Três dias após o Sindicato dos Petroleiros e Petroleiras da Bahia (Sindipetro) denunciar o risco iminente da falta de combustível e gás de cozinha (GLP) no Estado por conta da interrupção na operação de algumas unidades da Refinaria de Mataripe, que estariam paralisadas como consequência das fortes chuvas que caem na Bahia desde o início deste mês, a Acelen, empresa privada que administra a refinaria, alegou que as unidades responsáveis pela produção de gasolina e GLP, “encontram-se em manutenção não-programada, o que reduziu a capacidade produtiva”.
Em nota enviada, nesta segunda-feira (22), a Acelen pontuou que está adotando todas as medidas possíveis visando reduzir a possibilidade de impacto no fornecimento dos produtos, “o que inclui compra de carga extra de GLP para reforçar os estoques e suprir o fornecimento durante a parada não-programada”.
A Polícia Civil vai retirar, a partir de hoje (22/04), todos os veículos apreendidos e que estão no pátio e entorno do Disep de Vitória da Conquista. O anúncio foi feito nesta manhã pelo Diretor da Dirpin Sudoeste/Sul, Roberto Júnior.
O delegado lembra que a retirada atende a uma reivindicação da própria Polícia Civil e dos moradores e comerciantes do Bairro Jurema, bem como da comunidade conquistense.
Ao todo, são mais de 190 carros e aproximadamente 450 motocicletas, que estão no interior do Disep e imediações do prédio.
Todos os veículos retirados serão transportados ao Pátio da Polícia Civil, localizado na Avenida Brumado, bairro Brasil, que foi reformado e construídas novas guaritas de segurança.
Policiais Civis farão a custódia do pátio 24h, até a contratação de empresa de segurança armada.
“Vamos por fim a um problema que afetava a toda comunidade conquistense, principalmente, aos moradores e comerciantes do Bairro Jurema, há mais de 15 anos. A Delegada-Geral da Polícia Civil, Dra Heloísa Brito, não mediu esforços para resolver o problema”, acrescenta o Diretor da Dirpin Sudoeste/Sul.
Fonte: DIRPIN SUDOESTE/SUL
10a Coorpin-Vitória da Conquista
Em eleições que devem ser marcadas pelo pragmatismo dos principais partidos e pela influência do cenário político nacional, mulheres são apenas 1 em cada 5 pré-candidatos às prefeituras das capitais.
Ao menos 172 pré-candidatos são cotados para concorrer à prefeitura nas capitais dos 26 estados, segundo levantamento da Folha. Destes, apenas 37 são mulheres, o equivalente a 20% do total.
Mesmo com os incentivos da Justiça Eleitoral por mais diversidade de gênero, o avanço das candidaturas femininas esbarra nas máquinas partidárias, pressão por anistias, disputas internas e negociações de alianças.
A legislação determina que os partidos lancem ao menos 30% de candidatas mulheres nas chapas proporcionais e que destinem o mesmo percentual do fundo eleitoral para o custeio de gastos de candidaturas femininas.
As regras eleitorais, contudo, possuem brechas que possibilitam a destinação de recursos da cota de gênero para chapas com mulheres na posição de vice. Também há casos de fraudes com candidaturas “laranjas” —mulheres usadas apenas para cumprir a cota, mas sem realização efetiva de campanha.
O cenário se torna ainda mais sombrio em meio a iniciativas como a PEC da Anistia, que afrouxa as regras de fiscalização e transparência e fragiliza o cumprimento das cotas para mulheres e negros. O pacote não valerá para a disputa municipal deste ano, mas segue no radar de deputados e senadores.
Nas eleições de 2020, apenas 12% dos prefeitos eleitos eram mulheres, segundo levantamento do Instituto Alziras, organização que se dedica a ampliar e fortalecer a presença de mulheres na política e na gestão pública. Dentre as capitais, apenas uma mulher foi eleita: Cinthia Ribeiro (PSDB), em Palmas (TO).
Faltando pouco mais de três meses para as convenções, nove capitais têm apenas homens entre os pré-candidatos a prefeito, incluindo Rio de Janeiro e Salvador. Na contramão, Aracaju (SE) é a única das capitais que tem maioria feminina entre as pré-candidaturas, com seis mulheres na disputa.
O PT é o partido com mais pré-candidaturas femininas nas capitais. Dez mulheres se apresentaram para a disputa, sendo que 5 tiveram os nomes sacramentados: Maria do Rosário (Porto Alegre), Aseiana Accorsi (Goiânia), Camila Jara (Campo Grande), Natália Bonavides (Natal) e Candisse Matos (Aracaju).
