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A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) está intensificando em todo o município, a partir desta semana, a vacinação com a tríplice viral contra o sarampo para crianças, a partir de um ano, jovens e adultos com até 59 anos. A vacina tríplice viral protege contra o sarampo e também rubéola e coqueluche.

Poderão ser vacinadas com a 1ª dose, as crianças de 1 ano, e a 2ª dose é indicada para crianças de 1 ano e 3 meses. As pessoas com até 29 anos que não tenham sido vacinadas devem receber duas doses da vacina, com intervalo de 30 dias entre as duas. Já os adultos entre 30 e 59 anos que não foram imunizados devem receber uma dose da vacina.

A coordenadora de Imunização da SMS, Érica Pontes, explicou que o objetivo é alcançar todas as crianças, jovens e adultos que ainda não foram vacinados contra a doença. “Pedimos que a pessoas confira a caderneta de vacina e, caso não tenha tomado a tríplice viral, busque a unidade de saúde mais próxima de casa. A vacinação pode evitar que a doença seja reintroduzida em nosso município”, destacou a coordenadora.

A vacina contra o sarampo está disponível nas salas de vacinas das unidades de saúde da zona urbana e rural, que funcionam de 8h às 12h e de 14h às 17h, exceto nas unidades Dr. Nestor Guimarães, Dr. Admário Santos, Régis Pacheco, Cae II, Panorama, Dr. Hugo de Castro e Dr. João Melo Filho, que estão realizando vacinação exclusiva para crianças contra a Covid-19.

A intensificação da vacinação contra o sarampo está ocorrendo nos 417 municípios da Bahia e é a maneira mais eficaz contra o sarampo, uma doença infecciosa aguda que é transmitida a partir de gotículas de pessoas doentes ao espirrar, tossir, falar ou respirar, que infecta pessoas sem imunidade contra o vírus, podendo ter consequências fatais.

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Sem conseguir controlar o sarampo, o Brasil já registra novo avanço da doença neste ano, ao mesmo tempo em que a pandemia do novo coronavírus ameaça os índices de vacinação, única forma eficaz de prevenção.
Ao todo, já são 2.805 casos confirmados de sarampo, um aumento de 18% em apenas uma semana, segundo dados do Ministério da Saúde.

O número também é superior aos primeiros quatro meses de 2019, quando havia apenas 92 confirmações. Em seguida, porém, a transmissão acelerou e chegou a 18 mil casos.

Neste ano, o total ainda pode aumentar, já que há 3.219 registros em investigação.

Atualmente, o país tem transmissão ativa do sarampo em 19 estados. Cinco deles concentram 96% dos registros atuais: Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

No Rio de Janeiro, já são 826 casos, quase o dobro de 2019, quando houve 496, diz a Secretaria Estadual de Saúde. A pasta atribui o avanço a uma migração do surto que ocorria até então com maior força em São Paulo.

Enquanto o sarampo mantém a tendência de avanço, especialistas alertam para o risco de queda na busca pela vacinação de rotina por causa da pandemia do novo coronavírus.

A presença de locais com baixa cobertura vacinal é apontada como o principal fator para o retorno do sarampo no país, o que ocorreu em 2018. “Enquanto na Covid uma pessoa infecta de duas a cinco pessoas, no sarampo vai de 16 a 18. É difícil controlar se não tiver a vacina, e só uma dose não traz anticorpo suficiente, precisa de duas”, afirma Lessandra Michelin, da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).

“Temos visto muita criança com vacina atrasada”, diz a pediatra Isabella Ballalai, vice-presidente da Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações).

“Ainda não temos os números, mas já temos essa percepção de que estão buscando menos a vacinação. As pessoas buscam a vacina da gripe. As outras, não.”

Segundo Ballalai, mesmo com recomendação de isolamento, a vacinação de rotina deve ser mantida.

Nas últimas semanas, já houve casos de suspensão temporária de serviços em áreas com risco de colapso do sistema pela Covid-19, caso de cidades no Amazonas.

Já em outros locais, não há motivo para atraso no calendário. “Se não sair de casa para vacinar, com todo o rigor e cuidado, a coisa vai piorar muito”, diz Ballalai.

“Se o serviço tiver falta de salas e pessoal, aí adia. Mas ainda não temos essa situação na maior parte do país. A vacinação é um dos serviços essenciais.”

Médicos que atuam em postos com salas de vacinação confirmam queda na procura.

“Mesmo informando que a vacinação ocorre normalmente, vemos redução”, conta Rodrigo Lima, diretor da Sociedade de Medicina de Família e Comunidade, que trabalha em uma unidade de saúde em Samambaia, no Distrito Federal.

A situação se repete em outros estados do país. “Sem dúvida o distanciamento já está repercutindo na vacinação de rotina, com menor adesão. Mas isso não nos impede de continuar atuando”, afirma Núbia Araújo, diretora de Imunizações da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo.

Segundo ela, municípios têm organizado estratégias para manter a vacinação, como oferta de vacina com agendamento ou em espaços abertos dentro de escolas.

“Não podemos atrasar a vacinação das crianças, porque isso poderia aumentar o risco de surtos, sobrecarregando os hospitais com doenças evitáveis.”

A queda na vacinação durante a pandemia já preocupa a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em comunicado emitido com a Unicef, a entidade prevê que 117 milhões de crianças podem ficar sem vacina do sarampo por causa da Covid-19 no mundo.

A estimativa considera que 24 países tiveram vacinações canceladas em meio a pandemia e 13 planejavam a suspensão de campanhas até então.

Neste ano, a vacinação de rotina foi suspensa em alguns estados no momento de campanha para imunização de idosos contra a gripe. O motivo era evitar o risco de transmissão do coronavírus a esse grupo, mais vulnerável a complicações.

Encerrada essa fase, a vacinação foi retomada em abril. Ainda não há dados de como a medida pode ter impactado na cobertura vacinal e da situação atual.

A dificuldade em manter a vacinação em dia, no entanto, não é um desafio restrito à pandemia, apesar de se agravar durante esse período.

No início de março, uma campanha para vacinar crianças e jovens entre 5 a 19 anos contra o sarampo se encerrou com 156 mil pessoas vacinadas, entre 3 milhões previstas. O Ministério da Saúde afirma não ter dados atualizados.

Já no Rio de Janeiro, uma campanha própria desde janeiro deste ano para vacinar pessoas com até 59 anos tem até agora 1,4 milhão de vacinados –a meta é chegar a 3 milhões.

Renato Kfouri, da Sociedade Brasileira de Pediatria, diz que o isolamento social pode ser positivo inclusive para evitar a disseminação do sarampo e outras doenças.

A medida, porém, seria temporária. “Não quer dizer que não devemos vacinar mais ninguém. Ninguém fica em distanciamento a vida inteira.”

Para os especialistas, o ideal é que municípios adotem formas alternativas de manter a vacinação de crianças e adultos em meio ao avanço do coronavírus.

Entre as recomendações, estão o uso de espaços abertos e estrutura de escolas, agendamento para evitar lotação de salas de vacinação e reforço de orientações como uso de máscaras –exceto por menores de 2 anos.

“Mesmo no lockdown, os serviços podem agendar ou aplicar em casa, diz Michelin, da SBI.

Já as tradicionais campanhas não são recomendadas. A exceção é a contra gripe, voltada a grupos mais vulneráveis também a Covid, e feita em alguns lugares com drive-thru.

Para Ballalai, caso seja mantido o atraso na vacinação, o risco de impulso ao sarampo é alto. “A sazonalidade do sarampo é maior na primavera. Enquanto ficar trancado em casa, até pode não ter de onde pegar. Mas, quando voltar para a escola sem vacina, o que vai acontecer?”

Questionado sobre ações, o Ministério da Saúde não respondeu.

Em boletim, a pasta orienta apenas que “as ações de vacinação devem considerar o cenário epidemiológico da Covid-19, especialmente nas localidades onde há casos confirmados e que também apresentam circulação ativa do vírus do sarampo”.

“Assim, são necessárias medidas de proteção para os profissionais de vacinação e a população”, aponta, sem detalhes. A pasta diz ainda que o plano do país para eliminar o sarampo está em revisão.

