Após a desistência de Joe Biden, a plataforma de arrecadação de fundos para a campanha do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos arrecadou US$ 46,7 milhões (aproximadamente R$ 259 milhões). O valor foi alcançado até às 22h de domingo (21).
O que aconteceu
Arrecadação em um dia bateu recorde. A plataforma ActBlue anunciou nas redes sociais que “este foi o maior dia de captação de recursos do ciclo de 2024”.
Segundo a plataforma, os doadores estão entusiasmados com o novo momento da campanha do partido. A quantia foi arrecadada horas após o atual presidente, Joe Biden, desistir da reeleição e endossar a candidatura de sua vice, Kamala Harris.
Valor continua crescendo. Em atualização, pouco depois das 20h no horário de Brasília, e cinco horas após o anúncio de Biden, a plataforma já havia batido a marca dos US$ 27 milhões. Duas horas após, a quantia já havia chegado aos US$ 45 milhões.
Kamala inicia ofensiva mesmo sem confirmação do partido
A desistência de Joe Biden da campanha à reeleição abriu caminho para uma possível nomeação de Kamala Harris, sua vice-presidente. A democrata ainda precisa da confirmação do partido para se lançar na disputa, mas já iniciou a campanha.
O democrata Joe Biden, de 78 anos, tomou posse nesta quarta-feira (20) como o 46º presidente dos Estados Unidos, sucedendo o republicano Donald Trump. Em seu discurso inaugural, o democrata pediu união para derrotar o extremismo e restaurar a alma americana.
“Temos que nos unir para enfrentar nossos inimigos: raiva, ódio, extremismo, violência, doença, desemprego e desesperança”, disse o presidente. “Com união, podemos fazer grandes coisas, coisas importantes.”
Eu sei que falar de unidade pode soar para alguns como uma fantasia tola nos dias de hoje”, disse Biden. “Sei que as forças que nos dividem são profundas e reais, e também sei que não são novas.”
“Aprendemos novamente que a democracia é preciosa”, disse o presidente. “E agora, meus amigos, a democracia prevaleceu.”
O presidente citou também os efeitos da pandemia do novo coronavírus, que tirou a vida de milhares de americanos e afetou a economia, e as mudanças climáticas como desafios da sua administração. Além disso, ele reforçou que é importante que os EUA garantam a igualdade entre as pessoas.
Pouco antes, a vice-presidente Kamala Harris foi empossada como a primeira mulher a ocupar o cargo na história dos EUA. “Não me digam que as coisas não podem mudar”, disse Biden.
Biden também usou seu discurso para fazer uma promessa à comunidade internacional, depois de quatro anos da agenda America First (América em primeiro lugar, em português), do governo Trump.
“Vamos restaurar nossas alianças e nos reunir com o mundo novamente, não para enfrentar os desafios de ontem, mas os de hoje e de amanhã”, disse o presidente. *G1.com
O Congresso americano confirmou na madrugada desta quinta-feira (7) a vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. O presidente eleito tomará posse em 20 de janeiro.
Após horas de interrupção da sessão devido à invasão ao Capitólio por extremistas apoiadores de Donald Trump, o vice-presidente Mike Pence ratificou a contagem dos votos no Colégio Eleitoral às 5h44 (horário de Brasília).
“O anúncio do estado da votação pelo presidente do Senado será considerado uma declaração suficiente para as pessoas eleitas presidente e vice-presidente dos Estados Unidos para o mandato que começa no dia 20 de janeiro de 2021 e será inscrito junto à lista de votos nos jornais do Senado e da Câmara dos Representantes”, afirmou Pence antes de encerrar a sessão.
Ao retomar a sessão, Pence — que também saiu derrotado na tentativa de se reeleger vice na chapa de Trump — criticou a invasão do Capitólio e celebrou a volta da sessão:
Em condições normais, a sessão seria um procedimento meramente formal. Mas Trump pressionava Pence, que presidiu a sessão porque nos EUA o vice-presidente também ocupa o cargo de presidente do Senado, a não aceitar a certificação de Biden.
Depois da formalização, Trump afirmou que “haverá uma transição ordeira em 20 de janeiro”. “Embora isso represente o fim do maior primeiro mandato da história presidencial, é apenas o começo de nossa luta para tornar a América grande de novo”, afirmou o presidente americano ao reconhecer a derrota para Biden. *G1
Veículos de imprensa americanos informaram, nesta segunda-feira (7), que o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, vai escolher o general Lloyd J. Austin III para ser o novo secretário de Defesa do país. De acordo com o G1, ele pode se tornar o primeiro homem negro a comandar o Pentágono na história.
