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O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fala por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden na tarde deta terça-feira (30).

A conversa está marcada para às 15h30 no horário de Brasília. O compromisso foi anunciado primeiro na agenda oficial da Casa Branca.

O tema da ligação não foi divulgado, mas acontece após as eleições na Venezuela, que reelegeram Nicolás Maduro, segundo o Conselho Nacional Eleitoral do país. O resultado questionado por diferentes países.

Brasil e Estados Unidos estão entre os que pediram a relação detalhada de votos na Venezuela. Nos EUA, o secretário de Estado, Antony Blinken, expressou “grave preocupação” com a possibilidade de o resultado não refletir a vontade da população e pediu uma apuração “justa e transparente”.

Já o Brasil, que se aproximou do país vizinho com o governo Lula, também demonstrou cautela na manifestação quanto ao resultado as eleições, afirmando que acompanhava com atenção o processo de apuração e reafirmou o princípio da soberania popular, a ser observado por meio da “verificação imparcial dos resultados”.

 

Mariana Brasil/Folhapress

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Os Estados Unidos anunciarão sua intenção de injetar recursos no Fundo Amazônia, segundo o texto do comunicado conjunto que era negociado entre os dois países na noite de quinta-feira (9). O anúncio deve ser feito após a conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula das Silva (PT) e Joe Biden, que se reúnem no Salão Oval da Casa Branca nesta sexta-feira (10).
O comunicado confirma a defesa do meio ambiente e os investimentos em energia sustentável como os principais eixos do relançamento das relações entre Brasil e EUA, após anos de esfriamento durante os governos Biden e Jair Bolsonaro (PL). O texto ainda trará uma condenação do extremismo político, o apoio americano à expansão do Conselho de Segurança da ONU e falará da Guerra da Ucrânia sem uma condenação direta à Rússia.
O governo brasileiro não previa um comunicado conjunto de Lula e Biden até a antevéspera da visita. A iniciativa de um comunicado conjunto teria partido de autoridades do governo americano, segundo diplomatas.
O Fundo Amazônia é a principal iniciativa de arrecadação de recursos para conservação e combate ao desmatamento na floresta, bancado pela Noruega e pela Alemanha, e, em menor parte, pela Petrobras, gerido pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento).
Desde a gestão Ricardo Salles no Meio Ambiente, durante o governo Bolsonaro, o Brasil pede recursos do governo americano para ajudar na preservação ambiental, mas as negociações não avançavam porque os EUA não viam sinais de comprometimento do ex-presidente nessa temática.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, se encontrará com o enviado especial para o clima do governo americano, John Kerry, no Salão Oval da Casa Branca, junto com Biden e Lula. Kerry já havia sinalizado ao governo americano que poderia participar do Fundo Amazônia, em uma mudança de postura da Casa Branca. Ele se encontrou com Marina e Lula na COP27, no Egito, depois da eleição, e voltou a se reunir com comitiva brasileira no Fórum Econômico Mundial em Davos.
Os dois países, que viveram tentativas de golpe semelhantes em 6 de janeiro de 2021 em Washington e em 8 de janeiro de 2023 em Brasília, também devem condenar o extremismo político e pedir o combate à desinformação no comunicado conjunto. O texto em negociação afirma que Biden e Lula rejeitam o extremismo, a violência política, o discurso de ódio e pedem a construção da resiliência das sociedades ante à desinformação.
Já o posicionamento do Brasil em relação à Guerra da Ucrânia gerou divergências. Lula pretende lançar um “clube da paz” para negociar o fim do conflito no Leste Europeu. Apesar de condenar a invasão feita pela Rússia, o petista se opõe ao envio de armas e munições aos ucranianos e à adoção de sanções contra os russos. Já os EUA vêm destinando bilhões em ajuda à Ucrânia e seguem retaliando o governo de Vladimir Putin.
Segundo apuração da reportagem, o texto do comunicado, até a noite desta quinta, não condenava diretamente a Rússia pela invasão da Ucrânia, após objeções dos negociadores brasileiros à linguagem mais específica sobre a agressão russa. Depois de muita negociação, os dois países decidiram falar apenas sobre a cooperação entre Brasil e EUA para discutir questões regionais e globais, inclusive a guerra.
Em um aceno ao Brasil, o comunicado deve falar ainda sobre o apoio dos dois países à expansão do Conselho de Segurança da ONU, uma demanda antiga da diplomacia lulista. Biden vem defendendo a reforma de instituições como as Nações Unidas para refletir de forma mais equilibrada a nova realidade global. Hoje, o Conselho de Segurança tem apenas cinco membros permanentes, com poder de veto – China, Rússia, EUA, França, e Reino Unido.
Além do Fundo Amazônia, o governo Biden estuda outro envio de ajuda à região. Negociadores americanos sinalizaram em reunião fechada nesta semana que a Casa Branca estuda doar US$ 4,5 bilhões (R$ 23,8 bilhões) em assistência à região da bacia do rio Amazonas (que envolve Brasil, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Suriname e Bolívia) até 2030 para o combate à crise climática.
Lula chegou a Washington, porém, sem uma posição conjunta dos países da região amazônica –o que seria necessário para formalizar a doação. A avaliação é de que a negociação mais sensível para chegar a essa posição coletiva seria com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro.
Para Nick Zimmerman, diretor para Brasil e Cone Sul no Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca durante o governo Barack Obama, “o governo Biden deu sinais claros de seu interesse em apoiar os esforços contra o desmatamento do Brasil, inclusive por meio de financiamento direto.”

