O Deputado federal Waldenor Pereira ( PT) esteve ao lado do Governador Jerônimo Rodrigues e de outros políticos baianos na 8ª edição da Fligê – Feira Literária de Mucugê. Ele comemorou o sucesso do evento que se encerrou neste domingo (17), e reforçou que a Fligê já se consolidou como a principal feita literária do interior da Bahia. O Deputado falou também da FliConquista e as novidades para a cidade de Vitória da Conquista
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“O coração está batendo forte de satisfação pela conclusão de mais uma edição da Fligê. Desta vez a 8ªEdição. Uma feira que se consolidou, reconhecida hoje como a principal feira literária do estado da Bahia e os nossos mandatos naturalmente satisfeitos pelo comprimento do seu objetivo que é de democratizar o acesso ao livro, incentivar a leitura permitir a juventude acesso a outras diferentes manifestações culturais que a feira”; disse.
A oitava edição da Fligê – Feira Literária de Mucugê foi contemplada pelo Edital de Apoio às Festas, Feiras e Festivais Literários (N° 01/2024), por meio do Programa Bahia Literária, com apoio do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Educação e da Secretaria de Cultura, via Fundação Pedro Calmon, no âmbito do fomento à realização de ações culturais.
Foto: Igor Chaves – @1chaaves
Será realizado em Vitória da Conquista o lançamento de “Tulipas Raras”, novo livro da escritora, educadora e terapeuta Poliana Policarpo de Magalhães Aguiar.
O evento acontece nesta quinta-feira, 07 de agosto de 2025, às 19h, na Livraria Nobel (Avenida Otávio Santos, 207), reunindo literatura, empatia e inspiração em uma noite dedicada à celebração da força das mulheres.
Com prefácio do escritor Esechias Araújo Lima, “Tulipas Raras” reúne histórias reais de mulheres que, mesmo atravessando invernos rigorosos como o câncer, o abandono, o estupro, o abuso e o luto, escolheram florescer. Narrativas marcadas pela prosa poética e pela sensibilidade, que transformam dor em beleza, fragilidade em força, silêncio em voz. Cada mulher retratada na obra é uma tulipa: rara, forte, singular.
“Compareça, celebre, permita-se florescer”, convida a autora.“Mais do que relatos, estas páginas são espelhos e sementes de esperança lançadas sobre a terra árida de um mundo que ainda precisa aprender a ouvir suas mulheres”, acentua Poliana, lembrando ainda que o livro propõe uma reflexão profunda sobre autoconhecimento, resiliência e renascimento.
“São diálogos necessários e que vão sensibilizar leitoras e leitores em busca de inspiração e transformação”, pontua a autora. Ideal para rodas de conversa, oficinas, projetos culturais e iniciativas de valorização da escuta, “Tulipas Raras” é leitura essencial a todos que desejam compreender, inspirar-se e transformar realidades por meio do afeto e da literatura.
Sobre a autora
Poliana Policarpo de Magalhães Aguiar é referência intelectual e sensível na confluência entre literatura, direito, psicologia transpessoal e educação humanizada. Doutora em Ciências Jurídicas e Sociais, Mestra em Gestão das Organizações Aprendentes, especialista em Psicologia Transpessoal, é escritora, palestrante, terapeuta e atual presidente da Casa da Cultura Carlos Jehovah.
Sua atuação multidisciplinar inclui lançamentos como “Cibercrimes na E-Democracia” e “Sete Luas de Setembro”, além de ser fundadora da Editora Alma do Verbo, do Instituto IPPOL e ex-presidente da Academia Conquistense de Letras.

Serviço:
Lançamento do livro “Tulipas Raras” (com prefácio de EsechiasAraújo Lima)
Data: 07 de agosto de 2025 (quinta-feira)
Horário: 19h
Local: Livraria Nobel — Avenida Otávio Santos, 207
Informações e contato (Instagram): @polianapolicarpo
Foi criada formalmente em Vitória da Conquista, na noite desta quinta-feira (25), a Associação Angatu Sociedade Literária, que reúne um coletivo dedicado à prática de biblioterapia, ou seja, um método terapêutico realizado com a leitura, debate, interpretação e “encenação” de textos literários. A Angatu – o nome significa bem viver, na língua Tupi – já vinha funcionando regularmente há quatro anos, mas o crescimento do coletivo, aliado à ideia de construir parcerias, motivou a formalização da entidade.
