Foi realizada na manhã dessa sexta-feira (12), uma reunião virtual convocada pelo Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), para iniciar a execução do Plano de Ação Emergencial nos municípios afetados pela seca/estiagem. O encontro contou com a participação do prefeito de Mirangaba e presidente do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável do Piemonte da Diamantina (CDS), Dirceu Mendes.

“Ficou definido que vai ser feito um cadastro para iniciar distribuição do milho gratuito pelo governo do estado, como também haverá um convênio com os municípios que estão em estado de emergência para o estado custear carro-pipa durante três meses e mais R$ 20 mil de ajuda de combustível”, explicou o gestor.
O gestor ressaltou ainda que os municípios precisam fazer o cadastro no link http://data.car.ba.gov.br/san-emergencial ou email operacaopipa@car.ba.gov.br
Em entrevista aos apresentadores Deusdete Dias e Jânio Freitas do programa UP Notícias, na última sexta-feira (15), o deputado federal licenciado e atual secretário da casa civil do governo Jerônimo Rodrigues, Afonso Lourenço falou sobre as ações do governo para enfrentamento da seca na região de Vitória da Conquista.
Segundo ele, é preciso tomar medidas emergenciais e traçar estratégias para reduzir os efeitos seca no estado.
Ouça na íntegra no link abaixo.
A escassez de água e a seca devem causar estragos em uma escala que rivalizará com a pandemia de covid-19, e os riscos aumentam rapidamente à medida que as temperaturas globais se elevam, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU). “A seca está prestes a se tornar a próxima pandemia, e não existe vacina para curá-la”, disse Mami Mizutori, representante especial da ONU para redução de risco de desastres, em uma entrevista coletiva virtual nesta quinta-feira (17/06). As informações são da Agência Brasil.
As secas já desencadearam perdas econômicas de pelo menos 124 bilhões de dólares e atingiram mais de 1,5 bilhão de pessoas entre 1998 e 2017, segundo um relatório da ONU divulgado nesta quinta-feira.
Mas até estas cifras, alertou, são “muito provavelmente subavaliações grosseiras”.
O aquecimento global intensifica secas no sul da Europa e no oeste da África, disse o relatório da ONU com “alguma confiança”, e o número de vítimas deve “crescer dramaticamente”, a menos que o mundo aja, disse Mizutori.
Cerca de 130 países podem enfrentar um risco maior de seca neste século, segundo a projeção de emissões altas citada pela ONU.
Outros 23 países sofrerão escassez de água por causa do crescimento populacional, e 38 nações serão afetadas por ambos, disse. A seca, assim como um vírus, tende a durar muito tempo, ter um alcance geográfico amplo e causar danos em cadeia, disse Mizutori.
“Ela pode afetar indiretamente países que não estão passando por uma seca através da insegurança alimentar e do aumento dos preços de alimentos”, explicou.
A ONU antevê secas mais frequentes e severas na maior parte da África, nas Américas Central e do Sul, no centro da Ásia, no sul da Austrália, no sul da Europa, no México e nos Estados Unidos.
Ibrahim Thiaw, secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, disse à Thomson Reuters Foundation que a deterioração do solo, causada em parte pela má administração de terras, deixou o mundo perto de um “ponto sem retorno”.
A ONU não tem pesquisado o efeito que a desertificação pode ter na migração interna dentro dos continentes, mas Thiaw disse que ela não é mais impensável, nem mesmo na Europa.
Cinquenta e três cidades baianas tiveram a situação de emergência declarada por conta da seca. A informação foi divulgada pela Defesa Civil do Estado (Sudec). Na contramão desse cenário, por causa das chuvas, o reservatório do Sobradinho, que fica no norte da Bahia, está operando com mais de 70% da capacidade total.
Conforme o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o reservatório baiano opera com 71,2%, e está à frente do reservatório de Tucurí (65,6%), que fica no Pará, e de Serra da Mesa (34,1%), em Goiás.
A situação no norte é positiva porque choveu de forma significativa esse ano, o que ajudou na produção agrícola em parte do norte baiano e também a aumentar o nível do reservatório.
Os dados da Defesa Civil apontam que, de janeiro a agosto de 2019, eram 40 municípios da região norte em situação de seca ou estiagem. Agora, são dez. Um agricultor comentou sobre o bom período.