O veículo foi furtado em Barra do Choça em setembro deste ano
Um homem, de 21 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (21), em Vitória da Conquista, pelo crime de receptação qualificada de peças de uma motocicleta. O veículo havia sido furtado em Barra do Choça, no dia 30 de setembro deste ano.
Segundo as investigações, durante diligências policiais realizadas para localização do veículo, foi identificado que o investigado estava anunciando as peças para venda em uma rede social.
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Depois de um caso de feminicídio, uma pergunta costuma aparecer nas conversas, nas redes sociais e até durante investigações e processos judiciais: “O que ela fez para isso acontecer?”. Embora pareça inofensiva para muitas pessoas, essa forma de pensar pode esconder um grave problema: a tendência de culpabilizar a vítima pela violência sofrida.
Foi com o objetivo de compreender como esse processo acontece que a advogada e especialista em Ciências Criminais, Fadja Fróes, desenvolveu sua tese para conclusão do Doutorado em Mémoria: Linguagem e Sociedade na Uesb. Com orientação da professora Tânia Rocha, Fadja investigou como discursos presentes em processos judiciais e nas redes sociais contribuem para transferir a responsabilidade do crime da pessoa que o cometeu para a mulher que foi assassinada.
A pesquisa teve seu ponto de partida ainda quando Fadja cursava o Mestrado na Uesb e estudava casos de feminicídio ocorridos no Estado da Bahia entre os anos de 2015 e 2018. A pesquisadora analisou os interrogatórios dos acusados, bem como os depoimentos das testemunhas. “Chamou nossa atenção as narrativas que eram construídas pelos agressores para tentar justificar a prática do feminicídio, colocando as mulheres como responsáveis pelas próprias mortes”, relata.
A partir dessa observação, a advogada decidiu verificar como isso ocorria também na sociedade e como as justificativas dos autores dos crimes impactavam o meio social. O ambiente digital foi o escolhido para essa fase do estudo, mais especificamente perfis de veículos de notícias no Instagram.

Resultados – A análise dos comentários publicados no Instagram mostrou que a culpabilização das vítimas de feminicídio costuma seguir três padrões principais. O primeiro responsabiliza a mulher por suas escolhas pessoais, com argumentos de que ela “sabia com quem estava se envolvendo”. O segundo associa o crime ao término do relacionamento, sugerindo que a vítima “provocou” o agressor ao decidir se separar. Já o terceiro busca desqualificar a mulher com base em seu estilo de vida, comportamento ou relações pessoais.
Ao realizar a sobreposição das justificativas dos acusados e dos comentários de usuários do Instagram, o estudo evidencia que existe uma validação social do crime de feminicídio: o que os agressores dizem nas defesas é exatamente o que as pessoas escrevem nos comentários. “Quando a pessoa escreve ‘ela procurou’, ‘ela sabia quem ele era’, está não apenas tirando a responsabilidade daquele agressor específico, mas de todos os homens. Reforça-se, com isso, que a segurança da mulher depende exclusivamente do seu comportamento, não passando pelo respeito masculino”, aponta a pesquisadora.
Tudo isso alimenta uma cultura que dificulta o enfrentamento desse tipo de crime. O medo de ser julgada ou desacreditada faz com que muitas vítimas deixem de denunciar seus agressores, permanecendo em situações de violência e aumentando o risco de um desfecho fatal. Além disso, o julgamento moral pode afastar mulheres dos serviços de proteção e provocar impactos psicológicos, como ansiedade, depressão e isolamento.
Os efeitos desse comportamento também atingem toda a sociedade. Segundo a pesquisadora, o ato de culpabilizar a vítima fortalece a ideia de que os homens têm direito de controlar a vida, o corpo e a liberdade das mulheres, gerando uma normalização do machismo. Por sua vez, contribui para a suavização da percepção pública sobre o crime de feminicídio, incentivando novos agressores.

Como mudar essa realidade? – Ao investigar essas narrativas, a pesquisa amplia a compreensão sobre os mecanismos que sustentam a violência de gênero e convida a sociedade a refletir sobre como combate, fala e reage ao tema. Para Fadja, cada um pode fazer a sua parte e ajudar a mudar essa realidade que mata milhares de mulheres todos os anos no Brasil: “A mudança começa na desconstrução de hábitos diários e se estende para a mobilização social. Então, quando souber de uma agressão, nunca pergunte ‘o que ela fez?’, mas sim ‘por que ele a agrediu?’”.
A pesquisadora defende uma educação voltada, desde cedo, à igualdade, rompendo com a masculinidade tóxica – que ensina aos meninos a posse e a agressividade como provas de virilidade – e com a submissão romântica imposta às meninas. Além disso, ressalta a importância de a população utilizar as redes sociais para divulgar conteúdos úteis e educativos sobre o tema, ao invés de engajar em posts preconceituosos, violentos ou que exponham a vida íntima de vítimas.