Vanderli Marques, o popular Professor Bite, foi eleito presidente da Angatu pela unanimidade dos votos e se comprometeu a dar longevidade à associação. “Somos um grupo coeso, de gente que gosta de literatura, mas principalmente que gosta de se encontrar pra conversar sobre a vida, e os textos literários são uma espécie de guia em nossos encontros. Por meio dos clássicos, nos revelamos, entendemos melhor nossas virtudes e nossos defeitos e criamos um ambiente terapêutico pra pessoas de todas as idades”, explicou.
Além de reunir pessoas para sessões de biblioterapia, a associação promove palestras, oficinas, rodas de conversa, cursos e minicursos sobre o poder pedagógico e curativo das artes, com foco especial na Literatura. Agora, pretende também realizar concursos e outros projetos de disseminação da cultura literária, sempre com foco na biblioterapia. “A ideia é realizar atividades pedagógicas para crianças, jovens e adultos, ligadas à perspectiva do letramento e da biblioterapia”, explica Bite. *Por Fábio Sena
Suas principais obras marcam cada período de sua carreira. Perto do Coração Selvagem foi seu livro de estreia, publicado quando Clarice tinha 24 anos de idade; Laços de Família, A Paixão segundo G.H., A Hora da Estrela e Um Sopro de Vida são seus últimos livros publicados. Faleceu em 1977, um dia antes de completar 57 anos, em decorrência de um câncer de ovário. Deixou dois filhos e uma vasta obra literária composta de romances, novelas, contos, crônicas, literatura infantil e entrevistas.
Frases de Clarice Lispector:
"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro". Clarice Lispector
"Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho". Clarice Lispector
"Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta continuarei a escrever". Clarice Lispector
Chegou a semana da quarta edição da Feira Literária de Mucugê – Fligê, evento que transforma a Chapada Diamantina em território da literatura e, nesse ano, mais ainda da poesia, por homenagear o baiano Castro Alves. Da próxima quinta (15) até o dia domingo (18), a cidade histórica de Mucugê estará repleta de escritoras e escritores e de um público apaixonado por livros.
Confira entrevista com a curadora da Fligê, Ester Figueiredo, que fala sobre a homenagem a Castro Alves e sobre a concepção da programação desse ano, que terá forte presença de autores baianos.
A Fligê é uma realização em parceria do Instituto Incluso, Coletivo Lavra e Governo do Estado, com patrocínio do Governo Federal.
Por que a Fligê resolveu homenagear Castro Alves?
Castro Alves sempre foi um intenção curatorial da Fligê. Para esta edição de 2019, optamos por representá-lo como o escritor de vida breve e longa existência, sob o aporte de sua dimensão do poeta abolicionista, do poeta romântico, do autor de textos teatrais, do performer e outras faces de sua produção.
Como é possível falar de Castro Alves na atualidade?
A biografia e obra literária de Castro Alves são inspiração para reinterpretar os navios negreiros da atualidade, as diásporas do fluxo de refugiados, apátridas que atravessam fronteiras terrestres e marítimas em busca de um pouso e vida dignos. Se vivo fosse, Castro Alves cantaria “Diáspora” dos Tribalistas, “Caravanas” de Chico Buarque…
Castro Alves em seu verso “Sê livre, és gigante”, expressão central desta Fligê, é a tradução de que a liberdade é o maior direito humano e esse direito encontra na literatura, enquanto arte e expressão social, a mobilização para interpretarmos os estados de exceção, restrição e cerceamento da criação e da vida.
