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Recordar é Viver. Clique no link e veja a entrevista do apresentador Jô Soares com o músico Léo Jaime.
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O apresentador, humorista, ator e escritor Jô Soares morreu às 2h30 desta sexta-feira (5), aos 84 anos. Considerado um dos maiores humoristas do Brasil, o apresentador do “Programa do Jô”, exibido na TV Globo de 2000 a 2016, estava internado desde 28 de julho no Hospital Sírio-Libanês, na região central de São Paulo, onde deu entrada para tratar de uma pneumonia.

A causa da morte não foi divulgada. O enterro e velório serão reservados à família e amigos, em data e local ainda não informados.

O anúncio da morte foi feito por Flávia Pedra, ex-mulher de Jô, e confirmada em nota pela assessoria de imprensa do Hospital Sírio-Libanês.

“Você é orgulho pra todo mundo que compartilhou de alguma forma a vida com você. Agradeço aos senhores Tempo e Espaço, por terem me dado a sorte de deixar nossas vidas se cruzarem. Obrigada pelas risadas de dar asma, por nossas casas do meu jeito, pelas viagens aos lugares mais chiques e mais mequetrefes, pela quantidade de filmes, que você achava uma sorte eu não lembrar pra ver de novo, e pela quantidade indecente de sorvete que a gente tomou assistindo”, escreveu Flávia em uma rede social.

 

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Talvez o ruído da gargalhada de Ubirajara Penacho dos Reis (5 de setembro de 1934 – 22 de dezembro de 2019) seja o som primordialmente associado a este músico baiano popularmente conhecido como Bira.

Mas o som elétrico extraído do manuseio das cordas do baixo também foi uma marca de Bira, que ganhou fama nacional ao integrar o grupo musical (originalmente um quinteto que virou sexteto) arregimentado por Jô Soares para o talk-show que Jô – apresentador, escritor, diretor, ator, humorista e também músico – comandou na TV de 1988 a 2016, primeiramente no SBT e desde 2000 na TV Globo.

Três anos após sair do ar, Bira sai de cena aos 85 anos, deixando na memória do público o riso que contagiava os telespectadores do Programa do Jô e também a refinada musicalidade. O baixista morreu na manhã deste domingo, 22 de dezembro, em hospital da cidade de São Paulo (SP) em decorrência de AVC sofrido na sexta-feira, 20.

Bira foi diplomado na escola da Bossa Nova. E, por isso mesmo, desde cedo conseguiu dominar a língua do jazz, idioma que praticou quando tocou em boates de Salvador (BA) nos anos 1960, décadas antes da criação do grupo musical do programa de Jô Soares, cuja última formação trazia Bira ao lado de Chiquinho Oliveira (trompete), Derico Sciotti (saxofone), Miltinho (bateria), Osmar Barutti (piano) e Tomati (guitarra).

Com o grupo inicialmente chamado Quinteto Onze e Meia, Bira lançou álbum em 1992 com repertório que alternou músicas brasileiras e canções norte-americanas.

Como integrante do Sexteto do Jô, Bira gravou com Jô Soares um disco ao vivo editado em 2000 com o registro de show captado em novembro de 1999 em casa de shows da cidade de São Paulo (SP).

Neste disco, Jô e o sexteto tocam músicas do songbook da canção norte-americana de acento jazzístico – como A night in Tunisia (Dizzy Gillespie, 1942), Caravan (Duke Ellington, Juan Tizol e Irving Mills, 1936) e Summertime (George Gerswhin, DuBose Heyward e Ira Gershwin, 1935) – entre tema de autoria de Jô com o sexteto, Enkrenka.

A saída de cena de Bira entristece não somente os telespectadores, mas também os artistas convidados a falar e a cantar no Programa do Jô.

Por Mauro Ferreira – Jornalista carioca que escreve sobre música desde 1987, com passagens em ‘O Globo’ e ‘Bizz’. Faz um guia para todas as tribos

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