atenção à pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) agora consta na Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência (PNSPD). No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21), o Ministério da Saúde reforça que este é um marco inédito. No total, serão mais de R$ 540 milhões investidos na Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD). Os Centros Especializados em Reabilitação (CER) habilitados na modalidade intelectual e que prestam atendimento às pessoas com TEA, receberão aporte de 20% no custeio mensal para o cuidado com autistas.
A nova política já passou por consulta pública, discussões técnicas e foi pactuada na Comissão Intergestores Tripartite (CIT). No total, foram 492 contribuições ao texto, recebidas em duas etapas. Agora, o documento está em período de implementação e estará disponível, em breve, no Portal da Saúde.
A servidora pública Ivani Morais, mãe do Caio Hudson, diagnosticado com TEA, recebeu a notícia com muita alegria. “Vejo esta ampliação de uma forma extremamente positiva e fico bastante animada, porque é o futuro do meu filho. As perspectivas para ele aumentam com esta inclusão dentro da política nacional, uma vez que você trata o transtorno com a devida importância que ele tem, considerando que é um transtorno de difícil diagnóstico, que, por muito tempo, foi considerado uma doença não tratável”, comemora.
Para o engenheiro florestal Luciano Alencar, pai do Davi, que está no espectro autista, “este investimento na rede pública é positivo, especialmente pela necessidade de uma equipe multidisciplinar. Então, ter toda uma rede de apoio, com profissionais qualificados, ajuda a pessoa com deficiência a ter um maior desenvolvimento para uma vida mais próxima do normal”.
O TEA é caracterizado pela alteração das funções do neurodesenvolvimento do indivíduo, que pode interferir na capacidade de comunicação, linguagem, interação social e comportamento. O diagnóstico precoce permite o desenvolvimento de estímulos para desenvolver independência e qualidade de vida. Neste sentido, o Sistema Único de Saúde (SUS) conta com uma rede de atenção à saúde para o cuidado integral das pessoas com TEA.
Na Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, por exemplo, as pessoas com TEA e seus familiares, acompanhantes e cuidadores contam com 300 Centros Especializados em Reabilitação (CER), que são pontos de atenção ambulatorial especializada em reabilitação, responsáveis pela realização do diagnóstico, acompanhamento, concessão, adaptação e manutenção de tecnologia assistiva. Os CERs se classificam em CER II, CER III ou CER IV, a depender das modalidades de reabilitação – auditiva, física, intelectual e visual – em que foi habilitado pelo Ministério da Saúde.
A neuropsicóloga Samantha Maranhão integra a equipe de um CER IV, localizado no município de Macaíba, no Rio Grande do Norte. “O CER atende todas as idades. A partir dos seis meses de vida, a gente já consegue rastrear indicadores clínicos de risco para o TEA, mas esse acompanhamento vai até o envelhecimento”, esclarece.
Samantha reforça que a ideia é que o centro de reabilitação seja uma passagem para potencializar a vida desse paciente na sociedade. “O principal objetivo de um centro, em particular para pessoas com TEA, é mostrar que é possível a inclusão social, mesmo com barreiras e desafios”, explica.
E, para Samantha, é importante olhar para a infância, especialmente por conta do diagnóstico precoce, que otimiza o desenvolvimento infantil. “A gente também precisa pensar em ações de saúde que considerem essa pessoa em outras fases de desenvolvimento, especialmente adultos e idosos”.
O diagnóstico
O Ministério da Saúde aponta que os sinais do neurodesenvolvimento da criança podem ser percebidos nos primeiros meses de vida, com o diagnóstico estabelecido por volta dos 2 a 3 anos de idade. O diagnóstico de TEA é eminentemente clínico e deve ser feito por uma equipe multiprofissional. Até então, não existem marcadores biológicos e exames que confirmem todo o espectro do TEA. Então, cabe aos profissionais envolvidos um olhar sensível para observar o desenvolvimento e perceber características clínicas associadas ao TEA naquela pessoa que chega para uma confirmação diagnóstica.
