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Chegou a vez da comunidade do povoado de Vereda Grande, no distrito de José Gonçalves, ser contemplada com o projeto Saúde em Todo Lugar. A ação acontece nesta terça-feira (12), das 9h às 13h, no posto de saúde satélite local.

A equipe da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) vai ofertar diversos atendimentos de saúde, entre consultas clínicas, aferição de pressão e glicemia capilar, exames preventivos ginecológicos para as mulheres, vacinação e cadastro e atualização do cartão SUS. O Odontomóvel também estará no povoado para garantir a realização de procedimentos odontológicos de limpeza bucal, raspagem supragengival, aplicação tópica de flúor, restaurações simples, além de atividades educativas sobre higiene bucal.

 

Os agentes de saúde que atuam na região já estão convocando os moradores de Vereda para participarem da ação.

O Saúde em Todo Lugar é um projeto criado em 2021, com o compromisso de levar mais serviços de saúde à população que reside na zona rural de Vitória da Conquista. Vereda Grande é a 12ª localidade a receber a comitiva de saúde que já passou por Lagoa de José Luís, Bate-Pé, Limeira, Lagoa de Maria Clemência, Caiçara, Cabeceira, José Gonçalves, Assentamento Zumbi dos Palmares, Itapirema, Cercadinho e Queimadas.

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Mantendo o mesmo ritmo da última agenda, os compromissos dos candidatos a governador desta terça-feira (13) terá foco em entrevistas e reuniões internas com a campanha. Confira a agenda dos candidatos a governador da Bahia:

 

Jerônimo Rodrigues (PT):
Manhã
7h30 – Entrevista para a Rádio Sociedade News, de Feira de Santana.

Tarde
13h00 – Gravação para o programa eleitoral.

Noite
18h50 – Entrevista para a TV Band.

 

João Roma (PL):
Manhã
07h30 – Entrevista ao Acorda pra Vida da Rádio Excelsior da Bahia.
12h00 – Entrevista ao Bahia Meio-Dia Da Tv Bahia.

Tarde
16h00 – Entrevista à Rádio Andaiá e Site Blog do Valente, de Santo Antônio de Jesus e Recôncavo.

Noite
19h20 – Entrevista ao Bnews Agora da Rádio Piatã FM.
20h30 – Reunião com equipe de campanha.

 

Kleber Rosa (PSOL):
Manhã
Reunião com a coordenação de campanha.

Tarde
14h00 – Reunião com representantes sobre mobilidade urbana.
15h00 – Reunião com a sociedade civil.
16h00 – Gravação de programa eleitoral.

Noite
Reunião com a comunicação.

 

ACM Neto (União):

Manhã
10h00 – Evento em Salvador

Tarde
16h30 – Evento em São Francisco do Conde

Noite
18h00 – Evento em Candeias

 

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Aconteceu hoje, (12) na Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, uma audiência pública que discutiu os precatórios do Fundef ao magistério na educação básica da rede pública de ensino. A audiência de autoria do Vereador Valdemir Dias,contou com a presença de representantes da classe e também do Sindicato do Magistério Municipal Público de Vitória da Conquista, o Simmp.

A mesa foi composta pelo Vereador Valdemir Dias, por Gabriel Machado, o advogado do Sindicato Municipal do Magistério, por Andreza Novais Americano, a presidente do Conselho do FUNDEB, por Talamira Taita, a representante do Fórum Municipal de Educação, por César Nolasco, o representante da APLB, e por Elenilda Ramos,a presidente do SIMMP. Durante as falas, cada autoridade reforçou a luta dos professores e explicaram a importância dessa mobilização para garantir os direitos dos professores, como os Precatórios do Fundef, discutidos em questão.

Os precatórios são dívidas do governo já com sentença judicial, relacionadas a questões tributarias, salariais ou qualquer outra causa que o poder público tenha sido derrotado.

Mesmo sendo um direito dos profissionais da educação, o pagamento dos precatórios da Fundef segue em atraso em Vitória da Conquista.

No início da audiência, o Vereador informou ao público presente que houve o convite para a participação dos responsáveis administrativos, no entanto, não compareceram e não enviaram representantes, justificando as suas ausênciasatravés de uma correspondência. Na carta, afirmaram também que deram entrada no pedido do processo no dia 08 de setembro.

Após ler a correspondência, Valdemir Dias afirmou: “São mais de R$ 300 milhões para Conquista sem contar as atualizações” e completou dizendo que “as pessoas estão aguardando e hoje estamos aqui para discutir como anda esse processo”.

No final da audiência, a tribuna livre ficou por conta dos professores presentes, que deixaram suas considerações em relação ao atraso dos precatórios e reforçaram a importância da categoria se mobilizar.

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A Petrobras anunciou a redução do preço-médio de venda do gás de cozinha (GLP) de R$ 4,23/kg para R$ 4,03/kg a partir desta terça-feira (13). O reajuste equivale a uma “economia” média de R$ 2,60 por 13 kg de combustível.

A redução acompanha as variações de preços no mercado internacional, a chamada PPI. Com a variação negativa nos valores do petróleo e também do dólar, alterando os custos no câmbio, o gás de cozinha sofreu a redução em seus preços.

Atualmente, 40,1% do preço médio do gás de cozinha é composto pelo fator “Distribuição e Revenda”, de acordo com a Petrobras. A média do valor do GLP atualmente está em R$ 111,57 o botijão.

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A Câmara Municipal de Vitória da Conquista (CMVC) promove nesta segunda-feira, 12, às 9h, uma Audiência Pública para discutir os precatórios do FUNDEF no município de Vitória da Conquista. Requerida pelo vereador Valdemir Dias (PT), a audiência ocorre no Plenário Carmen Lúcia.

A Lei nº 14.325/2022, aprovada em abril de 2022, que regulamenta o pagamento dos Precatórios do Fundef e eventuais Precatórios do Fundeb ao magistério na educação básica da rede pública de ensino diz que terão direito a receber os benefícios os profissionais do magistério da educação básica que estavam no cargo, com vínculos estatutário, celetista ou temporário, durante o período em que ocorreram os repasses a menos dos fundos (Fundef, entre 1997 a 2006; e Fundeb, entre 2007 a 2020) e também aposentados (as), ou seus (suas) herdeiros (as), que comprovarem exercício nesses períodos. O valor a ser pago deve ser proporcional à jornada de trabalho e aos meses de efetivo exercício.

SERVIÇO

Data: 12 de setembro

Horário: 9h

Local: Câmara Municipal – Plenário Carmen  Lúcia, Rua Coronel Gugé, 150, Centro

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Gildina Gil, irmã caçula do cantor e compositor Gilberto Gil, morreu neste domingo (11). O anúncio foi feito pela equipe do músico nas redes sociais.

Dina, como era chamada carinhosamente, passou a infância entre Salvador e Ituaçu, no sertão baiano, distante 450 quilômetros da capital, onde viveu durante a adolescência.

“São muitas as histórias dos dois, como a que envolve o primeiro violão do artista. Mais interessado em música do que a irmã, Beto “sequestrou” o instrumento que ela havia ganhado e assim começar a dedilhar seus primeiros acordes. Histórias que serão eternizadas na memória de toda a família”, publicou a equipe de Gil.

Detalhes sobre velório e sepultamento de Gildina não foram divulgados.

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Um pastor, de 62 anos, foi a óbito durante um culto na noite deste domingo (11) em Vitória da Conquista, no Sudoeste baiano. Segundo informações , a vítima, que sofreu um mal súbito, dirigia a celebração na Igreja Evangélica Manancial de Água Viva, localizada na Rua Nilton Gonçalves, bairro Guarani, quando o fato ocorreu.

Uma ambulância do Samu chegou a ser acionada, mas o pastor, ainda sem identidade divulgada, não resistiu. Não foi informado se o idoso tinha algum problema de saúde.

Até o momento, não há informações sobre velório e sepultamento do idoso.

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Os candidatos ao Governo da Bahia iniciam a semana com entrevistas e focando em gravações de programas eleitorais. Além disso, a segunda-feira (12) será de reuniões com as coordenações das campanhas. Confira a agenda: 

 

ACM Neto (União):

11h45 – Entrevista na TV Bahia

Tarde
14h30 – Gravações de campanha

Noite
18h45 – Entrevista na TV Band
19h30 – Evento em Salvador

 

Jerônimo Rodrigues (PT):
Manhã
9h –  Gravações para o programa eleitoral

Tarde
12h30 – Irecê | Entrevista para o Grupo J Sidney de Comunicação
16h –  Salvador | Entrevista para o Bahia Notícias

Noite
18h – Santo Antônio de Jesus | Entrevista para o Blog do Valente
19h – Salvador | Encontro com movimento sindical

 

João Roma (PL):
Manhã

06:00 – Viagem à Brasília

A programação em Feira de Santana e Salvador foi adiada. O candidato passará o dia em Brasília

 

Kleber Rosa (PSOL):
Manhã

8h – Entrevista à rádio Metrópole, com Mário Kertez, ao vivo

10h – Entrevista à rádio nacional da Suíça

Tarde

Reunião com a coordenação de campanha
Noite
Reunião com a comunicação

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Suzy Ruas causou neste final de semana em Florianópolis-SC. Ela participou de uma das provas mais importantes do calendário esportivo do país, XVI troféu Brasil Master de atletismo Florianópolis, que aconteceu na pista da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Entre 9 e 11 de setembro, Suzy enfrentou uma lesão no quadril e, mesmo sentindo dor, conseguiu finalizar as 6 provas que estava inscrita, trazendo 5 medalhas de ouro nas provas dos 2 mil metros com obstáculos, nos 8km Cross-country, nos 10mil metros rasos, revezamento 4×100 e 4×400, além de 1 de prata nos 5mil metros rasos.
Suzy confessou que estava muito preocupada, nervosa e ansiosa, com medo de agravar a lesão: “Eu já tinha feito 15 sessões de fisioterapia e, por isso, dessa vez optei pelas provas de fundo e me sinto muito feliz pelo resultado alcançado e por mais uma vez representar minha cidade tão bem”, disse a campeã e completou: “volto pra casa com o peito cheio de medalhas e muito grata a todos meus amigos, parceiros, apoiadores, família e fãs. Obrigada à Vitória da Conquista e à minha querida Belo Campo, meu povo, minha Bahia”!

E Suzy Ruas não para! No próximo dia 25 de setembro ela vai encarar as 10 milhas da Garoto, em Vitória, no Espírito Santo.

“O céu é o limite pra mim! Realmente eu nasci pra causar, fazer uma história linda e deixar meu legado, um exemplo a ser seguido”, disse a atleta.

Agradecimentos: Prefeitura de Vitória da Conquista, Andrade Automóveis, Força ka, Tia Sônia Alimentos, Oficina Malária, Br motos benefícios, Unip, R2 Centro de Treinamento, Inovar Estética, Viação Águia Branca.

