O Telegram saiu do ar no Brasil após uma decisão da Justiça, na noite desta quarta-feira (26). A decisão foi tomada depois que a empresa que controla o aplicativo não entregar todos os dados de grupos neonazistas que estão sob investigação da Polícia Federal.
Com a decisão, a Justiça determinou que as lojas de aplicativo e operadoras de telefonia móvel deixassem o aplicativo indisponível. Por volta das 21h30 de quarta, diversos usuários relataram instabilidades no Telegram.
Conhecido como “doleiro dos doleiros”, Dario Messer teria pago propina ao procurador da República Januário Paludo, integrante da força-tarefa da Operação Lava Jato. A afirmação aparece em mensagens trocadas entre ele e a namorada, Myra Athayde, em agosto de 2018, obtidas durante investigação da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Paludo é o procurador que dá nome a alguns grupos de Telegram cujas conversas foram vazadas pelo The Intercept, batizados de “Filhos de Januário”.
Nas mensagens, segundo o Uol, Messer fala com a namorada sobre a “propina dos meninos” após o procurador ter uma reunião com uma das testemunhas de acusação contra ele. “Sendo que esse Paludo é destinatário de pelo menos parte da propina paga pelos meninos todo mês”, escreveu o doleiro.
De acordo com a PF, os “meninos” citados por Messer são Claudio Fernando Barbosa de Souza, o Tony, e Vinicius Claret Vieira Barreto, o Juca, que trabalharam com o doleiro e depois de presos se tornaram delatores.
Paludo optou por não comentar a divulgação das informações. Já a força-tarefa da Lava Jato saiu em defesa de um de seus integrantes mais antigos. “Os procuradores da força-tarefa reiteram a plena confiança no trabalho do procurador Januário Paludo, pessoa com extenso rol de serviços prestados à sociedade e respeitada no Ministério Público pela seriedade, profissionalismo e experiência”, assegura a nota.