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A campanha segue até o dia 13 de março nas unidades de saúde do município

15 de fevereiro é o dia D de vacinação contra o sarampo, em todos os postos de saúde do município, para o público-alvo de crianças e jovens de 5 a 19 anos de idade

Para receber a dose da tríplice viral – que protege contra sarampo, caxumba e rubéola –, é necessário comparecer à unidade de saúde mais próxima de casa, das 8h às 17h, com caderneta de vacinação e documento pessoal em mãos.

O IBGE estima que existam hoje no município 81.190 pessoas entre 5 e 19 anos. O objetivo é alcançar a meta e cobertura de 95% das crianças e adolescentes dessa faixa etária que estão com a caderneta de vacinação desatualizada ou que nunca receberam as doses do imunizante.

Dados do sarampo em Vitória da Conquista – De acordo com informações do setor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, em 2019 foram notificados 40 casos de sarampo em Vitória da Conquista, mas todos descartados laboratorialmente. Já em 2020, foi notificado apenas um caso de sarampo que também já foi descartado.

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Chegou a vez dos adultos, entre 20 e 29 anos, vacinarem-se contra o sarampo. A segunda fase da campanha começa na próxima segunda (18) e vai até o dia 30 de novembro, quando será realizado o dia D da campanha.

O objetivo é imunizar 60.462 adultos do público alvo que não estiverem com a caderneta de vacinação em dia. Basta procurar a unidade de saúde mais perto de casa, levando a caderneta de vacinação, para receber a dose da vacina. Caso o adulto não tenha sido vacinado anteriormente, deverá receber duas doses da vacina tríplice viral, com intervalo de pelo menos 30 dias.

Adultos entre 30 a 49 anos também poderão ser vacinados com dose única do imunizante.

DADOS – De acordo com o último Boletim Epidemiólogico divulgado pelo Ministério da Saúde, em 2019, foram confirmados 6.640 casos de sarampo no Brasil. Destes, 97% (5.228) estão concentrados em 173 municípios do Estado de São Paulo. Na Bahia, até o momento, já foram confirmados 28 casos de sarampo.

Em Vitória da Conquista, foram notificados 38 casos, mas não houve nenhum confirmado nesse período.

Fonte: SECOM/PMVC

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Todos os postos de saúde de Vitória da Conquista estarão funcionando neste sábado, 19 de outubro, para o Dia D da primeira fase da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo, que tem como objetivo imunizar crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade.

A segunda fase da campanha terá início no dia 18 de novembro e será direcionada para adultos na faixa-etária de 20 a 29 anos que não estão com a caderneta de vacinação em dia.

Para garantir a dose da vacina, basta procurar a unidade de saúde mais próxima de casa com a caderneta de vacinação em mãos. Em Vitória da Conquista, a meta é vacinar 26.627 crianças e 60.462 adultos do público alvo. “Precisamos ter vacinado 95% desse público . Mas na campanha a vacina será seletiva, ou seja, quem estiver com o cartão em dia não precisa tomar a vacina”, destaca a coordenadora de Imunização, Elba Crisnia Sampaio.

DADOS DO SARAMPO – Nos últimos 90 dias, o Brasil registrou 5.404 casos confirmados de sarampo. Dos casos confirmados nesse período, 97% (5.228) estão concentrados em 173 municípios do estado de São Paulo, principalmente na região metropolitana. Os outros 176 casos foram registrados em 18 estados (RJ, MG, MA, PR, PI, SC, RS, CE, MS, PB, PE, PA, DF, RN, ES, GO, BA E SE). Os dados estão no novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado nesta sexta-feira (4/10). Em Vitória da Conquista, ainda não há nenhum caso confirmado da doença. Foram notificados 28 casos. Desses, 25 foram descartados e 3 estão em fase de investigação.

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Com 2,3 mil casos confirmados de sarampo  nos últimos três meses, o Brasil vive um surto da doença. O epicentro da epidemia está localizado no estado de São Paulo, onde foram confirmados uma morte e 2.299 casos – 98% do total.

Em seguida vêm Rio de Janeiro (12), Pernambuco (5), Santa Catarina (4) e Distrito Federal (3), além de oito estados com um caso cada: Bahia, Paraná, Maranhão, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Sergipe, Goiás e Piauí.