Entretanto, para que a escolha se confirme, Austin precisa que seu nome seja aprovado pelo Congresso, pois militares que foram para a reserva há menos de sete anos normalmente passam por uma sabatina. O general saiu da ativa há quatro anos.
Austin ficou conhecido por sua atuação na Guerra do Iraque, quando liderou as forças de coalizão pró-EUA no Oriente Médio. Ele esteve presente no confronto desde o início, em 2003, e também foi assistente de uma das divisões de infantaria.
A relação entre o militar e Biden começou em 2008, durante o governo de Barack Obama. Em 2012, Austin foi vice-chefe de gabinete do Exército. No ano seguinte, assumiu o Comando Central dos EUA e desenvolveu a estratégia para combater terroristas do Estado Islâmico na Síria e no Iraque.
Vale lembrar que Biden vem nomeando integrantes do novo governo americano com a intenção de promover maior diversidade étnica. Donald Trump, atual presidente, porém, ainda não admitiu a derrota nas eleições de novembro.
Após uma semana, Donald Trump finalmente reconheceu, em um tuíte, a vitória de Joe Biden nas eleições de 3 de novembro. O presidente americano, porém, voltou a recorrer ao falso argumento de que a votação foi fraudada para justificar sua derrota para o democrata.
“Ele venceu porque a eleição foi manipulada”, Trump escreveu neste domingo, em uma postagem que apagou depois que a rede social marcou a publicação como contendo informações não comprovadas. “Nenhum fiscal ou observador de voto foi permitido, voto tabulado por uma empresa privada da esquerda radical, Dominion, com uma má reputação e equipamento ruim que nem pôde se qualificar para o Texas (que ganhei por muito!).”
Uma hora depois, em outros dois tuítes, Trump tentou se emendar: “Ele só ganhou aos olhos da imprensa fake news”, disse. “Eu não reconheço nada. Temos um longo caminho pela frente. Esta foi uma eleição fraudada”, completou. As novas postagens também foram marcadas como não confiáveis pelo Twitter.
Desde que sua derrota ficou clara , há oito dias, Trump vem contestando a vitória eleitoral de Biden, com base em falsas alegações de fraude que têm sido rejeitadas pela Justiça em todo o país e mesmo por autoridades federais encarregadas de supervisionar a lisura do pleito.
Na sexta, 16 promotores federais que haviam sido designados para monitorar a eleição escreveram uma carta ao secretário de Justiça de Trump, William Barr, afirmando não haver quaisquer indícios de irregularidades que comprometam os resultados da eleição.
Na quinta, integrantes de agências federais e associações estaduais responsáveis por supervisionar a infraestrutura das eleições americanas encerradas em 3 de novembro afirmaram não ter encontrado qualquer sinal de irregularidade no processo. Eles refutaram questionamentos sobre a integridade e a segurança da votação — base dos argumentos de Trump para rejeitar sua derrota nas urnas .
“A eleição de 3 de novembro foi a mais segura da História americana . Neste momento, ao redor do país, agentes eleitorais estão revisando todo o processo antes de certificar os resultados”, afirmou o comunicado conjunto do Conselho Governamental de Coordenação de Infraestrutura Eleitoral e da Comissão Executiva de Coordenação do Setor de Infraestrutura Eleitoral.
O Conselho e a Comissão são formados por agências federais, na maioria subordinadas ao Departamento de Segurança Interna, e por associações de autoridades estaduais. Eles supervisionam diferentes níveis de organização do pleito: registro dos eleitores, modelo de votação e, principalmente, a segurança dos sistemas usados ao longo do processo. *O Globo.com
O governo do presidente norte-americano Donald Trump bloqueou o acesso da equipe do presidente eleito, Joe Biden, a informações e recursos para que seja iniciada a transição de poder nos Estados Unidos.
O time de Trump se recusa a assinar uma carta oficial, como é de praxe, que permite ao democrata iniciar formalmente a transição após ter sido declarado vencedor da disputa presidencial. Trump ainda não admitiu a derrota e acusa, sem provas, o Partido Democrata de ter cometido fraude nestas eleições.
Protocolo
Nos EUA, assim que um novo presidente é eleito, a Administração de Serviços Gerais (GSA, na sigla em inglês) autoriza de maneira formal o início da transição. A agência assina uma carta que libera recursos para pagamento de salários e apoio administrativo aos novos funcionários, além do acesso à burocracia americana — neste ano, o valor total é estimado em US$ 9,9 milhões (R$ 52,97 milhões).