A jornada de Ivani foi árdua: quase 14 anos para que Caio fosse, de fato, enquadrado no espectro autista. A mãe conta que ele teve um desenvolvimento normal até cerca de um ano de idade. Porém, era uma criança muito quieta, que costumava brincar sozinho com as próprias mãos. “Um bebê atento, mas muito focado em si mesmo”, ressalta, relembrando o momento em que decidiu procurar um especialista.
Para Luciano, foram cerca de cinco anos até o diagnóstico final de Davi. O pai relembra que o filho atingiu diversos marcos como engatinhar, andar, mas não falava. “Foi aí que a gente começou a desconfiar e iniciamos a saga para conseguir o diagnóstico”. Ao longo da jornada, Davi chegou a ser atendido por um neurologista de um Centro Especializado em Reabilitação, localizado em Brasília (DF).
Caio, por sua vez, passou por diferentes equipamentos vinculados ao SUS, onde recebeu todo o suporte desde a estimulação precoce até a adolescência. “Por mais que eu tivesse condições de pagar um tratamento particular, a especialista indicou contar com a rede pública, porque ela, sim, era qualificada para tratar do problema que estávamos enfrentando, e foi uma experiência muito rica. Durante todos estes anos, conheci muitas mães e famílias, com casos até mais graves, e fomos sempre muito bem acolhidos pelas equipes”, afirma Ivani.
Samantha Maranhão esclarece que o diagnóstico do TEA é somente o primeiro passo. “Existe um passo que é desafiador, mas necessário, que é empoderar a família e o paciente com o conhecimento necessário sobre a condição de saúde, destacando as potencialidades que o paciente tem e que, muitas vezes, ele nem sabe que tem, ou sabe que tem, mas por uma questão, ainda cultural, acha que não pode desenvolver as potencialidades por viver numa sociedade capacitista”, frisa.
Caio é um exemplo de que o TEA não é um impeditivo para alcançar objetivos. Hoje, aos 22 anos, ele conta que mesmo com os desafios, como a facilidade em se distrair com outras atividades que atrapalham o foco nos estudos ou no trabalho, e a ansiedade e a falta de confiança em situações que envolvem começar novas amizades ou a socialização com pessoas desconhecidas, já cursa sua segunda graduação e tem autonomia em diversas atividades.
Para Caio, um dos melhores aspectos que a novidade anunciada pelo Ministério da Saúde traz é a expansão de recursos e, consequentemente, de oportunidades para pessoas autistas que necessitam de tratamento especial. “A saúde pública deveria incluir o tratamento de todas as comunidades e grupos de pessoas no Brasil. Essa inclusão das pessoas com TEA já representa um direcionamento certíssimo para alcançar esse objetivo”, celebra.
O pastor Rafael e sua esposa sofreram injúria em um estabelecimento comercial em Vitória da Conquista, somente pelo fato de vender balas de goma. O repórter do Redação Brasil, Mateus Araújo conversou com o casal que explicou a situação. “O vendendor nos tratou mal e disse que ia chamar a polícia, minha esposa começou a chorar; não estávamos incomodando ninguém, apenas fazendo o nosso trabalho”; disse. Outros veículos de comunicação também ouviram o relato do casal.
O projeto de lei que institui o programa Bahia Sem Fome será entregue na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) pelo governador Jerônimo Rodrigues, nesta quinta-feira (19). O texto que transforma a proposta em lei foi assinado pelo governador na última segunda (16), durante evento que celebra o Dia Mundial da Alimentação, no MAM, em Salvador
“Toda política, para ser efetiva, precisa de uma lei. Então, nós estamos constituindo a lei para que a Assembleia possa discutir, debater e votar, fazer os ajustes que forem bons para o projeto de lei e a gente estabelecer aquilo que é ganho para o programa”, afirmou o governador na ocasião. O gestor ainda explicou que o documento estabelece o regramento de como serão recebidos os recursos, tanto do governo do Estado quanto do Federal e do empresariado. “Além de fazer um regramento de uma ação de participação, garante o orçamento”, completou.