Ainda assim, o PT enfrenta turbulências em disputas internas. Em Fortaleza, as deputadas Luizianne Lins e Larissa Gaspar retiraram suas candidaturas neste domingo (21) em prévias do partido. Prevaleceu o deputado estadual Evandro Leitão –egresso do PDT e filiado à sigla em dezembro de 2023.
Prefeita entre 2005 e 2012, quando conseguiu ser candidata mesmo sem o apoio do diretório nacional do partido, Luzianne já havia reclamado das “influências externas” na nas prévias deste ano – Leitão teve apoio nos bastidores do ministro da Educação, Camilo Santana.
Em outras três capitais, as pré-candidatas enfrentam disputas internas no partido e competem com candidatos homens.
Em Manaus, a secretária nacional de Mulheres do PT, Anne Moura, apresentou sua pré-candidatura há mais de um ano e se viu emparedada por uma articulação nacional: a pedido do presidente Lula (PT), o ex-deputado federal Marcelo Ramos deixou o PSD se filiou ao partido para concorrer à prefeitura.
Outros demais pré-candidatos do PT em Manaus –todos homens– desistiram de concorrer para apoiar Ramos. Anne Moura não recuou e segue na disputa, mesmo com chances remotas de prevalecer.
“Colocaram cinco homens como pré-candidatos pelo partido, quando nenhum deles era candidato de verdade. Fizeram isso só para evitar que eu fosse escolhida, vejo isso como uma forma de violência política de gênero”, afirma Moura, que comanda no PT o projeto Elas por Elas de incentivo a candidaturas femininas.
Em João Pessoa, a deputada Cida Ramos disputa a indicação com o ex-prefeito Luciano Cartaxo. Ele retornou ao partido em 2021, quatro anos depois de ter se desfiliado no auge da crise da operação Lava Jato. A pressão nacional, contudo, é por uma aliança com o prefeito Cícero Lucena (PP).
O cenário é parecido em Curitiba: Carol Dartora, primeira mulher negra eleita deputada federal pelo Paraná, trava disputa interna com deputado Zeca Dirceu e o advogado Felipe Magal. Simultaneamente, o PT nacional negocia uma aliança para apoiar o ex-prefeito Luciano Ducci (PSB).
No campo conservador, um dos nomes considerados mais competitivos é o da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), que assumiu o cargo em 2022 com a renúncia do prefeito Marquinhos Trad (PDT) e agora tenta renovar o mandato sem o apoio do antecessor.
A prefeita, contudo, não conseguiu unir a direita. Em visita a Campo Grande em março, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) lançou a pré-candidatura de Rafael Tavares (PL), que corre na mesma raia em busca do voto conservador.
Adriane é a primeira mulher a comandar Campo Grande, cidade que nunca elegeu uma prefeita nas urnas. Este ano, ela terá outras duas mulheres como adversárias: a deputada Camila Jara (PT) e a ex-deputada Rose Modesto (União Brasil).
“O cenário é sempre mais complicado para as mulheres, mas estou tendo apoio do meu partido, que me incentivou a sair candidata”, afirma Rose Modesto, que já concorreu à prefeita em 2016 e ao governo em 2022, mas foi derrotada.
O PL de Jair Bolsonaro terá candidatas mulheres em duas capitais: a deputada estadual Janad Valcari, em Palmas (TO), vereadora Emília Pessoa, em Aracaju (SE).
A capital sergipana tem outras cinco mulheres entre as pré-candidatas: Katarina Feitosa (PSD), Danielle Garcia (MDB), Yandra Moura (União Brasil), Candisse Matos (PT) e Niully Campos (PSOL). A tendência, contudo, é de um afunilamento até as eleições em negociações que incluem um possível apoio a Luiz Roberto (PDT), que disputa a sucessão com o apoio prefeito Edvaldo Nogueira (PDT).
Dentre os maiores colégios eleitorais em disputa, São Paulo terá as candidaturas da deputada federal Tabata Amaral (PSB) e a economista Marina Helena (Novo). As duas enfrentam dificuldades para compor alianças em meio a uma disputa entre o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), que replicam a polarização nacional.
No Recife, a deputada estadual Dani Portela (PSOL) trava uma disputa com o deputado federal Túlio Gadêlha (Rede) –os dois partidos formam uma federação. A deputada, contudo, acusa o adversário de atropelar procedimentos internos para tentar prevalecer em uma articulação nacional e reclama: “Há uma tentativa de silenciamento da minha candidatura”.