Mais do que essa dimensão politica e afetiva, há uma estética em Castro Alves de ilumina afrofuturos e outros pertencimentos sociais, que serão apresentados no programa geral da Fligê, em abordagens da pessoa e a natureza, da pessoa e a sociedade, da pessoa e o amor, tanto no texto poético, como no texto teatral de Castro Alves. Para isso, a presença de Castro Alves, além da cenografia, expografia e videoinstalação, se fará na programação principal com conversas com escritores baianos que inspiram-se na sua fortuna, bem como na Fligêzinha, na peça “Céceu, o poeta do céu”, texto adaptado do livro da escritora baiana Adelice Sousa.
E como foi concebida a programação da Fligê 2019?
O conjunto da programação foi projetado para o encontro do público infantil e adulto com a obra de Castro Alves. Temos público para tudo e toda diversa programação. Será um encontro de vivências e experiências sob o tapete literário deste escritor baiano.
Castro Alves transita em duas dimensões: o homem que se eternizou jovem e o jovem que fez-se adulto na sociedade do século XIV. Muitos do contexto dessa época é, ainda, atualizado, embora tenhamos que realizar uma leitura crítica desse homem em seu tempo e da sua transmutação para ícone na atualidade.
Tivemos uma preocupação de mapear escritores e escritoras baianas que tomam Castro Alves como mote para produção literária atual. Assim, temos o Saulo Dourado, o Edvard Passos, a Adelice Sousa, Breno Fernandes que exploram traços biográficos e ou históricos e ficcionais em Castro Alves em romances, contos, peças teatrais.
Há sempre ausências, mas buscamos preencher espaços, bem como diversificar outros formatos de diálogo com o público, com perfis de diferentes escritores e escritoras.
O que mudou na Fligê nesses quatro anos?
Já há uma aderência da comunidade do entorno da Chapada Diamantina com a Fligê. A circulação do conhecimento literário é visível, tanto durante a Fligê, como após a sua realização.
Para esta edição, acolhemos casas parceiras e dispomos, com mais extensão, artes cênicas, o que potencializou a participação das escolas e estudantes. A mistura de linguagens artísticas e gêneros literários com a obra do homenageado sempre foi um tecido da linha curatorial da Fligê. Sempre nos perguntam o porquê de feira e não festa: nossa argumentação converge para os cenários discursivos que se encontram na etnografia de uma feira do interior, onde a troca, os pedidos, o troco e as cores são reverberações da cultura do lugar. Esse lugar acolhe a produção literária brasileira, e já, na sua quarta edição, em diálogo com escritores internacionais.
É o único evento literário nacional que possui um selo de publicação: o Selo Fligê, em coedição com a Alba Cultural. Nesta edição, acredito que consolida-se essa iniciativa.
Reafirmo que a Fligê se assenta, também, em educação literária. É desafiante formar leitores e leitoras, formar público participante, que esteja presente no evento como um aprendiz ativo e criativo. A educação literária é uma prática cultural, de natureza artística e criativa, e se exercita em todas as etapas da vida humana.
Quais os principais destaques da programação desta edição?
É difícil responder essa pergunta, quando se projetou uma linha curatorial a partir da exploração da obra do homenageado, tanto no que já se acumulou como memória literária, como no desfio de atualizar.
No âmbito da circulação e mercado editorial, as presenças de dois escritores premiados, o Mailson Furtado, prêmio Jabuti 2018 de livro e poesia, e o Itamar Vieira Júnior, prêmio Leya 2018, são registradas como oportunidade para o público dialogar com expressões da literatura brasileira, com a proximidade, que só uma Feira Literária oportuniza.
Escritoras como Jarid Arraes e Noemi Jaffe também estão na programação em conversas e lançamentos de livros.
Destacamos, ainda, a apresentação aos diferentes públicos da Fligê, a obra de Castro Alves em textos cênicos, orais escritos, iconografias, espetáculos, expografias, filmes… Havia o nosso desejo de encontrar um homenageado que inserisse e tivesse aderência com a juventude. Castro Alves foi a escolha, pois é um escritor que gritou, ainda jovem, ideais que permanecem e precisam ser reverberados.