O programa é vinculado à Casa Civil, por meio da Coordenação Geral de Ações Estratégicas de Combate à Fome, e tem como objetivo garantir a segurança alimentar e nutricional da população baiana, em todos os territórios do estado, com a execução de diversas ações que envolvem inclusão social e transferência de renda.
Entre as premissas que constam no projeto de lei assinado pelo governador estão o apoio ao fortalecimento e autonomia da agricultura familiar e camponesa e da agricultura dos povos e comunidades tradicionais; o incentivo à implementação de cozinhas comunitárias e solidárias, de bancos de alimentos e de restaurantes populares; o incentivo à implementação de tecnologias sociais de produção de alimentos saudáveis e reaproveitamento de alimentos; o fomento à agroecologia e produção orgânica; o incentivo à implementação de agricultura e hortas urbanas e periurbanas; o fomento à economia solidária e ao empreendedorismo; entre outras.
CAMPANHA
Apresentada em março deste ano, a primeira etapa da iniciativa convocou órgãos públicos, empresas privadas e a sociedade civil organizada para uma campanha de arrecadação e distribuição de alimentos em todas as regiões da Bahia. A mobilização já arrecadou 905 toneladas de alimentos, com pontos fixos na capital e no interior, além de campanhas pontuais realizadas em grandes eventos.
A Força-Tarefa de combate à sonegação fiscal no estado da Bahia deflagrou na manhã de hoje, dia 19, a ‘Operação Fio Condutor’, que investiga a prática de sonegação fiscal por um grupo empresarial do setor de comercialização de fios e cabos condutores elétricos de cobre. O grupo teria sonegado pelo menos R$ 129 milhões em impostos. Estão sendo cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão na Bahia, no município de Camaçari, e em São Paulo, na capital e cidades de Cotias e Guarulhos. Foi pedido o bloqueio dos bens das pessoas físicas e jurídicas envolvidas para garantir a recuperação dos valores sonegados. A ação resulta de investigação iniciada pela Promotoria Regional Especializada no Combate à Sonegação Fiscal de Camaçari, em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), do Ministério Público estadual. A operação visa interromper o esquema e coletar provas.
O esquema fraudulento foi identificado pela inteligência fazendária da Secretaria estadual da Fazenda (Sefaz), em conjunto com o MPBA e a Polícia Civil. Segundo as investigações, a fraude tributária se utilizou de empresas fantasmas, sediadas no estado de São Paulo, contendo em seus quadros societários, dentre outros, sócios fictícios, que emitiam notas fiscais eletrônicas irregulares, simulando operações de vendas de mercadorias, cujo objetivo era gerar créditos fictícios de ICMS para outras empresas do grupo localizadas na Bahia. Também eram utilizadas empresas em nome de terceiros para produção e comercialização de fios de cobre, que posteriormente eram sucedidas por outras empresas do mesmo grupo e da mesma atividade industrial, prática essa que gerou valores milionários de débitos tributários de ICMS. A constituição de empresas em nome de terceiros promovia a blindagem patrimonial dos verdadeiros proprietários do grupo. São investigados, ainda, crimes de lavagem de dinheiro, crime falimentar, falsidade ideológica e material e associação criminosa possivelmente relacionados à prática da sonegação fiscal.
A Força-Tarefa é composta pelo Gaesf, do MPBA; Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa (Infip), da Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia; pela Delegacia de Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública (Dececap), da Coordenação Especializada de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (Ceccor/LD); e do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), da Polícia Civil da Bahia. A operação conta na Bahia com a participação de seis promotores de Justiça, oito delegados de Polícia, 30 policiais da Dececap/Draco, nove servidores do Fisco Estadual e oito policiais da Companhia Independente de Polícia Fazendária (Cipfaz). Em São Paulo, a operação foi deflagrada com o apoio do Gaeco do Ministério Público do Estado de São Paulo, três delegados de Polícia e 18 policiais da Divisão e Capturas do Departamento de Operações Policiais Estratégicas da Polícia Civil (Dope) e oito agentes da Secretaria da Fazenda daquele Estado.
