Os números de mortes por doenças respiratórias deu um salto em 2020, em decorrência da pandemia do novo coronavírus, causador da Covid-19, doença que afeta o sistema respiratório. Na Bahia, entre 1º de janeiro e 19 de abril, foram registrados 3.270 óbitos, número que corresponde a 78% do total de ocorrências em todo o ano passado.
De acordo com dados coletados pelo BNews da Central de Informações do Registro Civil – (CRC Nacional), no período foram 1.896 mortes em decorrência de insuficiência respiratória, enquanto 1.374 pessoas morreram vítimas de pneumonia no estado.
O cenário nacional também não é diferente, com crescente número de internações por insuficiência respiratória e pneumonia, que juntas somaram mais de 95 mil hospitalizações. O número representa 98,5% de todos os registros de 2019, quando foram 96,5 mil atendimentos.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), uma das principais entidades no controle da pandemia no território nacional, houve aumento de internações no país por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) desde fevereiro, antes de a pandemia do novo coronavírus ser decretada.
O infectologista Leonardo Weissmann, consultor da SBI, explicou que pneumonia e influenza (gripe) também podem levar a uma SRAG, por exemplo. “Com a chegada do novo coronavírus, observou-se aumento abrupto nas notificações de SRAG. É um comportamento atípico para esta época do ano”, destaca Weissmann.
Em 2019, o debate sobre problemas relacionados ao transporte público ocupou espaço significativo na pauta da Câmara Municipal. Vereadores, repetidamente, cobraram do Governo Municipal uma posição para viabilizar a melhoria dos serviços oferecidos à população. Empresas sem cumprir contrato, transporte irregular, mobilidade urbana, irregularidades no transporte escolar e outros assuntos ligados ao transporte foram apresentados pelos parlamentares e discutidos com setores da sociedade para que soluções fossem tomadas.
Zona rural sem transporte escolar – Em meados de 2019, denúncias em veículos de comunicação e reclamações de alunos e seus familiares chegaram à Casa dando conta da falta de transporte escolar municipal em algumas localidades da zona rural. O problema foi causado em decorrência do processo de licitação para esse serviço. A população criticou a Prefeitura por fazer muito tarde a licitação, já dentro do ano letivo, deixando alunos sem aula por falta de transporte. Foi relato problemas em localidades rurais como Limeira, Pradoso, São Sebastião, Bate-Pé, Capinal, Iguá e Inhobim. O tema foi debatido em reuniões e na tribuna da Câmara pelos vereadores que cobraram uma solução por parte da Prefeitura. Esta, à época, garantiu que resolveria o problema e garantia o cumprimento de 200 dias letivos, sem prejuízo para os alunos.
Crise no transporte coletivo – Logo nos primeiros meses do ano, a população foi surpreendida com a suspensão das atividades da Viação Cidade Verde em linhas que havia assumido com a retirada da Viação Vitória, no fim de 2018. O não cumprimento dos acordos entre Cidade verde e a Prefeitura foi uma das alegações da empresa para abandonar as linhas. A partir daí diversas discussões começaram a surgir e a Câmara Municipal entrou no processo como conciliadora entre empresa de ônibus e Prefeitura. Diversas reuniões na Casa do Povo foram realizadas com a intenção de se chegar a um acordo.
“Ninguém defendeu a Cidade Verde nesta Casa mais do que eu, e continuo fazendo essa defesa. A empresa presta um serviço de qualidade, mas temos um compromisso com a verdade. Quem foi intransigente e desrespeitou o Legislativo, não comparecendo as reuniões, foi a Cidade Verde e não o Executivo Municipal”, contou o presidente da casa, Luciano Gomes durante as negociações.
Durante o processo, a Casa montou uma comissão especial para acompanhar o desdobramento do caso. Com a saída da Cidade Verde do Lote 1, a comissão de vereadores apresentou ao prefeito demandas dos usuários, principalmente os da zona rural que ficariam sem transporte público. Em resposta, o Executivo contratou, em caráter emergencial, ônibus para suprir essa necessidade até que o problema fosse resolvido inteiramente. “Procuramos o prefeito porque nós vereadores não podíamos deixar que a zona rural ficasse sem ônibus”, explicou o presidente da Câmara. Ele avalia que naquele momento foi a melhor decisão tomada. Uma nova empresa de ônibus passou a operar na cidade suprindo as linhas que até então eram de competência da Viação Vitória. A Viação Rosa vem sendo administrada pela própria Prefeitura.
Transporte alternativo em pauta – Em setembro, após diversas discussões em torno do transporte público e alternativo da cidade, vereadores participaram de uma Audiência Pública sobre o Plano Municipal de Transporte Público, realizada pelo Governo Municipal. Atualmente os parlamentares vem cobrando, de forma intensa, uma solução para o transporte alternativo na cidade, uma expectativa não só dos vereadores, mas sobretudo de motoristas e também dos usuários do transporte público.
Em 2020, a comissão formada por vereadores para fiscalizar o transporte público continuará atuando sempre em busca de um serviço de qualidade para a população.
Fonte: ASCOM/CMVC