No final da manhã desta quarta-feira, 14, representantes do Simmp, Sindacs e Sinserv, estiveram na Câmara para uma conversa com o legislativo sobre o reajuste salarial dos servidores da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista.
Na oportunidade, estiveram presentes os vereadores Nildma Ribeiro (PCdoB), Fernando Jacaré (PT), Viviane Sampaio (PT), Jorge Bezerra (SD) e o presidente do legislativo, Luciano Gomes (PL).
A reunião aconteceu após a audiência pública realizada na Casa do Povo na última terça-feira (13), quando os representantes dos sindicatos puderam mais uma vez manifestar suas reivindicações e pedir aos vereadores para mediar as negociações com a prefeitura, já que os secretários se negam a recebê-los.
Ao final da reunião, ficou acordado que o líder do Governo na Câmara, vereador Jorge Bezerra, entrará em contato diretamente com a Secretaria de Administração e com o Prefeito Herzem Gusmão (MDB) para que as negociações avancem. Até a próxima segunda-feira (19), sindicatos e vereadores devem realizar uma nova rodada de discussões.
Na tarde desta quarta-feira(19), véspera de feriado e recesso junino, a Secretaria Municipal de Administração se reuniu com os sindicatos dos Servidores Públicos Municipais (Sinserv) e dos Agentes de Saúde e Endemias (Sindacs) para negociação e determinou 0% de reajuste salarial. Simultaneamente, em reunião na Secretaria de Educação com o Sindicato do Magistério Municipal Público (SIMMP), o governo também negou reajuste aos profissionais da educação.
Segundo informações dos sindicatos, a prefeitura recuou com a proposta inicial de reajuste de 3,7% e afirmou não ter condições de cumprir o acordo. O reajuste do vale-alimentação dos servidores também foi negado pela administração municipal.
Em entrevista ao Blog do Sena, Lucas Nunes, advogado do Sinserv, considerou a reunião como “o maior absurdo vivido em campanhas salarias. “Vimos hoje a irresponsabilidade da administração. Eles confessaram que não tinha condições de cumprir a proposta apresentada anteriormente, ou seja, administração não soube analisar e elaborar uma proposta e disse que está voltando atrás. Eles disseram hoje que o reajuste é 0%“, contou.
Segundo Lucas, a administração também confessou que está com o índice de despesa com pessoal em 49%, sendo que o permitido pela lei de responsabilidade fiscal é 54%. “Ou seja, com a margem bastante segura. Mesmo assim, já houve momentos anteriores que o índice com despesa pessoal era maior e tivemos o reajuste de mais de 5%. Além disso, o reajuste de auxílio alimentação, que não impacta nas despesas com pessoal, que eles disseram que seria 5%, hoje eles também disseram que é zero”, explicou.
O advogado considera que a decisão do Governo Herzem é política. “Mais uma vez está evidenciado que o problema da administração não é financeiro, o dinheiro existe. O problema da administração não é fiscal, o índice comporta reajuste. Na verdade é uma decisão política. O que a administração disse hoje é: não queremos investir no servidor”, disse. “Mas veja, eles não querem investir no servidor de carreira, mas os cargos comissionados estão tendo aumento todos os meses na CLT”, completou.
O Simmp exigiu que o governo municipal apresente os resultados de 2017 e 2018 com as projeções de aumento para que o impacto econômico seja avaliado. “Exigimos esses dados porque eles não apresentam nada de plausível, só falam de boca. Também temos essas análises de projeções e vamos confrontá-las com os dados deles e mostrar que é possível sim dar o reajuste”, disse Ana Cláudia da Mata, diretora Pedagógica e de Formação Sindical do SIMMP.
Rita Suzana, coordenadora estadual do Sindacs, relembrou que foram o servidores públicos que elegeram o Governo Herzem, mas agora o mesmo não os valorizaram. Ela promete mostrar à categoria as atitudes da gestão.” Quem elegeu esse governo foi o servidor, e o governo começou demonizando a gente e agora mostrou como nos vê. Acho inclusive que foi uma estratégia colocar essa reunião na véspera do feriado. Mas vamos mostrar ao servidor como o governo está tratando a classe“, disse.
Fonte: Blog do Sena
Para fortalecer a agenda em comum, os três sindicatos que representam distintas categorias de servidores municipais adotaram a estratégias de unificar suas ações e promover atos comuns. A unificação das agendas, proposições, assembleias deliberativas e manifestações para negociação do reajuste salarial está tendo seu primeiro episódio agora pela manhã, com uma barulhenta caminhada de servidores e sindicalistas pelas principais ruas do centro comercial.