Fotos: Humberto Filho
O deputado federal Waldenor Alves Pereira Filho (PT-BA) saiu na frente e permanece ativo nas articulações na corrida ao Paço Municipal da Praça Joaquim Correia. Além da Federação Brasil da Esperança [PT, PV e PcdoB],Waldenor Pereira tem citado costuras com outras legendas, como o Avante, Partido Social Democrático, Partido Socialista Brasileiro, Avante e Podemos. No início da semana, repercute nesta quarta-feira (18), que Waldenor passou pela Capital Baiana e conversou com o presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, Éden Valadares Santos, que está nas articulações: “muito boa reunião com o amigo, professor, deputado e próximo prefeito de Vitória da Conquista, companheiro Waldenor Pereira”. De acordo com Éden, em publicação no X, “a União e Reconstrução de Conquista é uma prioridade do PT Baiano”. *Blog do Anderson
O repórter Mateus Araújo esteve na manhã de hoje ( 18), na Rua dos Fonseca em Vitória da Conquista e constatou a queda da fiação em um poste no local, que traz perigo aos moradores. Até o momento da COELBA não se manifestou sobre o assunto.
Veja.
Um homem ainda não identificado sofreu um acidente na manhã desta quarta-feira ( 18), nas imediações da praça Vítor Brito, centro de Vitória da Conquista. De acordo com informações, do repórter Mateus Araújo, o rapaz foi atropelado e espera há mais de meia hora por atendimento. O SAMU 192 até o momento não chegou ao local.
A associação Lar de Bençãos tem o papel de oferecer atendimentos médicos, acompanhar famílias carentes além de incentivar e direcionar os familiares a terem uma atividade com remuneração, bem como, adentrar no mercado de trabalho. A Associação também presta assistência jurídica, treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial.
A associação possui quatro anos de história e faz o Acompanhamento de cerca de 200 famílias em situação de dificuldade, além de idosos, crianças e irmãos em situações de rua.
Ajude o Lar de Bençãos:
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Tel: 7798139-0220
A Câmara Municipal de Vitória da Conquista promoveu na noite dessa segunda- feira (16) uma Audiência Pública de autoria do vereador Edivaldo Ferreira (PTB), uma discussão sobre o pedido de devolução do terreno que abriga o Centro Integrado dos Direitos da Criança e do Adolescente e o Complexo de Escuta Protegida. Nesta audiência se fizeram presentes os vereadores Nelson De Vivi (UB), Edjaime Rosa(MDB) e Marcus Vinicius (PODEMOS).
Proponente da audiência, Edivaldo destacou a importância do Centro Integrado dos Direitos da Criança e do Adolescente e o Complexo de Escuta Protegida que são pilares fundamentais em nossa comunidade, desempenhando um papel vital ao oferecer suporte, proteção e oportunidades para as crianças e adolescentes que se encontram em situações de vulnerabilidade. “A questão da devolução do terreno é complexa e requer a nossa atenção cuidadosa, a nossa tarefa aqui não é apenas tomar uma decisão, mas também considerar todas as implicações e garantir que qualquer ação seja tomada baseada nos princípios da justiça.”
A luta contra retrocessos – O promotor da Infância e Juventude, Marcos Coelho, fez uma abordagem histórica que levou a implementação do Centro Integrado da Criança e do Adolescente em Vitória da Conquista. “Levamos um ano e meio entre tratativas e edificação daquele espaço. Não chegamos até aqui como fruto de coincidências. Somos o resultado de um esforço coletivo, consequência do entendimento de homens e mulheres, que compreenderam que a causa da infância e juventude precisa ser supra partidária”, declarou o promotor. Posicionando-se contrário a perda dos direitos conquistados, o promotor defendeu a ampliação desse serviço no município, apontando para a necessidade da criação de varas e delegacias especializadas. “Não se muda um equipamento como esse da forma que foi proposto. Precisamos evitar retrocessos em relação aos direitos das crianças e adolescentes. Sei que nós vamos encontrar uma solução. Não podemos retroagir, mas ampliar o serviço para mais e para melhor”, pontuou.