Diante da evolução do surto no país, o Ministério da Saúde anunciou esta semana a aquisição de mais 18,7 milhões de doses de vacina contra o sarampo. O governo tem intensificado a imunização com foco em crianças de até 1 ano e adultos jovens.

Neste mês, o governo anunciou ainda uma nova recomendação para imunização de crianças. No intuito de conter o avanço da doença, o Ministério da Saúde recomenda que crianças entre seis meses e 1 ano  recebam uma dose extra da vacina, com uma imunização denominada “dose zero”. A iniciativa visa a diminuir a incidência nesta faixa etária – grupo com maior presença proporcional de casos, com 38,3 em cada 100 mil habitantes, contra uma média geral de 4,10 em cada 100 mil habitantes.

Em entrevista à Rádio Nacional da Amazônia, a pediatra intensivista e especialista em saúde da criança e do adolescente Roberta Esteves Vieira de Castro explicou que o sarampo é uma doença viral grave e altamente contagiosa e que os sintomas iniciais são parecidos com os de um resfriado comum.

A médica destacou que a única forma de prevenção é a vacinação.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista:

O que é o sarampo?

O sarampo é uma doença viral grave e altamente contagiosa que pode evoluir para complicações e levar à morte. É transmitido por um vírus. Os primeiros sintomas são febre, tosse, coriza, como se fosse um resfriado comum. O paciente pode ter perda de apetite e apresentar conjuntivite, com olhos vermelhos, lacrimejantes e fotofobia.

Surgem manchas vermelhas na pele. Essas erupções começam no rosto, na região atrás da orelha, e vão se espalhando pelo corpo. O paciente também pode sentir dor de garganta.

A maioria dos pacientes começa a se sentir melhor depois de dois dias do início da erupção cutânea. Depois de três a quatro dias, as manchas começam a ficar mais castanhas e tendem a desaparecer. A pele pode descamar como se fosse uma queimadura de sol. Muitos ainda têm tosse por uma ou duas semanas.

A grande preocupação é que o sarampo, em crianças pequenas e pacientes imunocomprometidos, pode levar a complicações. A diarreia é a complicação mais comum, mas outras podem aparecer como otite média aguda, pneumonia, hepatite e, até mesmo, encefalite.

A maioria dos casos de mortes decorrem de complicações no trato respiratório ou de encefalite.

Como o sarampo é transmitido?

A transmissão ocorre no contato de pessoa para pessoa e pela propagação no ar. As gotículas de secreções respiratórias de um paciente que tem sarampo podem permanecer no ar por até duas horas, ou seja, a doença pode ser transmitida em espaço público mesmo que não haja contato de uma pessoa com outra. Grandes surtos têm ocorrido em locais de aglomeração como escolas, clubes, aeroportos, shoppings.

A pessoa que tem sarampo pode começar a transmitir a doença cerca de cinco dias antes de aparecerem as manchas na pele. Além disso, ela continua transmitindo o vírus quatro dias depois de as erupções terem desaparecido.

Como é a prevenção?

A vacina é a única forma de prevenção. Para combater o avanço do sarampo no país, o Ministério da Saúde recomenda uma “dose zero”, para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias. É considerada uma dose extra que não substitui as vacinas do calendário nacional de vacinação – a primeira dose aos 12 meses e uma segunda dose aos 15 meses.

Se um paciente tomou apenas uma dose até os 29 anos, precisa completar o esquema vacinal com uma segunda dose.

Se a pessoa não tomou nenhuma dose, perdeu o cartão de vacinação ou não se lembra se tomou a vacina, o ideal é que ela procure um posto de saúde. Se ela tiver de 1 a 29 anos, precisa tomar duas doses da vacina, com intervalo de 30 dias entre elas. Se tiver de 30 a 49 anos, tem de tomar apenas uma dose.

Qual o tratamento?

Não existe tratamento específico para o sarampo. É necessário que o paciente faça repouso e beba bastante líquido para evitar a desidratação. Como é uma virose, o tratamento é de suporte e tem apenas o objetivo de melhorar o conforto do paciente.

Fonte: Agência Brasil

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