Para registro e encaminhamento de denúncias aos órgãos competentes ou receber orientações sobre leis, direitos das mulheres e serviços da rede de atendimento, ligue 180. Se ouvir ou presenciar qualquer situação de violência contra a mulher, acione a Polícia Militar, por meio do 190.
A Defensoria Pública da União (DPU) recomendou à Prefeitura de Vitória da Conquista e à Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana a realização de medidas para garantir o transporte gratuito de eleitores no segundo turno das Eleições Gerais de 2026, marcado para 25 de outubro. Entre as providências solicitadas nessa terça-feira, 20 de outubro, estão a disponibilização de veículos suficientes para atender 91 roteiros da zona rural, a oferta de ônibus urbanos com frequência compatível com a dos dias úteis e a divulgação antecipada de itinerários e horários.
A nota técnica elaborada pela instituição também registra relatos de moradores da comunidade quilombola Lagoa de Melquíades e Amâncio que teriam caminhado cerca de 10 quilômetros até o distrito de Veredinha para votar, porque os veículos anunciados não chegaram à comunidade. Também foram noticiadas denúncias de problemas no atendimento a moradores de Velame, Baixa Seca e outras localidades do distrito de José Gonçalves.
Abstenção aumentou no município
A DPU também analisou dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que mostram aumento da abstenção em Vitória da Conquista. O índice passou de 16,01% no primeiro turno de 2022 para 18,57% em 2026, uma elevação de 2,56 pontos percentuais.
O aumento foi registrado tanto na zona rural quanto na sede do município. Na área rural, correspondente à 40ª Zona Eleitoral, a abstenção subiu de 17,19% para 19,22%. Já na sede, considerando as 39ª e 41ª Zonas Eleitorais, passou de 15,73% para 18,42%.
Entre os distritos, José Gonçalves teve a maior elevação entre os locais comparáveis analisados, passando de aproximadamente 17% para 20%. A região também foi mencionada em relatos sobre dificuldades de acesso ao transporte no primeiro turno.
Para o segundo turno, a DPU recomendou que o município disponibilize, até 22 de outubro, veículos municipais e da frota escolar contratada em quantidade suficiente para cobrir os 91 roteiros rurais, com motoristas e combustível. A recomendação prevê prioridade para a comunidade quilombola Lagoa de Melquíades e Amâncio e para localidades dos distritos de José Gonçalves, Veredinha, Inhobim e Matinha.
Para o transporte coletivo urbano, a instituição solicitou gratuidade em todas as linhas, inclusive nas que atendem os distritos, com frota e horários compatíveis com os de um dia útil. A recomendação também pede a divulgação prévia dos itinerários, horários e veículos disponíveis, além da manutenção de um canal para que eleitores comuniquem ausência ou atraso do transporte no dia da votação.
A DPU requisitou que a prefeitura informe, até 22 de outubro, se acatará a recomendação e quais providências serão implementadas. Também solicitou o envio, até 6 de novembro, de um relatório sobre a operação do segundo turno, com dados da frota em circulação, linhas atendidas e ocorrências registradas.
O documento alerta que o descumprimento das obrigações legais pode levar à adoção de medidas extrajudiciais e judiciais, além de possíveis encaminhamentos para apuração de crimes eleitorais, crime de responsabilidade ou atos de improbidade administrativa.

A vereadora Cris Rocha (MDB) destacou uma visita que fez no bairro Primavera, na terça-feira (20), para conversar com moradores após as fortes chuvas que voltaram a cair em Vitória da Conquista essa semana.
“Nós sabemos que com as fortes chuvas, algumas localidades sofrem com as ruas alagadas e com as casas ilhadas. Essa foi a realidade enfrentada pelos moradores do Primavera na última chuva que caiu aqui na cidade. Se já é difícil passar de carro por ali, imagina quem trafega a pé”, disse.
A parlamentar reforçou que já realizou reuniões com os moradores e associação do bairro e juntos formaram uma comissão para dialogar com a prefeita Sheila Lemos.
“Naquela ocasião conseguimos o patrolamento das ruas do bairro, destacamos a necessidade urgente de drenagem e cobramos a inclusão do Primavera nas obras do FINISA. Naquele momento, a prefeita se comprometeu com essa possibilidade. Nós sabemos que os recursos do FINISA ainda não foram liberados mas seguimos cobrando que o Primavera seja contemplado”, afirmou.
Cris colocou o mandato a disposição do moradores e agradeceu pela confiança. “Nosso objetivo é que essas intervenções possam resolver, de forma definitiva, os problemas enfrentados pelos moradores como a lama, a poeira e os alagamentos que comprometem a segurança, a mobilidade e a qualidade de vida da população”, reforçou.
A vereadora também citou o bairro Lagoa das Flores que há anos também passa por problemas de drenagem e inundações durante as chuvas.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu quatro iPhones sem documentação fiscal na manhã desta terça-feira (20), durante uma fiscalização em um ônibus interestadual na BR-116, em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. Os aparelhos foram avaliados em mais de R$ 40 mil.