A efetivação de direitos na prática – O Juiz de direito, João Batista salientou que o trabalho institucionalizado e o acompanhamento e proteção das crianças e adolescentes estão intimamente ligados ao serviço prestado na unidade. “Falar sobre a proteção das garantias constitucionais de crianças e adolescentes é importante, mas o que realmente nos interessa é a efetivação desses direitos na prática. Ao longo de muitos anos, testemunhamos situações de violência e negligência em relação às crianças e adolescentes em nosso país e o serviço oferecido pelo Centro Integrado em Vitória da Conquista é essencial para abordar essa questão.”Batista afirma que sua presença na audiência é impulsionada pela preocupação intrínseca em garantir que uma solução seja encontrada para a continuidade desses serviços. A mão que afaga é a mesma que segurava a espada no passado, mas também é a mesma mão que pode encontrar soluções e resolver questões sérias, comprometendo-se com o bem-estar das crianças e adolescentes que dependem desses serviços. É uma questão de humanidade e responsabilidade que não pode ser negligenciada”, concluiu.
O Centro Integrado dos Direitos da Criança e do Adolescente é um case de sucesso – O Presidente do COMDICA – Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Joabe Silva, demonstrou receio com a decisão do Governo da Bahia em solicitar de volta o espaço onde funciona atualmente o Centro Integrado dos Direitos da Criança e do Adolescente. Ele destacou a importância desse equipamento e sua eficácia na proteção de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência. “Estamos tratando de um case de sucesso. Temos ali um espaço articulado de atendimento de fácil acesso e uma gama de serviços de promoção e proteção de direitos”, argumentou. Joabe lembrou ainda que o espaço funciona como um equipamento público, atendendo vítimas de todos os tipos de violência e violação de direitos. “Presenciamos a construção daquele espaço e não queremos ser testemunha do desmantelamento desse serviço”, pontuou.
O sistema Judiciário afetado –O Procurador-Geral do Município, Jônatan Meireles, afirmou que o conhecimento desse assunto foi dado pela prefeitura municipal com muita preocupação sobre a devolução apressada do imóvel que atualmente abriga uma vara do Poder Judiciário.” Inicialmente, ficamos surpresos com a possibilidade de tal decisão, o que nos levou a buscar diálogos em vários órgãos, incluindo o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e membros do Governo do Estado.”Informou que a situação não se trata de ser contra o investimento, mas do reconhecimento de uma série de moradias do programa Minha Casa Minha Vida que não estão acompanhadas da estrutura necessária.” Sinto falta da Secretária de Educação, Adélia. É fácil enviar um ofício de Salvador para dizer que devemos sair daqui, mas será que realmente consideraram como isso afetaria a unidade, o trabalho da Dra. Juliana e a interrupção abrupta do funcionamento da vara? Transferir essa unidade para outro local não é uma tarefa simples, e isso gerou muita preocupação, pois Vitória da Conquista se tornou uma referência nesse aspecto, finalizou”
É preciso dialogar – A ex-prefeita Irma Lemos lamentou a decisão do Governo do Estado em reivindicar a devolução da área onde se encontra o Centro Integrado dos Direitos da Criança e Adolescente. “Eu não posso acreditar que aquela luta que começou lá atrás possa ser afetada por uma decisão unilateral, sem qualquer tipo de diálogo”, lamentou. A ex-prefeita ressaltou a importância de projetos do Governo do Estado para Vitória da Conquista e afirmou que o município dispõe de áreas para essas edificações. “Conquista precisa de um centro de convenções, de um novo hospital e de tantas outras coisas. Por que tirar o pouco que temos, afetando a vida de nossas crianças?”, indagou. Irma destacou a importância do Centro Integrado dos Direitos da Criança e Adolescente. “O Centro Integrado devolveu dignidade a essas crianças e o governador Jerônimo deveria saber disso. É por isso que ele precisa estar mais presente no município”, concluiu.
