Um episódio de violência durante o desfile cívico de 7 de Setembro, em Vitória da Conquista, gerou repercussão e levou o Sindicato do Magistério Municipal Público (Simmp) a divulgar uma nota de repúdio contra a Secretaria Municipal de Educação (Smed). Segundo a entidade, uma pessoa que participava do 32° Grito dos Excluídos e Excluídas precisou ser hospitalizada após o conflito ocorrido durante a programação.
Em nota divulgada nesta terça-feira (8), o Simmp afirmou que acompanhou de perto a participação do Grito dos Excluídos e criticou a forma como a organização do desfile teria sido conduzida pela Smed. De acordo com o sindicato, houve “falta de sensibilidade e despreparo” na gestão dos horários, das alas e do alinhamento dos grupos, situação que teria contribuído para o episódio de violência.
“O Sindicato do Magistério Municipal Publico de Vitória da Conquista (Simmp) vem a público repudiar a atitude da Secretaria Municipal de Educação (Smed) contra os participantes do 32° Grito dos Excluídos e Excluídas durante o desfile cívico de 7 de setembro” , afirmou a entidade.
Ainda segundo o sindicato, a participação no Grito dos Excluídos ocorre tradicionalmente todos os anos e reúne movimentos sociais em defesa de diferentes pautas. O Simmp afirma que esteve presente na atividade e presenciou uma condução que considera desrespeitosa por parte da Secretaria.
“Como órgão responsável pela organização e pelo fluxo do desfile, cabia à Smed garantir um ambiente seguro, democrático e organizado para a livre manifestação popular.
No entanto, o que se viu foi a total ausência de cuidado, respeito e diálogo no trato com as entidades e cidadãos que exerciam seu direito de manifestação”, declarou o sindicato.
Na nota, o Simmp também cobrou das autoridades municipais a apuração do episódio e a responsabilização dos envolvidos. A entidade reafirmou o compromisso com a defesa dos direitos da classe trabalhadora e dos movimentos sociais e afirmou que não aceitará “que o autoritarismo e a imposição do medo tentem calar a nossa voz nas ruas”
A Prefeitura de Vitória da Conquista já havia se posicionado sobre o episódio. Segundo a versão apresentada pela Secretaria Municipal de Educação, houve um conflito relacionado à ordem de entrada do Grito dos Excluídos no desfile, que estava previsto oficialmente para encerrar a programação. A gestão municipal também afirmou que servidores teriam sido agredidos durante o tumulto.
As versões apresentadas pelo sindicato e pela Prefeitura divergem sobre a condução do episódio. O Simmp defende a apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos.