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O senador Jaques Wagner (PT) recuou do discurso após ter cravado a chapa governista para as eleições deste ano. Em entrevista nesta segunda-feira (23), durante agenda em Feira de Santana, o congressista adotou um tom mais cauteloso e afirmou que a palavra final para a formação é do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que está em viagem na Ásia.

Na sexta-feira (20), Wagner fez um anúncio de que a chapa das eleições estaduais estava definida, com Jerônimo à reeleição, as candidaturas dele e do ministro Rui Costa ao Senado, além da permanência de Geraldo Jr. (MDB) na vice. Até então, havia uma indefinição em relação à continuidade do emidebista.

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Nesta quinta-feira (8), a vereadora do município de Vitória da Conquista e pré-candidata a deputada estadual pelo Republicanos, Dra. Lara Fernandes, concedeu entrevista ao programa UP Notícias, da Rádio UP FM. Após firmar uma dobradinha com Márcio Marinho (Republicanos), pré-candidato a deputado federal, Lara se lançou como candidata ao cargo em junho de 2025.

Quando comentou sobre a sua candidatura, a vereadora falou sobre a parceria com Márcio Marinho. “A gente recebeu o convite do Márcio Marinho, do Republicanos, que nos acolheu muito bem no partido. Alan deixou claro que foi em comum acordo e até foi sugestão do próprio Sidney, que era presidente do partido. Pastor Sidney disse ‘vamos movimentar o partido, crescer o partido’, mas aí é importante que Alan fique com a presidência para a gente gerar o fato e fazer o evento”, explicou Dra. Lara Fernandes.

A vereadora reiterou que não é o vice-prefeito Aloisio Alan que está lançando a sua candidatura. “Quem foi testada nas urnas fui eu […] então quem tem o pleito sou eu. Eu tenho o pleno direito de me candidatar ao que eu quiser. Ele não está me indicando para nada. Da mesma forma que o esposo dela (Sheila Lemos) tem o legítimo direito como cidadão conquistense”, acrescentou a pré-candidata. Dra. Lara Fernandes esclareceu que a prefeita não se opôs em nenhum momento à sua candidatura.

Confira a entrevista completa com a vereadora e pré-candidata a deputada estadual, Dra. Lara Fernandes:

 

 

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Equidistante até agora da disputa pelo controle do PT baiano, o senador Jaques Wagner decidiu de novo assumir o protagonismo pelo comando da legenda, anunciando que tem candidato à sucessão de Éden Valadares e trabalhará por seu nome.

Trata-se do militante Tássio Brito, que pertence ao MST. O anúncio foi feito por Wagner durante um almoço oferecido hoje pelo movimento social a Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara (SP) e ex-ministro, candidato do presidente Lula à presidência nacional do partido.

“Andaram me perguntando se eu teria coragem de apoiar um nome do MST para presidente do PT. Se eu tive um secretário do MST como é que não posso ter um presidente do MST?”, discursou Wagner, dirigindo-se a Valmir Assunção, líder baiano do Movimento Sem Terra, que foi seu secretário estadual de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza da Bahia.

Ele também anunciou que, depois do almoço, ia se encontrar com o governador Jerônimo Rodrigues para apresentar o nome de Tassio e pedir seu apoio à candidatura. A fala de Wagner ocorreu enquanto a CNB, maior corrente política do PT baiano, promovia uma plenária em que derrotou a ideia de Éden de não apresentar candidato próprio.

Por este motivo, petistas entenderam que, ao constatar que Éden havia perdido as condições políticas de articular a própria sucessão, Wagner decidiu entrar em campo sem guardar segredo sobre seus planos para o partido.

Wagner quer manter o controle sobre o PT, condição que foi considerada essencial para que o partido tivesse eleito Jerônimo Rodrigues ao governo em 2022. Durante o encontro, a ex-deputada Lucinha do MST  se empolgou e, ao referir-se a Wagner, declarou:

– Está aqui o dono da porra toda! Recebeu, no entanto, uma careta de desaprovação do líder petista. Além de Edinho Silva, estavam no almoço os deputados Valmir Assunção e Jorge Solla, Ademário Costa e Edísio Nunes, pré-candidato a presidente estadual, Lucas Reis e Eden, e o grupo petista ligado a Nelson Pelegrino.

Depois do evento, Tássio postou uma foto com Wagner com uma mensagem discreta de elogio ao senador. O anúncio de Wagner em favor de Tássio ocorre coincidentemente quando se difunde a informação de que o ministro Rui Costa (Casa Civil) estaria trabalhando nos bastidores pelo nome de Everaldo Anunciação.

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O ex-governador Jaques Wagner já não é uma jovem promessa da política há tempos. E este será um dos calos que serão explorados pelo potencial adversário na corrida por mais uma gestão no governo da Bahia, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. Porém a “experiência” permite enxergar desde agora os desafios para suceder o próprio sucessor. Isso explica as movimentações políticas feitas nos bastidores e que devem ter reflexo em 2022.

 

Uma das primeiras jogadas de Wagner e do seu entorno foi apaziguar os ânimos entre PSD e PP. À época da tensão pela presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), a ala do governo mais próxima ao senador conseguiu arrefecer os ânimos e encontrou espaço para os aliados sem tantos traumas ou feridas. É claro que nenhum grupo está plenamente satisfeito, porém o “Galego”, como é conhecido, sabe como poucos dizer “não” com um sorriso no rosto. A lábia dele, tornada folclore nos elogios aos olhos azuis feitos reiteradas vezes por Sargento Isidório, é uma das fórmulas para a longevidade da era PT na Bahia. O afilhado político dele, Rui Costa, enrolou o que pôde, porém foi obrigado a admitir essa posição.

 

Até Luiz Inácio Lula da Silva não ter direitos políticos liberados, Rui engrossou o pescoço e tentava se viabilizar como candidato à presidência. Dificilmente emplacaria no PT, dada a condução à mão de ferro do núcleo paulista do partido – leia-se, inclusive, o próprio Lula. O retorno do petista-mor à cena eleitoral, todavia, obrigou o governador baiano a recuar. Apesar de ser considerado um bom administrador, o cacife político dele impediria voos mais altos. Ainda assim, Rui sonhou – afinal, é de graça. Entretanto, além de ver desmoronar as chances de ir ao Planalto em 2022, o governador se viu obrigado a ceder às articulações para impulsionar mais uma vez Wagner, sob risco de isolamento no pós-gestão.

 

Para evitar que o café esfriasse quando ainda está com a batuta, Rui abriu espaço para o front do ex-governador. A prova mais cabal disso foi a nomeação do ex-deputado federal Luiz Caetano para a Secretaria de Relações Institucionais (Serin). Petista no conceito mais clássico, o ex-prefeito de Camaçari perdeu o mandato na Câmara por questões jurídicas e esteve com direitos políticos cessados até muito recentemente. Uma decisão pouco esperada levou à estaca zero os processos e permitiu que Caetano ressurgisse para ser secretário, na condição de homem de Wagner na articulação com lideranças políticas – que vão de prefeitos a deputados até as arraias miúdas dos municípios. Era o que a campanha do senador precisava para usar a máquina de maneira mais discreta e implícita.

 

Aos poucos, a campanha de 2022 para o governo da Bahia ganha contornos menos turvos e mais cristalizados. Apenas uma hecatombe ou uma mudança muito brusca dos ventos pode balançar a dicotomia prevista entre Wagner e ACM Neto. Enquanto o ex-prefeito ainda precisa de um trabalho de formiguinha pelo interior, o senador vai pela frente que mais lhe convém, com a conversa política e a expertise de quem já deu muitas cartas na política estadual. Se a oposição vai usar o “velho” como um problema, o ex-governador pode transformar isso num trunfo. *Bahia Notícias.

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