Na avaliação de Tauá Pires, diretora no Alziras, as mulheres enfrentam desafios que passam pela falta de representatividade nas cúpulas dos partidos, que concentram as decisões sobre candidaturas e divisão de recursos para campanhas. Dos 29 partidos do país, somente 5 são comandados por mulheres.
O avanço da participação feminina na política também é impactado pelas demandas do trabalho doméstico e pela violência política de gênero, segundo pesquisa realizada com prefeitas pelo Instituto Alziras. Caso o Brasil siga o atual ritmo, a paridade de gênero será conquistada dentro de 144 anos.
Ao todo, 11 das 26 capitais brasileiras já tiveram prefeitas mulheres. Desta, apenas 4 tiveram ao menos duas prefeitas mulheres: São Paulo, Fortaleza, Natal e Palmas.
João Pedro Pitombo/Folhapress
O estado da Bahia já registrou este ano 43 mortes por dengue. A informação é da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) e foi divulgada nesta sexta-feira (19).
De acordo com a pasta, as mortes foram registradas em Vitória da Conquista (10), Jacaraci (4), Juazeiro (4), Feira de Santana (3), Piripá (3), Barra do Choça (2), Caetité (2), Santo Antônio de Jesus (2), Bom Jesus da Lapa (1), Caetanos (1), Campo Formoso (1), Carinhanha (1), Coaraci (1), Encruzilhada (1), Guanambi (1), Ibiassucê (1), Irecê (1), Palmas de Monte Alto (1), Santo Estevão (1), Seabra (1) e Várzea Nova (1).
Ainda de acordo com a Sesab, a Bahia possui uma taxa de letalidade de 2,8%, menor do que a média nacional. Os três últimos óbitos foram registrados em residentes de Vitória da Conquista, Bom Jesus da Lapa e Juazeiro.
Após denúncias da nossa equipe de reportagem, através do repórter Mateus Araújo, a respeito da quantidade de veículos parados nas proximidades do Distrito de Segurança Pública, o Disep de Vitória da Conquista, a Secretaria de serviços públicos do Estado autorizou a remoção dos veículos.
Ouça a reportagem de Mateus Araújo:
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Depois de cinco temporadas, Vitória e Bahia se enfrentam pelo Campeonato Brasileiro. Neste domingo (21), a bola rola às 16h, no Barradão, pela terceira rodada da Série A. O Rubro-Negro ainda não pontuou na competição e quer aproveitar o retrospecto contra o rival em casa para sair desta situação; já o Tricolor vem de triunfo no último jogo e vai em busca de manter o bom momento para subir na tabela.
O treinador Léo Condé terá três desfalques importantes para o confronto: o zagueiro Camutanga, o lateral-esquerdo Patric Calmon e o meia Dudu, todos lesionados. Como novidade, o técnico tem à disposição os novos reforços – o lateral-direito Willean Lepo e o atacante Janderson. Do outro lado, Rogério Ceni não terá novas baixas e vai com força máxima para a partida.
Esse será o quinto clássico BaVi na temporada e até o momento o Leão leva vantagem com duas vitórias, um empate e um título conquistado – foi derrotado pela equipe tricolor uma vez na Copa do Nordeste. Porém, o Esquadrão não perde para o rival pelo Brasileirão há quase 10 anos e no recorte dos pontos corridos tem a vantagem com quatro triunfos, quatro empates e apenas duas vitórias para o time rubro-negro.
O ex-presidente Jair Bolsonaro(PL) realiza neste domingo (21), feriado de Tiradentes, uma manifestação em Copacabana, no Rio de Janeiro. O ato tinha início marcado para as 10h e a expectativa é que os os governadores Claudio Castro (PL-RJ), Jorginho Mello (PL-SC) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) estejam presentes.
A manifestação ocorre dois meses após uma mobilização na Avenida Paulista, em São Paulo e em meio às críticas do empresário Elon Musk contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a coluna de Guilherme Amado do Metrópoles, o ex-mandatário tem a intenção de colocar um de seus filhos para discursar durante o evento. A escolha deve ficar entre o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), já que Carlos Bolsonaro (PL) está cotado para concorrer a um novo mandato e caso participasse poderia configurar propaganda antecipada
Uma vaquinha foi feita para financiar os gastos com o ato. Ela foi articulada pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e levantou cerca de R$ 125 mil. No total, 25 parlamentares doaram R$ 5 mil casa, para bancar o aluguel de trios elétricos e outras despesas.
A segunda e última noite da Miconquista, promovida pelo Massicas, neste sábado (20), com apoio da Prefeitura de Vitória da Conquista e de outros parceiros privados, contou com a presença de um público composto por foliões mais velhos, que conheceram o auge da primeira fase do evento, entre a década 90 e o início dos anos 2000, e os mais jovens, para os quais a micareta – ausente do calendário municipal durante 15 anos – é ainda uma novidade.