A abordagem ocorreu por volta das 11h, no km 830 da rodovia. O veículo fazia a linha entre São Joaquim (SC) e Mauriti (CE) quando os policiais localizaram um volume embalado com fita adesiva durante a fiscalização.
Segundo a PRF, a ausência de documentação fiscal caracterizou, em tese, o crime de descaminho. A mercadoria foi apreendida e encaminhada à Receita Federal para as providências cabíveis.
A Polícia Civil cumpriu, nesta terça-feira (20), mandado de busca e apreensão domiciliar na residência de um homem de 20 anos, no bairro Conveima I, em Vitória da Conquista. Ele é investigado por divulgar jogos de azar ilegais. Durante a ação, dois aparelhos celulares pertencentes ao investigado foram apreendidos. As investigações tiveram início após uma denúncia de que o suspeito divulgava, desde o início de 2026, jogos de azar ilegais, como cassinos virtuais e o chamado “tigrinho”, por meio de uma rede social, obtendo ganhos financeiros com a atividade.
Em depoimento na unidade policial, acompanhado de advogado, o investigado confessou a prática. “Ele informou que divulgava os jogos ilegais em troca de dinheiro por cadastro de usuários, sendo que recebia por usuário cadastrado e, de forma mensal, valores acima de R$ 4 mil”, afirmou o titular da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR/Vitória da Conquista), delegado Shangai Alexandre Ramos Rocha.
Os celulares apreendidos passarão por perícia técnica e extração de dados. O homem responderá a inquérito policial em liberdade. As investigações continuam para apurar outros possíveis crimes atribuídos ao investigado e aos responsáveis pelas plataformas de jogos ilegais.
A ação foi realizada pela DRFR/Vitória da Conquista, unidade vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC).
Fonte: Thanize Borges / Ascom-PCBA
O vereador Carlito Canguçu Silva (Agir) foi preso preventivamente nesta segunda-feira (19) por descumprimento frequente de medidas protetivas de urgência concedidas em favor da ex-companheira, uma jovem de 25 anos. O caso aconteceu em Jacaraci, no sudoeste baiano.
As medidas foram impostas há um mês, em decorrência de episódios de injúria, ameaça e vias de fato que teriam sido praticados por Carlito contra a ex-companheira. A reportagem tenta contato com a defesa do vereador, mas não obtive retorno até a publicação deste conteúdo.
Em nota, a Polícia Civil informou que, apesar de ter sido notificado sobre as restrições judiciais, o parlamentar insistiu em descumprir as determinações, realizando contatos telefônicos com familiares da mulher e fazendo declarações intimidatórias.
No final do mês em que se iniciaram as ameaças, Carlito enviou uma mensagem à ex-companheira por meio de uma rede social, o que contrariava a determinação judicial que proibia qualquer forma de contato.
Em nota, o presidente da Câmara Municipal de Jacaraci, Arthur Guimarães Neto, declarou que o processo tramita sob segredo de Justiça e, por esse motivo, o órgão legislativo não irá se manifestar sobre o caso. (Confira abaixo a nota na integra)
Além disso, na nota, o presidente reforçou que a Câmara Municipal reafirma seu compromisso com a responsabilidade institucional, a legalidade e o respeito às instituições democráticas.
Após o cumprimento do mandado, o investigado foi encaminhado à unidade policial para a realização dos procedimentos legais cabíveis e permanece à disposição da Justiça.
A ação foi realizada pela Delegacia Territorial de Jacaraci (DT/Jacaraci), unidade vinculada à 22ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (22ª Coorpin/Guanambi).
Nota de posicionamento da Câmara Municipal de Jacaraci
“O Presidente da Câmara Municipal de Jacaraci, Arthur Guimarães Neto, em face das informações relativas à prisão de um vereador deste Poder Legislativo, vem a público manifestar-se nos seguintes termos.
Considerando que o processo tramita sob segredo de Justiça, entende-se que eventuais manifestações sobre o caso devem observar os limites legais, o dever de responsabilidade institucional e o respeito à privacidade dos envolvidos.
Nesse sentido, esta Presidência abstém-se de emitir comentários sobre o mérito dos fatos, preservando a discrição necessária diante da natureza sigilosa do procedimento e evitando qualquer manifestação que possa antecipar juízos ou conclusões.
Reitera-se a confiança nas instituições competentes e na atuação do Poder Judiciário, a quem cabe conduzir o processo e adotar as providências cabíveis, em conformidade com a legislação vigente, o devido processo legal e as garantias constitucionais.
A Câmara Municipal reafirma seu compromisso com a responsabilidade institucional, a legalidade e o respeito às instituições democráticas, aguardando o regular andamento do processo e o esclarecimento dos fatos pelas autoridades competentes.”