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Não importa quem vença a eleição presidencial, a regra do teto de gastos (que impede as despesas federais de crescerem além da inflação) dificilmente será a mesma a partir de 2023.
Os quatro candidatos à Presidência com melhor desempenho nas pesquisas eleitorais avaliam mudanças na estrutura que rege o gasto público. A leitura geral é que o teto, como foi criado, já não existe.
Um de seus pais, o economista Marcos Mendes, colunista do jornal Folha de S.Paulo, avalia que a norma foi eficiente para deter a pressão por gastos no curto prazo. Quando apareceu alguma demanda inusitada por recursos, foi possível justificar que ela não cabia no teto. No entanto, a regra não resistiu às mudanças nas relações de poder.
Na avaliação de Mendes, houve, nos últimos quatro anos, uma forte deterioração das condições políticas que determinam o gasto público –com o Congresso ganhando poder em detrimento do Executivo e aprovando aumentos de gastos sem estabelecer fontes de receitas, por exemplo.
Para piorar, diz ele, o presidente Jair Bolsonaro (PL) virou sócio do expansionismo fiscal, fragilizando quem quer segurar as despesas no governo. Um exemplo disso foi aprovação, a toque de caixa, da PEC (proposta de emenda à Constituição) que abriu espaço para elevar o Auxílio Brasil e conceder outros benefícios em plena campanha à reeleição.
Nesse aspecto, o teto deixou de ser um instrumento de ancoragem das expectativas de médio e longo prazo e, segundo Mendes, nenhuma outra regra de gasto sobreviverá muito tempo nesse ambiente.
“Fica muito difícil controlar gastos se não mudar isso. No regime presidencialista, quem tem poder sobre o Orçamento é o Executivo, e ponto final. Não há no mundo um Congresso que possa incluir tantas emendas e mexer com tal nível de detalhamento em um Orçamento como o nosso. Não se vê isso nem em países parlamentaristas.”
O economista Edmar Bacha, um dos pais do Plano Real, e que atua na campanha da candidata a presidente Simone Tebet (MDB), identifica outro desafio relacionado aos limites do Orçamento. Ele se declara “horrorizado” com o conteúdo do PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2023.
Nas contas dele, o déficit primário deve ser de pelo menos 2% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2023, o que representa um resultado de quase R$ 200 bilhões no vermelho.
Descontado o período da pandemia, que levou o déficit primário a 10% em 2020, a última vez que se viu um déficit desse tamanho foi em 2015 e 2016, respectivamente de 2% e de 2,6%.
“Na proposta orçamentária, falam que vão manter o Auxílio Brasil em R$ 600, mas colocam na conta previsão para R$ 400. Falam que vão reajustar a tabela do Imposto de Renda, mas também não tem recurso previsto para isso. Fazem uma compressão das despesas não obrigatórias que é irrealista –simplesmente, metade do que gastaram neste ano”, diz Bacha. “Não dá para o governo funcionar com a previsão de dinheiro que está lá. Será preciso retirá-la do Congresso e refazê-la até 31 dezembro.”
O líder nas pesquisas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi o primeiro a deixar claro que vai abolir o teto de gastos, considerado muito restritivo especialmente para a política social.
“Vamos tirar o teto que está aí e construir um novo arcabouço fiscal”, diz o economista Guilherme Mello, um dos responsáveis pelo programa de governo do PT. “Apresentamos as diretrizes no programa, mas a nova regra para o fiscal terá de ser negociada porque toda mudança depende de uma PEC e de um debate maior com a sociedade e o Congresso.”
O programa de governo de Lula também trabalha com a perspectiva de revisão de limites da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal, que estabelece regras para o planejamento, o controle, a transparência do gasto público) e da chamada Regra de Ouro (que proíbe endividamento para pagar despesas correntes, como salários e aposentadorias).
Nas discussões internas há quem defenda uma meta de crescimento real para o gasto primário, deixando o resultado primário flutuar dentro de certo intervalo –em um funcionamento similar ao das metas de inflação. Já se discutiu também metas específicas para crescimento do gasto com investimento, com saúde, com educação, com folha de pagamentos, entre outros itens.
Existe também quem considere estabelecer a possibilidade de abatimento de algumas despesas da meta de resultado primário (conta de receitas menos despesas que o governo deve perseguir anualmente), como foi no período petista com os investimentos do PAC (Plano de Aceleração de Crescimento).
Existe um certo consenso de que, seja qual for a regra de curto prazo, é recomendável que ela considere cenários de longo prazo para evolução da dívida líquida e bruta.
O economista Nelson Barbosa, colunista da Folha de S.Paulo e ex-ministro da Fazenda e do Planejamento, não faz parte dos grupos que elaboram o programa, mas está entre os petistas que defendem a necessidade haver alguma regra para controle de gastos.
