No editorial intitulado “Falei, tá falado!”, o jornalista volta a chamar atenção para a histórica negligência com a BR-116, uma das mais importantes rodovias do país. Idealizada ainda no governo de Getúlio Vargas, a estrada teve um marco importante em 1964, quando o então presidente João Goulart esteve em Vitória da Conquista para inaugurar a pavimentação do trecho, sob a gestão do prefeito José Pedral Sampaio.
Desde então, poucas melhorias foram feitas. Com a chegada da ViaBahia, concessionária responsável pela rodovia, as intervenções se concentraram quase exclusivamente entre Feira de Santana e o rio Paraguaçu, deixando à margem grande parte do Sudoeste baiano.
Para espanto de muitos, o recente anúncio do ministro dos Transportes, acompanhado do governador Jerônimo Rodrigues, confirmou o investimento de R$ 200 milhões no rodoanel de Feira de Santana. Enquanto isso, Vitória da Conquista — a terceira maior cidade do estado e um dos principais polos econômicos e logísticos da Bahia — não receberá sequer um centavo desse montante.
A população da região está alarmada com a falta de atenção e transparência na administração local do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). As informações sobre os equipamentos e ações previstas são desanimadoras, quando não inexistentes.
Diante desse cenário, é hora de unir forças. Precisamos de uma frente ampla, reunindo deputados votados no Sudoeste, independentemente de partido, bem como lideranças políticas e sociais da região. O objetivo é claro: buscar recursos e garantir emendas parlamentares para dar início imediato às obras de duplicação da BR-116, com atenção especial para os trechos que cortam Vitória da Conquista e cidades vizinhas.
Se não agirmos agora, continuaremos esquecidos pelos próximos cinco ou dez anos. E não temos esse tempo. A região clama por soluções urgentes. A duplicação, construção de viadutos e melhorias estruturais são essenciais para salvar vidas, reduzir acidentes e promover o desenvolvimento regional.
Conquista e todo o Sudoeste não suportam mais o abandono. Chega de descaso. Que esse seja o ponto de partida para uma mobilização concreta e efetiva.