A animação atemporal de Bell Marques e da banda Babado Novo formou a trilha sonora para ambos os segmentos do público. Em especial, para a recepcionista Rose Missão, 54 anos, que, durante anos, pulou atrás do antigo bloco Massicas ao som do Chiclete com Banana, ex-banda de seu ídolo – a quem ela pôde rever na atual edição da Miconquista.
“Eu vim por conta de Bell Marques”, contou Rose. “Não vou dizer que sou fã número um, porque eu sei que existem milhões de fãs número um, mas eu sou muito fã de Bell”. Ela conhece o artista, literalmente, de outros carnavais. “Desde antigamente, quando era carnaval, quando o Chiclete com Banana participava três vezes, três dias seguidos, e eu era assídua. A vida toda eu sou fã de Bell”, definiu-se.
Mas não era só nostalgia o que Rose sentiu ao participar da nova Miconquista. “É um êxtase de sentimento, de alegria”, exaltou a recepcionista. “Então, hoje, eu estou muito feliz de estar vindo prestigiá-lo”.
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Já para o luthier Jordan Santiago, 38 anos, sobrinho de Rose, ir à Miconquista foi algo novo, embora ele demonstrasse conhecer o que o antigo carnaval fora de época significou no passado. “Tá bom demais, é uma festa que tem que ter aqui na cidade, né? É tradição. E tá começando agora a voltar essa tradição que a gente sempre teve. Então, é importantíssimo”, observou Jordan.
“Altas expectativas”
Entre os mais jovens, naturalmente, a busca por diversão predominava, sem que houvesse referências do passado. Ainda assim, as estudantes Maria Vitória Mota, 17 anos, e Alana Nascimento, de 16, tinham alguma noção do que as esperava no clima do percurso da Miconquista, mesmo que os tempos, a estrutura e o formato fossem outros.
“Meus pais vinham, frequentavam bastante. Eles contavam bastante as histórias do carnaval das antigas. E aí, quando voltou, pra gente foi muito bom. É muito legal saber como é, sentir a sensação que eles sentiram na época”, relatou Maria Vitória.
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Maria Vitória Mota e Alana Nascimento
Agora, portanto é a vez de jovens como ela curtirem as próprias experiências na micareta conquistense – o que Maria Vitória fez já na primeira edição da retomada, em 2023. “Foi ótimo, foi diferente. Eu gostei muito e, este ano, as expectativas também estão altas”, disse a estudante.
No caso de Alana, era de fato fato sua estreia no evento – mas, mesmo assim, ela também tinha algo a contar sobre tempos em que, provavelmente, nem era nascida. “Meus pais já vieram várias vezes pra micareta. Meu pai, inclusive, é fã de Bell Marques. E, tipo, eles sempre falaram bem, né? Aí, eu falei: então, vou este ano pra me ver como é que é”, contou.
“Resultado super positivo”
Depois de entrarem no setor reservado a quem adquiriu ingressos por meio da Pipoca Solidária, os foliões passavam pelos estandes ocupados pela Prefeitura, onde eram distribuídas canecas, bandanas, preservativos e adesivos com o tema da campanha “Só o Sim é Sim”, promovida pela equipe da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres (SMPM).
Nos demais setores da Miconquista, a presença do Governo Municipal pôde ser notada por meio da Guarda Municipal, que manteve o mesmo efetivo mobilizado na primeira noite, com 94 agentes em dez patrulhas, dois postos de serviço, Posto de Comando e Posto de apoio e triagem de ocorrências, além de sete viaturas na área externa. Também, havia equipes das secretarias de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer (Sectel), Mobilidade Urbana (Semob), com 20 agentes distribuídos entre as ruas de acesso ao Boulevard Shopping e patrulhamento ostensivo nas imediações do local da festa, Serviços Públicos (Sesep) e Saúde (SMS), através da Vigilância Sanitária.
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Alecxandre Magno
“Ano passado, a Prefeitura participou apenas da quinta-feira, e foi a Quinta-Feira Solidária. E, este ano, com a determinação da prefeita Sheila Lemos, a gente entrou nos dois dias do evento”, ressaltou o coordenador municipal de Cultura, Alecxandre Magno. “A pipoca está tendo o mesmo privilégio que o camarote e o bloco, porque está tendo a visão do artista, está de perto do trio elétrico. A gente está muito feliz, satisfeito. O resultado dessa festa, eu acho que foi super positivo para a Prefeitura, para o Massicas e para o público”, comentou o coordenador.