O município prioriza a infância –A integrante do Núcleo de Cidadania de Adolescentes, Ketlen Moreira, expressou sua alegria por representar a cidadania de adolescentes de Vitória da Conquista. “Tive a oportunidade de conhecer o Centro Integrado dos Direitos da Criança e do Adolescente, se não fosse pelo núcleo, talvez jamais tivesse tido acesso a todo esse conhecimento, o município prioriza a infância e adolescência, e hoje estou aqui usando minha voz para manifestar o quanto acho injusto o que está acontecendo. ”Moreira afirmou que o município é uma referência na proteção de crianças e adolescentes, sendo o primeiro no Nordeste a construir o Complexo de Escuta Protegida. “Quero deixar claro que eu e os integrantes do Núcleo não somos contra a construção de escolas e espaços de integração, pelo contrário, somos favoráveis, pois sabemos que a educação, cultura, esporte e lazer são formas de combater a violência. No entanto, a lei estabelece que as escolas devem ser construídas próximas das casas das crianças, principalmente daquelas que vivem em áreas mais distantes, completou,”
“Estamos abertos ao diálogo” –O Superintendente Operacional da Rede Escolar, Ricardo Morais, participou da Audiência Pública representando a secretária estadual de Educação, Adelia Maria Carvalho. Durante o seu pronunciamento, lembrou da seriedade das políticas públicas do município voltadas para crianças e adolescentes, recebendo reconhecimento nacional, por meio da Abrinq em gestões anteriores. Falando sobre a criação do Centro Integrado dos Direitos da Criança e Adolescente, ele destacou também o esforço do Governo do Estado em viabilizar a existência desse equipamento e enfatizou a necessidade de diálogo frente a essa situação após o pedido de devolução do terreno. “Sobre o ofício encaminhado ao Governo Municipal, o documento cumpriu com a formalidade do aviso prévio, com antecedência de 30 dias. Porém, estamos abertos para o diálogo e essa é a mensagem que trago da secretária de Educação. Passou a política, acabou o palanque”, afirmou.
A prestação jurisdicional – O Juiz de direito, Cláudio Daltro agradeceu a oportunidade de falar, embora esteja afastado da área da infância e juventude há algum tempo. “O que está em jogo não é apenas uma mudança, é a continuidade da prestação jurisdicional. ”Daltro finalizou afirmando que, “é fundamental entender que o Complexo de Escuta Protegida desempenha um papel crucial em nossa comunidade, e sua interrupção afetaria a comunidade, a promotoria, a Defensoria Pública, os conselhos tutelares e todos os que dependem desse serviço. A instalação de uma vara especializada em crimes contra crianças e adolescentes também é um passo importante e necessário para nossa cidade, acredito na inocência da infância
Nelson de Vivi defende a permanência do Centro Integrado dos Direitos da Criança e Adolescente – O vereador Nelson de Vivi (UB) lamentou o ofício enviado pela Secretaria Estadual de Educação, solicitando a devolução do terreno onde funciona o Centro Integrado dos Direitos da Criança e do Adolescente e o Complexo de Escuta Protegida. “Trata-se de um equipamento que vem exercendo um enorme papel na nossa cidade”, disse. O vereador lembrou que o trabalho do Complexo se iniciou em 2014 e que mais de R$ 2 milhões de reais já foram investidos no local. “Temos o dever moral de defender esse equipamento que tanto realiza e tanto representa para nossa cidade”, contou. “A decisão do governador nos causou muita estranheza. Não se pode pegar todo o investimento que foi feito ali e jogar simplesmente na lata do lixo”, pontuou.