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Os Estados Unidos (EUA) irão enviar, pelo menos 20 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 para outros países até o final de junho. A informação foi divulgada pelo presidente Joe Biden, nesta segunda-feira (17), marcando a primeira vez que os EUA estão compartilhando imunizantes autorizados para uso interno no país.

 

Biden anunciou que enviará doses dos imunizantes da Pfizer/BioNTech, da Moderna e da Johnson & Johnson, além dos 60 milhões de doses da Oxford/AstraZeneca que ele já havia planejado enviar a outros países. De acordo com a imprensa do país, as doses serão entregues até o fim de junho. Não foi especificado a que países serão mandadas, de acordo com o G1.

 

Ao contrário dos outros imunizantes citados, a vacina da AstraZeneca ainda não está autorizada para uso nos Estados Unidos.

 

“Assim como na Segunda Guerra Mundial a América era o arsenal da democracia, na batalha contra a pandemia de Covid-19 nossa nação será o arsenal de vacinas”, disse Biden. O presidente afirmou que nenhum outro país enviará mais vacinas ao exterior do que os Estados Unidos.

 

Os EUA administraram mais de 272 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 e distribuíram aos Estados mais de 340 milhões, de acordo com dados federais atualizados na manhã desta segunda-feira.

 

Com quase 60% dos adultos norte-americanos tendo recebido pelo menos a primeira dose, o país está bem à frente de muitas nações como o Brasil e a Índia, que estão desesperados por mais doses e lutando para controlar surtos de Covid-19.

 

Biden está sob pressão global para compartilhar as vacinas dos Estados Unidos, mas o líder norte-americano insistiu que precisava primeiro controlar a pandemia “em casa”.

 

Serão vacinas das fabricantes Pfizer, Moderna e Johnson & Johnson —todas aprovadas pela autoridade médica dos EUA, a FDA (Administração de Alimentos e Drogas, na sigla em inglês).

 

A secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, confirmou que o envio já está programado, mas não detalhou para quais países. “Essa é a maior quantidade de doses doadas por qualquer país do mundo”, ela afirmou.

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Joe Biden e Donald Trump disputam nesta terça (3) uma eleição presidencial que deve bater recorde histórico de participação, com mais de 150 milhões de votos.

O número se torna ainda mais impressionante ao lembrar que o voto não é obrigatório nos Estados Unidos. Em 2016, cerca de 60% dos 240 milhões dos cidadãos aptos votaram, mas este ano a porcentagem deve ficar acima dos 65%, segundo projeções.

Quando será anunciado o vencedor, porém, ainda é incerto. Diferentemente de 2016, quando Trump foi confirmado vitorioso já na madrugada seguinte ao dia da votação, é esperado que a apuração dos votos neste ano demore mais.

Isso porque alguns estados só começam a contar os votos que chegam por correspondência após o fechamento das urnas. Como é preciso validar a autenticidade da cédula e, em 2020, houve aumento nessa modalidade de votação, a demora é prevista pela maioria dos analistas eleitorais americanos.

Para vencer a eleição e se tornar presidente, não basta conquistar a maior quantidade de votos populares. Os Estados Unidos adotam o sistema de Colégio Eleitoral, que tem 538 integrantes. Um candidato à presidência precisa garantir 270 deles para chegar ao cargo.

Quando os eleitores norte-americanos votam, eles na verdade estão decidindo para quem vão entregar os delegados de seus estados. E estados com mais habitantes têm mais delegados no Colégio Eleitoral. O sistema do Colégio Eleitoral existe justamente para que estados mais populosos tenham peso maior na decisão.

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