“Previsibilidade, transparência e eficiência recomendam metas de crescimento do gasto”, diz Barbosa. “Sinalizar a evolução do gasto, mesmo que seja para aumentá-lo, evita corrida por criação de receitas, estimula o debate sobre eficiência da alocação dos recursos públicos e evita política fiscal pró-cíclica, que acaba desestabilizando em vez de estabilizar a economia.”
Na gestão bolsonarista, não se fala em desistir do teto, mas o próprio Bolsonaro já deu entrevista dizendo que a regra pode ser alterada em um eventual segundo mandato. O ministro Paulo Guedes também já declarou que a regra atual tem imperfeições e é preciso aprimorá-la.
Um exemplo recorrente de problema citado por Guedes é o caso da cessão onerosa. A União entendeu que teria de transferir parte dos ganhos a Estados e municípios. Apesar de ser uma transferência pontual, era vetada pelo teto. Foi feita, então, a primeira alteração na regra, por meio de uma PEC.
No final de agosto, o Tesouro Nacional anunciou que já colocou em discussão um novo modelo de controle dos gastos considerado mais flexível, conforme detalhou a Folha. A despesa poderia crescer mais a depender do nível de endividamento e do PIB.
O crescimento do gasto poderia superar a inflação quando a dívida estivesse abaixo de determinado patamar desde que o percentual acima do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ficasse abaixo do crescimento do PIB.
A cúpula do Ministério da Economia fala em um sistema de metas para o endividamento. Não foram apresentados números oficialmente, mas envolvidos nas discussões chegam a mencionar que o objetivo seria aproximar o endividamento brasileiro do patamar de países emergentes –em torno de 60% do PIB. Hoje, a dívida bruta representa 77,6% do PIB.
O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) é outro presidenciável que fala abertamente em revogar o teto atual. Na manifestação mais recente, na sexta-feira (9), ele mencionou que a revisão da norma beneficiaria a educação.
O economista Nelson Marconi, que está na coordenação do programa de governo, diz que está em estudo uma regra de limite para o gasto associada ao PIB.
“Da forma como ele está, o teto virou uma obra de ficção”, diz Marconi. “Estamos avaliando uma regra que inclua um adicional além da inflação, atrelado ao PIB, mas com caráter contracíclico.” Ou seja, que permita elevação de gasto em momentos de retração econômica, especialmente para que o Estado possa ter uma política social eficientes em períodos mais críticos.
De certo, até agora, é que o investimento vai ficar fora dessa nova regra de controle de gastos.
“Entendemos que investimentos precisam ser excluídos do teto, porque esse gasto tem um efeito multiplicador na economia, ajuda a melhorar a produtividade e reduzir desigualdades sociais”, afirma Marconi.
As despesas correntes seriam atreladas ao PIB, com crescimento mais limitado. Já os investimentos seriam corrigidos com base na expansão real da arrecadação federal, que proporcionaria uma expansão maior, uma vez que, normalmente, a receita cresce mais do que o PIB.
A equipe econômica de Tebet também pretende fazer alterações na regra do teto, mas para resgatá-lo.
“A importância do teto no controle da despesa é inegável. A gente viu como ele foi importante para derrubar a taxa de juros de dois para um dígito e para reduzir a inflação”, diz economista Elena Landau, coordenadora do programa econômico de Tebet.
“A gente precisa deixar bem explícito que qualquer flexibilização de despesa precisa estar vinculado a ganhos com reformas, e não é aquela reforma para o cara dizer que fez porque é liberal, é fiscalista, mas aquela reforma que gera recursos para economia verde, para novas tecnologias, para a recuperação do aprendizado e valorização do professor.”
No grupo de Tebet, a discussão do teto é um pedaço de um debate maior que vai buscar a reorganização da estrutura orçamentária. Toda e qualquer economia, diz Landau, será canalizada para educação, saúde, ciência e tecnologia, consideradas as bases de um crescimento sustentável de longo prazo.
O QUE É O TETO DE GASTOS
Regra que limita as despesas do governo federal ao IPCA (índice oficial de inflação) do ano anterior. Inicialmente, aplicava-se o IPCA nos 12 meses encerrados em junho. A regra foi alterada e passou a considerar o IPCA de janeiro a dezembro. Como a proposta orçamentária é enviada antes da divulgação do IPCA oficial do ano, parte do reajuste é uma projeção do IPCA
O QUE ESTÁ SOB O TETO
Despesas obrigatórias da máquina pública (como salários) e as despesas discricionárias, que podem ser cortadas (como investimentos). Ambas fazem parte da chamada despesa primária (aquela que não considera gastos com juros)
O QUE ESTÁ FORA DO TETO
Despesas financeiras, como o pagamento de juros da dívida pública, créditos extraordinários (liberados, por exemplo, em situações de calamidade), transferências constitucionais para estados, municípios e Distrito Federal, capitalização de estatais, despesas com eleições da Justiça Eleitoral e complementação de Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica)

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