Na sessão desta sexta-feira (11) a vereadora Léia de Quinho (PSD) começou o seu discurso dando voz à comunidade de São João da Vitória, conhecida como Batuque, onde esteve nesta quinta-feira (10). Ela disse ter saído triste com a situação que encontrou em um distrito de gente trabalhadora e honesta, mas que tem sofrido com “terríveis falhas na infraestrutura, como esgotos a céu aberto”. Ela chamou o Poder Executivo e dos secretários de Agricultura e Infraestrutura para conhecerem as deficiências e tomar providências.
Sobre a Exposição Conquista, a vereadora disse que aconteceu mais uma reunião em Salvador entre a diretoria da Coopmac e lideranças políticas regionais para definir a data do evento. Segundo ela, a Exposição vai acontecer na primeira semana de junho, com incentivo financeiro do Governo do Estado.
Em relação à saúde, a vereadora agradeceu à Ceres Almeida, diretora do Esaú Matos, com quem esteve reunida junto à Comissão de Mulheres, para tratar de demandas relacionadas à saúde materna e infantil. “Levamos nossas demandas e ela se prontificou a dar um veredito sobre o caso do bebê que faleceu na unidade”.
O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Quinho (PSD), e sua esposa, a vereadora Léia Meira (PSD), estão sob investigação da Polícia Federal por suspeita de compra de votos e lavagem de dinheiro durante a eleição de 2024 em Vitória da Conquista. De acordo com documentos obtidos pelo portal Aratu On, a apuração aponta o uso de cerca de R$ 1 milhão, parte dos quais teria sido empregada no pagamento de eleitores e no desvio de recursos do financiamento eleitoral. A investigação, iniciada em outubro de 2023, indica que eleitores teriam recebido valores entre R$ 100 e R$ 150 para votar em Léia, que foi eleita com 4.272 votos, sendo a segunda mais votada no município. Além disso, motoristas de aplicativo teriam recebido R$ 400 para adesivar seus veículos com material da campanha. O inquérito também aponta a transferência irregular de mais de dois mil eleitores de Belo Campo, cidade onde Quinho era prefeito, para Vitória da Conquista. Outra suspeita levantada pela PF é o uso de seis candidaturas laranjas para desviar recursos do fundo partidário do PSD, por meio da cota feminina. Cinco dessas candidaturas teriam recebido verbas públicas, totalizando R$ 460 mil, incluindo R$ 80 mil oficialmente destinados a Léia Meira. A defesa do casal pediu foro especial para que o caso fosse julgado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), mas o pedido foi negado pelo juiz Rodrigo de Souza Britto em 11 de março. Até o momento, Quinho e Léia não se manifestaram sobre o caso.