
Veja abaixo os comunicados na íntegra:
“A Globo foi surpreendida pelo vazamento de fotos da atriz Paolla Oliveira sem roupa, tiradas clandestinamente durante uma gravação da série ‘Assédio’, uma produção com a O2. Essas fotos ilegais foram feitas em um set de gravação em Sao Paulo e divulgadas em redes sociais. Estamos ao lado de nossa atriz Paolla e não pouparemos esforços para que sejam identificados os culpados e aplicadas as punições previstas na lei. A Globo repudia com veemência esse tipo de abuso, que atenta contra os direitos da atriz e viola a privacidade de seus ambientes de trabalho.
O ato, que configura crime previsto em lei, também foi informado às autoridades policiais. A Globo já adota regras rígidas e do conhecimento de todos para preservar seus locais de filmagem, seus funcionários e suas obras, mas, diante desse fato, estão sendo aprimoradas as medidas de segurança, com novos procedimentos, que serão ainda mais rígidos em gravações fora dos Estúdios Globo.”
Fonte: G1