O Sindicato dos Servidores Municipais de Vitória da Conquista ( SINSERV), o Sindicato do Magistério Público Municipal de Vitória da Conquista ( SIMMP) e o Sindicato de Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate as Endemias ( SINDACS), organizaram o ato, que teve início com concentração e falas em frente à Prefeitura Municipal. Depois, os manifestantes fizeram um pit stop na porta da Câmara de Vereadores e seguiram gritando palavras de ordem pelas ruas do centro.
O vice-presidente do Sinserv, José Marcos dos Santos Amaral, afirmou que unificar os sindicatos em defesa do servidor municipal é um importante passo rumo às rodas de negociação”. A diretora de Formação Sindical do Simmp, Ana Cláudia da Mata, disse que a negociação salarial passa a ser “uma causa única e conjunta dos sindicatos reunidos”. Rita Suzana, coordenadora estadual do Sindacs, avalia a unificação como positiva para o fortalecimento das categorias. “A proposta inicial do governo era começar cedo as negociações para que as concluíssemos até maio e essa promessa não foi cumprida”.
Os três sindicatos que reúnem os funcionários públicos municipais de Vitória da Conquista (Sinserv, Simmp e Sindacs) realizarão nesta quinta-feira (06), às 8h30, mobilização em frente à prefeitura. O movimento unificado tem como principal reivindicação o reajuste salarial 2019.
A mobilização contará uma assembleia permanente unificada e caminhada com manifestação até a Av. Lauro de Freitas.
A decisão de unificação do movimento aconteceu na última terça-feira (04). Os sindicatos alegam que o governo municipal tem se negado a negociar as cláusulas econômicas das campanhas salariais. O acordo de unificação prevê que todas as agendas referentes à campanha salarial sejam realizadas conjuntamente pelos três sindicatos.
Para o vice-presidente do Sinserv, José Marcos dos Santos Amaral, “apesar de cada categoria ter pautas diferenciadas, unificar os sindicatos em defesa do servidor municipal é um importante passo rumo às rodas de negociação”.
A diretora Pedagógica e de Formação Sindical do Simmp, Ana Cláudia da Mata, reforçou afirmando que a negociação salarial passa a ser “uma causa única e conjunta dos sindicatos reunidos” e cobrou a sensibilidade do governo municipal para o ano que avança ao segundo semestre sem fechamento do acordo coletivo.
Rita Suzana, coordenadora estadual do Sindacs, questiona o não cumprimento da data-base 2019. “A proposta inicial do governo era começar cedo as negociações para que as concluíssemos até maio e essa promessa não foi cumprida”.
Fonte: Blog do Sena
Na pauta do Siserv já consta a discussão sobre a greve. E os diretores dos outros dois sindicatos devem aderir o indicativo.
Os três sindicatos estão campanha salarial, mas o governo municipal se recusa iniciar as negociações.
Já aconteceram reuniões com os sindicatos para tratar de outras cláusulas, mas reuniões para debater o reajuste salarial estão sendo constantemente desmarcadas pelo governo, sempre às vésperas.
Na última sexta-feira (31), a Secretaria de Educação desmarcou a primeira reunião sobre as clausulas econômicas faltando apenas duas horas. Segundo nota lançada pelo SIMMP,a secretaria alegou não ter propostas. O Simmp já enviou 7 ofícios à secretaria para iniciar as negociações, o primeiro documento foi protocolado no dia 1º de março.
Se a direção dos sindicatos decidirem pelo indicativo de greve, a decisão será levada para aprovação das categorias em assembleia.

A relação entre servidores e Prefeitura de Vitória da Conquista não está nada boa. Vigilantes patrimoniais do poder público municipal informaram que receberam o salário de janeiro ‘limpo e seco’, sem o pagamento das horas extras trabalhadas.
Em entrevista ao programa Redação Brasil desta quarta-feira (31) o presidente do sindicato dos servidores municipais, José Marcos Amaral, repudiou a administração municipal e cobrou um posicionamento do poder público.
Ainda sobre o caso, o programa ouviu o líder da bancada de oposição, o vereador Valdemir Dias (PT), que citou as ‘promessas não cumpridas’ da atual gestão com relação o ‘trato’ com o servidor.
Ouça o áudio de Rita Suzana, presidente do SINDACS e Zé Marcos, presidente do SINSERV: