A Prefeitura de Itabuna e o Banco do Brasil firmaram, nesta sexta-feira (8), um contrato no qua a instituição financeira concederá empréstimo de R$ 115 milhões ao município, com garantia da União. O acordo prevê a liberação de R$ 95 milhões até 31 de dezembro de 2023 e mais R$ 20 milhões no intervalo de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2024. O contrato foi publicado na edição desta sexta-feira no Diário Oficial do Município.
De acordo com o site Pimenta Blog, além do aval da União, o empréstimo também foi autorizado pela Câmara de Vereadores de Itabuna. A Lei Municipal 2.619/2023, que regulamenta a operação de crédito, prevê que os recursos deverão ser investidos nas seguintes áreas: Infraestrutura Viária, Iluminação Pública, Mobilidade Urbana, Educação, Saúde, Esporte e Lazer.
Quando o Tesouro Nacional avalizou a operação, no mês passado, o prefeito Augusto Castro (PSD) antecipou ao Pimenta Blog que o pacote de obras abrange serviços de drenagem e pavimentação de vinte e quatro bairros da cidade. A Prefeitura já deu início à licitação das intervenções.
CARÊNCIA E TARIFAS
O período de carência para início da quitação do principal da dívida será de doze meses, com fim previsto para 8 de setembro de 2024. O município pagará o crédito em 108 prestações mensais, a partir de outubro do próximo ano.
Como contrapartida à garantia da União, o contrato vincula cotas de repartição das receitas tributárias destinadas ao município. A operação de crédito vencerá em dez anos, no dia 8 de setembro de 2033, data limite para que Itabuna cumpra todas as obrigações contratuais.
Além dos encargos financeiros, a tarifa da contratação do crédito será de 0,70% do valor total contratado (R$ 115 milhões). A quantia também servirá como referência para a comissão de compromisso de 0,20% ao ano.
Também será cobrada tarifa de pagamento antecipado, ao longo de dez anos, nos percentuais de 4,50%, 4,25%, 4%, 3,75%, 3,50%, 3,25%, 3%, 2,75%, 2,5% e 2%, incidindo sobre o valor total do crédito.
Mais de 2 milhões de registros de clientes de bancos que tinham dívidas bancárias de até R$ 100 foram desnegativados nos últimos cinco dias, a partir do Programa Desenrola Brasil. O montante de renegociação somou cerca de R$ 500 milhões em volume financeiro em mais de 150 mil contratos de dívidas. Os dados foram divulgados pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Os clientes poderão aderir ao programa até o dia 31 de dezembro.

“Os números reforçam o compromisso dos bancos brasileiros com o sucesso do programa Desenrola Brasil”, apontou a entidade, em nota. A Febraban, no documento, salientou que cada banco tem uma estratégia de negócio e, por isso, adota políticas próprias para adesão ao programa.
“As condições para renegociação das dívidas, nessa etapa, serão diferenciadas e caberá a cada instituição financeira, que aderir ao programa, defini-la”, explicou a entidade.
A Febraban ratificou que apoia o programa idealizado pelo governo federal para “reintroduzir pessoas com restrição de crédito na economia”.
Um dos exemplos foi divulgado, na sexta (21), pela Caixa Econômica Federal, que havia informado ter renegociado mais de R$ 51 milhões em dívidas nos primeiros dias do programa Desenrola Brasil. O banco divulgou que há espaço para aumentar o número de renegociações uma vez que tem 13 milhões de clientes com dívidas.
Além do que foi divulgado pela Febraban em relação às instituições financeiras associadas, o Banco do Brasil (BB) anunciou que terminou a primeira semana do Desenrola Brasil com renegociações de R$ 1 bilhão em dívidas.
A instituição financeira apontou que 75,8 mil clientes refinanciaram débitos entre 17 e 21 de julho.
Além das pessoas físicas com renda de até R$ 20 mil, o Banco do Brasil teve como foco as renegociações para os demais públicos inadimplentes, micro e pequenas empresas e pessoas físicas em geral.
No caso do Banco do Brasil, clientes interessados em negociar dívidas podem usar o aplicativo ou o site da instituição. Pessoas físicas, podem entrar no endereço da página na internet. As empresas devem fazer o pedido no site.
Uma paralisação dos bancários que aconteceria nesta terça-feira (8) em Vitória da Conquista foi desmarcada pela categoria. O Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista está se mobilizando para que os profissionais da classe sejam incluídos no Plano Nacional de Imunização.
A decisão pelo cancelamento foi tomada em reunião na noite dessa segunda (7) com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), na qual ficou decidido que um encontro com o Ministério da Saúde será realizado na próxima semana. A informação foi divulgada pelo presidente do Sindicato, Leonardo Viana, na manhã desta terça, no programa Brasil Notícias da rádio Brasil FM.
A paralisação das atividades havia sido aprovada na última sexta-feira (6) em assembleia virtual. No sábado, ocorreu uma carreata promovida pelo Sindicato em Conquista para cobrar vacinação da categoria bancária.
O presidente do sindicato explicou que “ontem já estávamos com todos os preparativos para a paralisação, mas nós tivemos uma reunião no final da tarde com a Fenaban, que se comprometeu a intermediar um diálogo com o Ministério da Saúde para que a gente pudesse discutir, através do nosso comando nacional dos bancários, a situação da categoria durante essa pandemia”.
Leonardo Viana denuncia que até agora tentaram diálogo com todas as instâncias da unidade federativa, os Governos Federal, Estadual e Municipal. Foram atendidos pela Secretaria de Saúde do estado .
Apesar de constar como serviço essencial, os trabalhadores não estão inclusos no Plano Nacional de Vacinação e reivindicam entrar na fase 4 do planejamento.
Situação dos bancários
Viana traz dados preocupantes em relação aos bancários nesta pandemia. Ele conta que, na semana passada, três funcionários testaram positivo para Covid-19 em uma mesma agência de Poções (BA). Apenas no primeiro semestre de 2021, houve aumento de 176% de desligamentos por morte em relação a todo o ano de 2020 *Blog do Léo Santos.
Os funcionários do Banco do Brasil de Vitória da Conquista confirmaram que irão aderir à paralisação nacional contra as reestruturações no banco. O ato nacional acontece na próxima sexta-feira (29), com a paralisação das atividades além de mobilizações.
De acordo com sindicato, uma das reivindicações da categoria é a respeito do fechamento de mais de cinco mil postos de trabalho, a desativação de 361 unidades, transferências compulsórias e a retirada de funções. O movimento sindical afirma que as “demissões vão precarizar o atendimento, aumentar o tempo de espera nas filas e sobrecarregar os demais funcionários”. Afirma a nota do Sindicato.
Na região Sudoeste, foi anunciado o fechamento das agências de Abaíra, Encruzilhada e Tremedal.
Nesta sexta-feira (15), as bancárias e bancários do Banco do Brasil de Vitória da Conquista promoveram uma paralisação, retardando a abertura das agências em uma hora, contra o projeto do governo de sucateamento do banco. A manifestação faz parte de um dia de luta que aconteceu por todo país.
A diretoria do BB anunciou, na última segunda-feira (11), a intenção de fechar mais de cinco mil postos de trabalho por meio do Plano de Demissão Voluntária, o fechamento de 361 unidades em todo país e a retirada de funções, como a de caixa.
Em nossa região, onde os clientes já sofrem com a falta de bancários para atender a população, esta medida deve aumentar o tempo de espera nas filas. A agência BB/Vitória da Conquista, por exemplo, está programada para perder 15 funcionários por meio de remoção.
Outro grande impacto acontecerá nas economias locais. O anúncio do fechamento das unidades de Abaíra, Encruzilhada e Tremedal já preocupa os governos e comerciantes locais, que preveem uma fuga de capital, tendo em vista que aposentados e demais usuários terão que se deslocar para outros municípios para realizar saques.
“Essas reestruturações que vêm passando os bancos públicos são fruto de políticas de sucateamento do sistema bancário do país, promovidas pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro Paulo Guedes, e que vão prejudicar tanto os trabalhadores quanto a população. Com o fechamento das agências nessas três cidades, a população terá que se deslocar para sacar dinheiro em outros municípios, promovendo uma escassez de recursos e enfraquecendo o comércio local. Para os trabalhadores bancários, a perda de 5 mil postos de trabalho vai acarretar no acúmulo de funções e o aumento do adoecimento da categoria, que já sofre com os altos índices de LER/Dort e doenças psicológicas. É preciso que o governo federal desista dessa política de ataque aos bancos públicos e promova concursos para ocupar as vagas ociosas nas agências mais distantes, ao invés de transferir os trabalhadores que já estão instalados em seus locais de trabalho, já que sabemos o quanto essas agências são lucrativas”, considera Leonardo Viana, presidente do Sindicato dos Bancários.
O presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro da Economia, Paulo Guedes, a demissão do presidente do Banco do Brasil, André Brandão.
Segundo fontes do Planalto, não há comunicado oficial da demissão porque o ministro busca reverter o pedido.
O pedido de demissão foi motivado pelo anúncio de fechamento de cerca de 200 agências e do plano de reestruturação que prevê um programa de demissão voluntária com o objetivo cortar 5 mil vagas. Bolsonaro não concordou com as medidas.
Na manhã desta quinta-feira, o Banco do Brasil informou ao mercado por meio da divulgação de “fato relevante” à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) não ter recebido nenhuma comunicação formal por parte do “acionista controlador” (o governo federal) sobre decisão a respeito da demissão da instituição.
De acordo com o blog da Ana Flor, Bolsonaro se irritou com o anúncio, feito no início desta semana, do fechamento de agências e do programa de demissão voluntária.
Segundo informou ao blog de Valdo Cruz um auxiliar presidencial, Bolsonaro pressiona para que o plano seja suspenso, ou pelo menos adiado, a fim de evitar influência nas eleições dos novos presidentes da Câmara e Senado — Bolsonaro apoia Arthur Lira (PP-AL) na Câmara e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) no Senado.
Parlamentares estão reclamando, de acordo com o blog, do fechamento de agências em suas bases eleitorais.
Nesta quinta (14), apesar do fato relevante encaminhado pelo banco ao mercado, informou o blog de Valdo Cruz, a situação de André Brandão permanecia indefinida.
André Brandão tomou posse na presidência do banco em setembro do ano passado egresso do grupo HSBC, onde foi presidente. Ele tem mais de 20 anos de atuação no mercado financeiro.
No HSBC, começou a atuar no final de 1999, na área de renda fixa, vendas e câmbio. Em 2001, assumiu o cargo de diretor de tesouraria, e posteriormente, foi promovido a diretor-executivo de tesouraria. Ele também atuou como diretor da área de mercado do banco para toda a América Latina, antes de chegar à presidência, em 2012. Além do HSBC, já trabalhou também no Citibank, entre São Paulo e Nova York. *G1
Nossa equipe de reportagem esteve na manhã desta quinta-feira (07), em frente a agencia do Banco do Brasil localizada na Praça Barão do Rio Branco e ouviu clientes que reclamam da demora no atendimento e das longas filas nos bancos de Vitória da Conquista.
O problema, que já é antigo na cidade persiste ano após ano e os mais prejudicados são as pessoas que necessitam de atendimento presencial e ficam até mais 4 horas esperando nas filas
Ouça a reportagem:
Um grupo suspeito de roubar uma agência do Banco do Brasil, na sexta-feira (29) em Teixeira de Freitas, foi preso em uma operação integrada das polícias Militar e Federal na manhã deste domingo (1) no Aeroporto de Porto Seguro, no Sul do estado. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), cinco pessoas foram capturadas com uma grande quantia em dinheiro escondida em malas. O valor apreendido não foi informado.
Ainda conforme a SSP, o grupo era uma organização criminosa especializada em furtos contra agências bancárias.
A PM e a PF começaram a monitorar o grupo desde a sexta-feira. Ações de inteligência e denúncias levaram as equipes até o Aeroporto do município de Porto Seguro. O quinteto programava viajar para São Paulo com o dinheiro furtado.
O Burger King apresentou nesta sexta-feira (3) um vídeo que lança uma indireta à censura imposta pelo presidente Jair Bolsonaro à propaganda do Banco do Brasil na semana passada.
Sem citar diretamente a atitude do presidente de mandar tirar do ar um vídeo que destacava atores negros em personagens com aparência jovem moderna, a rede de fast food manda uma mensagem repleta de referências ao caso.
"Procura-se elenco para comercial. O Burger King está recrutando pessoas para seu novo comercial"dizem as frases do vídeo.
E prossegue: "Para participar, basta se encaixar nos seguintes requisitos: ter participado de um comercial de banco que tenha sido vetado e censurado nas últimas semanas. Pode ser homem, mulher, negro, branco, gay, hétero, trans, jovem, idoso."
Em referência ainda mais explicita à propaganda proibida por Bolsonaro, o vídeo do Burger King diz que curtir fazer selfie é opcional.
E conclui: "No Burger King, todo mundo é bem-vindo. Sempre."
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Imagem da propaganda censurada[/caption]
Fonte: Folha de São Paulo