O processo funciona assim desde 1963, quando a Lei de Transição Presidencial foi promulgada e, até agora, começava sempre horas ou dias depois de um novo presidente ser declarado eleito.
Em 2016, Barack Obama, por exemplo, concedeu rapidamente a transição a Trump e, inclusive, recebeu o republicano na Casa Branca após o resultado da eleição que o declarou vencedor sobre Hillary Clinton.

O democrata Joe Biden alcançou os 270 delegados no Colégio Eleitoral neste sábado (7), segundo projeções de diversos veículos de imprensa, número suficiente para derrotar o republicano Donald Trump e se sagrar o 46º presidente dos Estados Unidos.
Embora não oficial, esse tipo de projeção é suficiente para que a sociedade americana reconheça a eleição de um presidente.
Na manhã deste sábado, faltavam pelo menos 6 votos no colégio eleitoral para que Biden chegasse a 270 sua vitória se confirmasse, segundo as projeções da Associated Press. Com a vitória projetada na Pensilvânia, Biden chegou a 284 delegados.
Outros veículos, como o “New York Times”, por exemplo, ainda não haviam declarado Biden vencedor no Arizona, que tem 11 delegados. Porém, com os 20 votos eleitorais da Pensilvânia, a disputa no Arizona passou a ser indiferente, já que não muda mais o resultado.
Rita Oliveira, Conquistense que mora nos EUA em San Diego mandou a mensagem sobre a eleição de Joe Biden como novo presidente dos EUA
O Brasil seguirá normalmente as relações com os Estados Unidos sob uma eventual presidência do democrata Joe Biden, disse na última sexta-feira (6) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Em evento promovido pelo Banco Itaú, o ministro afirmou que o relativo isolamento da economia brasileira permite que o resultado das eleições norte-americanas não afete tanto o crescimento econômico do país nos próximos anos.
“Eventualmente, havendo mudança [na política dos Estados Unidos], me parece que os dados indicam que isso está próximo de acontecer, isso não afeta nossa dinâmica de crescimento de forma alguma”, declarou Guedes. Para ele, os eventos externos afetam principalmente os fluxos de investimentos e preços de ativos financeiros, como o câmbio, mas não impactam tanto a economia real, segundo a Agência Brasil.
Na avaliação de Guedes, a retomada do crescimento da economia brasileira depende mais da continuidade das reformas, de privatizações, de mudanças no sistema tributário e da liberalização de marcos regulatórios e de melhorias no ambiente de negócios. “Particularmente sobre os Estados Unidos, voltando para a questão macro, nós estávamos, e continuaremos trabalhando, com todo mundo. Nós vamos dançar com todo mundo porque nós chegamos atrasados à festa. Queremos dançar com todo mundo. Vamos seguir o nosso relacionamento”, disse Guedes.
Sobre as críticas da comunidade internacional à política ambiental do Brasil, Guedes disse haver protecionismo por trás das avaliações de alguns países que subsidiam a agricultura e, na avaliação dele, usam medidas ambientais para manter o protecionismo. “Se, por um lado, existe essa preocupação com o meio ambiente lá fora, no exterior, e isso também pode criar problemas para os investimentos externos, você vê também que há uma pauta disfarçada de interesses comerciais”, declarou.
O ministro acrescentou que as questões comerciais podem ser resolvidas por meio de negociações complexas, que exigem maturidade nas discussões. “Países que dão subsídios à agricultura e que usam o tema ambiental para esconder a falta de competitividade que eles têm e nos atacam. Por isso é muito importante manter a serenidade e o equilíbrio durante essas negociações, durante essas conversas”, completou.
Sobre o câmbio, o ministro disse que a desvalorização de cerca de 35% do dólar neste ano exige menos reservas internacionais do país. Guedes, no entanto, disse que o governo não pretende queimar reservas em ritmo acelerado.
“Uma coisa é você estar com a moeda [o dólar] a R$ 1,80, R$ 2, R$ 2,20, R$ 2,80, sobrevalorizada claramente. Outra coisa é você estar a R$ 5,50. Aí você não precisa de tanta reserva para defender uma moeda que não está mais sobrevalorizada”, disse. “Também não queremos ter muito menos não, nós queremos ser um credor líquido internacional, é uma meta nossa. Nós não vamos queimar reservas”, comentou Guedes.
As reservas internacionais funcionam como um seguro para o país contra crises externas. Para isso, elas precisam ser superiores à dívida externa total (pública e privada) do país. Atualmente, o Brasil tem US$ 354,5 bilhões, contra uma dívida externa de US$ 303,7 bilhões.
Fonte: Agência Brasil