Vitória da Conquista é motivo de orgulho – A juíza da primeira vara da infância e juventude, Dra. Julianne Nogueira, relatou a sua preocupação ao receber a notícia sobre a possível devolução do Centro Integrado. “Não se trata apenas de uma mudança de local, é muito mais do que isso. O Centro Integrado é um símbolo para todos nós, um espaço que representa os direitos e garantias das crianças”. Nogueira explicou que Conquista tem sido pioneira na concretização das diretrizes para a proteção integral da infância. “Aquele espaço representa a concretização dos princípios constitucionais, e é referência para muitos municípios que buscam seguir o exemplo de Vitória da Conquista.” Juliane relatou que mesmo estando à frente da Vara da Infância e Juventude temporariamente, a luta é coletiva. “As histórias de crianças e adolescentes que enfrentam situações de violência e violação de direitos são impactantes, e é nosso dever protegê-los. O Complexo de Escuta Protegida desempenha um papel crucial nesse processo, proporcionando um ambiente acolhedor e protegido para as vítimas de violência sexual. Não se trata apenas de um espaço físico, mas de um protocolo, uma arquitetura, é um serviço especializado que faz toda a diferença na vida dessas crianças.” Concluiu falando da importância de trabalhar em rede, de forma articulada. “É um desafio, mas é a única maneira eficaz de atuar na proteção da infância. Vitória da Conquista tem se destacado nacional e internacionalmente por adotar essa abordagem, e isso é um motivo de orgulho para todos nós, findou.”
O simbolismo histórico do Centro Integrado dos Direitos da Criança e do Adolescente –O secretário municipal de Desenvolvimento Social, Michael Farias, fez duras críticas à decisão do Governo do Estado em reivindicar a devolução da área onde funciona o Centro Integrado dos Direitos da Criança e do Adolescente e o Complexo de Escuta Protegida. “O que está em questão é o simbolismo histórico desses equipamentos. A matemática das políticas sociais não se restringe aos cifrões que a discussão apresenta. Trata-se do valor imaterial do Centro Integrado dos Direitos da Criança e do Adolescente e o Complexo de Escuta Protegida”, defendeu o gestor. Ele lembrou que a edificação desses espaços foi milimetricamente pensado à luz da legislação que norteia a proteção de crianças e adolescentes. “O que está em debate é um reconhecimento nacional e internacional. Vitória da conquista é hoje uma referência para o Brasil quando se trata dessas políticas”, frisou. Michael enfatizou a necessidade de ampliar essas políticas em forma de serviço. “Nós estamos debatendo a necessidade de ampliarmos as ações estatais em diversos territórios e fazemos isso de forma honesta e ética. É disso que estamos falando. O resto é conversa fiada… Que o nosso governador tenha sensibilidade e compromisso com Vitória da Conquista”, declarou o secretário.
“O Centro Integrado é o resultado de um esforço conjunto de diversas instituições e pessoas que se dedicaram a proteger os direitos das crianças e adolescentes.” – A prefeita Municipal, Ana Sheila Lemos, relatou a importância de discutir ideais e pertencimento, não apenas prédios e paredes. “O Centro Integrado é o resultado de um esforço conjunto de diversas instituições e pessoas que se dedicaram a proteger os direitos das crianças e adolescentes. Não estamos contra a construção de escolas, mas não podemos permitir que um espaço tão importante para as vítimas de violência seja desativado ou interrompido.”
Lemos afirma que Vitória da Conquista conseguiu implementar de forma eficaz o Complexo de Escuta Protegida, sendo a primeira cidade a fazê-lo no país. “Isso não foi mérito de um governo ou de um político em particular, mas sim de uma colaboração ampla de diversas partes interessadas, incluindo o Poder Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública, o sistema de segurança e a Secretaria de Saúde. Projetado com um propósito claro de proporcionar um ambiente acolhedor e seguro para as vítimas de violência sexual, especialmente crianças. Cada detalhe, até as cores das paredes, foi pensado para tornar esse espaço o mais confortável possível para aqueles que já sofreram tanto.” Lemos finalizou afirmando: ” Eu não sou contra a implantação de escolas, mas é fundamental que garantam que esses avanços na proteção das crianças não sejam perdidos. Os impactos do abuso e da violência contra crianças são devastadores, e o Centro Integrado da Criança e do Adolescente é uma parte crucial na oferta de ajuda e suporte a essas vítimas.” E solicitando ao senhor Ricardo Morais que convença o governador a visitar esses espaços e conhecer de perto o trabalho que é realizado.